Archive for segunda-feira, julho 20
Ongaku Shoujo
0
Ongaku Shoujo
Ishigura Kenichi - Studio Deen
Anime - Filme
2015
5 em 10
Um novo anime do projecto Anime Mirai, que visa lançar novos realizadores tendo como suporte grandes e conhecidos estúdios. Infelizmente, este anime fica muito aquém das expectativas.
É uma comédia simples, sobre duas meninas que cantam. Com apenas 25 minutos para explorar estas personagens, elas acabam por ser bastante insossas, sem nenhuma característica que as distinga para além da irritação que causam. Na verdade, são dois recortes da caixa do chocapic muito desagradáveis e o anime estaria bem melhor sem elas. Na narrativa, desenvolve-se uma relação de amizade atribulada, que poderia ter algo de belo se as personagens fossem completamente diferentes. São tão "aleatórias" que acabam por cair num estereótipo de idiotice.
Na animação não há nada de único nem de especial. Apesar das cores vibrantes, paleta variada, os cenários não têm detalhe e tudo gira em volta destas duas meninas de design mediano. Não há qualquer tipo de variedade nem de experimentação, é um pequeno filme que não arrisca nem sai da caixa da normalidade, apesar de ter liberdade para se fazer o que quiser.
A música, que deveria ser o ponto principal, é desinspirada e mal interpretada.
Assim, fica a esperança de que os outros elementos do projecto tenham corrido melhor.
By : ladyxzeus
Sailor Moon: Crystal
0
Sailor Moon: Crystal
Sakai Munehisa - Toei Animation
Anime - 26 Episódios
2014
10 em 10
Sailor Moon foi o anime e manga que me convenceram. Nesses tempos idos, em que eu vi as repetições na televisão uma e outra e outra e outra vez, Sailor Moon salvou-me, levou-me a outros mundos, tornou-me na fã inveterada que sou hoje. Foi o primeiro manga que li, ainda em Francês. Foi a minha primeira fanfiction. Foi o meu primeiro muita coisa. Assim, quando foi anunciado o remake, fiquei mesmo muito feliz. E por isso é que é um 10 em 10. Esta série tem muitos defeitos de ordem técnica. Não é uma série perfeita. Está classificada muito mal em sites de reviews. Mas eu amo isto de todo o coração. E a nota 10, para mim, não é para coisas perfeitas. É para coisas que me dão um prazer do outro mundo quando as vejo. São para coisas que eu adoro. É para coisas que fazem pequenas explosões no meu cérebro, ou grandes explosões no meu coração. Para as coisas perfeitas há o 9. Para coisas do outro mundo há o 10. Sailor Moon é um deles e sempre será, por mais remakes ou antimakes que façam.
Este remake pega na história original do manga, sem a corruptela das séries dos anos 90. Todos sabemos a história: uma jovem taralhoca ganha o poder de se transformar na Sailor Moon e proteger o mundo contra males variados, lutando pelo amor e pela justiça. Apesar da origem ser a mesma, a narrativa toma um rumo bastante diferente. Esta é uma série mais negra, mais adulta, com mais seriedade, apesar de ainda manter toda a magia que recordávamos. Em "Crystal" são-nos apresentados os dois primeiros arcos da história. São-nos apresentadas as personagens e elas vivem aventuras diversas, contra entidades maléficas cada vez mais poderosas.
Tanto umas como outras levaram as minhas emoções aos píncaros. As nossas personagens, as Sailor Senshi, estão caracterizadas tal qual como eu me lembrava no manga, se calhar ainda melhores. Cada uma é única e estabelecem elas força motriz para serem exemplos, das quais outras personagens de outras séries foram copiadas. Há episódios dedicados a cada uma delas, mas a sua força revela-se quando há cenas em que realmente são precisos os seus poderes. Uma das maiores críticas foi dada a Usagi Tsukino: "tem sempre de ser salva pelo Mascarado". Se isso era real no anime do antigamente, aqui acontece exactamente o oposto: Sailor Moon salva Tuxedo Kamen cada vez mais frequentemente, já que ele é tão facilmente corrompido pelas entidades do mal. São adequadas e encantadoras as vozes, que dão muita personalidade (e muito específicas) a cada uma das personagens.
A arte é o ponto mais criticado. Creio que o mundo não estava preparado para estes designs. Pessoalmente, sendo fã inveterada do estilo de Naoko Takeuchi, achei-os lindíssimos. As expressões são perfeitas e há aqui um classissismo que faltava nos anos 90, que traz grande beleza a todas as imagens paradas. Os cenários não são muito detalhados, mas têm a densidade suficiente para se fazerem entender, com grande uso de cores pastel que dão um contexto muito interessante ao aspecto gráfico da série. Temos de admitir que por vezes, até mesmo frequentemente, há erros graves de animação e proporção, mas temos também de considerar que, enquanto série original para a internet, o valor de produção não está muito elevado. Pessoalmente, gostei imenso das cenas de transformação, inseridas como uma espécie de homenagem às séries originais. Apesar de serem em animação puramente digital, um CG com cell shading que tem vindo a ganhar popularidade ultimamente, achei-as bastante bem feitas para o que a produção exigia e estavam muito adequadas e fieis ao espírito inicial.
Musicalmente, senti um pouco falta do tema da caixa de música, que adorava de paixão, mas a banda sonora está bastante completa e adequada às cenas. A OP tem muita energia e transmite com exactidão o espírito da série, sendo que a ED, mais romântica, nos leva a viajar pelo mundo da lua.
E assim, é o mundo da lua. Feito um motel, onde os deuses e as deusas se abraçam e beijam no céu. Para mim, a série que marcou o ano e, quiçá, a década. De todos os remakes que têm feito ultimamente, este foi o que me marcou. Fielmente, de duas em duas semanas, largar tudo para ver o episódio do início ao fim, sem saltar uma única parte. Senti-me como se fosse outra vez uma miúda caixa de óculos, sentada em frente da televisão religiosamente, para ver a série preferida. Espero que todos vós tenham uma série como esta no vosso coração.
By : ladyxzeus
Chick Corea & Herbie Hancock
0
Chick Corea & Herbie Hancock
Concerto
Fui a este concerto por mero acaso. O amigo do outro dia convidou o Qui para partilhar um bilhete com ele. Como eu tinha curiosidade em ver este concerto e agora tinha companhia, comprei um bilhete em segunda mão. Descobrimos depois que eles tinham para a Plateia VIP e eu estava na Plateia em Pé.
Este é um festival para pessoas mais velhas, ao que parece. Num lindo lugar em Oeiras, os Jardins do Marquês de Pombal, está instalado um palco e várias banquinhas de comidas e bebidas. Correu tudo bem à entrada, mas rapidamente a frase mais ouvida passou a ser "isto tem muito má organização". Para começar, só havia uma (UMA!) casa de banho para aquela gente toda. Estava fora do recinto, tinha de se sair mostrando o bilhete e depois entrar pela fila principal, mostrando o bilhete outra vez. Mais filas se encontravam na entrada para as plateias, sem se perceber onde começavam e terminavam, demorando eternidades a avançar. E, afinal, a Plateia VIP não tinha nada de VIP, era só um pouco mais à frente que as outras!
Quando nos separámos, fui em busca de comidas, pois tinha jantado bastante mal (e feito uma pequena birra por causa disso, perdoem-me!) mas não achei nada que pudesse comer. Então, pedi um copo de vinho. Achei um lugar na zona dos restaurantes onde, por uma abertura numa sebe, conseguia ver o palco e os artistas em primeira mão. Aí me mantive a primeira parte do concerto. Seguidamente fui comprar uma garrafa de água, perdendo o meu lugar no processo para uma nojenta que já estava a olhar para ele há milénios. Por isso, fui para a estátua do mal (uma espécie de castelo maléfico), onde comi umas pipocas oferecidas pela organização e vi o concerto mais de perto.
Quanto a este, foi excelente! Maravilhoso! Estes dois têm uma técnica, uma inspiração, completamente fabulosos! As peças eram conhecidas, mas com um twist ou outro que as tornava completamente diferentes. Dominando os pianos com uma mestria impecável, os dois conversaram durante quase duas horas, levando o público a viajar por um universo de imaginação e memórias.
Conseguiram até colocar o público a fazer as vezes de coro, brincando connosco, interagindo de forma muito simpática e demonstrando estarem felizes por estarem ali. Falando em brincadeiras, também houve muito disso na música. De quando em quando, umas tonalidades electrónicas faziam-se sentir, uma espécie de jam não organizada mas que, por alguma razão, funcionava sempre bem.
Um concerto excelente e único, uma oportunidade que não podia perder!
By : ladyxzeus
Blade Runner
0
Blade Runner
Ridley Scott
Filme
1982
7 em 10
Sábado, esse dia fantástico, ocorria em Alvalade a Sunset Party da Associação Portuguesa de Cosplay. Mas, como terão visto no post anterior, estávamos destruídos e destroçados e não nos apetecia mexer. Tinhamos de repor energia. Portanto, ficámos em casa a ver este filme. Espero que todos se tenha divertido na festa!
Este é um filme inspirado num antigo conto de ficção-científica, que eu ainda não li, denominado "Do Androids Dream of Electric Sheep?" Fala sobre um homem que procura destruir os últimos Replicantes no planeta Terra, androides humanos que têm tudo para ser iguais a nós. Excepto a empatia. Para os descobrir, o nosso personagem principal (Harrison Ford) efectua um teste de várias perguntas que visam testar a emoção dos Replicantes, avaliando a sua dilatação pupilar.
É um filme que coloca questões interessantes sobre a humanidade da máquina, mas apesar disso sinto que esse tema já teria sido explorado em outras ocasiões de forma (talvez) um pouco mais adequada. Achei que os Replicantes não estavam muito bem caracterizados, com excepção do chefe, pois foram todos eliminados com grande rapidez. Para mais, apenas um revela algum tipo de inocência que poderia ser considerada "humana", pelo que acabam por não ser realistas enquanto fonte de racionalidade e emotividade. O personagem de Harrison Ford aparece como um inadequado na sociedade do agora (2019 é o agora... Está quase aí, quero o meu Replicante), mas a falta de explicação sobre as suas atitudes acaba por as tornar um pouco erráticas.
O ponto forte do filme é a caracterização do universo, que parece muito grande e muito interessante. Numa Nova Yorque altamente asiática, toda a maquinaria, edifícios, arquitectura, tudo isso aparece com grandiosidade e detalhe extremo, com utilização de efeitos especiais muito avançados para a época.
Outro aspecto muito bom é a banda sonora, que insere tonalidades electrónicas muito complexas que distinguem cada cena como única.
Um bom filme de ficção científica, que me deixa curiosa para ler o conto original. Por sinal tenho-o no Kobo e como vou voltar ao Kobo em breve... Já sabem o que vai acontecer :3
By : ladyxzeus
21º Super Bock Super Rock
0
(Quinta e Sexta-Feira)
Festival de Música
Começa a época alta dos festivais de música. Este ano não estava muito motivada. O mais perfeito era no Porto e não era conveniente lá ir e de resto não vi nenhum cartaz altamente aprazível que me dissesse "tens de ir a este festival sem falta". De alguma forma, lá fui convencida pelo Qui a ouvir Blur para depois ir ver. Entretanto, a minha mãe ficou sem companhia para ir ver o Sting e, portanto, fui com ela. Segue-se então o relato das aventuras.
Quinta-Feira
Tinha ido a uma entrevista na Margem Sul, de onde imediatamante me dirigi para o recinto. Após atribulada viagem de metro, chego ao local, onde está uma multidão de seres humanos numa fila, aparentemente esperando trocar bilhetes por pulseiras. Aí aguardo pela chegada da minha mãe (doravante conhecida por Minha Mãe) e da amiga dela, que também é prima (doravante conhecida por Rosarinho). Comi um gelado estranhíssimo à porta: dizia que tinha sabor a marshmellow, mas tinha uns veios amarelos.
Enfim, entramos e vemos mais ou menos o espaço. De um lado está o Pavilhão Atlântico (agora chama-se Meo Arena, mas eu continuo a chamar-lhe assim), à sua frente um pequeníssimo palco, o Palco Antena 3. Do lado esquerdo passamos por tendas alimentares diversas e debaixo da pala do Pavilhão de Portugal está outro palco, o Palco EDP. No Pavilhão de Portugal está uma exposição sobre o festival e passando por umas portinhas maléficas vamos ter a um jogo de reciclagem, casas de banho e outras comidas.
Bem, o espaço estava catita. Uma enorme quantidade de caixotes do lixo, incluindo amarelos para coisas de plástico, impedia que o chão estivesse impróprio para sentar. Fazia falta algum ponto verde, um bocadinho de clorofila. Apesar de não estar cheio e de, por isso, haver bastante espaço, senti que o local era muito pequeno e em nada comparável à dimensão normal de um festival de música. A parte melhor é que as casas de banho eram bastantes e normalmente estavam aceitáveis. E com papel! Yay!
Dirigimo-nos então para o Palco EDP para ver Perfume Genius. Era a única coisa que queria mesmo ver neste dia, porque é uma música realmente bonita e muito sentida. Apesar de o concerto ter tido alguns problemas de som no início (que se vieram a prolongar durante todo o festival), o jovem Perfume Genius decidiu usar esse tempo para distribuir abraços pelas pessoas. Depois, o concerto foi lindíssimo, muito emotivo. Ele parecia estar realmente feliz por estar ali, apesar da sua constante depressão. A Minha Mãe manifestou desejos de o adoptar para fazer companhia à minha avó.
A pouca distância do fim do concerto, decidimos comer. Fomos ao Psicológico, a roulotte de hamburgueres que me tem salvado frequentemente, mas não fomos muito bem servidas, o burguer estava frio e meio cru e era tudo meio horrível.
Depois fomos para o Palco Antena 3 para ver o PZ. Foi um concerto bem divertido! Apresentaram-se todos de pijama às riscas, o que é sempre simpático, e tocaram todos os novos sucessos, cheios de humor característico. Fiquei super feliz quando apareceu a verdadeira Cara de Chewbacca! E fiquei a conhecer alguns sons novos que nunca tinha ouvido, que também soaram muito bem. Achei curioso como tocaram os intrumentais ao vivo, com sintetizadores e guitarras.
E, de repente, vemo-nos sem nada que fazer! A Rosarinho sugere ir ver o Noel Gallagher ao Palco principal (Palco Super Bock), mas confesso que nem vi com atenção. Acho um som bastante detestávelzinho. Assim, de quinze em quinze minutos mais ou menos, revezava-mo-nos para sairmos dos lugares no primeiro balcão que tinhamos arrebanhado e dar passeios mais ou menos longos pelo espaço. Casas de banho limpinhas, uma oferta ou outra (apanhámos uns lenços e umas bolsas de cintura), bares com bebidas mais chiques, como o gin da moda. Até que, finalmente, chega a hora do Sting!
Sting aparece-nos com um barbão gigante que, segundo a Minha Mãe, o faz parecer ter 70 anos. Procede a cantar todos os sucessos, tanto dele como um ou outro dos Police e vejo a Minha Mãe e a Rosarinho a delirar nas suas cadeirinhas. Também eu bato palminhas. Foi um concerto muito bom! Sting tem uma grande presença de palco e tantos anos de experiência fazem com que as suas atitudes e a sua forma de puxar pelo público sejam simplesmente perfeitas! E, curioso, pensava eu que não sabia nenhuma musica e afinal sabia todas! Gente popular é assim. :)
Saímos um pouco mais cedo para evitar a debandada e o trânsito. Tinha de descansar bastante, pois o dia seguinte seria extremamente cansativo! Vamos lá?
Sexta-Feira
Encontro-me com o Qui e fazemos (outra) atribulada viagem de metro até ao local. Desta vez não está tanta gente à porta, mas nós lá ficamos. Afinal, ainda estamos a aguardar a chegada de um outro amigo, o Gamito. Lá estamos nós falando quando somos abordados por uma pessoa muito chateada com a vida, da qual fugimos. Oferecem-me uma pulseirinha inútil no momento da fuga.
Entramos e faço aos dois uma pequena tour. Afinal, o espaço também não é muito grande. Reparamos em como tudo está tão bem separado e dividido e, mais uma vez, na limpeza do espaço. Realmente estamos a ficar pessoas mais civilizadas, que separam o lixo. Vamos para o Palco EDP ver o poucochinho que falta de Benjamin Clementine. Por um lado, está tudo a correr bem: tudo está a começar a horas. Nós é que estamos atrasados. Não conhecia este cantor, mas gostei imenso do bocadinho do concerto que vimos. Um piano lindíssimo, uma voz maravilhosa, um concerto emocional que me deixou com curiosidade para saber mais sobre o autor.
Dirigimo-nos para o Palco Antena 3 onde estava a dar uma coisa qualquer que já nem sei (acho que era White Haus), à qual não achei piada nenhuma. Depois fomos para o Palco Principal, onde estava a dar The Drums, banda à qual também não acho piada nenhuma e cujo concerto não convenceu. Linhas melódicas muito simples e um estilo igual a toda a gente do indie, muito sem sal. Recuperámos o sal depois de nos alimentarmos. Escolhi desta vez uma roulotte de bagels, onde mastiguei uma coisa maravilhosa com salmão fumado e queijo em paté, nham nham, quero comer outro se encontrar aquela maravilhosa roulotte.
Seguimos para o Palco EDP, onde já iam a meio Savages. Sem dúvida o concerto revelação do festival, esta banda feminina de pós-punk colocou toda a gente aos saltos selvagens. Com uma energia inesgotável e contagiosa (até eu que estava em stand-by, a dormir uma pequena sesta acordada, estava a curtir imensamente), mostraram-nos sons inacabáveis, apesar de curtos, que falavam precisamente dos nossos sentimentos jovens em geral. Uma banda que vale a pena ouvir de novo!
Depois aconteceu o meu pequeno drama pessoal. Eu estava mesmo a contar esta hora entre as Savages e dEUS para descansar e estar sentada sem fazer nada. É que Blur, a banda que íamos ver, era só à uma da manhã. À uma da manhã já eu estou a dormir que nem um pedregulho com musgo! Mas não descansámos. Vimos um bocadinho horrífico de uns Bombaim do não sei quê e não me interessa e depois cirandámos pela exposição do Super Bock, onde o nosso amigo se fartou de encontrar caras conhecidas nas fotografias. Encontrei um mini jardim interior maravilhoso onde queria ficar o resto do tempo, mas continuámos a nossa deslocação, admirando os vários passatempos e umas pessoas a fazerem acrobacias aquáticas com luzes neon. Realmente as coisas de que as pessoas se lembram. Enfim, eu dei o meu melhor para resistir, mas entretanto já me doíam tanto as pernas que tive mesmo de parar e descansar. Levantámos mesmo a tempo de dEUS, mas mesmo assim eu estava fora de serviço e tive de me manter junto à grade da regie, sentadinha, a descansar e a dormitar um pouco. Mais uma vez, estive em dEUS e não vi! É um estigma com esta banda (e até curto bastante deles)
Ah sim, entretanto deram ao Qui e ao Gamito umas ceninhas luminosas que piscavam às cores e eu apoderei-me de uma e diverti-me imenso com ela, porque dava para abanar para cima e para baixo e fazer quiquiquiquiqui, que é um barulho que gosto de fazer.
Acordo mesmo a tempo dos Blur! Devo confessar que não foi banda que me tenha fascinado à primeira audição. Não sei, não gosto da voz do gajo neste tipo de música. Gosto mais dos Gorillaz, que como é mais surreal parece-me que funciona melhor. De qualquer forma, foi um concerto bem giro, pontuado por muitas músicas novas (o album novo foi o que gostei mais). Com uma grande energia, o vocalista convenceu um público adorável a cantar todas as músicas com ele, a fazer coros e a explodir em gritos e palminhas a cada movimento. Já para o final, chamou um elemento do público para o palco, e o escolhido delirou, estava mesmo contente o jovem! Para mais, muito veio o vocalista para perto do público, empinandose no gradeamento de forma a tocar em toda a gente, se bem que era por fases... Por vezes víamos ele a gritar para que os seguranças o pusessem cá em baixo, quando parecia ao início que ele queria estar connosco. Também não se compreende o dente de ouro, que é uma visão estranha. De resto, foi um concerto muito bom e mexi-me imenso com a minha ceninha que piscava. :)
E assim termina a nossa aventura. Cheguei a casa destruída e adormeci em três tempos, mas acho que valeu a pena. :)
By : ladyxzeus

