Archive for segunda-feira, agosto 25

  • Jane Eyre

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    Jane Eyre
    Charlotte Bronte
    1847
    Romance

    O nome da senhora tem um trema no O do apelido, mas não o consigo por neste teclado.

    Oh, o romance clássico! Daqui vieram todas as sombras de grey, sim! Daqui veio a literatura de cordel feminina! Daqui vieram os shoujos dos 70s! Porque é que eu imaginei todo este livro e personagens em estilo shoujo dos 70s?

    Jane Eyre é uma coitadinha. Tem uma vida infeliz e toda a sua vida é infeliz, até que tudo acaba bem. Mas a história não interessa por aí além. É uma história simples, um romance daqueles de amor, um romance de pessoas que se amam apaixonadamente, em que há rivais, em que há desgraças seguidas de alegrias. Tudo isto passado no século XIX na Inglaterra rural. Portanto, um romance histórico. Excepto que foi escrito nessa altura. Portanto, nem a maior pesquisa consegue igualar a exactidão da descrição da época de um livro que foi escrito nessa época.

    O ponto de interesse neste livro é a personagem de Jane Eyre. Exploram-se vários assuntos dentro desta personagem, complexa e bem estabelecida. Observamos o seu crescimento como mulher e a sua luta pela independência. Nesta época, talvez falar sobre estes assuntos fosse um tabu. É quase feminismo!

    Esta personagem tem valores tipicamente cristãos, o que também seria apropriado dessa época. No entanto, não é um livro que nos tente pregar e obrigar a grandes filosofias teológicas. Em vez disso, coloca na boca da personagem os conceitos éticos e morais em que deveríamos acreditar. E como esta personagem é sincera e assertiva, o livro dá muita liberdade para pensarmos como ela ou não.

    Jane Eyre é uma pessoa simpática, com quem se gostaria de conversar. É um personagem modelo e dela vieram muitas outras. O livro é modelo também para muitos outros livros. Assim, acho que vale a pena dar-lhe uma olhadela, nem que seja para sabermos como as coisas eram e como vieram a ser mais tarde. Além do mais, lê-se muito rápido e é bastante simples, apesar da linguagem estar bastante desactualizada e dos conceitos inseridos já serem parte de um passado longínquo.

    Não será um daqueles clássicos eternos que nunca envelhecem. Mas é muito interessante e, sobretudo, muito divertido!
  • Mushishi Special: Hihamukage

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    Mushishi Special: Hihamukage
    Nagahama Hiroshi - Artland
    Anime Special - 1 Episódio
    2014
    6 em 10

    Como sabem, Mushishi é uma série que não me encanta. No entanto, era sábado à noite e procurava dentro da minha caixa multimédia um filme relaxante para ver. Assim, calhou bem este Special de 40 minutos, que serve como filme.

    Nestes quarenta minutos, acompanhamos a história de um eclipse e a influência que isso tem nos mushi, criaturinhas misteriosas que, fazendo parte da natureza, podem envolver-se de forma negativa na vida dos humanos. Para conhecermos o efeito destes mushi, acompanhamos a história de duas irmãs gémeas que, por um motivo ou outro, são muito diferentes. Para nos guiar nesta história, temos Ginko, o nosso personagem recorrente e mushi-shi - uma pessoa que percebe de mushi.

    A história é simples e está bem contada, de forma muito calma. A relação entre as irmãs é amorosa e muito moralizante. Os efeitos dos mushi, neste episódio, estão intimamente relacionados com as necessidades gerais das pessoas, com a necessidade da luz do sol. Assim, também é educativo (para quem seja ignorante ou criança)

    No entanto, este tipo de história necessita - e nisto repito-me - de uma arte bastante melhor. Todas as coisas verdes eram interessantes e o minimalismo das personagens pode conjugar-se bem com o ambiente da história, mas ainda ssim precisávamos de uma verdura mais luxuriante e de, pelo menos, olhos nas pessoas quando elas estão longe.

    Em termos musicais, o anime faz grande uso de efeitos e, sobretudo, do silêncio. Ainda assim, teria ficado melhor se o "silêncio" fosse um silêncio natural, isto é, com os ruídos do mundo natural.

    Os momentos de comédia calharam fora do contexto e poderiam ter sido evitados.

    E com isto, creio que terminei Mushishi. Ainda vai sair mais uma season, mas creio que passarei por cima dela, pois realmente não tenho interesse nesta série.
  • Delírio em Las Vegas

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    Delírio em Las Vegas
    Terry Gilliam
    1998
    Filme
    7 em 10

    Após grandes complicações, entre um telemóvel, uma caixa multimédia e um computador portátil sem wireless, conseguimos conectar este filme para ver depois de uma micro-pizza-party (composta por duas pessoas, eu inclusa). O filme vinha um pouco defeituoso, mas deu para ver. E que delírio!

    Um jornalista e o seu advogado dirigem-se a Las Vegas por motivos de trabalho. Evidentemente que são motivos de trabalho, apesar de o seu carro vir armadilhado com todos os tipos de drogas e bebidas que se possam imaginar. Evidentemente que, quer estejam a trabalhar ou não, estão sempre sob o efeito de uma, duas, três ou meia - tanto faz - drogas. E o filme relata as suas aventuras nesta cidade cheia de coisas que nos farão tripar e sofrer muito. Nomeadamente padrões de tapetes. E as pessoas, oh as pessoas. E os palhaços. E macacos, já falei dos macacos?

    É divertido ver estas trips por causa da capacidade dos actores. Johnny Depp é um maluquinho, dos que recebem a pensão dos maluquinhos, e a forma como cada droga o atinge é muito engraçada. O advogado - Benicio del Toro - é o mais maluquinho dos dois. E nada os impede de tomar demasiado e de acabar em situações desesperadamente caóticas, sempre com uma pitada de pânico e paranóia.

    A forma como está filmado leva-nos para dentro do delírio dos personagens. Curvas, planos inclinados, coisas que se mexem. Será real ou também me estava a bater a mim? (espero que seja real)

    O filme tem muitos detalhes em que vale a pena reparar, nem que seja para desejarmos nunca tripar em Las Vegas. Ou pode acontecer o pior.
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