Archive for terça-feira, outubro 25

  • Fujoshi no Hinkaku

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    Fujoshi no Hinkaku
    Amagi Reno (Design Original)
    Anime - 1 Episódio
    2010
    5 em 10


    Primeiro eu pensei: OHMEUDEUSUMANIMESOBREPESSOASCOMOEU! Depois vi. E depois eu pensei: bem, eu não sou assim nem conheço ninguém que seja graças a deus.

    Porque este anime não caracteriza as Fujoshis. Nem sequer tem graça a parodiar-nos. Primeiro, deviam ter escolhido um verdadeiro bishounen (e feito um esforço para o desenhar como deve ser) como objectivo da fandom das criaturas em causa. Depois, deviam ter caracterizado o que fazemos realmente com os bishounens. Não é só uma questão de SemexUke. Uma verdadeira Fandom tem muito mais que isso.

    Além disso a arte mete nojo, os actores de vozes parecem estar mal treinados e não teve graça nenhuma.

    Valeu o 5 pela originalidade: vemos muita coisa sobre otakus para aqui, otakus para ali, mas ninguém olha para nós. E nós também somos filhas de deus.
  • Genji Monogatari Sennenki

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    Genji Monogatari Sennenki
    Osamu Tezaki
    Anime - 11 Episódios
    2009
    6 em 10

    Fã como sou do livro original, esperava ansiosamente por ver o anime. Detesto comparar animações com as suas obras precedentes, mas desta vez é-me completamente impossível. Porque eu esperava ver uma tradução visual do livro e, infelizmente, tal não aconteceu. Antes de mais, esta história é narrada por Murasaki, o que de certa forma impossibilitou a sua caracterização completa. E, depois, foca-se sobretudo na relação de Genji com Fujitsubo, o que é apenas uma pequena parte desta grande obra. Assim, grandes coisas como a maldição da Princesa Rokujou, acabaram por ficar para trás, pouco desenvolvidas, pouco exploradas.

    A arte é bonita e estilizada. Há belos fundos, mas ainda assim não se comparam em vivacidade com as descrições do livro. Segundo o que me dizem há uma grande exactidão histórica no design, o que significa que eu só tinha ideias erradas sobre a história. Quem diria que gente tão rica não mudava nunca de roupa?

    As vozes agradaram-me quase todas. Estava especialmente temerosa do que podiam fazer a Genji, mas foi uma escolha soberba, combina mesmo com ele. O mesmo não posso dizer da princesa da Sexta Avenida, que eu sempre imaginei mais... Má. E mais vermelha (aqui a cor dela era o verde). No entanto a música é básica e a OP não tem nada a haver com nada.

    A história é a do livro e, portanto, brilhante. Infelizmente, como venho referindo, não houve um seguimento correcto e ideal. Não houve tempo. Fizessem uma série de 50 episódios e isto ia tudo ao sítio. Apesar de ser de progressão muito lenta, o ambiente sereno do livro não foi bem captado. E adicionando algumas cenas de acção completamente desnecessárias, quebraram com o ideal que eu tinha da Genji Monogatari.

    Pode ser um anime muito bom por si só, mas eu não sou capaz de deixar as comparações de lado.
  • Cencoroll

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    Cencoroll
    Uki Atsuya
    Anime - 1 Episódio
    2009
    7 em 10

    Se há coisa que eu admiro são as pessoas que querem fazer as coisas e que as conseguem fazer, mesmo sem ajuda. Cencoroll é o resultado de um desses esforços e sinto orgulho em ser fã de um meio em que isso é possível. E em que é possível fazê-lo e ter um bom resultado.

    Uma cornucópia animada, Cencoroll é um exemplo do melhor que a tecnologia de hoje nos consegue oferecer. E foi feito por um só homem, Uki Atsuya. Arte agradável à vista, simples mas eficiente, excelente design, muito original, e sequências de animação brilhantes, de uma incrível fluidez. Não há beleza nos fundos ou nos designs, mas são suficientemente detalhados para dar uma boa ideia do ambiente.

    Infelizmente, Cencoroll peca no fraco desenvolvimento da história. Existe uma história, isso sim, e pelo que parece é bastante original. No entanto, não há tempo para a desenvolver. Não se sabe o essencial, não se sabe quem é quem nem qual a sua função no mundo. Os personagens estão num rodopio e não têm desenvolvimento. Não parecem estar bem caracterizados, apesar de eu ter a sensação de que o autor os criou com cuidado. Enfim, não há tempo. Se houvesse, se isto fosse um filme de uma hora, provavelmente seria uma das obras excelentes desta década e seria recordado para sempre. Temo que venha a ser esquecido um dia destes, o que é uma pena: o Cenco é a coisa mais fofinha que há.

  • Gundam Seed Destiny

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    Gundam Seed Destiny
    Yatate Hajime - Sunrise
    Anime - 50 Episódios
    2004
    5 em 10

    Existem muitos Gundams e o meu preferido é o Zeta. Com isto em mente, qual será o que gosto menos? Fora o Wing... É o Seed.

    Esta sequela pareceu-me completamente desnecessária. Quem é que afinal quer saber qual é o destino da Cosmic Era? Afinal, CE não é UC... E mesmo teorizando que alguém tem interesse em saber isto, Destiny não cumpriu com o objectivo e finalizou a série com um apocalipse, uma mortandade e nenhuma perspeciva de futuro.

    Os personagens continuam míseros. Há a adição de algumas pessoas potencialmente interessantes, mas o seu interesse empalidece perante o cliché e a sobredosagem de carga emotiva mal encaixada. O que-vem-substituir-o-Char-Aznable-que-eu-nem-malembro-do-nome é um bocadinho explorado, mas ainda assim... Mal.

    A arte, toda brilhante e modernaça, não combina com Gandamu. Meninas bonitas a cantar cheias de brilhos e florzinhas, isso não é Gundam, isso é Macross. Ainda assim há boas sequências de animação e não há grande uso de CG (pelo menos que se note).

    OPs e EDs que eu já gostava antes, mas ainda assim tão pop pastilha elástica, a combinar com os cabelos cor de rosa da Lacus Clyne.

    A única coisa excepcional aqui é que eles são capazes de estar a chorar no meio do espaço e não podem tirar os capacetes para limpar o ranho da cara, que lhes deve fazer comichão.

  • RAINBOW

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    RAINBOW: Nisha Rokubou no Shichinin
    Koujina Hiroshi - Madhouse Studios
    Anime - 26 Episódios
    2010
    6 em 10

    Existiram várias razões para eu começar a ver este anime. Além da obrigação dos críticos e tal, a principal razão foi a de ser slashable, cheio de homossexualidade latente para alimentar a minha esfomeada goela de fujoshi. Mas acabou por ser uma série aborrecida, longa, inútil e apenas mais um número para a minha lista.

    RAINBOW são sete cores, e RAINBOW são os sete rapazinhos trancados por injustas razões numa prisão juvenil do Japão pós-segunda guerra, anos 50. Este conceito demonstra um enorme potencial. Podiam ter analisado as condições das prisões juvenis, podiam ter caracterizado uma era, podiam ter analisado histórias sobre a condição humana e sobre o que leva as pessoas a cometerem crimes hediondos e impensáveis. Mas não fizeram nada disso. A história acaba por se tornar numa fábula de violência injustificada contra os pobres rapazinhos que, inocentes, só desejam cumprir com os seus sonhos. E, depois de libertos, torna-se num conto de provações impossíveis em que os rapazinhos são, efectivamente, incapazes de cumprir os seus sonhos da maneira mais lógica. Tudo se torna num entrave e, no fundo, são 26 episódios de gente a ser miserável e a ser tratada abaixo de cão.

    Os personagens principais não são sólidos. Cada um tem um passado e espera ter um futuro, mas no fundo acabam por ser de cartão, sem qualquer tipo de densidade. Os antagonistas não têm qualquer razão para as suas acções sem ser o puro sadismo e as metanfetaminas. Passe a palavra que as metanfetaminas não tornam as pessoas más. Ou então haveria muito estudante de medicina a lançar-se em sagas homicidas pelas ruas de Lisboa...

    Música pouco memorável, excepto a OP que é bastante interessante e muito bem aplicada ao tema da história.

    A arte é boa, com uma animação regular e aceitável. Gostei da utilização de stills em aquarela, que dão sempre um charme muito próprio a qualquer anime. Toda a arte caracterizou perfeitamente a época em que a história se passa: sendo moderna, faz parecer a produção antiga. Isso é um aspecto muito positivo.

    Em resumo, 26 episódios de rapazes com olheiras a serem maltratados, estropiados e violados. Só o An-chan os pode salvar e ainda bem, porque o An-chan é o mais giro deles todos.

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