Archive for sábado, setembro 12

  • Kaze no Tairiku

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    Kaze no Tairiku
    Mashimo Koichi - Production I.G.
    Anime - Filme
    1992
    5 em 10

    Era para ter ido ao cinema, mas como não me apeteceu sair de casa cá fiquei a ver este filme.

    Estilisticamente, exemplo perfeito para a sua década, mas nos outros aspectos é indistinguível de qualquer outro anime de fantasia. Curioso como este tema, a fantasia pura e dura, se perdeu um pouco ao longo dos tempos e, hoje em dia, são produzidos tão poucos animes com ele. Enfim, uma party de três pessoas (um tank, um priest e uma miúda) encontra-se numa cidade misteriosa onde havia diversas riquezas. Eles viajam por um continente destruído, mas não há grandes explicações sobre o que se passou e o que levou o mundo a tornar-se assim. Na verdade, não há explicações sobre nada, espera-se simplesmente que o visionante viva a aventura destes três sem se questionar sobre nada. Assim, o anime deixa um sabor a incompleto, aparentando fazer parte de algo muito maior e mais complexo.

    Para mais, as personagens que nos são apresentadas não têm qualquer característica distinguível, aparecendo amorfas e insignificantes. Também não sofrem qualquer tipo de desenvolvimento, o que teria sido interessante dentro do contexto e nos poderia ter ajudado a saber um pouco mais sobre este universo.

    O ponto alto do filme será, talvez, a arte. Bastante característica da época, é também fonte de cenários altamente detalhados, apesar da paleta de cores bastante escura que torna alguns aspectos um pouco indistinguíveis uns dos outros, sobretudo no respeitante a sombras.

    Musicalmente, temos uma banda sonora pouco original e muito simples.

    Temos, assim, um filme perdido dos anos 90 que não poderá ser um sucesso, nem nessa altura nem agora.

  • Midori: Shoujo Tsubaki

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    Midori: Shoujo Tsubaki
    Harada Hiroshi
    Anime - Filme
    1992
    8 em 10

    É com grande alegria que o post que ultrapassa a barreira dos mil seja um excelente e recomendável exemplo de animação experimental num tema muito pouco falado em anime. Foi o Qui que o descobriu, por mero acaso.:)

    Inspirado num manga pelo rei do Guro, Suehiro Maruo, trata-se da trágica história de Midori, uma menina que após a morte dos seus pais é entregue a circo de freaks, que a maltratam de todas as formas possíveis. Até à chegada de um anão que faz magia "ocidental", que se apaixona por ela e a protege, relativamente dos acontecimentos. É uma história triste, sem um final feliz ou satisfatório, mas que serve apenas como mote para a terrífica experiência visual em que este anime se torna.

    A animação é extremamente simples, uma produção independente estimulada pelo realizador Harada Hiroshi que, espectacularmente, desenhou todos os momentos deste filme. O filme está formulado de tal forma que se assemelha a um teatro de sombras de papel, sendo que na realidade a história original era um desses teatros. Assim, a animação mantém-se integra com a ideia original, servindo bastante bem como homenagem. Apesar da simplicidade da animação, existe um detalhe profundo no design dos personagens e nos cenários, o que torna o visionamento numa experiência agradável (apesar dos momentos sangrentos e horríveis). De resto, existem algumas cenas em que se investe numa animação desregrada, muito experimental e original, que nos levam até um reino de pesadelo e magias terríveis, ultrapassando os limites da mais perturbada imaginação.

    Adicionando a tudo isto temos uma banda sonora perturbadora e assustadora, que torna a narrativa, que já de si é pesada, numa experiência brutalizante.

    É um anime horrível,  tratando de temas horríveis, nada agradável para uma noite sem sonhos. No entanto, foi das coisas mais interessantes que vi ultimamente e não deixarei de o recomendar.

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