Archive for segunda-feira, maio 04

  • Análise: Ace wo Nerae! - O anime, o cinema e o desporto entram num bar

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     Serve esta review/análise para falar do Ace wo Nerae BOM: o filme do Dezaki, o OVA e o segundo OVA. A série original, acho que já falei dela aqui, é bastante fraquita, em que as jogadoras praticam ténis só de meias, porque não lhes desenharam os sapatos.

    Mas falemos de coisas boas: o que acontece quando temos um anime de desporto, que é realizado por um director fluente em cinematografia?

    É graças a isto que Ace wo Nerae (torna-te num ás!) se eleva para além de um anime perfeitamente normal situado nos anos 70: porque os jogos tornam-se fascinantes, sem uso de super poderes nem nada, apenas a força bruta; porque finalmente ver um jogo de ténis se torna um exercício de controlo de emoções, emoções fortíssimas!

    Confesso que, no passado, odiava este desporto. O meu pai essencialmente me obrigou a passar tardes sem fim na escola de ténis, em que eu só podia mandar bolas para uma parede, enquanto ele jogava no campo (que era o que eu queria). Aprendi as regras do ténis, e consequentemente a gostar de ver os jogos, em Prince of Tennis. Graças a essa aprendizagem, este anime predecessor acaba por se tornar muito mais interessante, porque conseguimos realmente acompanhar os jogos.

    Tudo começa porque o clube de ténis da escola tal tem uma tenista muito linda, a quem chamam Madame Butterfly. Por isso, todas as meninas da escola se querem juntar, mas mal sabem elas que o treinador é um homem (com a provecta idade de 27 anos, o que será importante a seguir) irascível e que não gosta de ninguém. Ao testar as raparigas nas suas habilidades tenísticas, ele detecta uma gema em bruto: Hiromi Oka. Juntos, constroem uma relação de respeito mútuo e, quiçá, um certo amor apaixonado - apesar da diferença de idades.

    Mas tudo acaba em tragédia, como costumavam acabar as coisas nos anos 70, e não mais podem estar juntos. Digamos, mandando um grande spoiler, que o treinador fez parte do Clube dos 27. Oka nunca se irá recuperar completamente, após um ataque de histerismo, mas lá tenta encontrar uma forma de viver.



    Penso que este anime não é só e apenas sobre ténis. No fundo, esta história é um contar da juventude, e de como aquilo que fazemos quando somos muito novos não corresponde ao que fazemos quando somos adultos. Os amigos que chegam, e os amigos que partem para outras direcções da vida. Os amores que vivemos, com que vibramos, e aqueles que são estáticos e seguros.

    Um verdadeiro hino ao desporto, e à adolescência também, mas como se fosse um filme mesmo do cinema.


  • Análise: Chargeman Ken! - Quando o anime sofre de paralisia cerebral

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     Quando precisava de um anime para ver em grupo, fui pedir sugestões a uns outros amigos a ver o que me davam. E o que me deram foi uma jóia mais que preciosa, um diamante perfeitamente lapidado, só que em forma de cagalhão.

    O nome desse diamante é Chargeman Ken!

    Se em 1973 as crianças em Portugal sofriam com o final de uma ditadura, as crianças do Japão sofriam com a OP de Chargeman Ken!. Cantada por um coro infantil, dizem que o nome do seu Chargeman é Chargeman Ken, Go Go Ken. Após 65 episódios a música acaba por ficar mesmo na cabeça, por mais que a gente não queira.

    De resto, o que dizer do nosso Chargeman? Do nosso Chargeman que é o Ken? Então, Ken sofre de uma doença que o desfigurou completamente, a ele e aos outros personagens todos, porque está tão horrivelmente mal desenhado que só pode ter sido criado, no seu conceito de design, pelos pés de uma pessoa com Parkinson. Segundo consta, os animadores estavam muito a ralenti com este anime, porque iam para a praia em vez de trabalhar nele.

    Confere: temos sequências de animação absurdas, em que Ken rebola e rebola sobre si mesmo, a arma muda de sítio, pessoas não estão pintadas e vivem uma vida monocromática na multidão; temos acetatos partidos nas keys, temos pêlos e estranhos pentelhos nas keys. Temos até um momento em que aparece simplesmente uma folha com uns números escritos, que terão se esquecido de tirar (ou terá sido de propósito que lá ficou?) A transformação de Ken é sempre igual em todos os episódios, na sua luta contra os terríveis Juralianos (umas criaturas tentaculares e monoculares, que vivem debaixo do mar, liderados por um gajo com dedos de macarrão, que querem destruir a humanidade por nenhuma razão específica mas que, em oposição a Ken, morrem muito facilmente). A transformação de Ken que é sempre igual costumava ter uma musiquinha muito gira e psicadélica, mas não é sempre, porque o director de som deste anime devia ser surdo, já que raro é o momento de acção que tem banda sonora.

    De resto, as personagens são do mais esquisito que há. Ken não tem nenhuns amigos, fora a irmã Caron (que tem um ar estranhamente adulto, muitos panty shots e dá facadas), e o robô de estimação Barican, que é sem dúvida um robô alcóolico sempre com os olhos tortos.


    Mas o mais estranho no meio disto tudo é o abordar de temas essenciais e relevantes, mas da forma mais estúpida possível. Falamos do mau trato a animais, de bullying, de diferenças entre estratos sociais... Mas sem que nada disto faça sentido nenhum.

    Ken é como a merda: parece merda, cheira a merda, sabe a merda.... Certamente que é merda!

    Por isso, SO LONG LOSERS!


    O primeiro anime de sempre que classifiquei com 1/10. Ficará para os registos históricos. Parabains Ken, estou orgulhosa de ti. Nem tentando ninguém conseguia ser tão mau.


  • Análise: Heated Rivalry - Quanto mais me odeias, mais gosto de ti

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     Série inspirada na também série de livros, de mesmo nome, e que fala sobre uma rivalidade muito sensual entre dois jogadores de hockey no gelo.

    Quando se conhecem, no primeiro ano em que estão a jogar profissionalizados, eles imediatamente odeiam-se um ao outro. Mas esse ódio rapidamente se transforma num amor carnal incontrolável, e ao longo dos anos estes dois (que se odeiam) vão aprendendo que - na verdade - se amam. E isso é extremamente fofinho. O discurso todo em russo do Ilya é encantador.

    A série é extremamente relevante nos tempos que correm, porque nos fala de vários elementos socialmente importantes. Desde a pressão social e familiar dada aos desportistas, até ao facto de haver uma homofobia intrínseca no mundo do desporto, esta série fala disso tudo de uma forma mais ou menos ligeira, mas ainda assim muito emocionante.

    As cenas sensuais estão extremamente bem feitas, e conseguimos ver uma grande conexão entre os acores que nunca teria sido conseguida sem um forte director de intimidade, que fez um trabalho excelente.

    De resto, há muito tempo que não vibrava tanto com uma série, de forma a me sentir fisicamente afectada num dos momentos mais importantes da narrativa, no episódio 6 e mais não digo.

    Anseio agora pela segunda season e talvez venha a ler os livritos.


  • Concerto: FatBoy Slim

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    Foi com este sorriso que FatBoy Slim recebeu a população lisboeta num concerto no 8Marvila (em Marvila). Num espaço relativamente pequeno, tão cheio que não cabia nem mais uma pulga, o nosso DJ de house favorito faz a festa. E que festa!

    Não consigo enumerar os sons que foi passando, mas além dos seus títulos icónicos tivemos direito a Underworld, Prodigy e até Nirvana! E eu dançava e dançava... Uma pessoa até me veio dizer que adorava a minha vibe (um pouco misterioso isto)

    Dancei tanto que fiquei muito abalada, incapaz de me mexer durante toda a semana seguinte. Mas valeu a pena o dispêndio de energia, pois saí de lá bem feliz.

    Foi um concerto especial, sem dúvida, que ficará para os anais da minha história pessoal.

  • Abril 2026: O Que se Viu e O Que se Papou

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    Mais um mês, e este com muitas actividades. Viram-se muitas coisas, leram-se menos, mas vamos ver o que SE VIU e o que apenas SE PAPOU. Let's and Go!

    Blue Moon - Filme biográfico sobre o autor da ED de NGE. O actor suporta o filme inteiro, que está realmente bem feito, uma surpresa da batch dos oscars. Viu-se bem.

    Shuranosuke Zanmaken: Shikamamon no Otoko - Ninja Scroll, mas da Temu. Papa-se

    Dead Man Walking - Homem condenado à morte confessa os seus dilemas a uma freira. Este filme coloca em cheque o papel das mulheres na igreja e a sentença de morte. Fiquei com pena do MC pois ele foi só parvo, e por isso, acabou condenado. Vê-se bem.

    Amagi Brilliant Part - Achei que este anime seria diferente, na verdade é apenas sobre um parque de diversões que está a ir à falência e os momentos fatia-de-vida de quem lá trabalha. Vê-se bem.

    Dead Heat - Corridas de motas com pernas. Extremamente fixe e bem animado, mas cadê o final? Papa-se.

    Cybernetics Guardian - Cyberpunk que mistura tecnologia com demónios, e que acaba por não funcionar muito bem porque... Cadê a história? Papa-se.

    Darwin Jihen - O famoso anime do humanzé, metade homem, metade Zé. O humanzé é estranhíssimo e feio, parece um homem de meia idade com entradas. A história é muito relevante para o momento actual, pois fala do terrorismo da causa animal, o que é algo muito grave. A cena do school-shooting é mais que perturbadora, mas ainda nos conseguem perturbar mais depois disso. O Obama é o vilão. Vê-se bem.

    Dragon Ball Cooler - O irmão do Freezer vem à Terra matar o Goku, sem sucesso. Papa-se.

    Hime-sama "Goumon" no Jikan desu 2 - Continuamos as sessões de tortura deliciosas, mas confesso que me está a passar um bocado ao lado o porquê deste anime. Papa-se.

    Atarotte no Omocha - Lolis, lolis, lolis. Papa-se.

    Toujima Tanzaburou wa Kamen Rider ni Naritai - Anime hilariante em que um fã de Kamen Rider enfrenta os Shockers verdadeiros com a força da raiva e muito treino. Mamas esféricas, ninguém saber porquê. Vê-se bem, ri muito.

    Ranma 1/2 (2024) - A capacidade que a Rumiko tem de desvalorizar bacanas é extraordinária, devia ser um caso de estudo uma mulher odiar as outras mulheres desta forma. Odiosa, nem se papa, só se odeia.

    Infinite Dendrogram - Isekai/jogo completamente irrelevante. Papa-se.

    Arion - Filme excelente baseado nos mitos gregos. Animação óptima, música óptima, tudo em bom. Vê-se bem.

    Oshi no Ko 3 - A trama adensa-se. Já sabemos quem é o pai dos gémeos. Ruby torna-se malévola. SPOILER fez-me chorar baba e ranho. Vê-se bem.

    Malice Doll - OVA estranhíssimo com bizarra animação recordatória das cutscenes da PS1. Uma boneca ganha vida e deseja passar essa vida às outras bonecas, mas tudo corre errado. Muito sensual, também muito assustador e perturbador. Vê-se bem.

    Shibou Yuugi de Meshi wo Kuu. - O famoso "anime em branco", com uma animação delicada e muito experimental, mostar-nos os combates entre meninas num tal de jogo de sobrevivência. Gostei muito do desenvolvimento da MC e da arte em geral. Vê-se bem.

    Hazbin Hotel 2 - A perda de qualidade desde a primeira season é evidente. Ficamos a conhecer os demónios como eram em vida, o que é giro. As músicas nem são tão giras como antes, e Angel Dust drag não me impressionou. Apesar disso, vê-se bem.

    Confidential Confessions - Um manga sobre problemas vividos por adolescentes parvas sem autoconsciência. A arte é só ok, apesar das histórias fortes. Papa-se.

    A Menina que Veio do Outro Lado - Comprei este manga todo para apenas ficar desapontada. Uma arte extremamente simples, uma história um pouco surrealista mas sem grandes detalhes. Papa-se mas o OVA Vê-se bem, porque é muito fofinho apesar de não adaptar nada da história.

    Gunsmith Cats - Inacreditável que eu ainda não tivesse visto este OVA clássico. Raparigas detectives são super cool, e andam aos tiros só de sutiã. Vê-se bem.

    Bang Dream! - Entre seasons, OVAs e filmes, este anime tem pelo menos umas 6 partes. E são 6 partes muito más, porque num anime sobre bandas convém que as personagens saibam cantar e tocar. Também achei surrealista meterem 5 bandas a tocar ao mesmo tempo com os instrumentos todos. Muito estranho e a animação digital mete nojo. Papa-se.

    Children of the Sea - Ia comprar este manga todo e ainda bem que não o fiz, porque é muito parvo. Um desperdício de papel com imensas páginas todas em branco (ou preto). Papa-se.

    Zutaboro Reijou wa Ane no Moto Konyakusha ni Dekiai sareru - Uma rapariga pobrita casa-se com o prometido da sua irmã, que desapareceu. Aprendem a amar-se e é muito muito muito fofinho, até porque o príncipe prometido é lindo de morrer. Vê-se bem.

    Suzanari! - Um 4-koma sobre miúdas com orelhas. Não se sabe porque existe até porque só tem dois volumes. Papa-se.

    Tokidoki Bosotto Russia-go de Dereru Tonari no Alya-san - Alya é russa e às vezes baralha-se e fica nervosa e por isso fala em russo. Um anime fofinho sobre como viver a adolescência da melhor forma. Viu-se bem.

    Uma Musume - Imaginemos que os cavalos de corrida são meninas que fazem corridas. Animação fraca, personagens pouco memoráveis, e todo um absurdo de quem nunca viu um cavalo na vida. Papa-se.

    Loveless - Pensava que me faltavam dois volumes, afinal não me faltava nada porque o manga está em hiatus há uma década. Uma tristeza, mas pensando bem a história não era assim tão interessante. Papou-se.

    RG Veda - Anime CLAMP, homens lindos e tudo lindo. História bastante curiosa, inspirou-me a ler o manga. Vê-se bem.

    Mahoutsukou Tai - Bruxinhas aprendem a voar, e no meio disto há um bacano bem feio e tarado. Mas é super fofinho e as cenas de acção estão bastante bem feitas. Vê-se bem.

    Anne Shirley - Contando a história de Anne of Green Gables mas a passo de corrida. O pacing acelerado não é bom para os fãs da história, mas adaptaram as partes que gostei mais do livro.  Vê-se bem.

    Yami no Shihoukan Judge - Um homem aparentemente parasítico da sociedade é, afinal, o Judge - o que traz o julgamente dos pecados cometidos. E o julgamento é extremamente violento. Isto é quase de terror. Vê-se bem.

    The Story of Edgar Sawtelle - Acho que me mandaram este livro porque os personagens são criadores de cães, inventaram uma raça (se é que isso é possível). Achei que o livro se prolongava demasiado, mas o final foi um pouco inacreditável. Papa-se.

    E assim temos o foi visto e papado durante o mês de Abril! Agora vou tentar fazer mais algumas análises, porque depois tenho de estudar (ao contrário do que indica o nome do blog)

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