Archive for sexta-feira, março 20

  • Uchuu Senkan Yamato 2202: Ai no Senshi-tachi

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    Uchuu Senkan Yamato 2202: Ai no Senshi-tachi
    Habara Noboyushi - Xebec
    Anime OVA - 26 Episódios
    2017
    5 em 10
    Como fã do Leiji Matsumoto, penso que o Yamato 2202 desvirtua na totalidade o Yamato original.

    Temos uma nova equipa a bordo da Yamato e uma guerra contra novos alienígenas. Existem complexidades políticas que nã trazem nada de novo ou relevante à história e, o que mais me chateou, existe uma mistura de influências, desde Gundam a LoGH. Isto significa que a ideia fundamental de Yamato, isto é, de que todos os povos do universo são iguais em evolução, tradição e importância (que são todos "humanos"). A partir do momento em que aparecem aliens super poderosos, uma espécie de "Newtype", esta ideia de base é completamente apagada.

    De resto, temos uma animação bastante boa a maior parte do tempo, embora a abordagem digital 3D das batalhas saia um pouco fora do contexto. Gostei que tivessem aproveitado a tecnologia da Yamato antiga, sem colocar grandes modernidades.

    Musicalmente, temos temas um pouco estranhos, com sons electrónicos misturados com um ar de epicidade, o que torna as batalhas espaciais pouco emocionantes.

    Desapontou-me
  • Obrigada pelas Recordações

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    Obrigada pelas Recordações
    Cecelia Ahern
    2008
    Romance
    Recebi este livro na Troca de Prendas de Natal do grupo do teatro. :)

    Após cair da escada e abortar, uma mulher passa a ter conhecimentos extraordinários sobre história de arte. Ela ainda não sabe, mas está mentalmente unida a um professor. Esta premissa não é muito interessante desde logo, e a autora não consegue imprimir-lhe nenhuma intensidade. Na verdade, a conexão mental entre estas duas pessoas parece ser bastante unilateral, o que leva a encontros e desencontros, sendo que a consumação da relação tem um progresso frustrante e circular.

    A parte positiva é que é um livro cheio de humor e de pequenos detalhes que são engraçados à sua maneira, apesar de um pouco novelescos (de novela televisiva) e por vezes ridículos. Mas é no cair do ridículo e no riso de si próprio que este romance encontra o seu valor.

    Estará agora disponível no BookCrossing a quem o quiser apanhar!
  • RoboCop

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    RoboCop
    Paul Verhoeven
    1987
    Filme
    6 em 10
    Apanhámos o robocop na televisão e eu nunca tinha visto, então ficámos a ver. 

    A história é aquela que todos sabemos: um polícia é transformado numa máquina-polícia e luta pela justiça. No processo, procura as suas memórias humanas, apesar de agora ser uma entidade diferente.

    É um filme violento, com efeitos práticos revolucionários. Apesar de ser uma série de elementos de acção uns a seguir aos outros, a parte filosófica da situação, em que a máquina enfrenta a sua própria humanidade, é quase um proto-cyberpunk, um marcar de um género e de - se o posso dizer - de uma geração.

    No entanto, a visão do "bem contra o mal" aparece muito simplificada, colocando a força policial como um elemento benigno em todas as ocasiões, o que não é de todo verdade, não trazendo justiça ao lado dos "criminosos", que por sua vez são o retrato de uma maldade pura.

    Nota para a imagem do mauzão a cair, com os bracitos a abanar. Muito bom efeito especial.

    Um filme de referência, para ver com espírito crítico.
  • Cosplay Photoshoot #17

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    Cosplay Photoshoot #17
    Evento

    Já passou algum tempo, mas é tradicional falar do primeiro evento do ano e aqui estamos nós: Cosplay Photoshoot #17!

    Estava muito ansiosa por esta Photoshoot, pois ia estrear um fato um pouco diferente do habitual. Decidi fazer um Gijinka de um Rapidash, o Pokémon, um design que adorei! Experimentei bordar à máquina e tudo, adorei fazê-lo! Por isso, acordei super cedo e pus-me desde logo a ouvir o CD Pikachu Music, dos anos noventa, que tem sucesso como "Mas que Pokémon és tu?" e "A Caminho de Veridian".

    Ora, à chegada concluí desde logo que o quórum estava bastante afectado. Tinham acontecido conversas dramáticas, nas quais me envolvi com conta, peso e medida, em que havia troca e partilha de acusações sobre a entidade organizadora deste "encontro". Ora, a minha opinião é que, apesar de tudo, não haveria razão para boicotar a Photoshoot, já que o evento transcende a organização actual, sendo um regresso ao passado e à tradição do cosplay em Portugal. Assim, foi com um misto de indignação e desapontamento que vi a organizadora a dizer "vamos esperar pelas pessoas que estão ali" e, logo de seguida, "afinal eles não vêm". Fazer um encontro paralelo à Photoshoot pareceu-me de extremo desrespeito e mau gosto.

    Fotografei várias pessoas, mas este ano falhei bastante como fotógrafa. Por isso, não vou colocar aqui as fotos. Encontrei um grupo de Tokyo Mew Mew, que era o primeiro grupo que eu queria fazer (eu seria a Zakuro) quando comecei a fazer cosplay! Gritei-lhes que fizessem o skit que eu inventei, que é dançar o Chocolate Disco das Perfume, mas com acrobacias, e espero que o façam porque é o sonho da minha pequena vida de cosplayer! *-* Encontrei um grupo de Gijinkas de Eeeveelutions e tirei uma foto com elas, mas elas não sabiam que Pokémon era o Rapidash D: Encontrei um nazi e , em vez de lhe esmurrar a fuça, tirei-lhe uma foto, porque pensei apenas que era uma farda muito gira. E, de resto, houve pouca interacção entre eu e aqueles que são os outros.

    Fomos beber uma cerveja ao café próximo e logo fomos tirar as nossas fotos para o concurso. Foi um passeio um pouco triste, porque em anos anteriores viam-se cosplayers por todo o lado a tirar fotografias e este ano parecíamos ser só nós. Fizemos uma Photoshoot pequenina mas com fotos muito giras.

    Uma menção ao concurso de fotografia: ao enviar a minha foto, esperava uma resposta que fosse minimamente respeitosa e educada. Por exemplo, algo como "obrigada pela sua participação". Espero que a organização reconheça que é possível ser-se educado e profissional ao mesmo tempo. Para além disso, é sempre bom dar reforço positivo àqueles que participam, de forma a que voltem a participar. Não que eu não volte a participar, porque este concurso é muito importante para mim (ie. razão para ir tirar fotos). De resto, apesar de as fotos vencedoras terem uma qualidade extraordinária e inigualável, senti que poderiam ter sido tiradas em qualquer lugar do mundo, não necessariamente no Parque das Nações, o que costumava ser um requisito para as fotos do concurso.

    Foi um evento desapontante, de certa forma, mas agradável. Gostaria de ter falado mais com as pessoas que prezo com amizade, mas fiz um excelente passeio. Ah sim, e ia morrendo de calor, porque o meu fato era malha polar, com pelo, pelo e mais um pouco de pelo.

    Um cavalo suado, fui eu.
  • Jojo Rabbit

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    Jojo Rabbit
    Taika Waititi
    2019
    Filme
    6 em 10

    Agora em tempos de quarentena de emergência, vamos ter tempo para falar de alguns visionamentos e leituras do mês passado e do corrente mês. Começamos por Jojo Rabbit.

    Um menino na Alemanha nazi tem um melhor amigo imaginário: Hitler. Com a sua ajuda, ambiciona ser o melhor nazi de sempre. Mas tudo muda quando tem um acidente e descobre que uma rapariga monstruosa vive dentro da sua parede. 

    Apesar de a visão do realizador sobre o tema ser original e por vezes comovente, penso que este filme não traz nada de novo sobre o assunto da segunda guerra mundial e do holocausto. Parece transmitir apenas a vontade deste fazer o papel de um Hitler exagerado e cómico, com pouco mais a acrescentar. A visão infantil da realidade pode ser engraçada por vezes, mas acaba por se tornar um pouco cansativa.

    É um filme de comédia que irá entreter, mas que na minha opinião não merecia figurar em prémios.
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