Archive for domingo, março 17

  • Allison & Lillia

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    Allison & Lillia
     Nishita Masayoshi - Madhouse Studios
    Anime - 26 Episódios
    2008
    6 em 10

    Ora aqui está um anime que podia ter sido muito giro. Mas que, por uma razão ou outra, não conseguiu. Manteve-me focada a cem por cento durante os primeiros seis episódios. Depois perdeu-se.

    tudo começa com o conceito. Estamos no ano três mil e troca o passo. Mas conduzimos biplanos e sidecars. Porque não estabelecer isto na época correcta? Será que iremos regredir no futuro, só para ser giro? Nada o indica. Enfim. Temos dois países em guerra e dois adolescentes envolvem-se na busca de um tesouro que poderá acabar com a guerra, de biplano. São eles Allison e Wil. Descobrem o tesouro muito rapidamente, em quatro episódios ou o que o valha. Diga-se de passagem que o tesouro não é nada de especial nem de impressionante e que só nos desenhos animados é que graças a uma coisa destas acabaria a guerra. Um casal de palestinos num biplano devia ir procurar um tesouro igual, tudo estaria solucionado! Depois descobrem uma princesa e depois passa para a segunda parte, a parte de Lillia. Que é

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    A filha de Allison e Wil. Note-se que Wil, convenientemente, morre quando ela é pequena.
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    E desenvolve-se uma história em tudo semelhante à da primeira, parte, excepto com outros personagens. A história, como se pode ver, podia ter o seu interesse se se focasse nos dramas políticos com mais seriedade, mas é tudo demasiado leve para ser levado a sério.

    Os personagens estão bem caracterizados ao início, especialmente Allison, mas não saem do mesmo sítio. Os filhos são recortes da caixa dos chocapitos. E, facto interessante, nestes dois países a quantidade média de habitantes deve ser de 10 a 15 pessoas, porque são todos filhos uns dos outros.

    Em termos de animação, temos muitas perseguições como cenas de acção. Perseguições de aviões de todos os feitios, de motas com sidecar, de jipes, de comboios, temos meios de transporte para todos. O CG só funciona de vez em quando e a maior parte das vezes está enfiado a martelo de uma forma muito desagradável.

    De música, só a OP se aproveita. É muito bonita e caracteriza bem a série. O parênquima quer dar uns ares de "sou muito épico", mas falha quando associado à animação.

    É uma série leve e divertida, mas inconsequente. Agora percebo as pessoas que desistiram dela no episódio 6.
  • Quem Tramou Roger Rabbit

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    Quem tramou Roger Rabbit
    Robert Zemeckis
    Filme
    1988
    7 em 10

    A propósito da Monstra, Festival de Animação, passei a tarde toda no Cinema S. Jorge. Perdi o filme de anime, porque cheguei meia hora depois de ter começado, mas vi o Roger Rabbit. Que é um filme que sinceramente não me importo nada de ir ver no cinema, porque sempre gostei dele.

    Um policial com um twist: os desenhos animados são pessoas. Pessoas loucas, mas pessoas vivas. Valiant é um detective privado que já teve melhores dias e que um dia tem de ir tirar umas fotos pornográficas à mulher do Roger Rabbit, um coelho toon. Depois alguém morre, Roger é acusado e o detective protege-o e esconde-o enquanto tenta perceber quem é o verdadeiro vilão da história. O resultado é um filme divertidíssimo.

    Groundbreaking (partidor de chão) na utilização de animações que interagem com actores e objectos, é um excelente exemplo das coisas que se podem fazer com desenhos. Foram precisos muitos animadores para fazer isto, mas cada detalhe está no sítio certo e até coisas difíceis, como a cena do candeeiro, foram conseguidas.

    Os actores verdadeiros não estão a fazer nada fora do comum, mas funciona. As vozes dos desenhos também funcionam. E é o conjunto que trás um resultado divertido.

    A única coisa que eu não gosto deste filme é que os desenhos são todos "toons" antigos e eu não aprecio toons. Não acho graça a coisas que caem e se magoam. E Roger Rabbit passa o tempo a dizer que os desenhos animados foram feitos para rir e isso não é assim tão verdadeiro.

    Depois do Roger Rabbit ainda vi a sessão de competição das Curtíssimas, Super Shorts. Foram 72 minutos e eu estava a ver que nunca mais acabavam. Porque quando digo Curtíssimas... São mesmo curtas. Com 30 segundos. A dois minutos. Bom para ver no youtube, mas numa sala de cinema, dezenas delas umas a seguir às outras, já me estava a alucinar. De qualquer forma, a minha preferida chamava-se Woof Woof e era com quadradinhos e triângulos. Perdi o lançamento da revista Banzai porque fui lanchar, mas estava lá uma exposição.

    Gosto sempre de ir à Monstra, vou todos os anos. Talvez para o ano finalmente vá acompanhada. Quizas quizas quizas
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