Análise: Ace wo Nerae! - O anime, o cinema e o desporto entram num bar
Serve esta review/análise para falar do Ace wo Nerae BOM: o filme do Dezaki, o OVA e o segundo OVA. A série original, acho que já falei dela aqui, é bastante fraquita, em que as jogadoras praticam ténis só de meias, porque não lhes desenharam os sapatos.
Mas falemos de coisas boas: o que acontece quando temos um anime de desporto, que é realizado por um director fluente em cinematografia?
É graças a isto que Ace wo Nerae (torna-te num ás!) se eleva para além de um anime perfeitamente normal situado nos anos 70: porque os jogos tornam-se fascinantes, sem uso de super poderes nem nada, apenas a força bruta; porque finalmente ver um jogo de ténis se torna um exercício de controlo de emoções, emoções fortíssimas!Análise: Chargeman Ken! - Quando o anime sofre de paralisia cerebral
Quando precisava de um anime para ver em grupo, fui pedir sugestões a uns outros amigos a ver o que me davam. E o que me deram foi uma jóia mais que preciosa, um diamante perfeitamente lapidado, só que em forma de cagalhão.
O nome desse diamante é Chargeman Ken!
Se em 1973 as crianças em Portugal sofriam com o final de uma ditadura, as crianças do Japão sofriam com a OP de Chargeman Ken!. Cantada por um coro infantil, dizem que o nome do seu Chargeman é Chargeman Ken, Go Go Ken. Após 65 episódios a música acaba por ficar mesmo na cabeça, por mais que a gente não queira.
De resto, o que dizer do nosso Chargeman? Do nosso Chargeman que é o Ken? Então, Ken sofre de uma doença que o desfigurou completamente, a ele e aos outros personagens todos, porque está tão horrivelmente mal desenhado que só pode ter sido criado, no seu conceito de design, pelos pés de uma pessoa com Parkinson. Segundo consta, os animadores estavam muito a ralenti com este anime, porque iam para a praia em vez de trabalhar nele.
Confere: temos sequências de animação absurdas, em que Ken rebola e rebola sobre si mesmo, a arma muda de sítio, pessoas não estão pintadas e vivem uma vida monocromática na multidão; temos acetatos partidos nas keys, temos pêlos e estranhos pentelhos nas keys. Temos até um momento em que aparece simplesmente uma folha com uns números escritos, que terão se esquecido de tirar (ou terá sido de propósito que lá ficou?) A transformação de Ken é sempre igual em todos os episódios, na sua luta contra os terríveis Juralianos (umas criaturas tentaculares e monoculares, que vivem debaixo do mar, liderados por um gajo com dedos de macarrão, que querem destruir a humanidade por nenhuma razão específica mas que, em oposição a Ken, morrem muito facilmente). A transformação de Ken que é sempre igual costumava ter uma musiquinha muito gira e psicadélica, mas não é sempre, porque o director de som deste anime devia ser surdo, já que raro é o momento de acção que tem banda sonora.
De resto, as personagens são do mais esquisito que há. Ken não tem nenhuns amigos, fora a irmã Caron (que tem um ar estranhamente adulto, muitos panty shots e dá facadas), e o robô de estimação Barican, que é sem dúvida um robô alcóolico sempre com os olhos tortos.
Mas o mais estranho no meio disto tudo é o abordar de temas essenciais e relevantes, mas da forma mais estúpida possível. Falamos do mau trato a animais, de bullying, de diferenças entre estratos sociais... Mas sem que nada disto faça sentido nenhum.
Análise: Heated Rivalry - Quanto mais me odeias, mais gosto de ti
Série inspirada na também série de livros, de mesmo nome, e que fala sobre uma rivalidade muito sensual entre dois jogadores de hockey no gelo.
Quando se conhecem, no primeiro ano em que estão a jogar profissionalizados, eles imediatamente odeiam-se um ao outro. Mas esse ódio rapidamente se transforma num amor carnal incontrolável, e ao longo dos anos estes dois (que se odeiam) vão aprendendo que - na verdade - se amam. E isso é extremamente fofinho. O discurso todo em russo do Ilya é encantador.
A série é extremamente relevante nos tempos que correm, porque nos fala de vários elementos socialmente importantes. Desde a pressão social e familiar dada aos desportistas, até ao facto de haver uma homofobia intrínseca no mundo do desporto, esta série fala disso tudo de uma forma mais ou menos ligeira, mas ainda assim muito emocionante.Concerto: FatBoy Slim
Foi com este sorriso que FatBoy Slim recebeu a população lisboeta num concerto no 8Marvila (em Marvila). Num espaço relativamente pequeno, tão cheio que não cabia nem mais uma pulga, o nosso DJ de house favorito faz a festa. E que festa!
Não consigo enumerar os sons que foi passando, mas além dos seus títulos icónicos tivemos direito a Underworld, Prodigy e até Nirvana! E eu dançava e dançava... Uma pessoa até me veio dizer que adorava a minha vibe (um pouco misterioso isto)
Dancei tanto que fiquei muito abalada, incapaz de me mexer durante toda a semana seguinte. Mas valeu a pena o dispêndio de energia, pois saí de lá bem feliz.
Foi um concerto especial, sem dúvida, que ficará para os anais da minha história pessoal.
Abril 2026: O Que se Viu e O Que se Papou
Dead Man Walking - Homem condenado à morte confessa os seus dilemas a uma freira. Este filme coloca em cheque o papel das mulheres na igreja e a sentença de morte. Fiquei com pena do MC pois ele foi só parvo, e por isso, acabou condenado. Vê-se bem.
Amagi Brilliant Part - Achei que este anime seria diferente, na verdade é apenas sobre um parque de diversões que está a ir à falência e os momentos fatia-de-vida de quem lá trabalha. Vê-se bem.
Dead Heat - Corridas de motas com pernas. Extremamente fixe e bem animado, mas cadê o final? Papa-se.
Cybernetics Guardian - Cyberpunk que mistura tecnologia com demónios, e que acaba por não funcionar muito bem porque... Cadê a história? Papa-se.
Darwin Jihen - O famoso anime do humanzé, metade homem, metade Zé. O humanzé é estranhíssimo e feio, parece um homem de meia idade com entradas. A história é muito relevante para o momento actual, pois fala do terrorismo da causa animal, o que é algo muito grave. A cena do school-shooting é mais que perturbadora, mas ainda nos conseguem perturbar mais depois disso. O Obama é o vilão. Vê-se bem.
Dragon Ball Cooler - O irmão do Freezer vem à Terra matar o Goku, sem sucesso. Papa-se.
Hime-sama "Goumon" no Jikan desu 2 - Continuamos as sessões de tortura deliciosas, mas confesso que me está a passar um bocado ao lado o porquê deste anime. Papa-se.Evento: Aniaki vs Uchuu Matsuri - Um Combate
No mês de Março tivemos dois eventos quase seguidos, os dois de dimensão semelhante, ambos em escolas. Assim, em vez de falar da experiência de cada um em separado, achei que seria divertido comparar ambos por pontos. Porque um dos eventos foi um grande sucesso. O outro evento não terá sido tão bem sucedido. Então vamos a UM COMBATE! Pelo evento de pequena dimensão melhor sucedido de Março!
Aniaki
Espaço: O espaço é a escola que já conhecemos, mas desta vez consegui aproveitar melhor o espaço porque fui para a rua. As casas de banho estavam cheiíssimas. O espaço do concurso era um ginásio, bastante desadequado porque nem tem lugar para as pessoas se sentarem.
Actividades: Nenhumas! Fora o concurso de cosplay e a Artist Alley, nada de nada, talvez porque retiraram uma sala de workshops para meter mais bancas.
Convidados: NENHUM!
Concurso de Cosplay: Em formato desfile performativo, fiz de ROBOTO. Estava imensa imensa imensa gente inscrita, e overall foi divertido.
CONCLUSÃO: Evento super super popular, mas porquê? Trata-se mais de um supermercado de arte, quase não tem actividades nem convidados nem nada. De todos os modos, fiquei feliz porque achei um porta chaves do meu maior ídolo G-sama, e entrei em delírio
---> AQUI eu e o Toshio Maeda sensei com o meu polvis. Eu feliz <3
Uchuu Matsuri
Espaço: O espaço é uma escola, mas infelizmente esta escola está toda destroçada. Janelas partidas, casas de banho repelentes. As actividades eram em salas de aula, o que nos dá boas cadeiras e tal.
Actividades: Talvez demasiadas! Havia um ror de workshops, imensos!, e muitas vezes as pessoas teriam de correr de um lado para o outro para as poder apanhar na hora correcta. Muitos dos workshops eram muito interessantes, mas a única actividade que eu queria ir era o karalhoke. Quando cheguei não estava ninguém, e estava a passar pimba, então tive vergonha de ir cantar.
Convidados: Super interessantes! Tivemos o Maeda-Sensei,que pediu para tirar foto comigo (ofereci-lhe um polvo de peluche). Adorei conhecê-lo!
Concurso de Cosplay: Em formato skit, estavamos DUAS pessoas inscritas e ainda assim conseguiram alucinar com o audio de ambos.
CONCLUSÃO: Evento praticamente vazio, não se sabe porquê. O preço? Os artistas? Honestly, para conhecer os senseis valia mesmo a pena. Whyyy
Análise: Blood+ - Quando o bom gosto se mantém
Há muito muito tempo, vi Blood+. Classifiquei-o comum 9/10 e adicionei um dos personagens aos favoritos. No entanto, não me lembrava virtualmente de NADA deste anime. Porque é que lhe dei 9? Porque é que gostava tanto daquele persoangem?
Ocasião de rever, desta vez em grupo, e parece que a minha opinião de 2007 se mantém. O meu eu de há 20 anos era realmente um poço de bom gosto.
Mas afinal de de contas, de que se trata este anime? Vampiros!
Conhecemos, ao início, uma rapariga aparente normal, embora bastante anémica, chamada Saya. Rapidamente percebemos que esta Saya é, na verdade, um chiroptera: espécie de vampiro mutante, muito feio, que ataca sem escrúpulos toda a gente. Dizem que é a forma seguinte da evolução do ser humano. Investigam sobre isso. Saya enquanto vampira tem adormecimentos periódios que duram cerca de 60 anos. A última vez que despertou, esteve na Guerra do Vietname e correu tudo muito mal. Ela apagou as suas memórias. E é nesta aventura para lutar contra os chiroptera que ela as vai recuperar.
Ela tem dois irmãos adoptivos e um "chevalier", que é o Haji, um cavaleiro defensor e protector que toca violoncelo. O Haji é lindo de morrer, tem uma personalidade toda magoada e cheia de angústia, e percebemos porquê: porque quando Saya dorme, ele - no sofrimento da sua imortalidade - tem de vaguear por todo o lado sem destino e sem nada para fazer sem ser praticar o seu instrumento (o violoncelo, por favor!)
Também os antagonistas são aterrorizantes e muito fortes, nomeadamente Diva, que tem uns gostos sexuais muito estranhos e que - com isso - protagoniza uma das cenas mais perturbadoras do anime inteiro. Os seus chevaliers também lutam, mas ao contrário de um shounen de batalha regular, eles não aparecem a cada semana. Eles têm personalidades distintas, poderes distintos e histórias evolutivas completamente diferentes, com razões muito íntimas para se manterem como chevalier.
Nas cenas de acção, a animação é brilhante, e temos uma banda sonora perturbadora.
De resto, como se confirma que eu era um génio, tenho apenas a dizer que o bom gosto é para sempre. E, para celebrar isso, quero ser um bonito. Sim, farei cosplay do Haji. Porque eu mereço.





