• Análise: Devilman - Uma História à Qual Sempre Volto

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     Devilman é o tipo de história que me fascina, e por mais que veja e reveja os OVAs (revi recentemente também , e falarei deles de seguida) e o Crybaby, de vez em quando gosto de voltar a ela. Então, para complementar o meu (re) visionamento, achei por bem desta vez ler o manga.

    Certamente que existem vários defeitos neste manga, desde a arte um bocadinho out of date até à lógica da história em si que, confessemos, não é muita. Mas a verdade é que, mais uma vez, temos uma oposição entre forças masculinas, o Devilman que é a encarnação de todo o mal mas que - desta feita - está do lado das pessoas, contra o seu melhor amigo que se vem a revelar ter um papel muito mais importante do que aquilo que esperávamos.


    Como podem ver, a arte é violenta e as citações dos personagens violentas são. Tudo isto começa com uma festa satânica em que todas as pessoas são contaminadas com drogas (curioso estes mangakas dos anos 70 e as suas drogas, considerando o quão ilegais elas são no Japão) para que se transformem em demónios, por forma a tentar invocar aquele que será o Devilman, o demónio protector da humanidade. A coisa corre até mais ou menos bem, e depois o Devilman irá proceder a destruir todos os demónios que encontra que, diga-se de passagem, são bastante feios e atemorizantes.


    Dito isto, a arte do manga é simplesmente fascinante, porque é tanto nojenta e assustadora como também tem cenas de página inteira/duas páginas que revelam uma capacidade artística invejável. Os designs podem nos parecer antigos, mas a verdade é que este é um excelente exemplo de como aplicar a arte tradicional a algo um pouco mais avançado do que, simplesmente, aventuras de um jornalista europeu. Assim, o manga de Devilman acaba por ser altamente sofisticado para a sua época, e também é altamente viciante, pelo que não me espanta ter sido um sucesso que se manteve até aos dias de hoje, com Crybaby


    As personagens são memoráveis, com uma caracterização extremamente cuidada, que depois na viragem final mais ou menos (aliás, totalmente) apocalíptica acaba por trazer consequências ao desfecho, não só o da história mas ao das pessoas que vivem dentro desta história, cujo destino acaba por ser imprevisível e horrendo.

    Uma história à qual sempre volto, e cujo o manga será um 9/10 mais uma vez, porque é simplesmente TÃO BOM.

    Recomendo vivamente todas as instâncias de Devilman, excepto o anime TV dos anos 70, que é extremamente infantil e não tem graça nenhuma.








  • Análise: MW - Os Gays de Tezuka

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     Depois de ver a Fénix, fiquei fascinada com o Tezuka e com a sua capacidade de contar histórias extremamente violentas. Por isso, fui ler MW, um manga que fala sobre uma droga com o mesmo nome e sobre uma tragédia que aconteceu numa ilha isolada pela libertação dessa droga.

    No meio disto, temos uma história de amor tóxico entre dois homens, um certo vilão muito bonito e um outro que era delinquente e, à medida que a vida foi passando, se tornou padre. Com estes dois elementos, temos aqui um conflito bastante premente, em que o padre duvida da sua fé e das suas capacidades perante a beleza maléfica do seu amante, que irá fazer de tudo para libertar a droga MW por todo o mundo e - assim - destruir a sociedade que tanto mal lhe fez.

    Com esta premissa violenta começamos a procurar o MW e a desvendar o mistério por trás da tragédia na ilha. Ficamos a saber que a relação tóxica foi na verdade iniciada pelo (potencial) padre, que violentou o outro rapaz na infância. Assim, o processo de libertação do MW é uma libertação pessoal, uma vingança pessoal contra aquele que o tornou estranho, invertido, um homem à parte da sociedade. Por outro lado, o padre arrepende-se profundamente das suas atitudes e tenta encontrar uma catarse na exploração do divino, sem sucesso pois a ameaça que paira - o MW - é demasiado grande para ignorar e o rapaz vilão comete atitudes tão desregradas e tão inspiradas numa maldade ancestral que parece não haver forma de lhe resistir.

    Chocou-me sobretudo quando ele arranca os dedos a uma mulher, aquela que se iria casar com ele, por nenhuma razão aparente sem ser simplesmente decepar dedos porque sim.

    A arte de Tezuka pode-nos parecer desactualizada, mas a verdade é que nos habituamos rapidamente a ela e tem um nivel de detalhe nos cenários absolutamente impressionante para a época, em que não havia recursos digiteais e era tudo desenhadinho à la pata.

    Esta foi uma história que me cativou, mas que também me chocou, e uma das melhores leituras de Tezuka que tive até agora (comparando com a sua prolificidade, a minha leitura até que é bastante reduzida). Ficou com 9/10 e uma referência para os mangas futuros que irei ler.


  • Análise: Paradise Kiss - A Moda e o Amor

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    Mais um anime que vimos na nossa festa de segundas-feiras. No caso, para mim foi um Rewatch, porque já o tinha visto há muitos anos. Tantos, que nem me lembrava que a série tinha uns meros 12 episódios, e não 24 ou 26. 

    Paradise Kisse é o nome do anime e da marca de roupa que os nossos personagens estão a tentar criar. Este conjunto de pessoas é, tal e qual a trupe de Gokinjo Monogatari, estudante na escola de moda de Tóquio, e e estão a competir para conseguir o primeiro lugar num concurso de designs de moda de final de ano. No entanto, não têm uma modelo! E é aí que aparece "Caroline" uma rapariga estudiosa que não sabe bem o que fazer da vida, apenas que o caminho que quer não é bem aquele que escolheu.

    Enquanto modelo, a personagem de Caroline - com a quem simpatizo bastante por causa do nome - pode ser um pouco duvidosa. Afinal, trata-se apenas de uma adolescente, e como todos os adolescentes os sonhos e desejos vêm sempre em primeiro lugar, em oposição ao que é realmente necessário fazer. Assim, começa a relação amorosa e sexual com "George", o líder da Paradise Kiss, e Caroline foge de casa para poder viver este curto mas intenso amor.

    No entanto, também as outras relações entre as personagens nos revelam a mestria de Ai Yazawa a contar histórias realistas e presas no nosso próprio mundo. Temos uma personagem trans, crossdresser, com uma sexualidade duvidosa, que consegue expressar-se da forma que sempre quis por causa da roupa. Temos Takumi e Miwako, numa relação tóxica essencialmente baseada na força sexual feminina, pontuada por episódios de ciúmes e de violência. E a relação do nosso par principal, que nunca nunca poderá durar porque - como sabemos - os sonhos de adolescência são muito voláteis.


    Fica uma nota para os designs maravilhosos de todos os figurinos, que desafiam as leis da física mas não as leis da construção textil. O conhecimento de moda da autora é profundo, e isso aplica-se também nos designs e nos momentos do anime em que observamos os personagens a construir o figurino principal, lindo vestido verdeazul com borboletas.

    Tendo isto em conta, Ai Yazawa apresenta-nos uma história talvez mais curta, talvez menos relevante que - por exemplo - Nana, mas que ainda assim é valiosa a mostrar-nos um conjunto de pessoas diferentes, num contexto diferente, mas que vivem exactamente da mesma forma que todos nós.

    Mantenho o 8/10.

  • Julho 2026: O que se Viu e o que se Papou

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    Passámos mal, então isto atrasou tudo. Mas bora falar de Julho assim muito rápido, que eu também não estou para aturar isto que dá muito trabalho omg, porque é que eu tenho um blog há 15 anos isso nem faz sentido, por favor me matem ou me dêm brufen obrigada. LET'S GO!

     

    Ginga Tokyuu Milky Subway - Animação muito gira e voice acting fantástico. Vê-se bem.

    Capeta - Puto que curte karts torna-se piloto de fórmula 1 e está estranhamente bem feito. Vê-se bem.

    Koori no Jouheki - Entendi foi nada. Papa-se.

    Nippon Sangoku - Designs giríssimos mas demais para a minha cabeça. Papa-se.

    Obsession - Gritei horrores. Vê-se bem.

    The Bear - Acabou a série da culinária familiar, e acabou tudo em bem. Vê-se bem.

    Milk - Luta pelos direitos queer nos seus primórdios, muito informativo. Vê-se bem.

    Leone e Lena - Peça de teatro irrelevante. Papa-se.

    Lessons of Evil - Manga bem feio sobre um psicopata numa escola, só que o psicopata é o professor giro. Cenas de sexo com adolescentes são meio no-no para mim neste contexto. Papa-se.

    Dança dos Dragões - Mais um livro da Song of Ice and Fire etc que não serviu para nada. A história é a mesma da do livro anterior só que da perspectiva de outras personagens. Isto é muito estúpido, mas já faltou mais. Papa-se.

    Only the Ring Finger Knows - Após muitos anos acabei esta série de light novels, e foi plenamente desapontante porque a narrativa é tão cheia de coisas estranhas que nem faz sentido. Então os gajos não se encontram porque um deles estava nos States com uma amiga no hospital e não se podem falar porque o mesmo gajo é atropelado? Macagar para os spoilers. Papa-se.

    Os Meus Dias na Livraria Morisaki - Uma história sem interesse, terrivelmente mal escrita e terrivelmente traduzida. Papa-se.

    O Diabo Veste Prada 2 - Por nada deste mundo me consigo lembrar do fim do filme. Papa-se.

    Blue Lock - Futebol, mas num espaço fechado do tamanho da grande área, em que a equipa são só atacantes. A animação gira da primeira season acaba por morrer. Papa-se.

    Given - Irrita-me os BL terem sempre três casais e quando estamos investidos num muda a história para outros. Everyone is gay. Also, raep is a no-no 

    Drifting Home - A Vida, a Obra e a Morte de um Prédio Devoluto. Papa-se.

    Good to Great - Análise das características de líderes de grandes empresas. Infelizmente são empresas numa escala babilónica e aplicação acaba por ser reduzida. Papa-se.

    Arslan Senki (1991) - OVA que me deu vontade de ir ler o manga. Afinal Arslan Senki é lindo. Vê-se bem.

    Petals of Reincarnation - Figuras históricas reencarnam num jogo de morte, wtf. Papa-se.

    Shiboyugi (Filme) - O regresso das meninas em branco, foi como um episódio longo. Papa-se.

    Backrooms - Acabei por ficar envolvidíssima no conceito de espaço liminal e não paro de pensar nisso, mas não tenho muito a dizer só que Vê-se bem.

     Caderno de Memórias Coloniais - Perspectiva da descolonização, mas pelos olhos de uma menina. Interessante e violento. Lê-se bem. 

  • Junho 2026: O que se Viu e O que se Papou

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    Sou uma mulher da Terra. E, como sou, gosto de costurar, embora não saiba tricotar. E também gosto de fazer estas coisas de entretenimento de que falaremos de seguida! Embora já estejamos quase um mês atrasados, vamos lá!

    Kawaii Hito - Manga com um trope que adoro, o do gajo feio com a moça gira. Foi mesmo muito fofo e leu-se bem.
    Spinal Tap 2 - Não tão divertido com o primeiro, mas uma boa homage.The Flower People are Smiling..... Vê-se bem.
    Contos da Cantuária - Porque o pessoal medieval é mesmo divertido! Lê-se bem.
    Majokko Megu Chan - Clássico mahou shoujo dos anos 70, mas que achei muito chato e muito mauzito em termos de animação, mesmo para a época. Papa-se.
    Isekai Quartet Movie - Porque é que isto existe. Nem se papa, só se tolera.
    Kanan-sama wa Akumade Choroi - Succubus tenta seduzir um parolo qualquer, com sucesso. Foi bastante terrível, só gostei dos cornos a crescer nos cornos. Papa-se.
    Highschool DXD BorN - Eu não tinha nunca visto esta série e fui logo para a terceira season. É terrível e só se papa.
    Hoppers - Pixar sobre conservação animal, divertido mas ok e só se papa.
    The 7 Habits of Highly Efficient People - Tudo muito bem até dizerem que um hábito bom é ter uma espiritualidade associada ao monodeus mau. Foda-se vocês e morram.
    Class de 2-banme ni Kawaii Onnanoko to Tomodachi ni Natta - Sou amigo da segunda miúda mais gira da turma, e é tudo giro, temos bom desenvolvimento da relação e das personagens e os seus dramas são interessantes. Viu-se bem
    Shoushimin - Anime sobre pessoas reais, e muito realista no seu drama e na sua secura.Viu-se bem.
    The Last Viking - Filme escandinavo, divertido e bonito. Não é sobre vikings. Vê-se bem.
    Asterisk - Todos são anjos, todos são gajos lindos, todos são geis. Chorei, é bonito. Lê-se bem.
    Masters of the Universe - Um filme inútil para promover um boneco que não existe desde o final dos anos 80. Papa-se.
    Spice and Wolf 15 - FINALMENTE SECSO, era tudo o que queríamos. Lê-se bem, o que já não era um hábito nesta série de novels.
    Bukiyou na Senpai. - Uma senpai apaixona-se pelo seu kouhai numa empresa, mas é muito taralhoca com os seus sentimentos. Foi muito giro, vê-se bem.
    Morte de um Caixeiro Viajante - Não me consigo convencer que não seja uma família negra. Achei extremamente irrelevante, longo e chato. Ver isto encenado deve ser uma tortura. Papa-se.

    E assim estamos nas coisas vistas e papadas de Junho! Algumas irei desenvolver mais tarde.

    Até já!
     

  • Maio 2026: O que se Viu e O que se Papou

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    Já estamos a meio do mês, que foi de bastantes visualizações e alguns eventos, de que falaremos mais tarde. Abordemos o que se viu. Abordemos também o que se papou.


    Orb. - Anime sobre Copérnico e Galileu e sobre a terra ser redonda e sobre heliocentrismo. Foi ok, mas ver gajos de anime com uma tonsura é extremamente estranho. Viu-se bem.

    Hamnet - Livro slice of life da época inglesa renascentista. Só se percebe a relação com o Shakespeare mesmo no fim. Leu-se bem.

    Gundam Gqux - Reinventar dos acontecimentos de Gundam United Century, ao início pareceu ok mas depois não tinha nada a ver com nada. Aparece o Char Aznable, e ele tem uma vida feliz, o que não faz sentido. Gostei de ver a malta a apanhar fresco em cima do Gundam. Papou-se.

    Ryuuseki Gakusaver - OVA que desconstrói o género shounen mecha. É bastante engraçado, eles têm de cantar para o mecha funcionar. Papou-se.

    Rock wa Lady no Tashinami deshite - Miúdas numa escola privada super selecta tocam música proibida. Ao contrário da maioria dos animes sobre bandas, estas não são pop-rock: tocam post-rock, o que é bastante fixe. Viu-se bem.

    A Última Coisa que Ele Me Disse - Pretenso livro policial que não interessa a ninguém. Papou-se.

    Atlas das Criaturas Mágicas de Portugal - Livro infantil sobre mitologia portuguesa, ficamos  conhecer bichos giros como os trasgos e o homem do saco. Leu-se bem.

    Noir - Edição de autor de livro de terror em Portugal, um homem vai para uma casa e fica lá preso até perceber quem é ele mesmo e a sua família. Leu-se bem, mas é pouco memorável.

    Tenkuu Shinpan - Espécie de Battle Royale em altura, com mind control e máscaras fixes. Não é especialmente bem animado, tem imenso ecchi e no geral só se papou.

    Ghost Stories - Conhecido por ter a dub mais estúpida de sempre, o anime na verdade não é realmente estúpido e até tem alguns episódios bastante interessantes. Viu-se bem.

    A Impostora - Uma mulher serve de barriga de aluguel e convence-se que a mãe da criança é amante do pai (confere). No final os maus são os sogros, como sempre. Papou-se.

    Gorilla Man - Anime sobre delinquentes em que um deles tem cara de gorila. Completamente esquecível, e se papou.

    Hakugei Densetsu - Moby Dick mas no espaço. Com imensos episódios que não fazem sentido porque são puro filler cómico, mas a ideia de a baleia branca ser um explosivo interplanetário é gira. Viu-se bem.

    Spiral - "The Iron-Blooded children do not belong in this world". Repetiram esta frase até à nausea e é só gente a falar. Papou-se.

    Wind Breakers - Shounen composto só de rapazes bonitos. Muito bem animado e a história do gajo trans é giríssima. Viu-se bem.

    Margo's Got Money Troubles - Uma rapariga vê-se a braços com o seu próprio bebé e decide fazer um onlyfans, com as consequências que isso traz. Viu-se bem.

    The Stand - Livro com 1400 páginas em que Stephen King nos investe completamente nas personagens para depois acontecer NADA. Odiei muito, o que é raro neste autor, portanto podemos dizer que se papou.

    Espíritos e Criaturas do Japão - Colecção interessante de histórias da mitologia e folclore japoneses. Não gostei muito da arte. Leu-se bem.

    Watashi wo Tabetai, Hitodenashi - Miúda depressiva e suicida conhece uma sereia que se oferece para a comer após a sua morte. No entanto a sereia apaixona-se por ela. Foi um anime bastante bonito, que se viu bem.

    Niwatori Fighter - Anime shounen, mas o MC é uma.... GALINHA. Hilariante. Viu-se bem. COCORICOCO!

    Chaos Dragon - Anime sem qualquer tipo de sentido. Papou-se.

    Manuel de Auto Defesa - Livro oferecido por um amigo que achou que combinava comigo, e realmente combina porque é muito randomico. Leu-se muito bem no trânsito.

    Sword Art Online: Alicization Rising - Continuação da novel de Aliciation, agora o Kirito e o seu amigo imaginário têm de subir uma torre. Surpreendentemente bem escrito, lê-se bem.

    Kumo ni Naru - Anime completamente absurdo sobre um profeta que pode vir a ser bom ou mau conforme a sua sociabilização. Fica mau. Papou-se.

    Sono Bisque Doll wa Koi wo Suru - Versão manga do anime de cosplay, muito giro este romance e todos os dados pesquisados sobre o mundo do cosplay. Único defeito é que é um bocadinho smutty. Fora isso, lê-se muito bem.

    Avatar Aang: The Last Airbender - Só vale a pena pela animação e pelo gostoso do Zuko. Papou-se.

    Daidai Wa. Hantonei ni Nidote - Manga sobre uma cidade estranha onde acontecem coisas estranhas. Muito surrealista e bizarro, lê-se bem.

    RWBY - Espécie de versão manga de um OVA publicitário ao anime (pseudo anime) propriamente dito. Só miúdas desenhadas de forma anormaloide a porrada. Papou-se.

    RG Veda - Há imenso tempo que não lia CLAMP, e este manga é muito bonito. Até chorei no fim. Leu-se bem.

    Nem Todas as Árvores Morrem de Pé - Recomendação de uma amiga. Livro sobre o Muro de Berlim, mas de uma autora portuguesa. Nada de especial, mas lê-se bem.

    Calígula - Peça de Camus. Secante em texto, talvez mais secante encenada. Papou-se.

    A Witch's Guide to Self Care - Grimório dedicado a coisas que nos fazem sentir bem connosco mesmos. Mas já li tantos grimórios que já começa a ficar repetitivo. Sabendo as correspondências nada disto é preciso. Papou-se.

    Industry - Quatro seasons sobre o mundo da alta finança, que se veio a revelar ser um universo de fodilhões incontornáveis. Não gostei mesmo nada e com muita dificuldade se papou.

    Antique Romance - Manwha coreano que seria bonito se a moça não fosse adolescente e o MC 10 anos mais velho. Fora isso tem uma arte bem bonitinha. Leu-se bem.


    E assim se conclui, por enquanto, a aberta hostilidade. Até já!

  • Evento: Comic Con Portugal - Bem vindo à Lista Negra

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     Toda esta aventura começou quando uma menina pediu num server de cosplay pessoas para tirar fotos e fazer vídeos de um grupo de Ursinhos Carinhosos. Ora, como eu adoro (ou adorava?) os Ursinhos Carinhosos, juntei-me logo! O vídeo foi enviado para uma estranha competição organizada pela CCPT, em que iam seleccionar as pessoas por zonas do país através dos skits em vídeo. E como éramos pouquíssimos fomos todos seleccionados!

    Aqui começam os problemas: primeiro, a CCPT era para ser na Exponor. Subitamente mudaram para Santa Maria da Feira e eu reservei um hotel lá. O concurso era suposto ser dia 25 de Abril MAS, devido ao facto de nos terem trocado o auditório para um bastante maior, passou para 26. Então o hotel de Feira não estava mais disponível. D: Voltei a marcar um em Espinho, que se veio a revelar uma casinha muito bonita com jardim. Só na última fase de venda dos bilhetes me cai a ficha de que o helper não tem bilhete gratuito. Isto foi uma surpresa e um choque, porque o ninja tinha bilhete gratuito! Então se o ninja faz as vezes de helper, o helper não pode ter bilhete grátis porque não é ninja? Mais valia tê-lo posto como ninja D: Foi uma barbaridade de euros o bilhete de fim de semana e, por isso, fiquei tão chateada com este evento no geral. Porque não vale a viagem, a estadia e O PASSE DE FIM DE SEMANA!

    Para começar, o Europarque de Santa Maria da Feira não fica em Feira. Fica numa terra que tem o maravilhoso nome de "Espargo". Espargo não tem qualquer tipo de transporte público, embora estivesse lá em frente uma singular e solitária paragem de bus. Para as pessoas sem carro, que são a maioria dos miúdos que vão a estas coisas, parece-me totalmente inviável chegar a este lugar. O sítio era muito espaçoso e bonito, com sítios excelentes para fotos, mas também parece ter sido um pouco mal aproveitado.

    No andar térreo havia vários auditórios com actividades, tudo bem excepto que puseram o desfile de cosplay num auditório diminuto e já não conseguimos entrar. No primeiro andar estava um palco de alguma coisa, estava lá uma aidoru japonesa a cantar muito malita coitada, e a zona comercial. Aqui devemos colocar uma nota para a extrema abundância de falsificações, bootlegs e aqueles sacos horrorosos de merch surpresa que vêm do Aliexpress. A maior parte das bancas era de Espanha, com excepção para uma banca muito genial de comics semanais raros. No submundo (-1) estavam os artistas e, desta feita, não posso garantir que sejam bons artistas. Muitos tinham merch chinesa, que não corresponde a uma Artist Alley, e cheguei a ver uma banca com aquelas ilustrações em AI horríveis que fazem os olhos dos bonecos muito grandes (também havia bastante AI na zona comercial, mas nos artistas é imperdoável). Subitamente, vi um escritor a vender o seu novo livro! Toda feliz para apoiar um novo autor, fui lá e disse logo que comprava o livro! Qual o meu horror quando vejo que o autor tem umas cartas com as personagens com designs em.... AI. E coitados dos personagens, que feios ficaram. Aprendi também que são self-inserts do autor e da sua família. Só espero é que o livro em si não esteja escrito por AI, ou corto os pulsos.

    A zona da comida era bastante completa, mas bem diferente do habitual: NÃO TINHA comida asiática nem bubble tea nem nada do que costumamos ter nestes eventos. Comi um croissant de 5€ D:

    No Sábado levei o meu cosplay de Rem (Re Zero), que já tinha comprado há dois anos mas nunca tinha feito o arranjo de que precisava, alargar as costas porque como agora sou gordeca o peito não cabia num XXL Asiático. Foi um SUCESSO!!! A cada cinco minutos me pediam para tirar uma foto omg! Isto é muito muito invulgar! Fica aqui o registo de mim ao lado do KITT (venha-me buscar!) e com um random Laboon.´

    No Domingo foi o dia do concurso e as minhas mini-amigas-mini-góticas quiseram ir ensaiar às 8:30 da manhã, para meu grande desespero sonífero. Ensaiamos e foi toda a gente muito profissional, tinhamos um técnico de luzes a discutir connosco pela regie e tudo!

    O skit correu muito bem, foi muito giro, as mini-amigas estavam bem nervosas mas, espero eu, divertimo-nos todos bastante! A premiação foi estranha, porque estava indicado que ia só ser avaliado o skit e o skit do vencedor (sem descurar o fato do Predator que estava lindo de morrer, e os predadores são os aliens mais fofinhos de sempre, e o rapaz cosplayer é super alto e giro, e - enfim - fez um grande figuraço vestido de Predator) era só ele a andar de um lado para o outro a fazer kebakeba e beepbeep. Nesse aspecto, houve skits muito mais interessantes (não o nosso, que era muito fofinho mas também muito simples). Gostaria de ter ganho o prémio da Cindor, um curso de joalheria, mas a vencedora desse prémio adorou recebê-lo e estava mesmo fabulosa encarnando uma Boogiegirl.

    No fundo, o que me deixou mais feliz foi poder por os pés naquele palco, que cheirava mesmo a palco, cheirava mesmo a teatro, e acabei por fazer a personagem mais palhaça de Steven Universe, foi muito fun! Falando em SU, eu não conheço a série, só vi o filme. Fiz este cosplay a pedido das mini-amigas, e foi muito prazeroso interpretar uma personagem tão doida e pateta!
                                                   


    Em resumo, a CCPT teve a pior edição de SEMPRE em 2026. Com grandes props para a organizadora dos elementos de cosplay, a Angélica, que se esforçou ao máximo pelo nosso conforto com grandes limitações, posso dizer que o concurso foi divertido, mas que o evento em si não vale o preço do passe de fim de semana. Nos dias da semana nem se fala, segundo consta a presença principal foi a de escolas com bilhete gratuito.

    Entretanto já ouvi uma série de coisas, desde o valor das bancas da Artist Alley ser ainda mais absurdo que o do passe, estarem lá fotógrafos a tirar fotos sem consentimento para depois pedirem aos cosplayers para as comprarem num site de stock, e o facto de terem renegado os artistas para uma sepultura.

    Por isso, é com esta expressão que me despeço:

    AAAAAAAAAAAAA






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