• Maio 2026: O que se Viu e O que se Papou

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    Já estamos a meio do mês, que foi de bastantes visualizações e alguns eventos, de que falaremos mais tarde. Abordemos o que se viu. Abordemos também o que se papou.


    Orb. - Anime sobre Copérnico e Galileu e sobre a terra ser redonda e sobre heliocentrismo. Foi ok, mas ver gajos de anime com uma tonsura é extremamente estranho. Viu-se bem.

    Hamnet - Livro slice of life da época inglesa renascentista. Só se percebe a relação com o Shakespeare mesmo no fim. Leu-se bem.

    Gundam Gqux - Reinventar dos acontecimentos de Gundam United Century, ao início pareceu ok mas depois não tinha nada a ver com nada. Aparece o Char Aznable, e ele tem uma vida feliz, o que não faz sentido. Gostei de ver a malta a apanhar fresco em cima do Gundam. Papou-se.

    Ryuuseki Gakusaver - OVA que desconstrói o género shounen mecha. É bastante engraçado, eles têm de cantar para o mecha funcionar. Papou-se.

    Rock wa Lady no Tashinami deshite - Miúdas numa escola privada super selecta tocam música proibida. Ao contrário da maioria dos animes sobre bandas, estas não são pop-rock: tocam post-rock, o que é bastante fixe. Viu-se bem.

    A Última Coisa que Ele Me Disse - Pretenso livro policial que não interessa a ninguém. Papou-se.

    Atlas das Criaturas Mágicas de Portugal - Livro infantil sobre mitologia portuguesa, ficamos  conhecer bichos giros como os trasgos e o homem do saco. Leu-se bem.

    Noir - Edição de autor de livro de terror em Portugal, um homem vai para uma casa e fica lá preso até perceber quem é ele mesmo e a sua família. Leu-se bem, mas é pouco memorável.

    Tenkuu Shinpan - Espécie de Battle Royale em altura, com mind control e máscaras fixes. Não é especialmente bem animado, tem imenso ecchi e no geral só se papou.

    Ghost Stories - Conhecido por ter a dub mais estúpida de sempre, o anime na verdade não é realmente estúpido e até tem alguns episódios bastante interessantes. Viu-se bem.

    A Impostora - Uma mulher serve de barriga de aluguel e convence-se que a mãe da criança é amante do pai (confere). No final os maus são os sogros, como sempre. Papou-se.

    Gorilla Man - Anime sobre delinquentes em que um deles tem cara de gorila. Completamente esquecível, e se papou.

    Hakugei Densetsu - Moby Dick mas no espaço. Com imensos episódios que não fazem sentido porque são puro filler cómico, mas a ideia de a baleia branca ser um explosivo interplanetário é gira. Viu-se bem.

    Spiral - "The Iron-Blooded children do not belong in this world". Repetiram esta frase até à nausea e é só gente a falar. Papou-se.

    Wind Breakers - Shounen composto só de rapazes bonitos. Muito bem animado e a história do gajo trans é giríssima. Viu-se bem.

    Margo's Got Money Troubles - Uma rapariga vê-se a braços com o seu próprio bebé e decide fazer um onlyfans, com as consequências que isso traz. Viu-se bem.

    The Stand - Livro com 1400 páginas em que Stephen King nos investe completamente nas personagens para depois acontecer NADA. Odiei muito, o que é raro neste autor, portanto podemos dizer que se papou.

    Espíritos e Criaturas do Japão - Colecção interessante de histórias da mitologia e folclore japoneses. Não gostei muito da arte. Leu-se bem.

    Watashi wo Tabetai, Hitodenashi - Miúda depressiva e suicida conhece uma sereia que se oferece para a comer após a sua morte. No entanto a sereia apaixona-se por ela. Foi um anime bastante bonito, que se viu bem.

    Niwatori Fighter - Anime shounen, mas o MC é uma.... GALINHA. Hilariante. Viu-se bem. COCORICOCO!

    Chaos Dragon - Anime sem qualquer tipo de sentido. Papou-se.

    Manuel de Auto Defesa - Livro oferecido por um amigo que achou que combinava comigo, e realmente combina porque é muito randomico. Leu-se muito bem no trânsito.

    Sword Art Online: Alicization Rising - Continuação da novel de Aliciation, agora o Kirito e o seu amigo imaginário têm de subir uma torre. Surpreendentemente bem escrito, lê-se bem.

    Kumo ni Naru - Anime completamente absurdo sobre um profeta que pode vir a ser bom ou mau conforme a sua sociabilização. Fica mau. Papou-se.

    Sono Bisque Doll wa Koi wo Suru - Versão manga do anime de cosplay, muito giro este romance e todos os dados pesquisados sobre o mundo do cosplay. Único defeito é que é um bocadinho smutty. Fora isso, lê-se muito bem.

    Avatar Aang: The Last Airbender - Só vale a pena pela animação e pelo gostoso do Zuko. Papou-se.

    Daidai Wa. Hantonei ni Nidote - Manga sobre uma cidade estranha onde acontecem coisas estranhas. Muito surrealista e bizarro, lê-se bem.

    RWBY - Espécie de versão manga de um OVA publicitário ao anime (pseudo anime) propriamente dito. Só miúdas desenhadas de forma anormaloide a porrada. Papou-se.

    RG Veda - Há imenso tempo que não lia CLAMP, e este manga é muito bonito. Até chorei no fim. Leu-se bem.

    Nem Todas as Árvores Morrem de Pé - Recomendação de uma amiga. Livro sobre o Muro de Berlim, mas de uma autora portuguesa. Nada de especial, mas lê-se bem.

    Calígula - Peça de Camus. Secante em texto, talvez mais secante encenada. Papou-se.

    A Witch's Guide to Self Care - Grimório dedicado a coisas que nos fazem sentir bem connosco mesmos. Mas já li tantos grimórios que já começa a ficar repetitivo. Sabendo as correspondências nada disto é preciso. Papou-se.

    Industry - Quatro seasons sobre o mundo da alta finança, que se veio a revelar ser um universo de fodilhões incontornáveis. Não gostei mesmo nada e com muita dificuldade se papou.

    Antique Romance - Manwha coreano que seria bonito se a moça não fosse adolescente e o MC 10 anos mais velho. Fora isso tem uma arte bem bonitinha. Leu-se bem.


    E assim se conclui, por enquanto, a aberta hostilidade. Até já!

  • Evento: Comic Con Portugal - Bem vindo à Lista Negra

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     Toda esta aventura começou quando uma menina pediu num server de cosplay pessoas para tirar fotos e fazer vídeos de um grupo de Ursinhos Carinhosos. Ora, como eu adoro (ou adorava?) os Ursinhos Carinhosos, juntei-me logo! O vídeo foi enviado para uma estranha competição organizada pela CCPT, em que iam seleccionar as pessoas por zonas do país através dos skits em vídeo. E como éramos pouquíssimos fomos todos seleccionados!

    Aqui começam os problemas: primeiro, a CCPT era para ser na Exponor. Subitamente mudaram para Santa Maria da Feira e eu reservei um hotel lá. O concurso era suposto ser dia 25 de Abril MAS, devido ao facto de nos terem trocado o auditório para um bastante maior, passou para 26. Então o hotel de Feira não estava mais disponível. D: Voltei a marcar um em Espinho, que se veio a revelar uma casinha muito bonita com jardim. Só na última fase de venda dos bilhetes me cai a ficha de que o helper não tem bilhete gratuito. Isto foi uma surpresa e um choque, porque o ninja tinha bilhete gratuito! Então se o ninja faz as vezes de helper, o helper não pode ter bilhete grátis porque não é ninja? Mais valia tê-lo posto como ninja D: Foi uma barbaridade de euros o bilhete de fim de semana e, por isso, fiquei tão chateada com este evento no geral. Porque não vale a viagem, a estadia e O PASSE DE FIM DE SEMANA!

    Para começar, o Europarque de Santa Maria da Feira não fica em Feira. Fica numa terra que tem o maravilhoso nome de "Espargo". Espargo não tem qualquer tipo de transporte público, embora estivesse lá em frente uma singular e solitária paragem de bus. Para as pessoas sem carro, que são a maioria dos miúdos que vão a estas coisas, parece-me totalmente inviável chegar a este lugar. O sítio era muito espaçoso e bonito, com sítios excelentes para fotos, mas também parece ter sido um pouco mal aproveitado.

    No andar térreo havia vários auditórios com actividades, tudo bem excepto que puseram o desfile de cosplay num auditório diminuto e já não conseguimos entrar. No primeiro andar estava um palco de alguma coisa, estava lá uma aidoru japonesa a cantar muito malita coitada, e a zona comercial. Aqui devemos colocar uma nota para a extrema abundância de falsificações, bootlegs e aqueles sacos horrorosos de merch surpresa que vêm do Aliexpress. A maior parte das bancas era de Espanha, com excepção para uma banca muito genial de comics semanais raros. No submundo (-1) estavam os artistas e, desta feita, não posso garantir que sejam bons artistas. Muitos tinham merch chinesa, que não corresponde a uma Artist Alley, e cheguei a ver uma banca com aquelas ilustrações em AI horríveis que fazem os olhos dos bonecos muito grandes (também havia bastante AI na zona comercial, mas nos artistas é imperdoável). Subitamente, vi um escritor a vender o seu novo livro! Toda feliz para apoiar um novo autor, fui lá e disse logo que comprava o livro! Qual o meu horror quando vejo que o autor tem umas cartas com as personagens com designs em.... AI. E coitados dos personagens, que feios ficaram. Aprendi também que são self-inserts do autor e da sua família. Só espero é que o livro em si não esteja escrito por AI, ou corto os pulsos.

    A zona da comida era bastante completa, mas bem diferente do habitual: NÃO TINHA comida asiática nem bubble tea nem nada do que costumamos ter nestes eventos. Comi um croissant de 5€ D:

    No Sábado levei o meu cosplay de Rem (Re Zero), que já tinha comprado há dois anos mas nunca tinha feito o arranjo de que precisava, alargar as costas porque como agora sou gordeca o peito não cabia num XXL Asiático. Foi um SUCESSO!!! A cada cinco minutos me pediam para tirar uma foto omg! Isto é muito muito invulgar! Fica aqui o registo de mim ao lado do KITT (venha-me buscar!) e com um random Laboon.´

    No Domingo foi o dia do concurso e as minhas mini-amigas-mini-góticas quiseram ir ensaiar às 8:30 da manhã, para meu grande desespero sonífero. Ensaiamos e foi toda a gente muito profissional, tinhamos um técnico de luzes a discutir connosco pela regie e tudo!

    O skit correu muito bem, foi muito giro, as mini-amigas estavam bem nervosas mas, espero eu, divertimo-nos todos bastante! A premiação foi estranha, porque estava indicado que ia só ser avaliado o skit e o skit do vencedor (sem descurar o fato do Predator que estava lindo de morrer, e os predadores são os aliens mais fofinhos de sempre, e o rapaz cosplayer é super alto e giro, e - enfim - fez um grande figuraço vestido de Predator) era só ele a andar de um lado para o outro a fazer kebakeba e beepbeep. Nesse aspecto, houve skits muito mais interessantes (não o nosso, que era muito fofinho mas também muito simples). Gostaria de ter ganho o prémio da Cindor, um curso de joalheria, mas a vencedora desse prémio adorou recebê-lo e estava mesmo fabulosa encarnando uma Boogiegirl.

    No fundo, o que me deixou mais feliz foi poder por os pés naquele palco, que cheirava mesmo a palco, cheirava mesmo a teatro, e acabei por fazer a personagem mais palhaça de Steven Universe, foi muito fun! Falando em SU, eu não conheço a série, só vi o filme. Fiz este cosplay a pedido das mini-amigas, e foi muito prazeroso interpretar uma personagem tão doida e pateta!
                                                   


    Em resumo, a CCPT teve a pior edição de SEMPRE em 2026. Com grandes props para a organizadora dos elementos de cosplay, a Angélica, que se esforçou ao máximo pelo nosso conforto com grandes limitações, posso dizer que o concurso foi divertido, mas que o evento em si não vale o preço do passe de fim de semana. Nos dias da semana nem se fala, segundo consta a presença principal foi a de escolas com bilhete gratuito.

    Entretanto já ouvi uma série de coisas, desde o valor das bancas da Artist Alley ser ainda mais absurdo que o do passe, estarem lá fotógrafos a tirar fotos sem consentimento para depois pedirem aos cosplayers para as comprarem num site de stock, e o facto de terem renegado os artistas para uma sepultura.

    Por isso, é com esta expressão que me despeço:

    AAAAAAAAAAAAA






  • Análise: The Pitt - Serviço de Urgência, mas cientificamente actualizado

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    The Pitt. O nome dado às urgências de um dos principais hospitais escolares de Pittsburgh.

    Nesta série, até agora com duas seasons, acompanhamos um dia completo no hospital, sendo cada episódio uma hora do turno. Como podemos constatar, cada season tem 15 episódios, estes médicos nunca saem a tempo e horas do seu trabalho.

    Naa primeira season conhecemos alguns estudantes de medicina, preparadíssimos para aprender e absorver toda a informação que o seu MD tem para lhes dar. Esse MD é Robbie Robinavitch, um experiente médico que já tinha participado no Serviço de Urgência dos anos 90, mas com outro nome (ah, era o mesmo actor!). Aliás, às vezes ele até dá dicas do género "isto fazia-se assim nos 90s", o que foi muito engraçado.

    Tal e qual como no clássico Serviço de Urgência, a cada episódio temos alguns casos clínicos novos, alguns muito simples e outros muito bizarros. Na verdade, esta série inspirou-me imensamente a finalmente ir tirar a pós-graduação em medicina interna, porque quero ser tão esperta e cabeçuda quanto estes médicos de pessoas.

    The Pitt fala também de alguns assuntos sociais importantes, como a pandemia, a acção do ICE ou o consumo de drogas em ambiente hospitalar. Cada personagem tem as suas características únicas, e são mesmo muito cativantes estes médicos e estudantes. Na segunda season, os estudantes já são residentes, e conhecemos mais um batch de potenciais médicos. Conseguimos perceber que o choque da morte acaba por ser mais impactante que o facto de se salvarem vidas, e que cada pessoa tem a sua vida única e exclusiva, com problemas que nos podem parecer um pouco parvos às vezes, mas que para elas são importantíssimos.

    O série aborda também o facto de não haver serviço nacional de saúde nos USA, mostrando-nos as dificuldades de pagamento dos serviços prestados pelas pessoas que perderam Medicaid por uma razão ou outra. Essas dificuldades podem ter consequências graves, e isso é preocupante tanto para os intervenientes da série como para o público.

    Apesar de ter algumas cenas bem gráficas, o ambiente é completamente estéril e educativo. Por isso não me impressionam grandemente, apesar de chegarem a mostrar um parto ao vivo e a cores.

    Foi uma série com a qual vibrei durante as semanas em que esteve a sair, e estou ansiosa por seasons infinitas!

  • Análise: Ace wo Nerae! - O anime, o cinema e o desporto entram num bar

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     Serve esta review/análise para falar do Ace wo Nerae BOM: o filme do Dezaki, o OVA e o segundo OVA. A série original, acho que já falei dela aqui, é bastante fraquita, em que as jogadoras praticam ténis só de meias, porque não lhes desenharam os sapatos.

    Mas falemos de coisas boas: o que acontece quando temos um anime de desporto, que é realizado por um director fluente em cinematografia?

    É graças a isto que Ace wo Nerae (torna-te num ás!) se eleva para além de um anime perfeitamente normal situado nos anos 70: porque os jogos tornam-se fascinantes, sem uso de super poderes nem nada, apenas a força bruta; porque finalmente ver um jogo de ténis se torna um exercício de controlo de emoções, emoções fortíssimas!

    Confesso que, no passado, odiava este desporto. O meu pai essencialmente me obrigou a passar tardes sem fim na escola de ténis, em que eu só podia mandar bolas para uma parede, enquanto ele jogava no campo (que era o que eu queria). Aprendi as regras do ténis, e consequentemente a gostar de ver os jogos, em Prince of Tennis. Graças a essa aprendizagem, este anime predecessor acaba por se tornar muito mais interessante, porque conseguimos realmente acompanhar os jogos.

    Tudo começa porque o clube de ténis da escola tal tem uma tenista muito linda, a quem chamam Madame Butterfly. Por isso, todas as meninas da escola se querem juntar, mas mal sabem elas que o treinador é um homem (com a provecta idade de 27 anos, o que será importante a seguir) irascível e que não gosta de ninguém. Ao testar as raparigas nas suas habilidades tenísticas, ele detecta uma gema em bruto: Hiromi Oka. Juntos, constroem uma relação de respeito mútuo e, quiçá, um certo amor apaixonado - apesar da diferença de idades.

    Mas tudo acaba em tragédia, como costumavam acabar as coisas nos anos 70, e não mais podem estar juntos. Digamos, mandando um grande spoiler, que o treinador fez parte do Clube dos 27. Oka nunca se irá recuperar completamente, após um ataque de histerismo, mas lá tenta encontrar uma forma de viver.



    Penso que este anime não é só e apenas sobre ténis. No fundo, esta história é um contar da juventude, e de como aquilo que fazemos quando somos muito novos não corresponde ao que fazemos quando somos adultos. Os amigos que chegam, e os amigos que partem para outras direcções da vida. Os amores que vivemos, com que vibramos, e aqueles que são estáticos e seguros.

    Um verdadeiro hino ao desporto, e à adolescência também, mas como se fosse um filme mesmo do cinema.


  • Análise: Chargeman Ken! - Quando o anime sofre de paralisia cerebral

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     Quando precisava de um anime para ver em grupo, fui pedir sugestões a uns outros amigos a ver o que me davam. E o que me deram foi uma jóia mais que preciosa, um diamante perfeitamente lapidado, só que em forma de cagalhão.

    O nome desse diamante é Chargeman Ken!

    Se em 1973 as crianças em Portugal sofriam com o final de uma ditadura, as crianças do Japão sofriam com a OP de Chargeman Ken!. Cantada por um coro infantil, dizem que o nome do seu Chargeman é Chargeman Ken, Go Go Ken. Após 65 episódios a música acaba por ficar mesmo na cabeça, por mais que a gente não queira.

    De resto, o que dizer do nosso Chargeman? Do nosso Chargeman que é o Ken? Então, Ken sofre de uma doença que o desfigurou completamente, a ele e aos outros personagens todos, porque está tão horrivelmente mal desenhado que só pode ter sido criado, no seu conceito de design, pelos pés de uma pessoa com Parkinson. Segundo consta, os animadores estavam muito a ralenti com este anime, porque iam para a praia em vez de trabalhar nele.

    Confere: temos sequências de animação absurdas, em que Ken rebola e rebola sobre si mesmo, a arma muda de sítio, pessoas não estão pintadas e vivem uma vida monocromática na multidão; temos acetatos partidos nas keys, temos pêlos e estranhos pentelhos nas keys. Temos até um momento em que aparece simplesmente uma folha com uns números escritos, que terão se esquecido de tirar (ou terá sido de propósito que lá ficou?) A transformação de Ken é sempre igual em todos os episódios, na sua luta contra os terríveis Juralianos (umas criaturas tentaculares e monoculares, que vivem debaixo do mar, liderados por um gajo com dedos de macarrão, que querem destruir a humanidade por nenhuma razão específica mas que, em oposição a Ken, morrem muito facilmente). A transformação de Ken que é sempre igual costumava ter uma musiquinha muito gira e psicadélica, mas não é sempre, porque o director de som deste anime devia ser surdo, já que raro é o momento de acção que tem banda sonora.

    De resto, as personagens são do mais esquisito que há. Ken não tem nenhuns amigos, fora a irmã Caron (que tem um ar estranhamente adulto, muitos panty shots e dá facadas), e o robô de estimação Barican, que é sem dúvida um robô alcóolico sempre com os olhos tortos.


    Mas o mais estranho no meio disto tudo é o abordar de temas essenciais e relevantes, mas da forma mais estúpida possível. Falamos do mau trato a animais, de bullying, de diferenças entre estratos sociais... Mas sem que nada disto faça sentido nenhum.

    Ken é como a merda: parece merda, cheira a merda, sabe a merda.... Certamente que é merda!

    Por isso, SO LONG LOSERS!


    O primeiro anime de sempre que classifiquei com 1/10. Ficará para os registos históricos. Parabains Ken, estou orgulhosa de ti. Nem tentando ninguém conseguia ser tão mau.


  • Análise: Heated Rivalry - Quanto mais me odeias, mais gosto de ti

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     Série inspirada na também série de livros, de mesmo nome, e que fala sobre uma rivalidade muito sensual entre dois jogadores de hockey no gelo.

    Quando se conhecem, no primeiro ano em que estão a jogar profissionalizados, eles imediatamente odeiam-se um ao outro. Mas esse ódio rapidamente se transforma num amor carnal incontrolável, e ao longo dos anos estes dois (que se odeiam) vão aprendendo que - na verdade - se amam. E isso é extremamente fofinho. O discurso todo em russo do Ilya é encantador.

    A série é extremamente relevante nos tempos que correm, porque nos fala de vários elementos socialmente importantes. Desde a pressão social e familiar dada aos desportistas, até ao facto de haver uma homofobia intrínseca no mundo do desporto, esta série fala disso tudo de uma forma mais ou menos ligeira, mas ainda assim muito emocionante.

    As cenas sensuais estão extremamente bem feitas, e conseguimos ver uma grande conexão entre os acores que nunca teria sido conseguida sem um forte director de intimidade, que fez um trabalho excelente.

    De resto, há muito tempo que não vibrava tanto com uma série, de forma a me sentir fisicamente afectada num dos momentos mais importantes da narrativa, no episódio 6 e mais não digo.

    Anseio agora pela segunda season e talvez venha a ler os livritos.


  • Concerto: FatBoy Slim

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    Foi com este sorriso que FatBoy Slim recebeu a população lisboeta num concerto no 8Marvila (em Marvila). Num espaço relativamente pequeno, tão cheio que não cabia nem mais uma pulga, o nosso DJ de house favorito faz a festa. E que festa!

    Não consigo enumerar os sons que foi passando, mas além dos seus títulos icónicos tivemos direito a Underworld, Prodigy e até Nirvana! E eu dançava e dançava... Uma pessoa até me veio dizer que adorava a minha vibe (um pouco misterioso isto)

    Dancei tanto que fiquei muito abalada, incapaz de me mexer durante toda a semana seguinte. Mas valeu a pena o dispêndio de energia, pois saí de lá bem feliz.

    Foi um concerto especial, sem dúvida, que ficará para os anais da minha história pessoal.

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