Archive for quarta-feira, agosto 12
What we do in the shadows
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What we do in the Shadows
Jemaine Clement e Taika Waititi
2014
Filme
7 em 10
E, depois de uma comédia, que tal... Outra comédia?
Este é um filme de vampiros feito para gozar com filmes de vampiros. E de adolescentes. E filmes, em geral. Pois bem, um grupo de vampiros centenários vive há algum tempo isolado na Nova Zelândia, numa cidade insuspeita. São colegas de apartamento e, por isso, têm todos os problemas que um grupo de "jovens" tem quando partilha um apartamento. Quem lava os pratos? Quem sujou o sofá? Mas, sobretudo, têm um problema grave em adaptar-se à vida actual. Cada vez mais têm dificuldade em encontrar vítimas para se alimentarem e as dificuldades de comunicação entre eles e com as pessoas que os rodeiam são cada vez maiores.
O filme está feito como se se tratasse de um documentário, gravando opiniões dos seus intervenientes e aproximando-se do assunto com uma aura bastante improvisada, fomentada também pelo próprio improviso dos actores. O resultado é simplesmente hilariante. Com uma narrativa solta, seguimos pequenos momentos da vida destes vampiros, que só querem viver sossegados e divertir-se tocando música (muito mal) ou mesmo fazendo performances de danças eróticas uns para os outros.
Nada disto seria possível sem um talento fabuloso da parte dos actores, que encarnam as suas personagens de forma ligeira mas, mesmo assim, muito pura. Estão de tal forma integrados, e bem caracterizados, que todos os momentos da vida diária destes vampiros se tornam muito reais e dão mesmo vontade de nos tornarmos num deles, apenas para nos podermos divertir assim para o resto das nossas (não) vidas.
Gostei especialmente da caracterização, aparentemente aleatória, dos espaços e das roupas, que dão todo um ar de absurdo extremamente realista dentro do contexto.
Cheio de momentos de comédia memoráveis, este é um filme para ver e rever mais tarde, com amigos ou com os nossos avós.
By : ladyxzeus
The Meaning of Life
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The Meaning of Life
Monty Python
1983
Filme
7 em 10
Para o meu skit do Eurocosplay tenho intenção de usar uma música dos Monty Python, que ouvi num CD dos respectivos que o Qui me forneceu como fonte de inspiração. No entanto, ainda não tinha visto o filme que lhe correspondia, e depois de ter jantado com os parceiros da The Forge Cosplay (que também vão às Inglaterras) ocorreu-nos que seria boa ideia vê-lo. E assim foi!
Este filme é um pequeno exercício sobre uma grande questão: qual o sentido da vida? Através de diversos sketchs de comédia, os Monty Python tentam responder. O resultado é algo de hilariante e absolutamente memorável.
Cada resenha cómica fala acerca de um aspecto da vida, desde o nascimento, à guerra, passando pelo aborrecimento conjugal e até mesmo donativos de órgãos. Tudo isto está ordenado por fases, uma espécie de crescimento humano, desde o nascimento até à morte. No final, somos esclarecidos sobre qual o sentido da vida, da forma mais crua possível.
Na verdade, através de uma comédia impecávelmente mórbida, os Monty Python só nos dão uma única conclusão sobre o sentido da vida: a vida não faz sentido absolutamente nenhum. Eles pegam nos momentos normais e oferecem-lhes uma aura de non-sense e exagero, uma espécie de absurdismo cinematográfico, que motiva a momentos de gargalhadas compulsivas e incontroláveis. E, afinal, o que é melhor na vida se não rir?
Considerado por muitos o menos bom dos filmes dos Monty Python, para mim foi um exercício fascinante, sem regras e sem fronteiras, em que assuntos crueis são analizados da forma mais agressiva de forma a que nem sequer nos sentimos culpados por nos rirmos: afinal, são coisas com piada!
Assim, recomendo vivamente que vejam este filme. Não só para tentarem descobrir que música vou usar em Inglaterra, mas para vos doer a barriga de tanto rir e, quiçá, deitar umas pinguitas de chichi.
By : ladyxzeus
