Archive for sexta-feira, outubro 13
The Suicide Club
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The Suicide Club
Robert Louis Stevenson
1878
Contos
Juntei-me a um novo grupo de leitura que todos os meses irá propor um livro novo para petiscar. O primeiro que votámos foi este (votei nele porque o nome parecia interessante). É um volume que consiste em três contos de dimensões moderadas, todos interligados através das suas personagens.
A ideia inicial é realmente muito engraçada: dois amigos, muito ricos e poderosos politicamente, disfarçam-se para ir a sítios. Vão parar ao "Suicide Club", um clube de suicidas. A ideia de que este tipo de lugar poderia existir e o seu método de funcionamento são muito originais e uma fortíssima crítica social dentro da sua época. As personagens estão construídas de uma maneira tanto ácida como cómica, sendo que as suas atitudes, boas ou más, trazem sempre algum tipo de preversidade.
Agora, a partir da segunda história devo confessar que me senti um pouco confusa. A verdade é que todas as histórias estão ligadas de certa maneira, mas para quem não tinha uma expe3ctativa sobre isto a leitura acaba por se perder um pouco, já que o autor retira o foco inicial e dirige-o para outros lugares de que ninguém estava à espera.
Infelizmente a edição que li (e-book) era terrível, mas foi um livro que me deu gosto. :)
By : ladyxzeus
No Vazio da Onda
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No Vazio da Onda - Trio e Quarteto
Robert Louis Stevenson
1894
Romance
Deste prolífico autor havia apenas lido a famosíssima "Ilha do Tesouro", pelo que nunca esperei voltar a encontrar-me com ele. Este livrinho revelou-se, infelizmente, uma chatice sem fim.
Nas ilhas do Pacífico existem muitos europeus que estão perdidos e querem voltar para casa. São criminosos, apátridas que não vêm maneira de sair das ilhas que tanto os aborrecem. Um dia, após várias conversações, um conjunto deles rouba um navio, tendo por base um grande esquema com condições monetárias favoráveis que envolve garrafas de champagne.
No trio vemos como estas pessoas se perdem no mar e o quão irresponsáveis são com a bebida. No quarteto, chegam finalmente a uma ilha, onde um misterioso europeu bem qualificado lhes apresenta a opção de redenção, apesar de os outros o quererem (e tentarem) matar.
O problema aqui não é tanto a história nem o tema, mas a forma como tudo está escrito. Os personagens são todos detestáveis e, por isso, é muito desinteressante ver o que eles estão a fazer, sendo que a maior parte do livro é isso. Também o ritmo da narrativa é demasiado lento e sem acções de grande consequência.
A sorte é que é muito pequeno.
By : ladyxzeus
Mobile Suit Gundam - Confrontation
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Mobile Suit Gundam - Confrontation
Yoshiyuki Tomino
1981
Light Novel
O último volume da novel de Gundam! E a prova final de que o anime é completamente diferente. Na verdade, uma versão muito infantilizada dos acontecimentos.
Aqui, os personagens correm realmente risco de vida. E finalmente percebemos o que é realmente um NewType. As suas acções estão muito mais condimentadas com detalhes pessoais que dão toda uma dimensão emocional à história, sendo que as consequências das acções, os acidentes, as descobertas,, tudo isso contribui muito para a nossa percepção do que é a guerra no espaço.
Noutra nota, a intriga política é altamente detalhada e muito atemorizadora, pois ficamos a conhecer um pouco das mentes perversas dos que estão por detrás das grandes tragédias. A famílçia Zavi é apresentada de forma muito mais aberta, sendo-nos possível participar activamente nos seus dramas internos e naquilo que significam para o desenvolvimento das batalhas.
Desapontou-me um pouco o final, que me pareceu muito apressado e pouco detalhado.
Mas, no geral das três novels, gostei imenso de ver esta versão desta história de que tanto gosto!
By : ladyxzeus
Mobile Suit Gundam Thunderbolt 2nd Season
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Mobile Suit Gundam Thunderbolt 2nd Season
Matsuo Kou - Sunrise
Anime OVA - 4 Episódios
2017
6 em 10
Depois da primeira season de Thunderbolt, surgiu-me agora a oportunidade de ver a sua continuação. Desapontou-me um pouco.
Desta vez vamos lutar, na eterna guerra entre Zeon e a Earth Federation, no próprio planeta terra. Este tipo de terreno dá azo a uma série de batalhas muito interessantes em que, numa das raríssimas vezes neste franchise, descobrimos que o Mobile Suit Gundam propriamente dito não é, de tpdp,. invencível e super-poderoso: também tem os seus calcanhares de aquiles.
A animação está tão boa como na primeira season e é-nos apresentada alguma maquinaria nova que é muito interessante de observar no seu espaço ideal. Também a banda sonora tem o brilhantismo a que fomos habituados. Aliás, recomendo vivamente a que tirem a banda sonora para a ouvirem com atenção, porque vale mesmo a pena!
No entanto, esta aparece como uma season de transição. Temos alguns personagens novos que são introduzidos, alguns elementos que não existiam no original mas que talvez possam vir a ser utilizados de maneira interessante, mas a reviravolta que acontece é muito ambígua e deixa-nos com água na boca para uma continuação.
Nesse aspecto, achei este anime bastante incompleto e, como estância individual, não o recomendaria. Veremos o que virá daí.
By : ladyxzeus
The Reflection
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The Reflection
Nagahama Hiroshi - Studio Deen
Anime - 12 Episódios
2017
5 em 10
Outro anime da season que termina. Esta é o tipo de série que começa com uma premissa muito interessante mas que se perde completamente dentro do seu próprio conceito. Inspirada de maneira um pouco rígido na tradição do comic americano, distingue-se sobretudo por ter um design bastante diferente do habitual.
Ora, um dia na vida destas pessoas, acontece algo estranho: The Reflection. A partir daí, algumas das pessoas ficam com super-poderes, sendo que subitamente se vêm perseguidas por uma terrível organização. Isto é estranhamente semelhante a um certo comic americano, não é? O anime segue a vida deste conjunto de pessoas que são super-heróis, confrontando-as com diversas situações que têm tanto de fascinante como terrível. Mas a sucessão de acontecimentos acaba por facilmente previsível para quem tenha o mínimo de noção da estrutura da banda desenhada referida.
A arte é curiosa ao início, pois os designs estão muito ocidentalizados, assim como todo o sombreamento e cores. Temos a sensação de estar realmente a ler uma banda desenhada, pois os temas utilizados são muito reminiscentes desta, quer nos personagens quer nos próprios cenários. A animação não é, no entanto, extraordinária, sendo que o nível de produção não é especialmente notável.
A música é interessante, sobretudo a ED, sendo a banda sonora discreta mas, ainda assim, bastante eficiente.
Talvez este seja um bom anime introdutório ao universo da animação japonesa mas, fora isso, não lhe encontrei grandes qualidades.
By : ladyxzeus
Centaur no Nayami
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Centaur no Nayami
Oizaki Fumitoshi - Haoliners Animation League
Anime - 12 Episódios
2017
6 em 10
Mais uma season que termina e eu sempre atrasada com os animes sazonais...
Escolhi ver este anime porque, recentemente, havia lido o manga. Não coloquei comentário aqui porque o manga anda está em publicação. O anime adapta os primeiros volumes, deixando ainda algum espaço para outras seasons, na eventualidade de a sua estrenheza ter surtido sucesso.
Neste universo, e para mim este é o foco mais interessante da história, os seres humanos dividem-se em várias raças bizarras. Existem faunos, anjos, centauros... Hime-chan é uma menina centauro, com preocupações de menina. Assim, temos um fatia-de-vida muito simples em que assistimos a alguns dilemas da adolescência, sempre com o curioso facto de esta vida diária ser protagonizada por seres estranhos.
Gosto sobretudo como essas partes foram animadas. Desde elementos como a roupa, até como utilizar a casa de banho ou fazer outras coisas normais, tudo é adaptado à anatomia em questão. Os personagens são amorosos, embora pouco definidos, o que torna o anime muito agradável de ver.
Também agradáveis são as cores, muito suaves, embora os designs e cenários tenham sido bastante reduzidos e se apresentem muito pouco detalhados. Já a música é bastante contraditória.
Apesar de ser um anime bizarro, gostei bastante dele. Gostaria que o manga continuasse giro, para o continuar a ler.
By : ladyxzeus
OUT.FEST 2017 - Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro
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OUT.FEST 2017 - Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro
Festival
No ano passado, havia desesperado porque não tinha ido a este festival. Portanto, este ano, acompanhada de alguns amigos e de um Qui, viajámos até à bela terra do Barreiro para experimentar um festival de música experimental. Ou exploratória, conforme dizem!
Chegados, comprámos o bilhete e aguardámos que permitissem a entrada. Ficou tudo um pouco atrasado, pois julgávamos que a entrada era na parte da frente, mas era uma mentira. Na verdade, era na parte lateral, junto à linha do comboio, onde o edifício de uma fábrica abandonada nos remetia para um lugar pleno de urbanismo artístico.
Analisámos o espaço. Em cada sala acontecia um concerto ou, se não tivesse condições para tal, tinha a exposição de um artista, provavelmente pertencente ao colectivo ADAO (espaço do festival). Eu espero um bocadinho de que talvez estes artistas e4stejam em residência. Enfim, cada sala era uma magia diferente, sendo que existiam instalações muito assustadores, enquanto que outras eram um pouco mais calmas.
Depois passámos aos concertos propriamente ditos.
Para começar vimos, na Sala das Colunas, um tal de Simon Crab. Era um senhor com um ar muito neutro que colocava sons num computador e tocava um pouco uma guitarra, acompanhado por uma rapariga com ar perdido que batia de vez em quando numa bateria e dizia poemas. Confesso que não foi a coisa mais interessante que vi nessa noite.
Depois, fomos até ao Palco Oficina para ver os cabeças de cartaz: This is Not This Heat. Esta banda vem de tempos mais antigos, em que chegou a ter outro nome. Agora, apresenta-se um colectivo com duas baterias, três guitarras, um clarinete estranho, violinos e tudo o mais que se possa pensar. Foi uma experiência absolutamente brutalizante! A forma como a banda experimentava todos os sons dos seus instrumentos, sempre seguindo uma batida militarizada, aterrorizante, com letras distópicas e um constante abuso dos sons enquanto elementos conceptuais. Uma música altamente detalhada, em muitas camadas, por vezes difícil de compreender, mas com um ritmo alucinante e irresistível. Foi a minha banda preferida da noite!
Cansados deste concerto, procurámos uma pausa. Sentar, talvez. Mas tal nunca veio a acontecer. Experimentámos a Sala de Jantar, onde tocava um tal de Jejuno. Não foi muito interessante, pelo que fomos embora. Repare-se então nas pessoas que estavam à nossa volta: um ambiente curioso, libertário, muito eclético, com representantes de todos os grupos urbanos, incluindo algumas pessoas que conhecia de vista. Note-se que estavam por ali umas cotas bezanas a fazer conversa com toda a gente, incluindo connosco. Fora isso, um ambiente muito agradável.
Seguidamente, tínhamos de escolher entre Black Dice e as Putas Bêbadas. Mas como estávamos já no palco principal, ficámos a ver os primeiros. Foi um concerto que me deixou dividida: por um lado, os produtores com as suas maquinarias, gritos e saltos estavam a criar um ambiente de caos com uma energia altamente dançável. Mas o tipo da guitarra, parecia mesmo que estava ali porque os amigos o tinham deixado. Até a tocar a estrelinha lá no céu se notava a sua enorme dificuldade em coordenar os dedos de forma a extrair um som que fizesse sentido. O efeito geral disto era um conjunto de sons que, efectivamente, não tinham sentido mas que, após a mistura, se tornavam numa sequência de ruído quase cardíaco.
Mais tarde soubemos que esta banda pertence ao estúdio dos Animal Collective, o que faz todo o sentido.
Acabou este concerto e vamos ver o que se passa na Sala das Colunas. O horário alterou-se, portanto quem lá está é o DJ Nigga Fox. É certo que, para algumas pessoas, o nome do senhor soa a ofensivo. Mas considerando que é um black de Angola, acho que pode escolher o nome que quiser! Ouvi, pela primeira vez, um género em expansão nesse país: "batida". É uma mistura de kuduro com as tonalidades mais progressivas da música electrónica, com um resultado muito mexido, muito interventivo e muito coreografado. Uma música perfeita para dançar!
Finalmente, subimos ao andar superior para ver o que estava a acontecer. Acabámos por sentar na Sala de Jantar a ver Gyur, um ser andrógino que estava totalmente focado a mexer num computador. Nunca chegámos a saber exactamente se estava a fazer música ou a jogar, pois foi o concerto mais impessoal e, ao mesmo tempo, mais introvertido que vi nos últimos tempos.
Em conclusão, devo dizer que foi uma experiência excelente, isto da música exploratória. Fiquei com vontade de ouvir todos eles em separado para saber realmente o que se passa por aí. O espaço é fantástico, o preço foi muito justo e valeu realmente a pena!
Para o ano, lá estarei de novo!
By : ladyxzeus
















