Archive for terça-feira, dezembro 24

  • Nisemonogatari

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    Nisemonogatari
    Shinboy Akiyuki - Shaft
    Anime - 11 Episódios
    2012
    7 em 10

    A noite já se iniciou e já é altura de deixar a bonecada para ir conviver com as pessoas. Antes de fechar a loja, aqui fica mais um comento de mais um anime. Este foi visto a propósito da personagem Kaiki, que estava para votação no clube. Abstive-me porque o anime não tinha informação suficiente sobre ele.

    Como referido anteriormente, deteste com todas as forças Bakemonogatari. Decidi dar uma oportunidade a Nekomonogatari e não desgostei. Por isso, ainda com um certo pé atrás, fui ver Nisemonogatari. E gostei bastante!

    Após os primeiros episódios em que nos são (re)apresentadas as personagens da primeira instância desta série, o anime foca-se nas duas irmãs de Araragi, Tsukihi e Karen. São vítimas (de certa forma, como verão na série) de fenómenos sobrenaturais que apenas o seu irmão mais velho pode resolver. Tanto a história como as personagens são inócuas, mas não foi por isso que gostei da série.

    Se ao início toda a arte me parecia pretensiosa, desta vez olhei para ela sob outra perspectiva. E foi a minha parte preferida. Os cenários são dotados de uma grande dose de surrealismo, sendo os espaços referenciados como elemento importante da história, de forma simbólica. Infelizmente existe algum CG desadequado, mas perante tanta mistura de cores e - sobretudo - o uso do branco, quase nem se dá por ele. A animação também está bastante boa, sobretudo no que respeita aos movimentos dos personagens. Estes primam sobretudo por serem um remate visual ao diálogo, elemento no qual a série se baseia. O diálogo não tem qualquer fundo filosófico nem é útil em nenhum aspecto, mas está lá e toda a Monogatari é feita dele.

    O que mais me impressionou foi a carga sensual dada a todas as cenas. Sendo que não são sexuais de nenhuma forma, são subtilmente eróticas e carregadas de um simbolismo que poderá passar desapercebido ao olho menos atento. Isto é, estas cenas - todas elas - são uma metáfora para uma realidade que é comum ao harem normal. Mas da maneira como estão feitas, isto passa de um harem normal para uma festa visual em que não é necessária a existência de cuequinhas. Aliás, esses momentos que normalmente são de comédia, em Nisemonogatari são da maior seriedade possível e tão intensos que uma pessoa é incapaz de se rir.

    Fiquei feliz por ter dado outra oportunidade a este conjunto de séries. Agora é altura de fechar a lojinha e ir celebrar o Inverno. :)
  • Walkure Romanze

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    Walkure Romanze
    Yamamoto Yuusuke - Lantis
    Anime - 12 Episódios
    2013
    4 em 10

    Como está a ser interessante esta véspera de Natal, a chuva está cada vez mais agressiva e nunca mais é hora de comer os trinta sonhos que a minha avó encomendou.

    Levanta-se, portanto, a questão: porque é que eu me pus a ver este anime? Porque sou estúpida, é essa a resposta. Quando olhei para a sinopse e para o design das personagens, a minha ideia foi "isto é tão parecido com Utena!" e pensei "se é parecido com Utena deve ser Utena!". E eu adoro Utena. Mas não podia ser nada de mais diferente. Fica a lição: nunca começar a ver animes da nova season sem antes ver os PVs. Estou, neste momento, à espera dos PVs dos animes que penso em seguir na season de Inverno.

    Esta coisa, este coiso - não há outro termo para o definir - é um harem ecchi sobre cavalaria. Lembram-se dos tempos do Rei Artur em que pessoas com grandes paus iam em direcção umas das outras em cima de cavalos? É isso. É um desporto muito antigo, cujo nome desconheço. Eles chamam-lhe "jousting". Em Português deve ter outro nome, suponho. Se é que semelhante coisa se fazia em Portugal nos tempos da cavalaria. Enfim, como anime de desporto, a ideia até está bastante boa. É muito original. O que é verdadeiramente terrível é a execução.

    Sendo um anime harem ecchi, o que mais há, por todo o lado, frequentemente e exageradamente, são maminhas e rabiosques, com muita lingerie mal desenhada. Isto seria aceitável se as possuidoras de tais atributos fossem mais para além deles. Todas as personagens e todas as situações parecem existir em função de se mostrar os momentos de estranheza do personagem principal, que se vê frequentemente confrontado com gajas desnudas. Presonagem principal, esse, que está completamente em branco. Apesar de ter uma variação do personagem principal de harem ecchi normal: ele até é uma pessoa com confiança. Não é um miúdo falhado. Mas essa diferença mal se nota devido às situações em que se encontra.

    A arte é qualquer coisa de muito horrível. Iniciemos pelos designs das personagens. Com toda a naturalidade, é suposto mostrarem os seus atributos anatómicos. Mas não faz sentido, sentido prático quero dizer, que as armaduras tenham maminhas e que não tenham protecção para o rabo. Em vez disso são cuecas ou saias. Mas a desgraça não se limita a isto. O CG. Os cavalos, as batalhas de "jousting", são todas feitas num CG pavoroso, sem solidez, sem fluidez e sem anatomia.

    A música mal se nota, se bem que podemos ouvir uma tonalidade um pouco épica que se adequa à história e à "época". A "época" está entre aspas porque aqui não há época histórica nenhuma, mas podemos inferir pelo desporto retratado que seria alguma coisa de medieval.

    Fica a lição, para todo o sempre. Ver sempre PVs antes de escolher o anime da season.
  • Kyoukai no Kanata

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    Kyoukai no Kanata
    Ishidate Taichi - Kyoto Animation
    Anime - 12 Episódios
    2013
    6 em 10

    Véspera de Natal. Na sala, estão a ver a Cinderela. Eu por aqui, a tentar actualizar-me com os animes semanais. Alguns já acabaram, como é o caso. Outros ainda vão a meio. Creio, neste momento, que nunca me conseguirei actualizar. É demais. O trabalho não mo permite. Se eu ao menos pudesse ver anime no trabalho... Mas não posso, não convém. Até ler é só à hora de almoço. Mas vamos, neste dia de Inverno, tentar por algumas coisas em dia. E quando digo Inverno, é mesmo. Na rua chove torrencialmente, com um vento que já me virou um guarda-chuva e estores perdidos a voar pela estrada fora. Não desgosto.

    Mas de que se trata este anime, então? É o mais recente da Kyoani, estúdio que tenho tentado acompanhar apesar de me falhar muitas vezes. Muitas outras, acerta na mouche. Esta foi uma das que falhou.

    O início da história tinha uma premissa simples e atractiva: uma rapariguita de óculos tem poderes sobrenaturais para caçar uns monstros. Encontra um rapazito que é imortal. A partir daí desenvolve-se uma história que, pelo que (não) percebi, tinha muito pouco de pés e cabeça. A história desenvolve-se de forma regular até a um final de deus ex machina absolutamente desnecessário, com apocalipse pelo meio, como não podia deixar de ser. As personagens... A verdade é que não se podia pedir muito deles. Temos o moe e o anti-moe, sendo que a génese dos personagens se parece basear unicamente nesse preceito. Não desenvolvem de forma original, apesar de serem coerentes. Na verdade, o desenvolvimento das suas relações cai dentro do universo do cliché muito rapidamente. Aliado à história sem rumo, que se esforça por misturar seriedade com comédia sem o conseguir, o resultado é uma amalgama sem qualquer tipo de objectivo. O anime podia ser uma de várias coisas, mas tenta ser todas ao mesmo tempo e o resultado é a falha.

    Para compensar isto, temos uma animação soberba, a que o estúdio já nos habituou. Esta história tem alguns momentos de maior acção e lutas, com armas e sem elas, que estão lindamente animadas, com uma fluidez impressionante e um excelente uso da cor e do brilho. Daí eu poder, com todo o gosto, dar-lhe uma nota mediana. Por mais estranha que seja a história, a animação compensa tudo.

    A música pareceu-me reciclada de outros animes, apesar de estar bem inserida dentro das situações.

    No geral, um anime que foi um desapontamento. Para vermos animação muito bonita, temos outros da Kyoani que poderemos ver e apreciar melhor.
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