Archive for terça-feira, março 17

  • Real Drive

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    Real Drive
    Furuhashi Kazuhiro - Production I.G.
    Anime - 26 Episódios
    2008
    6 em 10

    Este é um anime com uma premisa interessante. Num futuro próximo, a consciência humana está ligada numa espécie de "network" submarino. Aqui, seguimos as aventuras de um grupo de pessoas envolvidas com o mergulho nesta "network", em que resolvem problemas de fuga de informação e de mal-entendidos entre as diversas consciências. É uma temática com uma certa influência cyberpunk, mas tratada de uma forma muito mais leve e relaxada.

    Isto acaba por ser um pouco anti-natural no decorrer da história. Afinal, tratando de assuntos tão sérios, a forma como estes são abordados acaba por ser demasiado infantil e pouco realista. Temos um conjunto de personagens que, tendo o seu interesse, acaba por se manter dentro do lugar-comum da sua natureza, havendo pouco ou nenhum desenvolvimento. Ainda assim, fica a nota para o interessante design, em que vemos uma grande variedade de pessoas. Afinal, é muito raro ver personagens gordinhas em anime.

    Colmatando estes aspectos menos bons, temos uma arte que pode ser caracterizada como espectacular. Toda a acção é passada numa paradisíaca ilha do Pacífico-Sul, com céus muito azuis, águas muito límpidas e toda uma modernidade na arquitectura que se conjuga muito bem com a natureza da ilha. Para mais, as cenas de acção propriamente ditas estão animadas com mestria e elevado detalhe, sendo que se tornou um prazer observar cada uma das lutas físicas que apareceram durante o anime.

    Musicalmente, temos algumas peças interessantes na banda sonora mas pouco mais. A OP e ED são vulgares e parecem não se adaptar bem ao tema e, de resto, há pouca variedade.

    Se por um lado este tema talvez merecesse uma abordagem um pouco mais regrada, podemos considerar este um bom anime para relaxar (o que é sempre uma coisa boa)
  • Pi

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    Pi
    Darren Anofsky
    Filme
    1998
    7 em 10

    Sábado passado, dia 14 de Março de 2015, processou-se um dia muito especial para mim: o dia do Pi! Em inglês, este dia relata-se como "3.14.15", o que é o valor do número Pi. :) E eu gosto do Pi. Acho-o super fofinho e adoro dizer PIPIPI. Pi. Tinhamos planos de ir a uma festa com o pessoal depois de jantar, mas acabámos por ficar em casa. Apesar de tudo, celebrámos o dia do Pi vendo este filme. Não o terminámos e acabei por o rever no dia seguinte depois do jantar.

    Um thriller intenso e misterioso, conta a história de um génio da matemática (repare-se na temática deste fim de semana) que tenta encontrar padrões nos valores da bolsa. Embrenhando-se cada vez mais na paranóia dos números e de uma doença mental que o assola, acaba por se envolver com um grupo de cabalistas (misticidade judaica) que procuram um número de 216 dígitos na Tora. Para mais, é perseguido por uma entidade governamental que quer também este valor de 216 dígitos. Que número é este? 

    É um filme altamente stressante, sobretudo devido à opção estilística. O filme é todo a preto e branco, com as sombras extremamente carregadas, o que dá todo um ar de misticidade à narrativa. Isto é complementado por uma banda sonora repetitiva, enervante e desconcertante, conjunto de ruídos que são incomodativos tanto para nós como para o personagem.

    Este está caracterizado muito bem, embora as suas acções acabem por ser um pouco limitadas ao sofrimento da paranóia.

    No final, acabamos por não saber qual é o número nem o que ele faz, sendo que nos são dadas informações ambíguas sobre o destino do nosso personagem. Mas, segundo me pareceu, ele não precisa de sofrer mais, o que me deixa aliviada.

    E assim terminaram as nossas celebrações Piicas. :)
  • The Imitation Game

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    The Imitation Game
    Morten Tyldum
    Filme
    2014
    6 em 10

    Finalmente de volta aos programas nocturnos com Qui, começamos por ver este filme que ele tinha no computador por mero acaso (assim não tivemos de esperar que um outro acabasse de sacar)

    Baseia-se na história do Senhor Turing, um génio da matemática. Durante a segunda guerra mundial, os alemães ganhavam pois enviavam as suas mensagens em código através da máquina "Enigma". Tentando resolver esta problemática, Turing cria uma máquina um pouco diferente que veio a ser o antecessor dos computadores que todos usamos hoje em dia (e através dos quais escrevo esta mensagem)

    O filme é bastante simples, relatando de forma directa a vida e obra desta pessoa. Toca um pouco na temática da homossexualidade, embora este assunto pudesse ter sido um pouco mais explorado, um pouco para além da "minha paixão de infância". É evidente que o filme teve um baixo valor de produção, devido aos efeitos especiais arcaicos, que poderiam ter sido completamente eliminados, e até à própria caracterização da época histórica em que a narrativa se passa.

    Sem dúvida que a melhor parte está no trabalho de actor. Não conhecia eu este actor, Benedict Cumberbatch, e fiquei muito impressionada com o seu trabalho. É uma caracterização do génio enquanto pessoa inadequada quase perfeita. Dizem-me que ele faz sempre papéis assim, mas gostaria de o ver interpretando outras personagens diferentes, pois acho que está aqui um grande potencial.

    Apesar de tudo, foi um filme que me entreteu bastante.
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