Archive for terça-feira, julho 08

  • Yowamushi Pedal

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    Yowamushi Pedal
    Nabeshima Osamu - TMS Entertainment
    Anime - 38 Episódios
    2013
    5 em 10

    Ah pois. Faltava este. Ainda faltava acabar este e agora já posso atirar-me de cabeça à próxima season (que parece bem mais interessante do que esta que acabou). A verdade é que esta série me passou tão ao lado que em muitas semanas me esquecia de ver o episódio.

    Vamos esclarecer: eu gosto de animes de desporto. Gosto da fantasia toda que há nos animes de desporto, o ultrapassar das barreiras físicas e psicológicas, a evolução e o trabalho de equipa. Mas não sei o que se passou com este anime... Simplesmente não consegui "entrar" nele. Talvez seja porque o ciclismo é um desporto chatíssimo. Aliás, para mim quase todos os desportos são chatíssimos, mas em anime ficam divertidos. Yowamushi Pedal não consegiu tornar o ciclismo divertido. 

    Observamos, então, um treino muito agressivo (qualquer coisa como pedalar 1000 quilómetros) e uma corrida com duas etapas. Na corrida encontramos outras equipas - desconhecia totalmente que o ciclismo fosse um desporto em equipa - mais fortes e mais fracas, oponentes e rivais. Talvez a narrativa não funcione bem pela natureza do próprio desporto. Em animes normais, vemos jogos e cada jogo dura o quê... Três a cinco episódios? Aqui temos uma dúzia de episódios para uma etapa de uma corrida. É simplesmente demasiado longo e não há assim tantas coisas a passar-se num bicicletamento que consigam tornar isto fascinante.

    Em termos de personagens, isto tudo começa com um jovem ota-cu que bicicleta pela montanha acima a cantar a música das princesas. É captado para uma equipa e participa na corrida, onde encontra companheiros e rivais, cada um com o seu estilo único. Aqui, o anime é típico: cada um tem as suas poses, as suas expressões faciais e o seu "super-poder", isto é, a sua técnica que irá vencer (pelo menos durante aquele ameaçador episódio) Não sei se estas técnicas são realistas ou não, mas - sinceramente - não me parece que seja especialmente eficiente balançar de um lado para o outro da bicicleta ou arrancar os elásticos dos calções.

    Algo de bom: a arte. Apesar de não conseguir manter a minha atenção nas corridas, tem alguns momentos de tensão que, não sendo conseguidos pelo diálogo, são conseguidos por imagens interessantes de biceclamento, poses movimentadas que despoletam interesse.

    A música pouco tem de especial. Nos momentos de emoção há efeitos sonoros a acompanhar que os ilustram. Aberturas agradáveis, mas finais com pouco que se lhes digam.

    No geral, um anime desapontante, que me fez perder um pouco a fé no género.
  • Mangaki, Funny Time!

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    Mangaki, Funny Time!
    Evento
    Há quanto tempo não ia eu a um evento da categoria dos pequerruchos, daqueles em que vou sozinha sem perspectivas de encontrar ninguém conhecido? Nem recordo, foi há uma imensidão temporal! Por isso, quando me convidaram para este evento... E vi que tinha concursinho de cosplay... Nem hesitei! Bora lá!

    Sendo a noite de Sexta feira um pavor cefaleico, acordei com umas dores cerebrais bastante agudas. A realidade é que não tinha vontade nenhuma de sair da cama. E ainda fiquei uma horita (ou mais? ou menos?) a rebolar na cama tentando decidir se ia ou não ia ao evento... Mas lá me decidi "eu quero ir, portanto eu vou!" O processo de me vestir com o cosplay, tomar banho, arrumar a sacola dos eventos, almoçar (não necessariamente por esta ordem) foi uma confusão... Deixava cair tudo, tropeçava em mim própria, uma baralhação. Até duvidava que conseguisse chegar ao local do evento sem me enfiar no meio de um complicado acidente rodoviário envolvendo um camião de transporte de bovinos.

    Mas, graças ao sanhor e à Maria Atum (o GPS) consegui chegar lá sã e salva.

    Ora, a Maria Atum indicou-me a rua e eu estacionei um pouco mais à frente. Quando chego à rua indicada, nada vejo que se pareça com o local do evento, o Centro de Cultura e Intervenção Feminista. Entro num café para beber um café e perguntar onde estou. E assim que agarro na chávena, aparece-me um jovenzito que me pergunta se vou para o Mangaki. Ora, claro que vou! =D Porque razão estaria assim vestida, apesar de sem peruca? Explicou-me o rapazito que se ia encontrar no Pingo Doce com uns amigos pelo que, em troca por um cigarro mal enrolado, me foi permitido colar-me a ele e descobrir onde era o local.

    O local.

    Surpreendentemente agradável. À entrada, de preço bem simpático, carimbaram-me a mão e venderam-me uma rifa para ganhar um cabaz. Adoro rifas! Queriam carimbar-me a testa, mas aleguei que isso perturbaria a imensurável beleza do meu cosplay, pelo que se ficaram pelo meu autopódio dianteiro. Ao longo de uma passadeira de madeira, ladeada de seu lado direito por uma zona ajardinada muito refrescante, estavam as poucas bancas, que vendiam coisas curiosas, de vitrais a manga e DVDs em segunda mão. Confesso desde já que neste evento não fiz as minhas compras habituais (phone strap e desenho). Fiquei-me pelas rifas, em que - como sempre - nada me saiu. Gostaria que me tivesse saído a rifa dos vitrais, porque assim escolheria um vitral com um Chikorita e oferece-lo-ia ao meu amigo Chico. :) Por dentro, temos uma pequena biblioteca de assuntos feministas, com sofás e um ecrã. Estavam a passar o primeiro episódio de Sailor Moon, mas recusei-me a ver porque já o apanhei depois de começar. Assim, prefiro ver todo em casa (ainda não vi, esperem por mim!). Casas de banho sem distinção de géneros, como convém a um grupo pela igualidade de direitos, e uma zona de bar com café a CINQUENTA CÊNTIMOS (atentem) e um Maid Café. Este, tinha para oferta um sortido de bolos básicos que, apesar de nada terem de complexo, me pareceram deliciosos. Prometi que lá voltava quando me desse a fome, mas ela nunca se deu.

     Cá fora

     Lá Dentro

    Maid Café (tá uma meido lá atrás, observem-na)

    Numa tonalidade algo crítica, que gostaria de evitar nesta missiva (já que o evento foi tão agradável), achei que o espaço tinha... Espaço. Espaço para mais actividades. Da parte da tarde havia um espaço morto no local além biblioteca, que poderia ter sido utilizado para, por exemplo, workshops. O lado oposto desta actividade seria a divisão e fissão do público, que não era muito (mas era bom, como já veremos!)
    Entretanto encontrei uma mãcheia de pessoas conhecidas, roubei um golo de Don Simon aos moços que me ajudaram a encontrar o caminho e ofertei lições de vida a uma jovem meido. Isto porque eu estava cheia de calor e decidi ir ao café buscar uma média para me refrescar. A jovem interpelou-me e eu disse-lhe para nunca abusar do álcool, para não acabar igual a mim. Ela chamou-me senpai, o que acho uma palavra muito curiosa quando dita na língua portuguesa: eu, efectivamente, tenho pai. :3

    Pelas três de tarde (este relato não está muito bem por ordem cronológica, pois a minha cabeça não permite contas exactas) decorre um momento muito original e interessante: conversa entre voice actor (actor de voz) e cosplayer. Com muita sinceridade, humor e objectividade, cada um falou sobre os aspectos da sua actividade, explicando a trabalheira toda que dá. Gostei especialmente de ouvir que o cosplay não precisa de ser exclusivamente uma actividade individual e que, sim, é um trabalho multidisciplinar. Não gostei especialmente de ouvir que os veterinários são maldosos, mas depois falámos sobre isso e concordamos nos mesmos aspectos (há pessoas horríveis em todas as profissões...)

    No final houve um jogo, em que o actor fazia a voz das poses e a cosplayer as poses das vozes, huluhululu

    Passei largos tempos de inactividade. Podia ter jogado jogos de uma banca de jogos, mas estava em modo preguiça, muito lento. Assim, fiquei a contemplar as pessoas e tirando fotografias aos pouquinhos cosplayers que iam atravessando o meu campo de visão. Tiraram-me uma fotografia e, mais uma vez, a comunidade fascinou-me: que pessoas tão novas! Que não viram Dragon Ball na televisão! E que não recordam aquela altura em que a Internet fazia CSHIIIOOOOOORRRRGGGHHHH. Quando me disseram "ah, Dragon Ball, ainda não tive paciência de ver", sinto... Pena. Pena porque esta geração nunca vai interromper  uma aula para ir ver o último episódio da série na mini-televisão do bar da escola. É que, pelo menos tenho essa sensação, já não há nenhuma série a mover multidões como naquela época. Pois bem, azar o vosso, não matam aula para ver animus :>

    Entretanto, vamos acompanhando os resultados do ECG. Nem me lembrava, mas surgiu logo a preocupação para com aqueles com quem partilhei palco nas últimas eliminatórias e que são sempre tão sympas para mim.

    Finalmente, chega a hora do concurso! É-me revelado que, apesar de eu ter dito no feice que ia levar uma pen com a minha musiquinha (que editei com tanto carinho), o computador do responsável pelo sonoro não lê pens, pois está virado. Assim, terá de ser colocada a música no tubo.

    Contarei mais sobre isto no meu Cosplay Portfolio (no dia em que me ocorrer actualizá-lo que não, não é hoje), mas para este evento, este skit e este cosplay, decidi fazer uma dança interpretativa. A música, toda a gente que viu esse último episódio no bar da escola, ou local equivalente, conhece. E sabe dançar. Porque o Bicho, que é o Bicho, vem aí para te devorar. É um crocodilo! Eu tinha dito ao amigo do som para parar a música no segundo Bicho. Mas... Talvez eu me tenha expressado mal... Ele parou antes do primeiro Bicho! Ainda assim, soltei o Bicho em silêncio! Poderão vê-lo nesta maravilhosa foto que me tiraram:

    É o Bicho, é o Bicho, vou-te devorar, crocodilo eu sooooou *~*~* 

    No final, parece que resultou, pois muitas palminhas decorreram (adoro palminhas!) e ganhei um segundo prémio (adoro segundos prémios!) e dois lindos pins (adoro pins!) que colocarei na prateleira dos pins, onde aguardarão a sua vez de serem colocados no blazer azul. :) Parece que não, mas fiquei mesmo muito feliz por terem gostado e terem recordado comigo este som labregamente viciante! =D
    Em terceiro lugar ficou uma Sebastian cheia de estilo e em primeiro um urso que me pareceu muito fofinho e, especialmente, muito bem feitinho (o que é invejável, pois essas cabeças são maradas de fazer)

    Estava eu já desperucada, prestes a ir-me embora (o caminho ainda era até ao outro lado do rio) quando anunciam que vão sortear a rifa! Céus, preciso de saber se ganhei! É muito importante! Eu era o trinta e três. E o resultado... O resultado vem aí... Vai sair... Cá para fora... FOI O TRÊS! Quase! Quase... Em rifas nunca me calha nada, nunca, nunca...

    E assim me fui embora. Foi um evento muito engraçado e, sobretudo, muito simpático. Parafraseando palavras lá ouvidas, lembrou um dos eventos do antigamente, daquela época em que ninguém tinha problemas com ninguém. Por isso, os meus parabéns pelo ambiente e pelo espaço, foi muito divertido e saí de lá muito refrescada mentalmente. Foi realmente muito agradável. :>

    E terminarei partilhando as pouquíssimas fotos que tirei! Espero que gostem, apesar da qualidade duvidosa... ;)












    Numa nota final, gostaria de fazer referência à curta conversa que tive com a senhora que estava no bar. Perguntei-lhe se pertencia ao espaço e fiz algumas perguntas sobre a actividade desta associação. Eles protegem mulheres vítimas de maus-tratos, em geral, de violência doméstica a intolerância sexual, tendo vários campos de acção, a nível legal e mesmo a nível de protecção física (com casas que acolhem vítimas e outras coisas). Qualquer apoio, mesmo que pequeno, ajuda, por isso deixo aqui a página para gostarem e o site para explorarem.

    E agora sim, é o adeus. Até à próxima! Será breve, essa. ºvº
  • Homenagem a Fela Kuti

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    Homenagem a Fela Kuti
    Concerto
    Digamos que a tarde começa de uma forma muito agradável. Mas que a noite não podia ter sido pior. Horrorosa!

    Começamos com um jantar numa tasquinha habitual onde sou servida da mais terrível das maneiras. Arroz queimado a estalar ainda na língua, subimos por ruas e avenidas até ao infinito, por indicações erráticas de dois polícias idiotas. Chegamos ao Intendente, estou eu a deitar os bofes pela boca. Porque, na realidade, andar muito tempo a subir dá-me uma certa dor no peito (que não é no coração, porque é do lado oposto, ao menos isso)

    E lá chegados, o que está lá? Ruído. Muito ruído.

    Eu não sabia quem era Fela Kuti, nem que música era, nem sobre o que é que era. Uma análise mais detalhada do evento no Facebook, indica que este concerto era uma homenagem ao citado artista, com a participação das seguintes bandas:

     Big Band Felamonkuti (França)
    & Master Kiala King K (Nigéria)
    *Fela’s Egypt 80 Ghetto Blaster*
    feat

    Voodoo Singer Nazaire Bello (Benin)
    + Irmãos Makossa (Portugal)

    Mas não sabia eu distingui-las umas das outras. Para mim eram apenas vinte bichos em palco a fazer um barulho medonho! Não posso assegurar que isto esteja na natureza da música a ser interpretada. Na realidade, tudo pode ter sido culpa de uma acústica horrível e de uma produção de som atabalhoada. Oh não, não são para repetir concertos no Intendente!

    Porque estas músicas, que poderiam ter tudo de interessante (mensagens contra o apartheid e tudo), apenas me soou como um ritmo feito de tamboretes africanos e uma barulheira metalizada por cima, que entrava e saia cada vez mais alto, para grande horror do meu encéfalo, que se sentia consumido por chamas, e dos meus ouvidos, que se sentiam prestes a rebentar em pequenos fios sangrentos.

    Absolutamente dantesco, nem fiquei com vontade de ouvir a música em casa para conhecer melhor.
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