Archive for quarta-feira, abril 25
Shangri-La
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Shangri-La
GONZO
Anime - 24 Episódios
2009
6 em 10
Aqui temos uma história de um mundo futurista. Como é habitual temos um povo oprimido, um lugar onde viveriam melhor que é inatingível e um grupo revolucionário à la Vendetta que vai resolver a situação. Adicione-se uns punhais misteriosos e magia negra e temos anime!
A concepção do mundo é sem dúvida original, assim como a política inerente ao seu controlo. É uma situação bastante possível num futuro próximo, basta copiarem a ideia. O universo de Shangri-La, sem contar com meninas pequenas com estranho talento para a economia, é uma realidade muito próxima a nossa e isso é de valor. Mas as situações caem no lugar comum com enorme facilidade e assim temos um bom conceito pouco aproveitado.
A história peca pela evidência. Porque é que é necessário ser a miúda adolescente a líder incontestável da guerrilha? Sobretudo quando ela só toma más decisões? Porque é que, convenientemente, o líder do grupo governamental, é psicopata e maligno? Porque é que a líder do poder económico é uma miudinha mimada? Porque é que, no final de tudo, o destino do país, mundo e universo acabam nas mãos de uma perturbada criança com poder mágicos inexplicáveis? Para quê a magia, afinal? São estas perguntas que demonstram as falhas deste anime.
Os personagens variam entre o detestável (miúda do cabelo rosa, estou a olhar para ti) e o adorável (travecas! travecas!) Apenas a personagem principal tem algum tipo de desenvolvimento, se bem que as revelações dos hobbies secretos da gente de Akihabara foram bastante engraçados. O desenvolvimento é firme, mas Shangri-La não consegue sair da simplicidade, acabando por não desenvolver os dilemas de uma criança que se torna líder de uma guerrilha. Kuniko chora porque tem de chorar quando os seus companheiros morrem, mas não lida com essa situação a nível interior.
A animação está bastante boa, com cenas de acção bastante originais que têm recursos estranhos (como boomerangues que arrebentam com tanques).
A música, OP e ED, pareceram-me pouco apropriadas e retiram seriedade à série. O resto da banda sonora está adequada, mas não trás nada de novo.
Com este anime acho que compreendo uma coisa. Eu não estou farta de anime. Eu estou farta de anime em que as crianças são o elemento principal numa guerra. Não faz sentido em nenhum aspecto e é cansativo ter de aturar as más decisões destes miúdos escolhidos. Shangri-La é só mais uma prova disto.
By : ladyxzeus
Prétear
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Prétear
Satou Junichi - Hal Film Maker
Anime - 13 Episódios
2001
6 em 7
Logo ao início eu pensei que isto fosse um shonjo dos 90s, mas pelos vistos não é, o que torna tudo um bocadinho mais estranho. Mas gostei e isso é que interessa, fez-me bem ver meninas fofinhas e gajos giros a lutar contra o mal para variar.
A história é formulaica, uma rapariga com problemas de adaptação que conhece um harem de gajos lindos e maravilhosos que lhe dizem que é uma menina mágica que tem de lutar contra o mal. Então ela luta contra o mal, fundindo-se com os gajos (e eu digo, eu cá não me importava nada de me fundir com estes) e todas as semanas tem um bicharoco nojento para matar. Depois há um bom que se torna mau porque está apaixonado pela rainha dos maus e depois há o drama inerente a esse facto e depois toda a gente se salva, incluindo os maus, e há um beijo e vivem todos felizes para sempre. Apesar da diferença de idades. Isto tudo para dizer que não, a história não é nada de especial. Existem alguns elementos originais na concepção do universo, um pouco pró-naturistas, mas é tudo muito simplificado.
A arte é antiquada, tal como os designs. Apesar de interessantes acabam por ser bastante convencionais. Os monstros são muito feios e as cenas não têm uma animação especialmente cuidada.
A música é típica e não trás nada de especial ou de novo.
É um anime típico, que segue bem a fórmula e serve bem como entretenimento descerebrado. E para ver os meninos, no shonjo eles são sempre mais giros.
By : ladyxzeus
Luka e o Fogo da Vida
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Luka e o Fogo da Vida
Salman Rushdie
2010
Romance
Já li este livro há algum tempo e pensava que tinha escrito um comentário para ele. De repente lembrei-me e não, não escrevi. Por isso, aqui fica!
Eu gosto muito de Salman Rushdie, pela sua imaginação insidiosa, narrativa louca e sonhadora e pela beleza das suas imagens. Mas este livro não tem nenhum dos elementos Rushdianos que eu adoro e foi um desapontamento.
Escrito como prenda de aniversário para o seu segundo filho, este livro conta a história de um mocito que gosta de jogos de computador e que entra no mundo da magia para salvar o seu pai, vítima de uma contra-maldição que o está a fazer desaparecer. O livro está organizado tal como um jogo, com saving points, com vidas para apanhar e com bosses intermédios e finais. O que torna a coisa um bocado estranha, porque quando imaginamos um menino a viver numa aldeia indiana não o imaginamos a jogar Mario Kart.
Cada pequeno mundo tem graça e originalidade, mas a maneira como está descrito, cheio de Definições-Tipo-Estas e Pessoas-Chamadas-Assim, é aborrecido e infantil, o que tira o charme de isto ser uma história para crianças.
Os personagens ganham força ao longo da história, mas todos os acontecimentos são demasiado convenientes.
A prova de que até os génios podem falhar, mesmo quando têm a melhor das intenções
By : ladyxzeus
TO-Y
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TO-Y
Studio Gallop
Anime OVA - 1 Episódio
1987
6 em 10
Original: http://myanimelist.net/forum/?topicid=426495&pages=1&show=0#msg14473475
Começo por dizer que TO-Y não foi mau. Ultimamente quando vejo algo dos 80s espero que seja horrível, mas isto não foi. De todo. Isso foi e certa forma refrescante, tão refrescante como alguma coisa com 24 anos possa ser (hah).
No entanto, isto não é suficiente.
Animação
Suficientemente boa para envelhecer bastante bem. Mantém o estilo presente da era, mas não faz uso de muitas cenas de acção que poderiam ter arruinado o orçamento e, consequentemente, está coerentemente bem animada. Os designs dos personagens são muito medianos onde podiam ter sido representativos dos ícones da era. Isto foi um grande problema, na minha opinião, e irei comentá-lo melhor mais tarde.
História
Algo extremamente simples, sem qualquer tipo de conteúdo relevante.
Personagens
Facilmente esquecíveis, clichés andantes presentas nas histórias sobre bandas desde tempos imemoriais (ou pelo menos desde os tempos em que existem bandas)
Música
A música é o que distingue este OVA de mais uma aventura de Verão e o torna na tentativa de caracterização de uma era. Este anime é sobre música e bandas e a música é muito bem usada para ilustrar cenas e para manter um certo ar de neutralidade, como que se o que eles quisessem mostrar não fosse realmente a história e a interacção dos personagens mas um retrato do movimento musical dos 80s Japoneses. Infelizmente alguém nestta equipa de produção (provavelmente o autor) não saia à rua muito frequentemente para ver bandas ao vivo. Quero dizer, o movimento musical dos 80s Japoneses foi uma coisa completamente diferente. Foi o início do visual kei e o protótipo do shibuya kei. Nenhuma das músicas tocadas estava remotamente relacionada com os sons mais típicos dos principais movimentos musicais deste tempo e espaço. Isto adiciona-se aos designs de personagens medianos. Não consigo deixar de sentir que se isto é um retrato é um retrato falso inspirado pelo que o autor viu em televisão importada, em vez do que realmente aconteceu com estes grupos meio punks meio revolucionários.
No final, recomendo isto para alguém que tenha sido introduzido no anime com bom gosto, mas não a um público mais abrangente.
By : ladyxzeus
This Boy Can Fight Aliens
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This Boy Can Fight Aliens
Yamamoto Soubi - CoMix Wave
Anime OVA - 1 Episódio
2011
6 em 10
Este pequeno OVA aparece como uma nota completamente diferente às coisas que tenho visto. Apanhei-o porque é mais um para o meu projecto de ver todo o BL e slashable do universo e porque aarinfantasy (essa fofa). Até gostei, mas imagino que a maioria das pessoas venha a odiá-lo e venha a ser considerado um dos piores animes do género.
A história é simples, o mundo está a ser invadido por aliens e apenas um rapazito os pode vencer. Por alguma razão os aliens só o atacam a ele e vêm à unidade, o que é muito prático. A história tenta evoluir para um exercício sobre a amizade e como ela nos pode dar força interior, mas reverte para o cliché rapidamente, com muita choradeira e heroísmo à mistura. Tudo e4stá bem quando acaba bem, mas se calhar ficava melhor se tivesse acabado mal.
A arte tenta ser original e de tem alguns elementos distintivos que a tornam única. No entanto os designs e animação são apressados e têm pouca dedicação, numa espécie de doujinshi que foi animado por amadores sem recursos mas que tentaram ao máximo por manter um mínimo de originalidade.
Os personagens não são memoráveis e evoluem com a história. Existem apenas três personagens e dois deles servem apenas como pivôs. No entanto são estes os mais agradáveis e é sobre estes que eu quero ouvir falar, não sobre o que luta com os aliens.
É interessante recomendar este anime. Para algumas fãs, digo que vejam porque vão gostar do estilo e dos designs que têm habitado o Pixiv nos últimos tempos. Para outros não digo nada porque não lhes vai interessar. Mas para alguns, restritos, recomendo-o como uma das piores coisas que vão ver. Sem dúvida um anime polivalente.
By : ladyxzeus