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They Are My Noble Masters
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They Are My Noble Masters
Kudou Susumu - Lantis
Anime - 13 Episódios
2008
5 em 10
Como eu vejo anime aleatoriamente, às vezes calham-me estas coisas sem eu saber sequer que as tinha nos planos para ver. Porque é que eu tinha isto nos planos para ver é outra história. Mas, vá lá, não é assim tão, tão, tão mau.
Ren e Hato são irmãos e, depois de sairem de casa, encontram trabalho como criados de um grupo de irmãs muito ricas. À medida que aprendem mais sobre serem criados e sobre como servir os seus mestres, desenrolam-se muitas situações engraçadinhas. Infelizmente, não há nada de realista na exploração do tema, o que torna toda a série numa festa de erotismo e maminhas com muito pouco por onde se lhe pegue. Existem alguns gags bastante engraçados dentro do contexto, sobretudo aqueles com o general dos criados, pelo que a série não é um insucesso absoluto.
Felizmente não há demasiados personagens e não nos perdemos no excesso. Nenhum deles tem qualquer tipo de desenvolvimento, excepto Ren nos episódios finais (em que se conhece a razão pela qual fugiram de casa), e limitam-se a ser um expositor de roupinhas e lingeries. Felizmente que nos animes modernos a lingerie tem um design mais interessante do que as próprias roupas e a sua visualização não se torna num desperdício completo.
A arte não está má, com um brilho próprio e boa utilização de cores. Os designs dos personagens são originais e é fácil distingui-los uns dos outros. Em termos de animação, não há grandes momentos de acção que a demonstrem, mas no que respeita aos movimentos das pessoas está tudo dentro dos conformes.
Na música, temos OP e ED bem animadas e alegres, que decidem o tom leve da série. Quanto ao resto da OST, não é nada de extraordinário, mas há alguns temas muito simpáticos que jogam bem com as acções narradas.
Talvez seja um bom anime para os fãs de ecchi, mas como esse não é o meu caso... Lavo daí as minhas mãos.
By : ladyxzeus
As Vinhas da Ira
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As Vinhas da Ira
John Steinbeck
1939
Romance
Este sim, é oficialmente o primeiro livro a ser lido em 2015. Um romance de excelência, que amei ler em todos os momentos.
Directamente e com mestria, Steinbeck aborda a realidade americana durante a grande depressão. Seguindo a família Joad, ele conta como tantas pessoas foram obrigadas a abandonar as suas quintas e fonte de rendimento para migrarem, numa espécie de êxodo, para a Califórnia, onde se acreditava existir trabalho com fartura e potencial felicidade. No entanto, lá chegados, é revelado que na verdade o trabalho que há é pouco para tanta gente e muito mal remunerado. Porquê? O autor explica tudo isto com uma lógica simples, fácil de seguir, mas de certa forma aterrorizante, pois estes acontecimentos - que estão muito bem inseridos na sua época - podem retratar qualquer tipo de trabalho pós-revolução industrial. Isto significa que o desespero destas pessoas é muito semelhante ao nosso desespero actual.
As descrições são muito detalhadas e vivas, mas nunca são exaustivas ao ponto de nos cansarem. Todas elas são necessárias para que nos seja possível compreender como o estado do tempo, meteorologia e natureza afectam directamente estas pessoas em viagem, condenadas a passar o resto das suas vidas em precários acampamentos à beira da estrada. Os diálogos são extremamente realistas, fazendo uso de todos os termos idiomáticos de cada uma das terras pelas quais os Joads passam.
De tantos em tantos capítulos, existem alguns elementos intermédios, narrativas de coisas que não se passam com a família que vamos seguindo mas que são referentes a todas estas pessoas, centenas de milhar, que se transportam de um ponto ao outro do país. São estes capítulos que trazem proximidade à realidade desta gente, que nos ajudam a perceber com exactidão as injustiças que sofrem. Mas também a solidariedade expressa de uns para com os outros.
Apesar do seu tom negativista, é um livro que alimenta uma certa esperança na humanidade. Apesar de perdermos tudo aquilo que nos define como pessoas, se nunca perdermos o carinho para com os outros, conseguiremos sobreviver. É uma grande lição. Um livro que é uma obra-prima.
By : ladyxzeus
