Archive for terça-feira, dezembro 29

  • Mazinkaiser: Shitou! Ankoku Dai Shogun

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    Mazinkaiser: Shitou! Ankoku Dai Shogun
    Murata Masahiku - Brains Base
    Anime OVA - 1 Episódio
    2003
    4 em 10
     
    Meu deus, mas que mal fiz eu ao mundo para ter isto na minha Plan to Watch (antiga) e me forçar a mim própria a vê-lo? Talvez com a esperança que fosse um pouco melhor que a prequela. Não é. Nunca poderia ser.

    Neste OVA de um episódio, o nosso herói foi de férias mas é na mesma atacado por robots maléficos. Há robots de todos os géneros, à escolha para o menino e para a menina, bons e maus. Tudo num episódio de 50 minutos. A história não faz sentido, aparenta ser apenas "olha aqui umas coisas para tu lutares" e, de resto, é um anime tão infeliz como a sua primeira instância.

    Não temos personagens de todos (de novo "olha aqui umas coisas para tu lutares") e a animação continua tão terrível como antes. Os designs não têm nexo, sendo cada robot uma mistura de elementos que não têm nada que ver uns com os outros, uma espécie de amálgama de tudo o que se puderam lembrar encaixada num OVA.

    A música é de bradar aos céus, pedindo que pare, incluindo uma estranha cover do "Final Countdown" logo no início (com um efeito especial cheio de chamas feitas com um filtro do Power Point)

    Gostava de ter um comentário maior e muito mais completo, mas realmente não há muito a dizer. Mazinkaiser é cócó.

  • D. Quixote de La Mancha - 1ª Parte

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    D. Quixote de La Mancha - 1ª Parte
    Miguel de Cervantes
    1605
    Romance

    Tinha visto esta edição em volume manejável (relativamente) na Feira do Livro, mas estava tal fila para comprar que desisti. Mas não consegui resistir a comprá-lo mais tarde. E é nesta senda que tenho estado nos últimos tempos, sendo por isso que não escrevi nada sobre livros durante essa altura. Aproveitei o dia de Natal para terminar de ler a primeira parte (a segunda foi escrita dez anos depois, pelo que acho que tenho direito a um intervalo)

    Que dizer? É de génio! Cervantes, com D. Quixote e o seu escudeiro Sancho Pança, cria o próprio romance moderno. Segundo me disseram, antes deste livro os personagens e cenários dos romances eram todos estáticos. E aqui há sempre uma evolução constante. Os nossos dois amigos viajam por mundos e fundos (sem nunca, no fundo, saírem do mesmo sítio) vivendo aventuras impossíveis, aventuras de gigantes e princesas perdidas mas que... E isto é a melhor parte.... Estão todas dentro da cabeça de D. Quixote!

    Para mais, é um livro facílimo de ler. Não tenham medo da linguagem antiga: tudo se percebe perfeitamente. Para o que não se percebe, as traduções costumam ter notas. Mas a verdade é que é tudo tão claro e está tão bem escrito que se lê de uma assentada (ou duas, é muito grande...). Também é um livro recheado de momentos de humor absolutamente hilariantes. 

    A única parte um pouco menos boa, são os relatos de diversas aventuras paralelas. E os diálogos. No século XVII as pessoas fartavam-se de falar... As pessoas falavam 6 páginas seguidas e não se fartavam. Também achei um pouco surpreendente (e inútil) a transcrição de um outro romance, uma novela, que não sei se existe ou não (devia ter lido as notas) e que está só a ocupar espaço.

    Agora, farei um breve intervalo (uns cinco livros) para depois me iniciar na segunda parte! Estou ansiosa! =D
     

  • O Homem que Sabia Demais

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    O Homem que Sabia Demais
    Alfred Hitchcock
    Filme
    1956
    6 em 10

    Mais um filme do dia da véspera de Natal. Também estava a dar num dos TVCines. Foi também (acho eu) o primeiro filme do Hitchcock que vi.

    Uma inocente família Americana vai passar umas férias a Marrocos. No entanto, encontram um misterioso homem que, a certa altura, lhes passa um segredo. O nome do filme induz em erro, porque não é o homem que sabe demais: o casal sabe demais e a mulher também tem um papel muito forte neste mistério. Não podem contar o segredo a ninguém, sob o risco de matarem o seu filho. Como irão solucionar o assunto? Talvez se o tomarem nas suas próprias mãos...

    A narrativa acaba por ser muito simples e o espectador consegue ter uma ideia bastante exacta do que vai acontecer, sendo que é tudo um pouco previsível. No entanto, é a forma como tudo está estruturado que torna este filme único (apesar da cotação que lhe dei, que conta pela narrativa um pouco fraca). Tudo está filmado de forma a dar uma grande tensão a todas as cenas, para além de toda uma aura de suspense e um pouco de medo. Em termos técnicos é feito com mestria, sendo sobretudo patente o uso da cor que - nestes momentos iniciais de cinema technicolor - é extraordinário.

    Achei curiosa a prestação dos actores, que é um pouco diferente do método de hoje em dia. Não sou grande conhecedora de filmes da altura, mas achei muito interessante a forma como cada pessoa está caracterizada dentro de um estereótipo, acabando por o ultrapassar através do seu exagero, de forma a conseguir solucionar os problemas apresentados sem nunca fugir da premisa inicial.

    O tema principal do filme, o que sera sera, é único, memorável e amável. Até agora estou a cantá-lo.

    Fiquei curiosa para ver mais filmes deste autor.



  • Maléfica

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    Maléfica
    Robert Stromberg
    Filme
    2014
    4 em 10

    Filme que estava a dar num dos TVCines, na véspera de Natal. De certa forma, tinha curiosidade em vê-lo, pois a minha irmã mais menor e o meu pai adoraram.

    Mas não. Absolutamente não.

    Este filme conta a história da Bela Adormecida por uma outra perspectiva. E se Maléfica, a bruxa má que amaldiçoou a criança, afinal fosse boa pessoa? E uma verdadeira fada madrinha? A ideia é muito boa e está bem executada em termos narrativos, mas de resto... Para esquecer.

    Porquê? Porque é tudo digital. O mundo fantástico que poderia ser maravilhoso e encantador, não passa de um ecrã verde com efeitos especiais por cima. Até o maldito castelo! Um castelo, senhores! Onde está o pessoal que faz maquetes, Disney? Até o castelo é todo feito em computador! O realismo? Onde está o realismo? (revolta....)

    Para além disso, a prestação dos actores.... Angelina Jolie pode ser muito jolie, mas boa actriz não é. É brutalmente famosa, mas não fez nada de jeito neste filme. Nem mesmo a parte mais emocionante (quando ela perde as asas) está bem interpretada. Simplesmente horror!
     
    Talvez a parte mais divertida do filme tenha sido o corvo. Também foi o personagem que sofreu mais desenvolvimento e o que tinha melhores diálogos.
     
    Disney, vai para casa que tás bezana.

  • Gosick

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    Gosick
    Nanba Hitoshi - Bones
    Anime - 24 Episódios
    2011
    5 em 10

    Inicio com este anime a minha nova Plan to Watch, uma lista de coisas a ver que - espero eu - seja melhor que a última. Não que este anime tenha logo dado essa informação. Inicio também, com este post, a série de coisas que vi durante os dias do Natal. Boas festas pessoas! =D

    Ora bem, este anime... Nos anos 230, um jovem Japonês estuda numa prestigiada escola europeia, num país imaginário. Conhece incidentalmente uma misteriosa menina que, com a sua capacidade lógica, resolve mistérios diversos. De mistério em mistério, chegam às origens dessa moça e a grandes conclusões. A história vai desenvolvendo-se de forma um pouco desregrada, até um final caótico em que nem tudo é o que parece. O facto de terem dedicado a maior parte do anime a falar da mãe da mocinha pareceu-me desnecessária e não contribuiu em nada para o desenvolvimento dos personagens. Estes, infelizmente, são mais uma bolacha do pacote (das de água e sal), sendo que o foco principal da sua caracterização está na relação entre os dois elementos principais.

    Dita relação recebe, logo no início, uma espécie de profecia. Calha mal, simplesmente por ser tão hiper-romântica e não acrescentar nada de importante ao que realmente se vai passar. No final, a profecia revela-se numa separação e respectivo reencontro, que não têm nada de emocionante. Assim, a caracterização dos personagens (que mesmo sendo relativa poderia ser bastante forte) cai por terra e acaba por se vulgarizar.

    A arte não tem nada de espectacular, sendo que não há grandes cenas de acção para a demonstrar. O anime não se foca nos cenários. Mas o que mais me fez confusão foi a falta de exactidão histórica nos cenários e designs. Se estamos nos anos 20, porque aparecem pessoas vestidas de anos 50? Já para não falar dos vestidos vitorianos. Se tudo isto dá uma certa aura steampunk que poderá agradar a muitos, para mim é uma incapacidade fatal de manter uma coerência gráfica.

    Na banda sonora, não há nenhuma peça que chame a atenção.

    Um anime incapaz e uma péssima estreia para a minha PtW.

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