Archive for quarta-feira, maio 17

  • Nazo no Kanojo X

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    Nazo no Kanojo X
    Watanabe Ayumu - Hoods Entertainment
    Anime - 13 Episódios + 1 OVA
    2012
    4 em 10
    Se por vezes vemos um anime excelente, é quase certo que o próximo será terrível. Nazo no Kanojo X começa como se fosse um anime de romance perfeitamente normal. Até que percebemos que o poder especial da rapariga é que quem come a sua saliva consegue sentir o que ela está, pois, a sentir.

    Assim se sucede uma sequência de cenas sem sentido algum que envolvem partilha de fluídos salivares, escarretas, babas e nhanhas, e - de vez em quando - um ataque com uma tesoura mágica que se guarda na cueca.

    Para adicionar a uma história que não faz sentido, com personagens que são menos densos que uma folha de papel de cenário, temos uma arte pavorosa, sem detalhe, cheia de erros, em que aparentemente a única parte que teve orçamento foi a animação das escarretas emocionais.

    A música é  inexistente e fala, também ela, sobre coisas a babar.

    Portanto, um anime para fetishistas de baba de  camelo. Sugiro que arranjem um S. Bernardo.

  • Clássicos da Banda Desenhada: Batman

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    Clássicos da Banda Desenhada: Batman
    Vários
    2003
    Banda Desenhada

    Este volume é uma colectânea de histórias curtas, organizadas por ordem cronológica, dentro do universo do Batman.

    Conhecemos, então, a primeira história em que aparece Joker, que se revela de imediato um psicopata capaz de tudo para destruir e roubar. Conhecemos também a Batgirl, que tem uma história muito mais interessante do que se possa imaginar. Aliás, deu-me logo uma ideia para um skit de cosplay, que certamente nunca se irá concretizar. :p

    Podemos apreciar a evolução do estilo de arte de década para década, sendo que nas primeiras histórias é tudo muito colorido, sem grande atenção ao cenário e vinhetas um pouco monótonas e, mais tarde, evoluímos para algo muito mais dinâmico, fazendo uso de diversos tipos de desenho.

    Nestas histórias Batman não é o herói frágil e emocional que conhecemos de algumas graphic novels, mas sim um poderoso e imbatível morcego que consegue sempre vencer graças à sua estupenda inteligência. Conhecemos também Robin, que se revela ser o personagem mais inútil de toda a história da banda desenhada: apenas está ali para se meter onde não é chamado e ser raptado, para depois ser miraculosamente salvo pelo herói.

    De todos os modos, foi uma leitura muito interessante!

  • Aliens: Inhuman Condition

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    Aliens: Inhuman Condition
    John Layman, Sam Kieth & John Kalisz
    2012
    Graphic Novel

    Ofereci este livro ao Qui a propósito de um aniversário (ou seria de um Natal)? Comprei-o na altura, na Kinpin Books, porque estávamos sempre a gozar com os aliens e gostei da arte.

    Como não conheço nada sobre o universo do Alien, este livro caiu-me de forma um pouco estranha. Passa-se num planeta gelado, onde uma mulher ensina sociologia e empatia a cyborgs que serão utilizados para diversas funções. Uma delas é a de destruir as terríveis criaturas que têm vindo a ensombrar o destino da humanidade. No entanto, quando ela vê que os cyborgs são brutalmente utilizados para benefício dos humanos, ela esforça-se por provar que eles também possuem sentimentos humanos.

    Esta história é uma mistura entre a relação máquina-pessoa e o desenvolvimento de uma personagem que vive afligida por um trauma do passado, que depois se vem a revelar menos verdadeiro do que se pensava. Trata-se de um bom estudo, embora não passe muito mais informação sobre o universo em que se passa a narrativa.

    A arte é estranha, pois em termos anatómicos está bastante descuidada. No entanto, devido à pintura difusa isto acaba por funcionar bem de alguma forma.

    Continuo sem vontade de ver o filme original, pois sei que morreria de medo.

  • Capitão América: Série Ouro

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    Capitão América: Série Ouro
    Vários
    2005
    Banda Desenhada

    Outro livro do Qui, uma colectânea com quatro histórias do Capitão América. Não conhecia esta personagem, mas depois de ler estes exemplos... Não fiquei a gostar nada dele.

    Para começar, não gosto nada de nacionalismos obsessivo-compulsivos, sobretudo quando são dirigidos a um país tão ilógico com os US of A. Em todas estas histórias aparece-nos um inimigo super poderoso, sempre relacionado com alguma guerra que esteja em curso. E, evidentemente, é na América que está o lado do bem. Evidentemente. Porque esse belo país de liberdade e justia não fez nada de errado para ter inimigos. Nada de todo.

    É esse pretensiosismo que me irrita no personagem e me impossibilita de o apreciar.

    No entanto, temos de admitir que a arte da primeira história (Inimigos) é brilhante. Com cores suaves, lápis de cor, cenários muito detalhados e uma anatomia perfeita, é um prazer ler esta história nem que seja só pelos desenhos. Quanto às outras, são muito mais antigas, mas também são curiosas, embora a qualidade da arte deixe muito a desejar.

    Enfim, não me verão com um cosplay de menina américa. Nunca.

  • A Misteriosa Ligação Entre Três Habitantes de Brooklyn

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    A Misteriosa Ligação Entre Três Habitantes de Brooklyn
    Pedro Zamith
    2000
    Zine

    Trouxe este exemplar da colecção Bedeteca 2000 da LFL da Quinta das Conchas. :) Esta colecção foi editada no ano cito, tendo por objectivo publicitar novos autores do panorama da banda desenhada portuguesa da época. Neste volume é-nos mostrada uma história de Pedro Zamith.

    Que é horrorosa. 

    Isto é, a história em si é engraçada. Tem um gag final com piada e alguns momentos que fazem rir. Mas a arte... A arte! Simplesmente grotesca. Com traços largos a preto sobre fundo branco, torna-se numa confusão estilística em que o ponto essencial é a deformação de todos os objectos. Isto seria interessante se os elementos de cada vinheta não se confundissem, tornando a leitura muito difícil e a distinção dos lugares, pessoas e eventos muito hermética.

    Para além disso, diz que se passa em Brooklyn, mas pelos cenários poderia passar-se na Baixa da Banheira.

    No me gustou.

  • Batman: Ano Um

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    Batman: Ano Um
    Frank Miller & David Mazzucchelli
    1986
    Graphic Novel
    Ok, estamos em 86 outra vez. Passa-se aqui algo de muito estranho...
     
    Ofereci este livro ao Qui por um Natal anterior, já que ele gosta do Batima. Agora foi a minha vez de o ler: gostei mesmo muito!
     
    Nesta história, o início da personagem de Batman é reinventada. Numa Gotham assolada pelo crime e por uma força policial corrupta, aparece esta estranha figura que, pela primeira vez, experimenta lutar contra as forças do mal. Ao início, nem tudo corre bem. São-nos mostradas as fragilidades do herói enquanto pessoa, enquanto ser humano que, não possuindo nenhum poder especial, pode apenas contar com a sua inteligência, a sua tecnologia e a sua forma física.
     
    Mas o herói desta história é Gordon, que ainda não é comissário: acabado de chegar à cidade, tem de enfrentar todas as vertentes dos acontecimentos. Por um lado, tem de prender os criminosos, claro. Por outro lado, tem de lutar contra a pressão de uma esquadra corrupta que não só não o deixa trabalhar como o ameaça. E depois existe Batman: quem é ele e o que faz aqui? Devemos prendê-lo? Quando se começa a revelar o porquê da existência desta figura e Gordon descobre o que se passa na polícia, tudo poderá mudar.
     
    Também nos é apresentada uma versão muito interessante da Catwoman, degenerada de um submundo em que a figura feminina nunca poderia vencer. Assim, apresenta a figura feminina com uma grande força colectiva: Catwoman como representação do feminismo.
     
    A arte é crua, bruta, com cores simples e escuras. Existe um uso de sombras paisagísticas excelentes que, não adicionando muito detalhe, transmitem na perfeição o ambiente desta cidade feita de lixo e que deseja continuar assim.
     
    Não conheço muitos comics americanos, mas parece-me que este é um excelente exemplo!

  • Leão, o Africano

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    Leão, o Africano
    Amin Maalouf
    1986
    Romance

    Parece que estamos presos em 86? :o Este livro foi um empréstimo do meu pai ao Qui, que infelizmente nunca teve oportunidade de o apreciar, porque eu lho roubei para ler. Foi uma leitura simplesmente fascinante!

    Fala sobre um homem, o tal Leão, um muçulmano do século XV-XVII que viveu grandes aventuras enquanto embaixador, mercador e, mais tarde, como protegido do papa em Roma. Considerando que esta pessoa existiu realmente, este livro terá tido por trás um intensíssimo trabalho de pesquisa, que se revela pela atenção ao detalhe, quer nas personagens, nos seus hábitos e também nas paisagens.

    Viajamos para um mundo encantado, como só ouvimos nas fantásticas histórias de Xerazade, mas que terá existido na realidade, antes de nós termos lá ido deitar tudo abaixo. São-nos mostrados detalhes culturais, em que a vida está sempre dependente da religião mas a religião (muito ao contrário do que pensamos hoje em dia!!!) não impede a vivência normal das pessoas. Os elementos religiosos estão perfeitamente integrados na sociedade de então e aparentemente todos conseguem viver mais ou menos felizes com as suas situações.

    Hassan, o nosso protagonista, casa-se diversas vezes, com ou sem paixão, descasa-se também, viaja muito, fica perdido em muitas situações e acaba por se encontrar num mundo que não é o seu, não podendo revelar muito daquilo em que acredita sob o risco de ser inquirido e, posteriormente, preso ou assassinado de alguma horrível maneira. Esta visão do mundo europeu pelos olhos de um muçulmano é, de todas as partes, a mais negra mas também uma das mais curiosas.

    De resto, lemos este livro como se de uma história de encantar se tratasse. Porque, realmente, encanta!

  • Coyote: Luzes da Califórnia

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    Coyote: Luzes da Califórnia
    Rámon Charlo
    1950
    Folhetim

    Quando estive no Brasil da última vez, achei por bem trazer um souvenir para aquele que viria a chamar-se Qui. Num sebo (alfarrabista), encontrei uma revistinha selada, que me parecia muito antiga e que me parecia ser BD. Afinal era um folhetim, do famoso "Coyote", um herói da Califórnia criado por um Espanhol. Agora que o li, diverti-me imenso, pois parece-me que era o tipo de história que o meu pai lia quando era miúdo. :) Afinal, é mesmo dessa época!

    O Coyote é um herói mascarado que apanha bandidos diversos, sem olhar a meios. Nesta história, morre quase toda a gente de forma altamente violenta, sem rodeios nem floreios, há grandes tiroteios em que o herói quase sofre uma fatalidade (quase!), há perseguições a cavalo, há traições e grandes amores improváveis... Enfim, tudo aquilo que se poderia esperar de um pulp western, çpuro e duro!

    Mas a melhor parte é que está escrito de uma forma tão simples e directa que a leitura é facílima e altamente viciante. Queremos mesmo saber como é que o nosso herói vai apanhar o vilão!

    Fiquei com vontade de ler mais coisas do género, portanto quem souber onde se arranja, +é só avisar, hahaha

  • Platoon

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    Platoon
    Oliver Stone
    1986
    Filme
    6 em 10

    Vimos este filme, ainda dentro do ano de 1986, que é especial para a gente. Trata-se de mais um tratado anti-guerra, tendo como panorama (mais uma vez) a guerra do Vietname, mas que acaba por não se distinguir com grandes honras de outros filmes do género.

    Um tipo, contra todas as probabilidades, voluntaria-se para ir para a guerra. Começa por detestar, mas à medida que vai vendo os horrores a descortinarem-se à sua volta acaba por se converter em mais uma máquina, se bem que nunca deixa totalmente de lado a sua sensibilidade.

    Aliás, o tema principal do filme é como, dentro de um pelotão, as opiniões podem divertgir conforme a visão da guerra é emocional ou puramente mecânica. Estas diferenças acabarão por ter consequências importantes no desenrolar do filme, apesar de não serem especialmente exploradas, na medida em que a narrativa divide imediatamente o espectador entre os "maus" e os "bons", sem deixar que os primeiros tenham um lugar na visão do autor.

    As cenas de acção já foram muitas vezes vistas e só em algumas ocasiões transmitem o pavor dos intervenientes destas batalhas.

    Um filme de guerra bom, mas pouco distinguível.

  • Earth Maiden Arjuna

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    Earth Maiden Arjuna
    Kawamori Shojo - Satelight
    Anime - 13 Episódios
    2001
    7 em 10

    Um dos animes mais curiosos que tive o prazer de ver ultimamente.

    Juna é uma rapariga simples que pratica arco e flecha. Tem um namorado e está com ele quando têm um acidente de mota. Nesse momento, ocorre a sua morte. Mas a morte nem sempre é o final. Ela entra num universo que, cruzando-se com o nosso, poderá vir a destruí-lo, através da acção de misteriosos monstros, os Raaja. Agora, terá de lutar contra eles e, ao mesmo tempo, lidar com a sua nova condição e manter as suas relações pessoais.

    É um anime filosófico, com uma grande carga simbólica para os temas da destruição da natureza e do excesso de consumo capitalista. De forma discreta, bem inserida no contexto das personagens, este anime explora estes temas sem nunca deixar de fora a violência inerente, que todos aceitamos todos os dias mas que não deixa de ser terrível. Para isso, temos um conjunto de personagens altamente realista, apesar das situações em que se encontram serem inusitadas. A forma como Juna enfrenta as mudanças do seu corpo, também uma espécie de metáfora para a adolescência, transmite-nos aquilo que qualquer um de nós faria também. O que é estranho para ela, seria estranho para nós. O que é real na situação dela, seria real para nós. Isto parece-me extraordinário.

    Sendo um anime do início dos anos 00, o estilo é muito característico da transição da década. Não temos um grande valor de produção, mas podemos ver uma certa integração entre estilos digitais que só muito mais tarde seriam plenamente utilizados na indústria. As cores são um pouco baças e as sequências de animação têm um toque de rascunho que acaba por funcionar, mas que beneficiariam de transições mais cuidadas.

    É também um anime muito musical, contando com sete EDs diferentes, cada uma com uma sequência diferente que nem sempre é de animação. Aliás, estas sequências também estão presentes ao longo do anime, o que pode parecer estranho ao início mas que, após habituação, ficam muito bem.

    Um anime único e uma excelente experiência. Recomendo!

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