Archive for sexta-feira, junho 15
Kaichou wa Maid-sama!
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Kaichou wa Maid-sama!
Sakurai Hiroaki - J.C. Staff
Anime - 26 Episódios
2010
5 em 10
Sei que, na época em que surgiu, este anime veio a ser muito popular entre uma faixa masculina, devido à gireza da personagem principal e de ser uma personagem principal gira numa história de amor. Este é um anime de romance que experimenta atirar em todas as direcções, sem conseguir atingir nenhuma.
A primeira rapariga presidente da associação de estudantes da sua escola tem um terrível segredo: trabalha como maid, num café de maids. É descoberta pelo tipo mais giro da escola e aí começa uma relação de poderes que, mais tarde ou mais cedo, se transforma em amor. Retrato estranho do amor, este, em que os personagens se abusam mutuamente e odeiam tudo o que o outro faz, coisa que vem a ser definida como "não compreendo mas gosto de ti".
Para além disso, o anime acaba por ser - mais que um romance - uma sequência de situações em que a personagem principal se vê humilhada para logo depois ser salva pelo seu interesse amoroso que, infelizmente, tem a atitude mais irritante de sempre. Também temos bastantes episódios com roupinhas variadas e até uma secção toda passada na praia, porque bikinis são smepre necessários.
A arte é fraca, com designs cheios de brilho mas com pouca correcção na anatomia e uma animação quase minimalista, em que as cenas se sucedem com planos de observação em vez de com movimentos.
A música é bastante irritante, porque não combina nada com o que se está a passar. Apesar de tudo, a OP é um bocadinho viciante.
Enfim, talvez se eu tivesse visto este anime em 2010 tivesse amado milhões. Mas agora sou sábia e experiente e não amei milhões.
By : ladyxzeus
Todos os Nomes
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Todos os Nomes
José Saramago
1997
Romance
Recebi este livro do Saramago numa actividade do BookCrossing, que confesso já não recordar qual era. Já há algum tempo que o queria ler, pois um amigo mo havia recomendado muito vivamente. Li-o de uma assentada e penso que, não sendo dos melhores do autor, é uma obra distinta.
Neste livro, que é sobre todos os nomes, só há uma pessoa com nome: o Sr. José. O Sr. José trabalha na conservatória do registo civil e vive numa casa pegada a este edifício, ao qual pode aceder por uma porta no seu quarto. Um dia, durante o seu trabalho, encontra um verbete de uma mulher que o fascina. Passará o resto das páginas em busca dessa pessoa, comentendo crimes inusitados e muito inesperados.
No fundo, este é um livro sobre a identidade e que fala sobre uma questão que eu gosto de discutir: a definição que um nome dá à nossa identidade. Afinal, o que é um nome? Para que serve um nome? O nome da mulher misteriosa, que tanto apaixona o Sr. José, acabará por significar alguma coisa? Os nomes que as coisas têm, significam alguma coisa? O próprio nome de José...
Escrito com a simplicidade que tanto caracteriza o autor, é um livro que brota de uma inocência simples, observando de forma quase infantil a progressão da vida e as significâncias da morte. E, no fundo, porque chamamos as coisas como chamamos?
Agora estará disponível para novas viagens! :)
By : ladyxzeus
88ª Feira do Livro de Lisboa
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FAh sim, e ficámos a saber que o Parque se prolonga por ali em diante e que há muitos mais lugares giros par ver e estar, mesmo que não haja Feira!
Acho que me consegui conter... Não acham? ;) Para o ano há mais!
88ª Feira do Livro de Lisboa
Como sempre, não podíamos perder a Feira do Livro! Desta vez fomos no último dia e com uma grande contenção de custos. O Qui ordenou que eu me controlasse. Eu tinha de me controlar! Terei conseguido?
Desta vez, pela primeira vez, fomos de carro, pelo que entrámos na Feira pelo lado oposto, isto é, o topo do Parque Eduardo VII. Assim, visitámos a feira ao contrário, começando na parte de cima direita e dando a volta por baixo. Isto, de certa forma, foi uma coisa boa, pois evitei perder a cabeça com os alfarrabistas e aproveitar outras boas promoções em editoras de que gosto realmente.
Este ano, a Feira estava um pouco diferente, com mias espaços de comidas e bebidas. Infelizmente, a água que pedi num café por lá estava bem quentinha, pelo que foi difícil aliviar o calor solar que se fazia sentir fora da sombra.
Para começar, encontrei logo um livro que me agradou na Relógio de Água. Depois, o meu objectivo era ir até ao stand da Porto Editora, pois eu desejava um autógrafo do Mário de Carvalho, que estaria disponível nesse local a partir das quatro e meia (já tinha passado um quarto de hora).
Escolhi um dos seus livros (eu não li muitos, mas achei que devia aproveitar a opirtunidade) e ele autografou-o com um cordial abraço. Estranhou que eu só tivesse um nome (não queria que ele soubesse o meu apelido) e ainda partilhou uma piada ou outra. Um senhor muito sim+pa´tico! A sua assinatura parece, no entanto, uma quebra de linha. :p
Eu e o Senhor Mário de Carvalho com o seu livro! :)
Desta feita não parámos para cervejas nem para mais nada. Só para ir à casa de banho que, deve dizer-se, estava um nojo. Entendo que ter maçanetas nas portas seja um perigo, por causa dos ladrões de maçanetas, mas dava muito jeito para pendurar a mala e as compras!
Só voltámos a parar na Saída de Emergência. Antes dela, alfarrabistas com livros caríssimos! Estavam ali livros que as pessoas nem os querem dados e estavam a vendê-los a 5€! Achei chocante. Da mesma forma, achei chocante o espaço imenso que foi dado a uma série de editoras vanity, com os seus escritores sozinhos e infelizes. Numa outra banca, aliás, tinha visto um senhor com um livro chamado "SALAZAR" que se estava a sentir imensamente só. Quase tive vontade de comprar o livro só para lhe dar o gosto... :< Tadinho...
Portanto, vejamos qual foi o resultado desta Feira do Livro!
- "O Tumulto das Ondas", de Yukio Mishima, um autor que amo de paixão
- O livro do Mário de Carvalho, que me irá ensinar a escrever e a escrever bem! =D
- "Com a Cabeça na Lua", uma antologia de contos sci-fi passados na Lua! Adoro estas colectânias da Saída de Emergência!
- Um leque e uma coisinha promocional
- Uma ceninha para por nomes em malas promocional também
FAh sim, e ficámos a saber que o Parque se prolonga por ali em diante e que há muitos mais lugares giros par ver e estar, mesmo que não haja Feira!
Acho que me consegui conter... Não acham? ;) Para o ano há mais!
By : ladyxzeus
Vagabundo ao Serviço de Espanha
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Vagabundo ao Serviço de Espanha
Camilo José Cela
1948
Livro de Viagens
Recebi este livro numa actividade do BookCrossing, sendo que o escolhi porque - depois de ter lido um livro de José Cela no original Espanhol - gostaria de experimentar de novo este autor. Vim a saber, então, que uma das suas vertentes de escrita mais exploradas é a chamada literatura de viagens. Este livro é um desses exemplares.
O autor traveste-se de "vagabundo", enquanto viaja por uma Espanha sulista sem um objectivo definido. É neste ambiente de calor e quase deserto que ele observa as formas de viver de cada lugar por onde passa e conversa com as pessoas que habitam esses ermos locais. Conhecemos, então, uma Espanha antiquada, violenta mas cheia de um sentido de humor desviado e ligeiramente ácido.
O autor relata exactamente o que observa o que, por vezes, se torna ligeiramente enfadonho. Porque, para ser sincera, os hábitos e vivências destes lugares estão fossilizados numa época que já não existe e que, para mim, tem apenas um interesse lateral.
Ainda assim, li este livro num instante, pelo que - para os fãs das viagens - recomendo bastante!
By : ladyxzeus
O Manual dos Inquisidores
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O Manual dos Inquisidores
António Lobo Antunes
1996
Romance
Bom, chegou a altura da minha lista de leitura em que estão os livros do Lobo Antunes. Significa que, durante os próximos tempos, haverão grandes maratonas de Lobo Antunes! Espero não morrer... Começámos por este livro, que me surpreendeu pela positiva mas que, no entanto, não é um romance perfeito.
Através de uma linguagem onírica e fragmentada, o autor mostra-nos a vida das pessoas que rodeiam uma figura misteriosa e maléfica, um senhor ministro de tempos antigos e fascizantes que tem em si mais mistérios do que podemos imaginar.
O autor faz, como sempre, um óptimo trabalho em mostrar a vida comum das pessoas, os seus desejos mais íntimos, o terror da pobreza que sempre atormenta as pessoas destas histórias. Só muito lentamente é que nos vamos apercebendo que a história não é sobre as pessoas, as pessoazinhas, mas sim sobre o grande sol orientador sob o qual orbitam. E este sol é o tal ministro, caracterizado como velho violento e inutilizado, remetido à ignorância de um lar onde ninguém mais lhe obedece.
No entanto, não gostei de todo do final. O facto de o ministro, nos momentos finais, se revelar um louco, com comportamentos erráticos que apenas revelam a sua obsessão pela perda, torna a conclusão muito desapontante e pouco natural.
Ainda assim, fiquei com vontade de ler mais livros do autor, o que vai acontecer em breve :)
By : ladyxzeus





