Archive for quinta-feira, março 07

  • The Big O

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    The Big O
    Katayama Kazuyoshi - Sunrise
    Anime - 26 Episódios
    1999
    6 em 10

    Quando fui ler algumas críticas deste anime, pouco depois de o começar, vi-o classificado como "noir". E achei interessante que estivesse a ver um anime noir. Mas depois fui ver algumas características dos verdadeiros film noir e não creio que esta classificação esteja correcta. Existe um anti-herói, no caso um negociador de sequestros e uma femme fatale. O ambiente é tristonho e deprimido, muito pouco colorido e com algum ênfase no preto contra o branco, sobretudo no que respeita aos designs dos personagens. Mas a  história e a motivação dos elementos desta não correspondem ao trope original. Assim, conforme sugestão, permitam-me que classifique este anime como "neo-noir".

    Big O é um robot gigante, conduzido pelo negociador de sequestros Roger Smith. Tem uma android como governanta e ajudante e um criado zarolho que carrega grandes armas consigo. Todos os episódios encontra um robot gigante novo com quem lutar, um megadeus, e destrói toda a cidade no processo. Tem um amigo na polícia. E são episódios de destruição atrás de episódios de destruição até que, circa episódio 18, temos uma história um pouco mais completa, mas ainda assim sem grande mistério e complexidade.

    Os personagens Roger e Dorothy são interessantes pois trazem momentos de humor algo irónico. Roger, apesar de estar apresentado como um pouco anti-herói, até é uma pessoa bastante simpática e bem humorada, que gosta de dormir até tarde. Dorothy tem alguns momentos geniais de humor, pois - sendo um robot - não tem qualquer expressão. Ainda assim diz coisas muito desadequadas para robot, que revelam a sua humanidade que, em minha opinião, não deveria existir. O episódio do gato é um exemplo forte disto.

    Assim o anime ganha interesse não pela história ou personagens mas pelo ambiente artístico. As cores são parcas e a animação tem traços fortes, apesar de não ser nada de extraordinário. Muitas explosões e prédios a cair. Esta cidade onde vivem tem uma característica especial: é uma cidade sem memórias, pois há 560 anos toda a gente se esqueceu de tudo (o que lembra bastante A Wind Named Amnesia). Não me pareceu que este conceito fosse suficientemente explorado. O ambiente é coroado por uma excelente banda sonora, com muito jazz e blues, muito piano e saxofone. A música trás muita melancolia à série, o que por vezes não corresponde às personalidades dos personagens nela inseridos.

    Tinha tudo para ser um clássico. Talvez se não tivesse mechas feiosos o tivesse conseguido.
  • Comer Orar Amar

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    Comer Orar Amar
    Elizabeth Gilbert
    2006
    Memórias/Auto-ajuda

    Tinha curiosidade por este livro desde que saiu o filme (que não vi), por isso aparecendo a oportunidade li-o. E, bem... Enfim...

    O livro está escrito de uma maneira engraçada. Tem muitas piadas, tem comparações giras, fala de uma maneira casual de um problema sério, que é a depressão da autora. Mas não me vou demorar muito. Este livro ensina como curar a depressão. E a resposta é simples: é preciso ter dinheiro para ir a Itália enfardar massa e pizza, à Índia aprender a meditar e à Indonésia, Bali, arranjar um amante brasileiro. Foi a parte do Amar a que gostei mais, diga-se de passagem, não pelo amante brasileiro mas pelo mestre curandeiro, que é uma personagem muito engraçada (real, mas personagem) e que pensa exactamente da forma que eu tento pensar todos os dias.

    Mas convenhamos... Se eu fosse rica também curava a depressão num instante.

    Sinceramente, não acho que este livro valha a pena o tempo. Achei que depois de o ler iria ter vontade de fazer uma caminhada espiritual e encontrar deus/falar com deus/qualquer coisa divina, mas a verdade é que me deixou completamente indiferente. Liz, tiveste sorte em arranjar alguém que te pagasse as férias. Mas as pessoas normais não são assim.
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