Archive for domingo, novembro 09
Ghost in the Shell: Arise - Border:3 Ghost Tears
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Ghost in the Shell: Arise - Border:3 Ghost Tears
Kazuchika Kise - Production I.G.
Anime - Filme
2014
6 em 10
Poderão ver neste mesmo local comentários sobre o Primeiro e Segundo filmes desta nova leva do franchise.
Desta vez exploramos um assunto muito pouco falado nos takes anteriores de Ghost in the Shell: a vida amorosa da Major Mokoto Kusanagi. O filme inicia-se precisamente com uma cena de certa carga erótica, que relata o amor entre cyborgs. A partir daí, ficamos a conhecer este amante, enquanto os personagens procuram o autor de um ataque terrorista.
Existem alguns elementos interessantes que são debatidos ao longo do filme, sobretudo nas conversas entre os amantes. Parece que neste momento Kusanagi aprende a gostar do seu corpo artificial e a admiti-lo como parte de si própria, para além do seu Ghost. Isto poderá ser muito importante como elemento de uma prequela, pois liga directamente com a evolução da personagem para a fase em que todos a conhecemos.
De resto, a história do filme é bastante simples e, sobretudo, demasiado previsível.
Em termos de animação, temos dois momentos de destaque: as cenas de acção e as cenas de amor. Nas primeiras, a animação é bastante fluída, embora a coreografia das lutas seja extremamente exagerada, dando uma panóplia de capacidades físicas virtualmente impossíveis a todos os personagens, mesmo os que não são totalmente artificiais. Nas outras, aparece-nos um cenário marinho, muito azul, que tem uma beleza muito própria. Infelizmente, o efeito visual que estas cenas têm perde-se na sua repetição.
Musicalmente, temos um techno que nos recorda a verdadeira onda cyber dos anos 90, bastante equilibrado com uma ED muito calma, como um oceano.
Depois da maravilha que foi o primeiro filme, da surpresa e tudo o mais, acho que este - até agora - é o melhor da versão Arise. Ainda assim, parece-me que poderiam ter feito um melhor trabalho no geral.
By : ladyxzeus
Futari wa Precure: Splash☆Star
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Futari wa Precure: Splash☆Star
Kawamura Toshie - Toei Animation
Anime - 49 Episódios + 1 Filme
2006
5 em 10
A minha primeira e única experiência com Precure foi o Heartcatch. Tinha gostado tanto que foi com alguma excitação que me pus a ver o Splash Star, por recomendação do clube. E fiquei bastante desapontada.
Antes de começar, fique a nota de que eu pensava que o franchise Precure era muito mais antigo. Dos 80s ou assim. Afinal começpou em 2005-2006. Portanto, há aqui coisas que são injustificáveis.
A história é a básica: duas meninas obtêm o poder de se tranformar magicamente para lutar contra as forças do mal que ameaçam destruir a vida verde e transformar o mundo num deserto. Todos os episódios um inimigo cria um monstro diferente, os Uzainas, e elas vencem-no graças a uma grande tenacidade, força de vontade e todas essas coisas que fazem magia. Excepto que a vida não funciona assim. E é realmente cansativo ver que elas estão quase a ser vencidas em /todos/ os episódios e graças aos poderes da amizade ou algo que o valha dão sempre a volta, apesar de raramente terem os seus poderes mágicos acrescentados.
Processa-se este luta-vence ao longo de quase cinquenta episódios. Os inimigos mudam, mas - fora os seus poderes naturais - têm pouco que os distinga uns dos outros e que lhes dê individualidade. Existem duas personagens que mudam de lado, que poderiam ter sido muito mais interessantes se tivessem um resquício de personalidade e não se limitassem a responder com "sim", "não" e "agora somos amigas".
A animação é algo de terrível. As cenas de transformação e utilização dos poderes são sempre repetidas e são muito monótonas e aborrecidas. De resto, a acção é transmitida de forma muito simplificada, o que não funciona dentro do contexto mágico em que as personagens se encontram.
A música tem a sua alegria, mas se a ouvirmos muitas vezes acaba por cansar muito rapidamente.
Um anime que beneficiaria imenso se fosse imensamente mais curto e se fosse completamente diferente. Bem Precure, acho que fica para a próxima...
By : ladyxzeus
Enter the Void
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Enter the Void
Gaspar Noé
Filme
2009
5 em 10
Se o primeiro filme até foi bastante simpático, este segundo foi uma experiência terrível. Gosto de filmes dignos de tripanário, mas parece-me que neste dia em que o vi... Bem, não foi o melhor dia. Não me encontrava mentalmente preparada.
Tudo começa com um conjunto de créditos altamente epilépticos. Depois, tudo começa. Com Oscar, um dealer e adicto às mais variadas drogas, a fumar um poucochinho de DMT. Rapidamente entramos num conjunto de animações alucinadas. Mas depois Oscar morre. Mas a trip dele continua. Conhecemos a sua vida passada, os eventos traumáticos e tudo o mais, e ficamos a saber o que acontece à sua família e amigos.
Tudo isto com muitos momentos de animação colorida e muitas cenas de sexo explícito. E muitas cenas do evento traumático, repetidas, repetidas. Música atemorizante. Grandes vistas da cidade de Tóquio por cima, pois isto se passa tudo numa Tóquio negra, neon e exasperante. E, o pior disto tudo, um truque de câmara recorrente em que ela anda à volta, gira, giratória, não para de girar.
Todo o filme se passa na primeira pessoa. Isto é, nunca vemos o personagem principal, excepto num espelho. De resto está sempre de costas. Isto é interessante ao início, mas - misturado com o psicadelismo constante e a música tensa - acaba por ser muito cansativo. Confesso que isto girava tanto que eu já estava cheia de dores de cabeça.
De resto, é altamente explícito em todos os temas sexuais. Como eu não tenho necessidade de ver estas coisas, acabei por me virar para o outro lado quase no fim do filme e perder estas partes essenciais. Já estava fartíssima. Porque na verdade, o filme nunca mais acaba. São quase três horas de trip, mas nem sequer é uma boa trip.
Só lhe dou cinco porque algumas animações estão muito bem feitas. De resto, foi uma experiência para esquecer (e tinha quase a certeza que ia ter pesadelos, mas ainda bem que não tive)
By : ladyxzeus
A Noite Americana
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A Noite Americana
François Truffaut
Filme
1973
6 em 10
Fim de semana significa, muitas vezes, Sessão Dupla de cinema em casa. No caso de ontem, estando o frio que estava, significa Sessão Dupla com meinhas quentes e mantinha fofinha. :)
Apesar de termos apanhado uma estranha versão dobrada em Inglês, este é um filme Francês dos anos 70. De teor autobiográfico, relata a concepção de um filme, com muita confusão entre produtores, actores e toda essa gente à mistura.
O filme parece relatar a confusão medonha que é rodar uma filmagem em pouco tempo, com todos os problemas associados. No entanto, também aparece de forma caricatural, pois os actores (como personagens) estão todos envolvidos uns com os outros das maneiras mais estranhas, sobretudo amorosas. No fundo, é um ambiente de caos e rebaldaria em que, no final, tudo corre da melhor forma possível.
Em termos de história e personagens não se distingue especialmente de outras produções. O que é realmente interessante é a imagética do filme, existindo cenas - sobretudo as do filme dentro do filme - que têm um grafismo muito belo e interessante, apesar de os diálogos serem bastante falhos.
em termos de trabalho de actor, achei que poderia haver uma distinção muito maior entre a personagem "verdadeira" e a "falsa" (a do filme), para além de mudarem de penteado.
Tive pena de não ter visto o filme em francês francês, pois acho que teria sido uma experiência muito mais genuína.
By : ladyxzeus
