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  • CCXP 2022

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    CCXP 2022
    Concurso de Cosplay


    Na nossa preparação para a Comic Con nacional, vimos também a Comic Con Experience do Brasil. Um concurso muito diferente do habitual, que me impressionou bastante. Vimos apenas a parte da apresentação tradicional: no Brasil existem três categorias distintas, apresentação livre (o cosplayer faz o que entender), apresentação tradicional (o cosplayer replica uma cena da fonte do seu cosplay) e desfile.

    Para além da quantidade absolutamente avassaladora de concorrentes, achei muito interessante a forma como estes cosplayers utilizam o audiovisual, interagindo com o vídeo como se fosse outra personagem. Os vídeos eram de tal qualidade que parecia realmente que os cosplayers entravam dentro do jogo ou série, fazendo parte integrante do cenário.

    Além disso, pelos vistos o Brasil está.... Noutro nível. Até um tipo a andar de mota tivemos no palco! Também achei curioso que eram os próprios concorrentes a preparar o seu cenário, sem ajuda de voluntários.

    Também as categorias de prémios eram muito interessantes, havendo até um prémio para "criatividade", o que me parece muito valoroso.

    Agora acho que me viciei em concursos brasileiros, como verão de seguida.

  • Escuta, Formosa Márcia

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    Escuta, Formosa Márcia
    Marcello Quintanilha
    2021
    Banda Desenhada

    Há algum tempo que tinha curiosidade neste autor, então aproveitei que estava uma exposição dele e de outro parceiro na AmadoraBD para comprar o último lançamento.

    Esta é uma novela gráfica aparentemente suave, mas na realidade violenta, desesperada e triste, com um pequeno toque de esperança. Márcia é enfermeira e vive num bairro triste. A sua filha está envolvida com esquemas criminosos e traficantes. E as duas não se dão bem, de maneira nenhuma. Até ao momento em que Márcia decide tomar uma acção.

    Com cores pastel, imagens difusas e todo um ambiente de alegria e paz, esta novela conta-nos uma história quase real, de uma violência intangível, caracterizando o que é a vida das pessoas simples num meio dominado pelo crime e milícia. As personagens estão altamente caracterizadas, embora esta caracterização seja feita de uma forma muito discreta, através das acções e não através das palavras.

    Este volume é um grande exemplo do talento brasileiro para olhar clinicamente para a sua própria sociedade.

  • Matei o meu pai e foi estranho

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    Matei o meu pai e foi estranho
    André Diniz
    2021
    Graphic Novel

    Um dos novos sucessos da banda desenhada brasileira, com uma história pungente e um drama familiar.

    Zaqueu é diferente de toda a gente. É pobre, é albino, é artista. Ninguém se identifica com ele e ele não se identifica com ninguém. Quando descobre um segredo do seu pai, que sempre o maltrata com opiniões machistas e malévolas, decide matá-lo. E isso é muito estranho.

    A história é perturbadora e plenamente realista, num povoado de desenhos que nos mostram o bulício da cidade de São Paulo com grande exactidão. As personagens são fortes porque podemos encontrá-las em qualquer sítio. Por isso, a história bate fortemente dentro do leitor.

    Apenas achei que a diferença entre "negros" e "brancos" era pouco óbvia, o que tornava o facto de Zaqueu ser albino um pouco difícil de entender.

    De resto, um álbum quase perfeito.

  • Cidade Invisível

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    Cidade Invisível
    Carlos Saldanha
    2021
    Série

    Como tenho muitos amigos brasileiros, fiquei a saber desta série da Netflix, que junta duas coisas improváveis mas muito curiosas: um policial e o folclore brasileiro.

    O folclore brasileiro é riquíssimo e povoado por uma série de figuras mitológicas fascinantes, Saci, Curupira, Iara, Cuca... Enfim, façam uma pesquisa e vão ver a quantidade de histórias fantásticas com estas personagens. Com a sua floresta, já que estes elementos são na sua grande medida os seus protectores, a ser destruída, uma "cidade invisível" se forma: eles agora vivem como pessoas normais, na cidade. E quando um polícia do ambiente descobre um boto cor de rosa na praia, tudo começa a tomar proporções incontroláveis.

    A interpretação dos mitos é muito engraçada, assim como as interpretações das figuras do folclore. Adorei sobretudo porem a Iara negra, porque normalmente aparece como uma linda sereia de cabelos loiros, o que é injusto - porque ela é da floresta brasileira e quantas nórdicas vivem lá.

    A parte policial talvez seja o ponto mais fraco, assim como alguns dos efeitos especiais demasiado digitais. De resto, as interpretações são todas fantásticas e esta geração de actores brasileiros poderá vir a fazer grandes coisas.

    Uma série de fantasia muito diferente do habitual!

  • A Guerra do Fim do Mundo

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    A Guerra do Fim do Mundo
    Mario Vargas Llosa
    1981
    Romance

    Este livro estava na minha lista de leitura, mas estava em Espanhol. Considerei que os meus conhecimentos desta língua fossem, talvez, demasiado fracos para esta empreitada, pelo que pedi ao meu pai o livro emprestado numa versão em Português. Recebi um livro das edições Bertrand (não o da capa deste post) velhíssimo, a desfazer-se em pedaços, cheio de erros de ortografia e tipografia e com uma tradução absurda. Afinal, passando-se o livro no Brasil, seria de esperar que a narrativa estivesse na grafia desse país e não na nossa. Muito estranho, mesmo.

    Ignorando esse facto, temos aqui uma obra prima do autor, um épico de grandes proporções que não pode ser ignorado no panorama da literatura e, sobretudo, no universo da ficção histórica. Baseado em factos reais mas não de todo totalmente compreendidos, Vargas Llosa fala-nos da Guerra de Canudos, uma guerra civil com contornos de fanatismo religioso que assolou essa zona do Brasil nos inícios da primeira república.

    Com este livro aprendemos muito de história e quais os acontecimentos exactos que ocorreram nesta época conturbada. Mas sobretudo aprendemos as condições em que estas pessoas viviam, em que stas pessoas lutavam, o que faziam e a que horrores assistiam. Que eram realmente muitos e muito apavorantes. No entanto, o autor não nos explica exactamente o que leva toda a esta gente paupérrima e desesperada a acreditar no falso profeta e a lutar por ele da forma mais violenta possível. Nesse aspecto, senti que o livro falhava um pouco, pois as atitudes das personagens acabam por não ter um grande fundo emocional.

    De resto, como sempre, uma escrita fluída e apaixonante, embora um pouco imatura relativamente a outros livros que já li dele.

  • Daytripper

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    Daytripper
    Fábio Moon & Gabriel Bá
    2011
    Banda Desenhada
     
    élbum de BD que me foi oferecido pelo meu pai. Trata-se de uma BD de dois irmãos brasileiros que foi inicialmente publicada em Inglês, de forma episódica, nos EUA. Agora apresenta-se uma versão portuguesa, em português de Portugal, o que soa sem dúvida um pouco estranho. ;)
     
    Brás é um homem simples, com uma vida simples, cujo emprego é esceve obituários num jornal. No entanto, a cada capítulo que passa ele morre de forma inusitada, numa espécie de metáfora para a própria fragilidade da vida. As mortes são progressivamente mais improváveis, mas os acontecimentos da vida de Brás são perfeitamente normais e regulares, sendo que acompanhamos, de forma um pouco quebrada, a sua vida pessoal e familiar até ao final, que poderá vir a ser (ou não) uma fatalidade.
     
    É um livro que contempla a normalidade da vida, sempre demonstrando que tudo pode ser efémero: a qualquer momento qualquer coisa de estranho pode vir a acontecer e acabar com tudo.

    A arte é lindíssima, com designs e cenários exactos e um conjunto de cores muito agradável e progressivamente mais emocionante, trabalhando cada um dos momentos com um detalhe superior.

    Fiquei muito contente de adicionar este livro à minha colecção. Entretanto emprestei-o ao meu pai, que espero que goste de variar um pouco das suas leituras. :)
     

  • Auto da Compadecida

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    Auto da Compadecida
    Ariano Suassuna
    1955
    Peça

    Há quantos anos não lia eu, por puro gosto, uma peça de teatro? Acabei com a minha pausa e, devo dizer, adorei sumamente este pecinha brasileira!

    Este texto é muito importante em termos sociais e literários, pois mistura elementos clássicos do teatro Vicentino com mitos e histórias típicas do Recife brasileiro. Tudo isto com uma inteligência e graça que surpreenderão até os mais cépticos! :)

    Tudo começa com uma aldrabice, em que um homem muito malandro cria - para seu próprio proveito - o testamento de um cão falecido. A partir daí só acontecem desgraças, que irão depois ser julgadas por deus e diabo, tendo a Compadecida como advogada.

    O desenvolvimento das trapaças é subtil mas, ainda assim, muito bem pensado. Assim, cada um dos momentos da peça iria dar origem a uma série de gargalhadas descontroladas.

    Se fosse eu a encenar esta peça (confesso que tive vontade), usaria um cenário minimalista com ciaxas e estruturas quadradas, alteraria um pouco o texto para dar mais uns momentos de piada e, sobretudo, faria o Encouraçado altamente efeminado, porque acho que isso seria hilariante. :)

    Uma pena que esta peça seja praticamente desconhecida dos portugueses, porque é mesmo muito cómica!

  • Amor é Prosa, Sexo é Poesia

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    Amor é Prosa, Sexo é Poesia
    Arnaldo Jabor
    2004
    Crónicas

    Escolhi colocar este livro no Kobo porque adoro esta música da Rita Lee. Descobri agora que foi baseada numa das crónicas deste jornalista brasileiro e que este livro, assim, reúne um vasto conjunto destas, versando sobre uma série de assuntos, desde o amor, o consumismo, a política e, no geral, a actualidade.

    Claro que o que era actual em 2004, data desta edição, poderá ser muito diferente do que se passa agora.

    Existem diversos temas a ser tratados e senti uma certa estranheza nestes crónicas, pois o autor parece não ter uma opinião muito firme sobre qualquer um dos assuntos que trata. Quero dizer com isto que por vezes ele aparece como altamente machista e racista, sendo que em outras vezes aparece plenamente disponível à aceitação do que está fora da normalidade.

    As crónicas estabelecem uma série de estereótipos, sobretudo relativos à figura feminina e às suas bundas, que hoje em dia não seriam - de todo! - aceites em qualquer tipo de revista, a menos que o sistem aeditorial do Brasil seja completamente distinto do nosso. Assim, pode-se dizer que o autor teve muta sorte na sua época.

    Mas há algo em que concordo: Arnaldo Jabor cita muitas vezes o consumismo capitalista desenfreado que ocorre hoje em dia (dez anos depois ainda é actual), numa busca constante pela perfeição do corpo, pela obtenção de popularidade, na venda da personalidade própria como um objecto. Caminhamos cada vez mais para aí, devido à recente "cultura de likes" que temos, o que é verdadeiramente assustador.

    Este volume não reúne nada de novo ou revolucionário, mas pode ser que algumas pessoas lhe achem graça.

  • Brasil

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    Brazil
    Terry Gilliam
    1985
    Filme
    7 em 10

    Segunda noite em isolamento e vamos ver um filme completamente louco, realizado pelo senhor que animava os bocadinhos dos Monty Python (e também com alguns deles).

    Este filme é a verdadeira acepção do termo cyberpunk. Como sabemos, toda a ficção científica é adaptada à sua era. E, neste caso, está intimamente ligada com os aspectos relativos aos anos 80. Todo o ambiente tem uma aura de falsidade, sendo que todos os objectos (tubos, paredes, etc.) aparentam ser feitos do mais simples cartão. E isto, além de poupar dinheiro, conjuga-se perfeitamente com o tema do filme.

    Um homem é escravo de um universo burocrático, onde vive e do qual se alimenta, não desejando nada mais do que a simplicidade da vida. Não procura sucesso nem felicidade, não tem qualquer tipo de ambição. No entanto, tem um sonho... No dia em que é visitado por um revolucionário que arranja esquentadores ilegalmente (isto é, sem passar pelo processo burocrático) a sua vida vira-se ao contrário e ele vê-se envolvido numa conspiração, entre as autoridades e terroristas. Mas será que até a conspiração é um sonho?

    Todo este universo é recordatório de Kafka: a luta pelo espaço no universo de papelada impossível, a procura de uma autoridade que nunca existe e que nunca o pode atender, o facto de estar perdido num local incompreensível mas que ainda assim é perfeitamente conhecido.

    Assim, o filme é uma intensa experiência imaginativa, cheio de detalhes preciosamente hilariantes com os quais não podemos deixar de gargalhar.

    Finalmente, diga-se que o filme não tem nada a ver com o Brasil, sendo que este é apenas o título da canção recorrente (Brasil, Brasil, lalalalalala, tão a ver?) Também dizem que tem este título devido ao fim da ditadura militar nesse país, mas não vejo a relação com o tema em questão.

    De qualquer forma, recomendo vivamente, é uma experiência muito interessante!

  • No Calor dos Trópicos

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    No Calor dos Trópicos
    Flávio Capuleto
    2011
    Romance Histórico

    Recebi este livro por alguma comemoração do BookCrossing, que entretanto esqueci qual era. Estava bastante motivada para o ler, já que se trata de um romance histórico passado no Brasil, na época conturbada da libertação de escravos e abolição da escravatura. 
     
    Diz o autor, numa breve introdução, que escreveu o livro tendo em vista a sua adaptação para o cinema. Devo dizer que tal me parece impossível, já que o romance não corresponde ao nivel de qualidade que seria de esperar. A história gira em volta de um triângulo amoroso, de paixões e traições, que se desloca para o Brasil de forma a consumar-se definitivamente. Assim, é um romance que se poderia passar em qualquer época: o tema da abolição da escravatura passa para segundo plano, sendo que a sua utilização aparece mais como mecanismo narrativo em vez de ser um tema principal em discussão.
     
    Para mais, a escrita é desadequada ao tipo de romance, com erros históricos constantes e um uso de linguagem moderna que não se conjuga bem com as personagens. Não há detalhes correctos em termos de vestuário ou de alimentação (quem usa um "slip" neste século?) e a gíria utilizada não é de todo coerente, quer com a época quer com o estatuto social dos personagens (que visconde manda outro "por a boca no trombone"?)
     
    Os detalhes históricos são incorrectos e isso não é perdoável do ponto de vista deste tipo de romance, apesar de o autor insistir bastante no facto de isto ser uma obra fantasiada e vinda da sua cabeça. Não é admissível.
     
    Para mais, o livro está recheado de cenas sexuais constantes, inapropriadas e descritas de forma repetitiva (como gostam estas pessoas de "cavalgar"). Não trazem em si nenhum tipo de beleza erótica e parecem estar metidas a martelo, tais quais umas batatas a murro, pelo meio de uma narrativa simplificada e cuja existência parece estar em função da descrição dos actos sexuais.
     
    Um livro que me desapontou bastante, pois o autor deveria ter pesquisado mais (pesquisou bastante, como se vê na bibliografia, mas não foi o suficiente ou nos locais correctos). Ainda assim, espero que não deixe de escrever, pois imaginação tem bastante. :)

  • Fórum da Interculturalidade

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    Fórum da Interculturalidade
    Concertos
    A ideia inicial era ir ao Outjazz, nos jardins perto da Torre de Belém. Lá chegados, eu e R., sentámos e chegámos à conclusão de que era um ambiente que nos causava horror e pavor. A música lembrava aquela que se ouve quando passa um carro com o som muito alto e os visitantes do evento metiam medo. A única parte agradável era ver os cães a brincar. 

    Por isso, fomos em direcção à Praça de São Paulo, perto do Cais do Sodré, onde os amigos de uns amigos iam dar um concerto. Após uma fastidiosa viagem num eléctrico que cheirava a chouriços, instalámo-nos na praça à espera de que acontecesse alguma coisa. Enquanto estivémos sozinhos, a música africanizada foi dolorosa. Assistimos a algumas coisas engraçadas, como discussões entre cães e um senhor velhote a dançar, que estava a ser filmado por um outro cota mais gordo. Se calhar devíamos ter dito alguma coisa ao operador de câmera, que não estava a ser nada discreto. Mas tenho esperança de que a gravação não seja para ser colocada em fóruns anónimos com os ditos "vejam este cromo a dançar", mas para um projecto artístico ou qualquer coisa.

    Reparámos que uma varanda tinha um anjo assustador e mutilado.

    Então chegaram os amigos de amigos e fomos para a frente para ver o tal concerto. Sentámo-nos em cadeiras de plástico. Foi uma tarde já nocturna agradável em certa medida, pelo convívio providenciado por umas garrafas de Don Simon, mas falemos então dos concertos.

    Jazzopa



    Após montagem e preparação do palco, apresenta-se-nos uma banda que tem tudo de jazz. Um piano, uns metais, um baixo, uma guitarra, uma bateria. Tocam uns sonoros de gosto improvisado e, de repente, aparecem os cantantes. Ficamos, então, sabendo que esta banda é um misto de jazz com hip-hop. Isto tem tudo para correr bem. Mas, na verdade, acho que podia ter corrido melhor. Para começar, fazia falta que o instrumental fosse original e não inspirado (ou cópia) de clássicos do género. As rimas do rap estão bem conseguidas no geral, jogando bem com o resto dos instrumentos, mas parecia que dentro da banda não havia a empatia necessária para todos tocarem ou cantarem na sua vez. Para mais, os vocalistas tentaram durante todo o concerto uma muito necessária interacção do público, que não foi obtida: havia muito pouco público a esta hora e ainda não estavam bebidos o suficiente. Ainda assim, é um projecto curioso.

    Djaly Bintou Kanouté


    Passamos para músicas próximas do tradicional da Guiné-Bissau. Não sei o que dizer pois, confesso, não estava com muita atenção. Procurei esta era para buscar alimento, que fui encontrar numa das banquinhas da comida intercultural. Esta era a do projecto "Renovar a Mouraria" e comi uma tal de "Massa Moura", sem cogumelos. Quanto a esta senhora, achei que cantava muito bem, tinha uma voz muito bonita. E gostei imenso da roupa que ela trazia.

    Jorge Riba


    Para finalizar, temos um pouco de música brasileira. Evidentemente que o público, agora mais composto, se passou grandemente durante a totalidade deste concerto, devido aos ritmos sambísticos que o senhor nos cantou. Apesar de tudo, sou da opinião de que - sendo a música brasileira tão variada - limitar-nos a este samba de escola, tão simples (mas tão eficiente) é pouco criativo. Mas gostei imenso da interpretação original da música da Amália que o artista (bom artista) cantou. Foi a única parte em que eu dancei.

    Curioso o aspecto de que quando começa toda a gente a dançar, há algumas pessoas que ficam com aversão aos que - como eu - têm um peso no rabo e estão cansados e não se querem mexer da cadeira. Por isso, insistem, através de olhares, gestos e movimentos de lábios aterrorizantes, que nós nos levantemos e dancemos. Fica a nota de que cada vez que me fazem isto, menos vontade tenho de ir dançar. Considerando que o senhor operador de câmera anteriormente referido continuava, subtilmente, a filmar toda a gente... Menos vontade tinha eu de dançar. Portanto, fico parada.

    Suponho que a noite se tenha prolongado, mas eu fui para casa, pois hoje (o dia seguinte) é dia de trabalho e tenho de estar fresquinha e renovada. Ainda assim, foi giro porque conheci novas pessoas muito simpáticas. :)
  • Flores Raras

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    Flores Raras
    Nuno Barreto
    Filme
    2013
    6 em 10

    Isto passou-se na sexta-feira à noite. O meu pai arranjou-me uns convites para a estreia do ciclo de cinema brasileiro no CCB, que se iniciou pela ante-estreia do filme Flores Raras, de Nuno Barreto. Antes disso houve um coquetel.

    Eu não ia bem vestida para o coquetel, esqueci-me de mudar de sapatos. Mas enfardei-me de comida e de moscatel e de sumo de laranja e fui à maluca para o filme. Estava sozinha. E já não me lembrava de como o Grande Auditório do CCB era grande, nem como as cadeiras eram desconfortáveis por estarem tão juntas umas das outras (as filas). Ainda estivemos uns quarenta minutos a ouvir entidades políticas importantes a agradecerem-se umas às outras e depois o realizador veio pedir-nos que não nos acariciássemos durante o filme. Ainda bem que a pessoa que não foi não foi, ou então não poderia ter obedecido a essa regra, já que me é impossível resistir a fazer festinhas diversas.

    O filme é sobre a poetisa Elizabeth Bishop que, procurando inspiração, vai ao Brasil. Lá apaixona-se por Lota, uma arquitecta, escreve bem e ganha um prémio Pulitzer. O filme analisa a relação delas a crescer e a desintegrar-se, por motivos do alcoolismo de Bishop e depois o que se passa após a sua separação. Interessante ver que à medida que Bishop sai do torpor alcoólico, Lota entra numa espiral de depressão e os papéis acabam invertidos no final.

    O filme tem uma história de amor interessante, apesar de estar fora da minha zona de conforto, e faz uma boa recriação da época, anos 50. Elas vivem todas na Samambaia, uma casa no meio da floresta muito linda, e as imagens são bem brilhantes e bastante bonitas. As actrizes fizeram um bom trabalho, como tinha de ser porque o filme é todo com elas, mas por vezes pareciam indiferentes aos sentimentos dos seus personagens.

    No geral, um bom filme. Acho que vale a pena ir ver, porque sempre é uma variação do típico cinema americano (e se vos faz muita impressão ouvir falar o sotaque brasileiro, o filme é todo em inglês)
  • Como (Quase) Namorei Robert Pattinson

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    Como (Quase) Namorei Robert Pattinson
    Carol Sabar
    Romance
    2011

    Este é o meu subenire Brasileiro para a Ana! Com este título não podia deixar de o ler primeiro! Fica o comentário em espera até eu oferecer o presente para não estragar a surpresa. :3 Tinha-o visto à venda e amado o título (porque é simplesmente tão ridículo) e depois vi-o com desconto na Bienal do Livro de São Paulo. A empregada da loja disse que era super fofo e divertido, mas eu fiz questão de dizer que não era para mim xD

    Ora portantos, Duda é uma Crepuscólica. Apesar de ter 19 anos, o que torna tudo um pouco improvável. E vai para os States. E lá conhece um gajo que é a cara chapada do Robert Pattinson. E apaixona-se por ele. E é isso. Entretanto tem três amigas doidonas, um Espanhol sensual atrás dela, um médico que lhe dá tchau na janela da frente e um stalker.

    São 400 páginas muito engraçadas, mais compostas dos pensamentos pessimistas de Duda do que de acção propriamente dita. Duda lembra-me um pouco a Princesa dos Diários da Princesa, a quem todas as coisas acontecem e não sabe lidar com nenhuma. Escrito de maneira enérgica e leve, parece que estamos a ver a Malhação, mas com Nova York a fazer de cenário da Globo. Não está mal escrito, sem bem que por vezes Duda confunde tempos verbais no seu discurso. O facto de tudo ser narrado no presente dá uma dinâmica muito boa ao livro.

    Existem alguns problemas. A infantilidade da personagem principal (também, estava-se à espera do quê de uma fã de Twilight?). A improbabilidade dos factos, sobretudo no final. A passividade de Pablo. O final feliz.

    Mas ainda assim, deu para uma viagem de comboio muito agradável.

    Vou agora escrever a dedicatória:

    Vindo directamente do Braziw para a Ana Não-Crepuscólica. Mordidas Envenenadas <3
  • O Alienista (Caçador de Mutantes)

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    O Alienista (Caçador de Mutantes)
    Machado de Assis (e Natalia Klein)
    Conto
     1882 (2010)

    Eu vi "Machado de Assis" e "Alienista" e "Mutantes" e um olho e tentáculos e roxo tudo na mesma capa. Esté é o subenire Brasileiro para a Princesa Fifi. Tendo ela me autorizado a ler o livro, pude ter o prazer de perceber que isto... É muito mais do que parece. Fica em stand-by também para não estragar a surpresa!

    Esta colecção "Clássicos Fantásticos", é uma coisa totalmente inovadora: escritores, especializados em argumentos de comédia, reescrevem os contos clássicos da literatura Brasileira. Nunca tinha lido o verdadeiro "Alienista", do Machado de Assis, mas informei-me. Já tinha lido Machado de Assis, outras coisas. Então este livro é um mix delicioso que, mantendo a pomposidade da escrita do século XIX, inclui elementos de comédia absolutamente hilariantes e elementos da modernidade tão improváveis que uma pessoa não tem outro remédio se não rir.

    Isto é sobre uma vila Brasileira onde um médico começa a fechar todo o pessoal que é mutante (no original "louco") numa tal de Casa Verde. E depois muitas coisas acontecem, todas nos conformes do original, mas com detalhezinhos deliciosos de tão parvos que são.

    O que mais gostei foi o tom absolutamente sério, recto e coerente do livro. Isto não é uma comédia. É uma coisa séria, um relato histórico importante! Natalia Klein é fantástica!

    Eu estava à espera de uma coisa completamente diferente, mas espero que a Fifs se divirta com isto tanto como eu. Fica a dedicatória:

    Cedo-te estes tentáculos Brasileiros com carinho. Somos os mutantes mais fofos de sempre <3
  • Brasil-Portugal Agora

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    Após esclarecedor e nutritivo jantar com a Hota, fomos ver dois concertos integrados nas celebrações Brasil Portugal Agora. São festividades que celebram a presença de Portugal no Brasil (e do Brasil em Portugal) e a amizade entre os dois países, tão longe mas ainda assim tão perto. Para mais informações podem clicar aqui.

    Pois bem, vimos dois concertos, que passarei a comentar de seguida!

    Ney Matogrosso

    Vimos o concerto de longe e de mais longe. É de notar que, numa multidão, eu sou uma porta: onde quer que me encontre esse local torna-se local de passagem. Assim, devido ao desconforto provocado pelo contínuo corredor de passantes, eu e a Hota fomos para trás, para longe da multidão. Via-se o concerto perfeitamente à mesma. Ora, eu não conheço muito bem Ney Matogrosso. Os meus conhecimentos limitam-se à música do Lobisomem, que aparecia no Zip Zap aos fins de semana de manhã (e que, diga-se de passagem, eu adoro). O meu pai, que me cultivou para a música brasileira, nunca gostou do Ney porque, citando "era muito bicha". A minha mãe disse "não ia ver nem que me pagassem. Ele há 30 anos era novidade, porque tinha plumas e tal, mas agora não". No entanto a minha avó contou-me hoje que adora, porque "são músicas muito bonitas e é um homem que parece um pássaro". O concerto foi uma agradável surpresa. Apesar de ter uns 70 anos, o homem está excelentemente conservado, e mexe, remexe, requebra-se e ondula-se todo com uma pinta que só visto. E as músicas são, realmente, muito muito bonitas. São poemas lindíssimos. Deixo, assim, a música que mais me impressionou:

    Letra no Bentivi Urbano

    E para quem duvida, ele era assim há 30 anos:


    Depois do Ney fizémos visita frustrada a Alfama. Ao regressar, deparamo-nos com o final de outro concerto!

    Monobloco
     Uma banda animadíssima. Não percebi bem as letras, mas eram de uma energia fenomenal. TODA A GENTE a dançar feita maluca, um ambiente muito bom. Se calhar não é a música brasileira que é animada, mas os brasileiros que são animados. Ainda pude dar o meu pézinho de samba. :) Fica uma música para conhecerem:
    Espero que gostem! Muito divertido! =D 

  • Contos Gauchescos e Lendas do Sul

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    QUINTA DIMENSÃO QUASE A TERMINAR: 14/16

    Contos Gauchescos e Lendas do Sul
    Simões Lopes Neto
    Histórias Curtas
    1912

    Um livro que comprei para ler no autocarro (ônibus). Escohi-o porque me despertou curiosidade, o que seriam contos desta terra que também me pertence.

    Não posso dizer que tenha adorado ler este livro. Os contos são todos aventuras de gauchos corajosos, contra injustiças de inimigos loiros e vegetarianos. Há uma profunda caracterização do ambiente envolvente e por vezes parece que estamos perante os campos, o gado, com os seus cheiros e o seu calor. Parece que estamos a tomar um chimarrão. No entanto, a escrita é extremamente difícil. Lembram-se de eu ter mandado vir com o Mia Couto por causa do Africanês? Devia mandar vir com Simões Neto por causa do Gauchês. Eu percebo a maioria das coisas, pois são palavras que eu oiço muito com a minha família. Mas acaba por se tornar demasiado críptico. No entanto faz sentido que esta linguagem seja usada, pois aparentemente são histórias de tradição oral.

    Também há uma secção interessantíssima de lendas: Mboitatá, Salamanca do Jaraú e Negrinho do Pastoreio (além de uma colectânea de lendas famosas de outras regiões). Histórias construídas com grande originalidade e excelente trabalho de pesquisa, tornam o que seriam lendas básicas em verdadeiros mitos com grande complexidade, mantendo a tradição oral.

    Recomendo para quem tiver desejos de conhecer mais sobre o "ambiente" gaúcho, pois aquilo que circunda os personagens está muito bem descrito. Linguagem difícil, pode requerer dicionário de Gauchês. Que, por acaso, até existe!
  • Gilmar Pinna

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    QUINTA DIMENSÃO: 13/16

    Gilmar Pinna
    Exposição (Bosque Maia)

    A exposição que deu azo a uma imensa complicação. Tinhamo-la visto de carro (está instalada no jardim) e de noite, de longe, pareceu lindíssima. Então fomos vê-la.

    De dia.

    De perto.

    Afinal é horrorosa.

    São 30 estátuas de ferro, de proporções bem crescidas (a menor terá uns 12 metros cúbicos, por aí). Estátuas de elementos brasileiros e do mundo, que simbolizam a paz e a fé na humanidade. Isto resume-se a Cristo, umas pessoas desproporcionadas, uns bois gigantes, uns cavalos e, por estranho que pareça, espadartes.

    São esculturas monumentais, trabalhadas em placas justapostas. A sua confecção aparenta ter um grau de dificuldade elevado, mas o simbolismo é evidente (fora os espadartes) e acaba por ser aborrecido. É uma boa exposição para estar num jardim, porque está ali parada a ver as pessoas a correr, mas não me despertou curiosidade para saber mais sobre o trabalho do autor.

    Além disso, o pobre do Cristo ficou mesmo feio.
  • Museu Paulista

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    QUINTA DIMENSÃO: 10/16

    Museu Paulista
    Museu (Exposição Permanente)

    Vá,uma review a um museu sem ser a uma exposição específica.

    Começo por comentar a arquitectura do elemento. Tal como comentei com o pessoal do CB que tive o prazer de encontrar ontem, em relação à Catedral e Largo da Sé, acho estes edifícios fascinantes: a sua estrutura é feita nos moldes clássicos, mas são construções relativamente novas.

    Em relação à exposição em si, o museu alberga um relato da história brasileira desde a sua independência que, efectivamente, não é muito longa. É uma colecção interessante, pois demonstra como os brasileiros do antigamente não eram nenhum Rodrigo Santoro bigodudo, e mostra algumas coisas interessantes, nomeadamente carros de bombeiros e fotografias de bebés.

    A exposição é muito informativa, chegando por vezes ao ponto de ser demasiado descritiva.

    Não gostei da organização do espaço, temos uma sala de produção de café seguida de uma sala com cadeiras, qual é a relação?

    Mas uma experiência bastante original, recomendo bastante a quem tiver a oportunidade.

    Nota: o museu também é conhecido por Museu do Ipiranga, pois foi feito no local onde Pedro mandou um berro.
  • Viagem à Quinta Dimensão - FOTOREPORTAGEM

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    Olá!

    Sentiram a minha falta? Muito? Muito? Pois é! Para informar os mais desatentos, estive em viagem espirito-independente durante o último mês.

    Estive na Quinta Dimensão.

    Ok, já estamos todos situados? Para provar a minha intensa e alucinante viagem, e partilhar convosco as maravilhas artísticas deste universo paralelo, estrategicamente colocado do outro lado do mundo, decidi fazer este post.

    Primeiramente vou-vos apresentar uma versão textual dos factos, seguida de fotoreportagem. Depois irão suceder-se todas as críticas e revisões que fiz durante o tempo que estive encerrada na cápsula (um em cada post, para parecerem muitos). Aviso desde já: não há anime quase nenhum. Levei 4 séries e 4 filmes e nem passei da primeira série. Mas verão.

    Agora passemos ao importante:

    Pontos de Elevado Interesse na Actividade Socio-cultural da Quinta Dimensão

    • São pelo menos 10 horas de viagem
    • Lá chegados, prova imediata da loucura das pessoas que nos irão rodear, pois se esqueceram de nos ir buscar.
    • Falando em loucura, devo referir a existência do Senhor Gedeão, que acontece ser meu avô. Ele vive na Sétima Dimensão e fez 98 anos no dia 1 de Agosto. Irei citar alguns momentos adiante.
    • A cidade em que estive é espraiada, com casinhas de todas as cores e todas de cores diferentes. Foram feitas explorações de muito intenso nível cultural, acompanhadas de uma boa Polar e de um Bek. Estes fumam-se sem filtro e batem mais do que o esperado.
    • O rio é bastante sujo mas encontram-se lá cães fofinhos, nomeadamente a cadela que nominamos "Pizza" e que nos trocou por um gato
    • Existem diversas coisas nos jardins das casas. Algumas delas, que recolhemos durante as nossas voltas peripatéticas, foram: gnomos, coelhos, árvores pintadas da cor da casa, cavalos (verdadeiros), Brancas de Neve, Anões de Branca de Neve, cães agressivos, cães simpáticos, cães que ladram, cães que assustam, cães miniatura tosquiados e com roupa a ladrar de forma agressiva, gatos, sapos, etc.
    • Todas as casas têm um ou mais cães. A minha tem dois, Rusty e Titã. Além de uma gata, Princesa, e de um gato-humano, Marvin.
    • Toda a gente gosta de toda a gente, cumprimentos feitos sempre com grandes beijos e grandes abraços.
    • Chimarrão
    • Jogos Olímpicos
    • Jogos do Internacional, VIVA COLORADO
    • Chimarrão com Jogos Olímpicos
    • Conversas espirituais que ajudam nas melhoras das minhas patologias cerebelares e cerebrais
    • Pulgas!
    • Pessoas de interesse: Senhor Gedião, Belu, Cris, Malu, Beto, Jorge, Dico, Gerson, Lucas, Céu, Sofia, Heloísa, Kitty, Leonardo, Gabriela, Marina, Melissa, Rodrigo, Denise, a Helena que ainda aí vem, todos os outros amigos da Casa das Laranjeiras, Casa das Laranjeiras, Rusty, Titã, Princesa, Marvin, entre outros
    Elementos de Variado Interesse Psicológico da Versão Alternativa da Quinta Dimensão

    • Liberdade = Bairro do Japão = Livros Japoneses, Cosplays, Figuras, DVDs, CDs, Roupa Alternativa, merdinhas fofinhas, coisas fofinhas = TODO O MEU DINHEIRO LÁ JÁ AGORA
    • Sebos = Alfarrabistas do tamanho da Fnac = 4254879286 variedades de livros super baratos = TODO O RESTO DO MEU DINHEIRO LÁ IMEDIATAMENTE DEPOIS DA LIBERDADE
    • Pessoal do CB = Pessoinhas fofinhas, encantadoras, que provam que uma comunidade de anime pode ser saudável e divertida = Inspiração para cosplay = Inspiração para mudar a comunidade Portuguesa = ESPÍRITO CARVALHESA
    • Se estivermos o tempo todo a falar em Inglês com  um homem Holandês os mendigos afastam-se
    • Museu, haverá review.
    • Cosplayers na rua
    • Karaoke Box ao estilo Japonês = Cantar o Vira-Vira dos Mamonas Assassinas
    • Dia dos Vampiros = Evento de doação de sangue em que vai toda a gente vestida de vampiro = Fazer uma coisa igual em Portugal
    • Churrasco
    • Mortal Kombat 24/7
    • Crianças que não sabem ler
    • Fazer a rota turística = Perder-me (a dois quarteirões de casa) = DRAMA LATINO-AMERICANO
    • Cigarros de palha
    • Pessoas de interesse: Tjan, Pete, Maruseru, Jahr, Meny, Youkai, Sumomo, Paula Yokai, Kakarotto, Artemys e mais uma longuíssima e importantíssima série de pessoas cujos nomes estão em falha na memória mas que permanecerão para sempre na hipófise, órgão que regula o amor

    FOTOREPORTAGEM

    ^CLICKAI AQUI PFF^
    (É um Slideshow, são montanhas de fotos)
    (ah sim, vou publicar isto antes das fotos aparecerem, quando as tiver posto todas volto a spammar-vos. Obrigada pela compreensão ^^ )

    Citações do Senhor Gedeão
    Meu querido Avô que, apesar de não se lembrar bem de mim, me ama e me abençoa e essas coisas.
    Se o gajo lá do alto existir, há-de o abençoar também

    Sobre o aquecedor: "É uma coisa forte, firme, não treme, está sempre lá. Sabem quem é o meu melhor companheiro, o meu companheiro número um? É essa coisa fofinha aí na minha frente. Ai, o meu salvador. Quem é o meu salvador? É esse quadradinho santo!"

    Ouvindo o CD da Carminho: "Que música bonita essa! Que música linda!" 

    (Chamando) "Agostinho? Agostinho? Agostinho? Belu? Belu? ... Jesus?"

    "Eu não sei quem tu é, mas eu te vou dar uma mordida!"

    *Jantar* VIRGEEEEM MARIAAAAA SANTAAAA (cantando) 

    "Ave Maria Cheia de Graça.... AI POROMPOMPOM!" 

    "Eu sou o gerente deste quarto!" 

    (Referindo-se a mim) "Que mão tão fininha! Parece uma linguiça! Que pele macia! Deixa eu ver tu... Que linda! Que bonita! Que coisa mais linda! Quem é tu? Minha neta? Deus de abençoe! Que coisinha mimosa!" 

    Além disso ele chama as pessoas para lhes fazer discursos sindicalistas, para discutir casos do seu trabalho (ele era maquinista), para rezar e outras coisas. Também dança com o andarilho e canta muito. Em sua homenagem, sem contar com o bicho-lunar que está do seu lado na foto, deixo uma música. E agora espero que esperem pela foto-reportagem que se seguirá e pelo manancial de críticas que aí vêm! Espero que se divirtam!

     
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