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  • Fado

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    Fado
    José Régio
    1941
    Poesia


    Ultimo livrinho dos três da mesma colecção que comprei mega baratos na Feira do Livro.

    Então, ao início eu comecei a ler e pensei que este livro fosse altamente nacionalista, mas acabou por se revelar algo diferente. É uma colectânea de poemas, todos eles "Fado" de alguma coisa, em que o autor - sob forma rimada - nos conta as várias dores de vários tipos de pessoas, isto é, o destino fatal que várias faixas da comunidade possuem.

    Assim, estes poemas não são uma honraria para a arte nacional, mas antes uma crítica aguda ao estado das coisas na sua época. Isto foi surpreendente e agradável.

    Assim, gostei deste livro, mas acabei por o deixar numa OBCZ na estação dos barcos.

  • Clepsydra

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    Clepsydra
    Camilo Pessanha
    1920
    Poesia


    Um livrinho de poesia que comprei em super promoção na Feira do Livro.

    Para ser completamente sincera, este livro foi tão pouco memorável que não sei bem o que dizer sobre ele. São poemas, a maior parte sonetos, inspirados no movimento literário da época. Esta autor terá conhecido Venceslau de Moraes e viveu na Ásia por algum tempo, e a sua poesia tem portanto alguma influência dessas imagens orientais.

    São poemas de amor não requisitado, de grande tristeza e desespero, mas que não me levaram a lado nenhum. Poesia não será o meu género preferido, no entanto este livro clássico foi mesmo um desapontamento.

  • The Fat Black Woman's Poems

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    The Fat Black Woman's Poems
    Grace Nichols
    1984
    Poesia


    Recebi este livro num encontrinho do BookCrossing, e escolhi-o porque queria variar um pouco as minhas leituras.

    Trata-se de um livro muito pequenino, que se lê muito rápido, com uma série de poemas também muito pequeninos, mas de grande força vital, sobre a experiência de ser uma mulher, gorda, e negra.

    Identifico-me com a parte de ser mulher, e com a parte de ser gorda, e alguns poemas ressoaram bastante com os meus sentimentos, que partilho com a autora. Não sou uma POC, portanto não poderei falar dessa parte, mas a verdade é que alguns poemas são como punhais, outros são como a água do mar, fria e ondulante.

    Sem dúvida que é um livro cativante, mas a sua rápida leitura pode fazer com que caia rapido no esquecimento.

  • A Ilha de Sam Nunca

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    A Ilha de Sam Nunca
    Natália Correia | António de Sousa
    2019
    Poesia


    Trouxeram-me este livro dos Açores, a julgar que era da Natália Correia, mas não é. Ela apenas organizou o volume e fez uma série de notas e prefácios, de interesse duvidoso.

    De resto, é uma antologia poética do também açoreano António de Sousa. Infelizmente a sua poesia tem uma base religiosa quase ridícula, em que as comparações de beleza da amada são frequentemente equiparadas a santas. A conversa sobre o mar também tem muito de cristão, o que me irrita profundamente.

    Em todo o volume houve apenas um poema de que gostei.

  • Tanto Mar Entre Nós: Diásporas

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    Tanto Mar Entre Nós: Diásporas
    Vários
    2021
    Colectânea


    Obtive esta colectânea porque... Participei nela! É verdade! A convite da Patrícia Maia Noronha, outra das autoras, e mais tarde do Baltazar Gonçalves, o coordenador, escolhi um conto que - penso eu - tem algo a ver com o tema da diáspora.

    Esta colectânea inclui poema, conto, ensaio, de tudo um pouco. Dividido por país de origem, mostra-nos vários autores da diáspora da língua portuguesa, com participantes do Brasil, Portugal, Angola e Moçambique. A qualidade da escrita surpreendeu-me imenso! Sobretudo os autores africanos, achei-os fortíssimos e acutilantes na observação do seu país.

    Também a edição está bastante boa, com apenas um erro que reparei que - por acaso - é no meu nome (usaram o meu nome do facebook e o meu pseudónimo em duas partes diferentes lol)

    Se puderem por as mãos neste livro, recomendo!

  • A Matéria Intensa

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    A Matéria Intensa
    Eugénio Lisboa
    1985
    Poesia


    Livro de poesia que o meu pai me ofereceu tendo em vista a sua colocação no BookCrossing. 

     É um livro curto, com poemas simples, quase todos com rimas muito básicas e estruturalmente clássicos. Assim, a leitura não é especialmente prazerosa, pois os temas são desactualizados e baseados num conjunto de ideias base com as quais discordo fundamentalmente.

    O primeiro conjunto de poemas, sobre a morte, marcou-me bastante, mas o resto do livro falha em grande. Lá irá ele viajar, para o primeiro que o apanhar!

  • O Épico de Gilgamesh

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    O Épico de Gilgamesh
    Anónimo
    Século II AC
    Poesia Épica

    Possivelmente o livro mais antigo que alguma vez li, e talvez um dos mais antigos que se encontra na existência. Este "épico", um romance em verso, encontra-se distribuído por uma série de tabuinhas de barro, cuja maior parte foi destruída ou se perdeu no tempo. Assim, o poema está em constante actualização, à medida que se decifram mais tabuinhas ou se encontram mais exemplares.

    A história é simplesmente maravilhosa, embora a escrita seja extremamente antiquada, com repetições circulares presentes em toda a narrativa. Mas em termos de história, temos Gilgamesh, o grande herói da Babilónia, ao qual é enviado pelos deuses um rival, que se torna seu amigo (amante?). Perante a morte do seu amigo, Gilgamesh irá lutar contra os deuses para atingir a imortalidade, e assim viaja por lugares estranhos e mágicos.

    É uma história bela, com detalhes sobre a vivência da época que são muito interessantes, sobre os deuses, sobre o papel das mulheres, sobre a alimentação. Por isso, é um volume precioso, ao qual tenho de atribuir simplesmente a nota máxima.

  • Nona Florescente

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    Nona Florescente
    Iny Cristy Lima
    2020
    Poesia

    A autora deste livro ofereceu-nos lá na clínica e, obviamente, fui eu quem ficou com ele. A capa é giríssima, mas atentando melhor vemos "Chiado Editores" ali no canto, portanto não tinha grandes expectativas.

    Tinha razão.

    A imagética é muito contemporânea e interessante, com alguns elementos curiosos e surrealistas. Mas as rimas... São tão... Más. Poemas inteiros terminam na mesma sílaba, a autora rima coisas que não fazem sentido, o livro está cheio de gralhas.

    Enfim, é uma experiência curiosa e recomendaria a algum fã de poesia, mas não me caiu no goto.

  • Livro Sobre Nada

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    Livro Sobre Nada
    Manoel de Barros
    1996
    Poesia

    Um livro de poesia que li numa viagem de autocarro. É realmente uma leitura rápida, mas tem muito mais densidade do que se esperaria de um livro tão curto.

    Através da contemplação do Eu enquanto o próprio autor, este poeta observa as pessoas como um todo, chegando a conclusões tanto belas como desconcertantes. Apesar de nenhuma frase em concreto me ter ficado na memória, penso que este livro, que se diz sobre nada, fala mais do tudo do que sobre a ausência do todo.

    Ricamente ilustrado, foi uma leitura prazerosa e que recomendo.

     

  • Poesia

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    Poesia
    João-Maria Vilanova
    2007
    Poesia

    Poesia africana, vinda directamente de Angola.

    São poemas curtos que nos remetem para uma forma de viver muito directa, pouco romanceada, transmitindo todo um ideário tribal. São poemas por vezes muito agressivos, que tocam directamente na ferida deixada pelo colonialismo selvagem, que falam da morte a tiros e da violência cometida para com as populações.

    é um livro um pouco denso, pois possui muitas expressões crioulas que, misturadas com o português clássico, têm um efeito tanto totémico como difícil.

    Ainda assim, com ajuda do glossário no final, a leitura é possível e, assim, muito interessante.

    Recomendo.

  • O Livro dos Gatos Práticos do Velho Gambá

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    O Livro dos Gatos Práticos do Velho Gambá
    T.S. Elliot
    1939
    Poesia
    Recebi este livro no natal. Trata-se de um conjunto de poemas sobre gatos que inspirou o musical Cats, escrito numa linguagem divertida e muito estranha.

    Cada gato é único e o autor, sob a forma de versos bizarros, conta-nos as aventuras desse indivíduo especial, com muita graça e folia. É um livro cómico sobre gatos cómicos e todos os fãs destas pequenas criaturas certamente que irão gostar muito de ler sobre eles.

    Infelizmente o inglês é demasiado complexo para mim para que pudesse ler a versão original (trata-se de uma edição bilingue) e a tradução é muito esquisita, na medida em que o tradutor se esforça por manter as características da linguagem e as palavras inventadas mas falha. Isto porque as palavras inventadas em português não parecem fazer o menor sentido.

    ainda assim, vale a pena pelas gargalhadas. E lê-se num instante!
  • Casos de Direito Galáctico

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    Casos de Direito Galáctico e Outros Textos Esquecidos
    Mário-Henrique Leiria
    1975
    Textos
    Quando comprei este livro no Fórum Fantástico de 2019, realizado na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, confesso que não esperava mais do que o normal. Mas o que é o normal? Quando falamos de fantasia, não deveríamos dizer… O “paranormal”?

    “Casos de Direito Galáctico e Outros Textos Esquecidos” é uma edição E-Primatur que reúne num volume alguns textos de Mário-Henrique Leiria, mestre do surrealismo dos anos 70 e 80. Tem poesia e alguns textos de prosa, ricamente ilustrados por vários artistas e fotógrafos.

    A sua poesia é crítica e ácida, dotada de um sentido de humor que só pode pertencer a um puro observador da realidade. Apesar de muitas vezes nos falar de situações que existem apenas na sua imaginação, existe um dos volumes presentes neste livro que é um retrato tão simples como inteligente da realidade lisboeta da época, que ainda por cima é complementada tão bem com uma série de fotografias que de onde o autor retira a sua inspiração para os versos entrecortados que as descrevem.

    Já os textos em prosa são de dois tipos: os Casos de Direito Galáctico, pura ficção científica plena de humor e recheada de uma imaginação sem limites, e “O Mundo Inquietante de Josela”, que falam da vida de um narrador com a sua esposa Josela e os seus mamutes. Estes textos são hilariantes, na medida em que falam de assuntos impossíveis, verdadeiro surrealismo que muitas vezes me deixou a pensar na improbabilidade narrativa que aqui se passa.

    Um livro que achei brilhante e que guardarei com muito carinho!
  • An Electric Sheep Jumps to the Greener Pasture

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    An Electric Sheep Jumps to the Greener Pasture
    Tyler Atwood
    2014
    Poesia
    Um livro de poemas que recebi através do BookCrossing.

    Há muito tempo que não lia poesia e este encheu-me as medidas. Penso que é o livro de poesia mais recente que li até agora, apesar de já ter cinco anos, e nota-se pelo conteúdo. Dotado de uma modernidade acutilante, cada poema fala-nos do âmago do autor, das suas dúvidas relativamente a si próprio e ao mundo. E isto de uma maneira plena de humor e ironia, que torna cada poema único e unicamente só.

    Existem referências ao passado próximo, isto é, ao passado da infância do autor que não é assim tão remota. Outros falam do presente, sempre actualizado, com referências ao mundo digital e àquilo que as pessoas fazem dele. Ainda outros falam do futuro e de como este é pessimista, tecnológico e pleno de brutalismo.

    Gostei imenso deste livro e gostaria de o recomendar a todos.
  • Os Cães Ladram Facas

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    Os Cães Ladram Facas
    Charles Bukowski
    2018 (Antologia)
    Poesia
    Se há quem diga que o poeta é um fingidor e que a sua vida normalmente e naturalmente é bastante pacata e isolada, Charles Bukowski é a famigerada "excepção à regra" que tem de nos vir incomodar. Porque temos uma pessoa feia, traumatizada, violenta e muito bezana que escreve exclusivamente sobre esses temas e sobre outras coisas bezanas. E que o faz de uma maneira fantástica.
     
    A poesia de Bukowski, que experimentei pela primeira vez com este livro (que li todo de uma assentada, diga-se de passagem) é violenta, estranha. É directa, um discurso dirigido com exactidão a um leitor imaginário que, certamente, tem tanto ódio dentro de si como o autor. Ele não se faz rogado em criticar e violentar com palavras todas as coisas que desconsidera ou despreza. Bukowski despreza muita coisa. Os sóbrios, as mulheres, os ricos, os convencidos, os petulantes, os outros escritores.
     
    Apesar de ser uma pessoa execrável, os seus poemas contém uma beleza bizarra, uma pequena emoção que se esconde atrás de um não-verso. Um pequeno detalhe que demonstra, de forma sincera e agressiva, o que o autor realmente sente sobre o assunto, uma profunda infelicidade disfarçada de indiferença e de bom humor.
     
    Uma boa antologia e fiquei com vontade de ler mais da (vasta) obra do autor!

  • Fábulas

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    Fábulas
    La Fontaine
    1668
    Fábulas

    Este é um clássico a que me apetece voltar de quando em quando. Desta feita peguei numa antologia brasileira, com traduções excelentes das fábulas para o português (e muito antigas também).

    Deixo a nota para um certo Barão de Paranapiacaba, cujas traduções achei maravilhosas!

    Enfim, o que dizer de novo sobre as Fábulas de La Fontaine? Esta foi a primeira vez qe as li como foram criadas: em verso. Tornam-se muito engraçadas, quase lenga-lengas, permitindo a interpretação simples da moralidade de cada história.

    La Fontaine não se limita a falar de coisas boas e acertadas. Por vezes, permite-se a fazer algumas graças sobre eventos sociais e algumas pessoas da sociedade do século XVII francês, o que nos dá a oportunidade de espreitar para como seria a vida nessa época.

    Ainda muito actuais, estas fábulas serão uma referência tanto para crianças como crescidos.
  • Poemas Escolhidos

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    Poemas Escolhidos
    Carlos Simão José
    1990
    Poesia

    Este é um livro importante, pois reúne alguma da poesia de um membro afastado da família, o irmão do meu falecido avô materno.

    São poemas muito simples e directos, com rimas fáceis e que bem combinam. Os temas são a própria identidade do autor e a sua relação com a sociedade que o rodeia.

    Assim, temos um conjunto de poemas curtos, na maior parte das vezes, que transmitem com uma perfeita exactidão o sentimento do autor em relação a si próprio. Partilha, então, um sentimento de ausência e de auto-aceitação enquanto pessoa frágil e imperfeita.

    Partilho como imagem de abertura desta entrada o poema que mais gostei de todo o livro. Umeu simples, directo, com um sorriso de contemplação. :)

  • Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica

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    Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica
    Natália Correia
    1966
    Livro

    Um livro interessantíssimo que surgiu na minha TBR. 

    No perigo que era para a cultura a década de 60 em Portugal, Natália Correia eleva a sua voz de artista para compilar, num extenso e muito detalhado trabalho de pesquisa, o melhor que a poesia nacional tem para oferecer dentro deste tema. E o tema.... Bem, o tema tem tanto de delicado como de divertido! Poesia erótica e satírica, dois géneros difíceis de distinguir às vezes, aqui reunida para a análise do imprevisto leitor.

    Temos poesia desde o século XIII até a autores contemporâneos, muitos deles ainda vivos na altura em que o livro foi lançado. A autora faz questão de nos explicar o contexto histórico e as significações escondidas em cada poema, o que torna este livro valioso para quem quer aprender um pouco da história da nossa literatura.

    Quanto aos poemas... Fartei-me de rir com a maior parte. Tudo começa com cantigas de amigo, passando para estilos clássicos e terminando em ponto de honra com a poesia moderna, crua, aleatória e disforme.

    Deixo-vos um dos poemas de que mais gostei, para aguçar a imaginação!



  • Viola Delta XXXIII

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    Viola Delta Volume XXXIII
    Edições MIC
    1978
    Poesia

    Estranha edição fascicular que encontrei na minha lista de leitura corrente, com um poema de um familar de um familiar.

    É uma antologia de poesia moderna, para os anos 70, na maior parte das vezes altamente politizante e surreal. A qualidade é bastante variada, pois temos autores muito diversos, sendo que alguns têm uma voz um pouco infantilizante enquanto que outros se imergem em imagens altamente sensuais e muito violentas.

    É um livro bastante curioso devido à sua estrutura e ao seu conteúdo, que tem um contexto histórico altamente relevante no universo da edição independente e da zine enquanto publicação regular. Gostaria muito que este tipo de revista ainda fosse relevante nos dias de hoje.

    Um excelente achado, do qual vos deixo a fotografia de um lindo poema, que se chama "Fase Oral":


  • A Única Palavra

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    A Única Palavra
    Sarah Adamapoulos
    2017
    Poesia

    Como alguns (poucos) de vós saberão, tenho uma amorosa vizinha que tem a minha profissão de sonho: é escritora. A propósito de ter ido a casa dela por uma outra ocasião, ela presenteou-me com a sua mais recente edição. Trata-se de um poema em onze partes que forma, em si, todo um livro.

    Se à primeira vista podemos pensar que um poema não passa de um poema, que um poema não passa de um reflexo de um sentimento colocado sob um conjunto de palavras em cadência, "A Única Palavra" vem a revelar-se um pouco mais que isso. Isto porque, apesar de - realmente - ser uma sucessão de sentimentos, opiniões e fragmentos de imagens, é um texto passível de uma análise bastante mais detalhada e diversas leituras.

    Isto é, é um poema que não tem um significado linear e necessita da avaliação das suas várias camadas para uma compreensão total e emocional. Fiquei surpreendida e arrebatada pela violência deste livro e estou ansiosa por o poder ler de uma outra perspectiva mais oral, de forma a compreendê-lo um pouco melhor.

    Por isso, Sarah, obrigada pela oferta! <3

  • A Pedra e a Água + Síntese Poética

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    A Pedra e a Água + Síntese Poética
    Rui Ferreira Bastos
    1995 & 2005
    Poesia

    Na minha TBR encontram-se livros tão inusitados que uma pesquisa do google não me devolve nenhum resultado sobre eles. Estes dois pequeníssimos volumes referem-se a dois livros de poesia, um original e uma antologia, escritos pelo pai de um membro da minha família. Li-os com todo o cuidado e, por isso, farei apenas um brevíssimo comentário.

    A Pedra e a Água sente-se como um livro de referência no universo deste autor, que segundo consta teve uma rica actividade em termos poéticos. São poemas normalmente bastante curtos, que transmitem uma série de emoções primordiais, fazendo uso de uma especulação tanto visual como auditiva que nos permite captar uma variedade de sentimentos, muito relacionados com a ausência e uma certa melancolia.

    Síntese Poética é uma compilação organizada pela Câmara Municipal de Oeiras e reúne alguns dos melhores poemas do autor, sendo que alguns já estavam contemplados no livro anterior. Este livro pareceu-me uma edição mais fraca, sobretudo em termos visuais.

    Foi uma boa experiência e, agora, fiquei com pena de não ter realmente conhecido este senhor. :)
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