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Festa do Avante! 2025
Festa do Avante! 2025
Festival
Mais uma vez fomos ao Avante e, no processo, perdi uma combinação e tudo. Passei o tempo quase todo a ler o livro das fadas, pelo que deveria parecer um bocadinho freak lá no meio da Festa.
Enfim, eu gosto muito do Avante, tem um espaço maravilhoso, tudo muito barato e bom, e tudo muito bem organizado. Às vezes questiono-me, se o PCP ganhasse as eleições será que Portugal seria tipo um Avante? Tudo bem organizado, troca de bens, processo anti-capitalista e tal?
Quanto à música, vimos muita coisa mas confesso que não conhecia quase nada. O que mais me impressionou foi o Coro de Mulheres, até chorei. E desta vez houve uma mini-rave no palco da Liberdade, e foi muito fixe dançar enquanto comia queijo alentejano. Vimos uma banda punk da América Latina, vimos uma banda brasileira a tocar covers maravilhosas.
E ainda ganhei um frasquinho de fazer bolhinhas numa rifa! E, fabuloso, havia uma loja de coisas em segunda mão mega baratas!
Gostei imenso e para o ano lá estou de novo, como sempre.
Primavera Sound Porto 2025
Primavera Sound Porto 2025
Festival
Fomos de fugida ao Porto para ver alguns concertos do Primavera Sound.
O espaço estava um pouco diferente daquilo que eu conhecia de anos anteriores, e os patrocínios também mudaram, deixando de ser a NOS para ser a Vodafone e o maldito banco Revolut. A compra dos bilhetes foi muito muito complicada, porque para ter desconto nos bilhetes tinhamos de fazer uma conta na porra do banco e, consequentemente, começar a pagar juros. O que me parece uma forma muito sketchy de fazer business, mas ok, cada um faz conta no banco que entender.
As bebidas caríssimas, comida pouco variada, pequenas quantidades e muito caras também. Mas passemos aos concertos (fora algumas bandas que vimos só alguns minutos):
Fountaines DC foi um excelente concerto, muito emocionante, animado e revolucionário, com muitos gritos a favor da Palestina. Havia apenas alguns fãs espalhados pelo público, que não estava especialmente motivado sem ser mesmo lá à frente. Também a banda não comunicou muito, tocando as músicas umas a seguir às outras e sem encore (nada teve encore, o que é estranho)
Anohni foi o pior concerto, e o pior é que a culpa nem foi da senhora. A culpa foi dos técnicos de som, que puseram um concerto intimista num volume tão baixo que por mais atenção que déssemos, não dava, simplesmente não dava. Queríamos ouvir a Dona Anohni e nada, silêncio cá atrás.
Charli XCX fez a festa sozinha, lançou os foguetes, apanhou as varetas, meteu-as nos olhos e ainda continuou a dançar por aí. A rapariga é louca, e dancei tanto, tanto, tanto que fiquei uns dias sem me conseguir mexer devido a bolhas nos pézes. Ainda assim, o público não estava nada motivado, ela até dizia "scream FUCK!!" Mas ela sozinha, sem dançarinos, sem banda, sem nada, teve uma energia tal que me cativou completamente.
Finalmente, Caribou para fechar a festa. Caribou está diferente, muito mais dançável e menos contemplativo. Dancei sentada.
Depois ainda tivemos um filme no dia seguinte a voltar para casa, por causa do mal cheiroso do Flixbus. Antes disso estivémos no Castelo do Queijo, que não é feito de queijo, não tem queijo, nem tem souvenires de queijo. Desapontante.
Trafaria Bluegrass
Trafaria Bluegrass
Festival de Música
Uma amiga estava a voluntariar neste evento, então fomos lá ver. Eu nunca na vida inteira tinha ido à Trafaria, apesar de ser tão perto, e não fiquei especialmente impressionada. O festival em si passava-se na praça central da vila, e não havia nenhum sítio para estar sentado (aliás, havia mas estava tudo ocupado). Foi uma tragédia para encontrar um restaurante com lugares para nós.
Quanto à música, este é um estilo com o qual não estou familiarizada: música típica americana, com instrumentos de época e sem carga de bateria. A música era agradável e divertida, parecia que estávamos num bar em New Orleans, mas o cansaço era tal que - não podendo estar sentada - não consegui apreciar bastante.
Ainda ficámos com uma caneca de metal muito bonita, mas cuja tinta lascou logo no primeiro momento em que caiu ao chão.
Festa do Avante! 2023
Festa do Avante! 2023
Festa
O Kalorama foi sexta e domingo lá fui eu arrastada em braços, essencialmente obrigada, a ir ao Avante, porque temos de ir ao Avante ninguém sabe porquê. Eu estava ultra cansada, e mal me conseguia mexer, mas sobrevivi com muita calma.
Começámos por beber um Pisco em Cuba, que tinha um sabor um bocado estranho, uma espécie de caipirinha de ovo, e depois ficámos a ver o comício à chuva, porque todos sabemos que no Domingo do Avante é obrigatório ver o comício. Achei curioso que desta vez falaram imensos jovens, e o delegado parlamentar ou lá quem é remeteu-se ao silêncio a maior parte do tempo. Mas lá que foi bonito foi, aquelas bandeiras vermelhas todas à chuva
Depois vimos um concerto que se atrasou horrores, e que era de música tradicional reinterpretada para tempos modernos. À nossa frente estava uma senhora muito bezana, e foi mais divertido olhar para ela do que para o concerto.
Depois fomos ver a Mísia, que afinal é uma senhora velhinha, que conhece montes de gente e para quem montes de gente escreve letras. Ela canta lindamente, mas foi uma coisa um bocado mortiça.
Finalmente fomos em busca de comida, mas quando chegámos à área internacional já tinha acabado a comida nos países quase todos, e acabámos por nos abastecer de hamburgueres, que é a coisa mais capitalista que existe.
Depois foi uma tragédia para apanhar um uber, mas conseguimso chegar a casa e só por isso é que estou aqui a escrever, se não ainda lá estava, escondida até para o ano dentro do pavilhão do espaço ciência.
Feira de Corroios 2023
Feira de Corroios 2023
Festival
Como sempre lá fomos a Corroios ver a Feira e, desta vez, um concerto de Peste e Sida.
A Feira continua igual a si própria, embora este ano tenha sentido a falta da novidade do ano passado, a Heimdall Geek Store. Vi uma t-shirt de Sailor Moon muito gira, mas não tinha dinheiro trocado e acabei por não a trazer. Um dia destes ainda compro a que diz "Back to Corroios" em modo Back to the Future, porque acho giríssima.
Quanto ao concerto, vimos lá de longe para eu me poder sentar, porque ando muito cansada. A banda foi muito divertida, estavam sempre a dizer piadas, mas muitas vezes as piadas eram autodepreciativas para a banda, o que acabou por ser muito estranho. Coisas como "o baterista não sabe esta música", "a banda está bezana" ou "não me lembro da letra" calharam um bocado mal, apesar de ser engraçado. Mas lá tocaram chutacavalochutacavaloEMORRERÁS, e ficámos todos felizes.
Para o ano há mais!
Festa do Avante! 2022
Festa do Avante! 2022
Festa/Festival
E então este ano, apesar da posição global do PCP não ser muito agradável, lá voltamos ao Avante! Fomos apenas dois dias, pois na sexta-feira e sábado eu estava a trabalhar.
Comecemos por Sábado: a festa estava, mais uma vez, lindamente organizada, mas este ano não visitámos as exposições e o resto, dedicámos a nossa atenção mais à música. Começamos por ver Scúru Fitchádu, que abriu a tarde numa explosão de energia e dança. Claro que isto chegou ao seu auge com Pongo, que levou à exaustão dos corpos logo à tarde. Impossível não dançar na loucura com os beats africano-electrónicos e as coreografias simples mas eficientes que nos foram apresentadas.
Deslocámo-nos para o Palco 1º de Maio (ex-Palco Lago) para ver Paulo Bragança, com um concerto de proximidade, humilde e poderoso, cuja voz talvez tenha ficado um pouco apagada devido ao ruído de fundo sempre presente por todo o lado.
Finalmente, vi uma banda que nunca tinha visto, e que era quase criminoso nunca ter visto: Mão Morta. Neste concerto não tocaram nenhum clássico mas, por outro lado, contaram uma complexa história de terror e ficção científica que me tomou a atenção durante todo o tempo. Penso que era um dos novos discos, que tocaram na íntegra, e ainda bem, já que a história que nos contaram era longa e estranha.
Fomos comer ao Partido Comunista Italiano, que tinha esparguete à bolonhesa e era delicioso.
Portanto, passemos a Domingo. Fomos um pouco mais cedo, mas o único concerto que vimos atentamente foi o da Bia Ferreira, uma cantora e activista brasileira que muito me impressionou pelo poder das suas letras. Anti-fascista, anti-capitalista e antirracista, este concerto chegou a comover-me em certos instantes, e fiquei muito agradada com a presença desta artista.
Não vimos os cabeças de cartaz, Carmino e Dino d'Santiago.
Foi um óptimo Avante! e espero voltar para o ano, contando que o PCP se manifesta mais positivamente acerca do mundo que o rodeia.
Feira de Corroios 2022
Feira de Corroios 2022
Feira/Festival
Bem, vejam lá o tempo que já passou sem nenhuma review! Entretanto fui de férias, entretanto vimos montes de filmes, e lemos montes de livros e vimos montes de anime, portanto agora é altura de começar a escrever sobre isso. Também tenho estado muito desinspirada para a escrita, por isso vamos ver se agora me recupero.
Vamos começar por falar da Feira de Corroios, que este ano visitei em dois dias.
Na primeira visita vimos muito pouca coisa, e os concertos também eram chatos e cheios de barulho, portanto só assisti a uma parte - no resto passei-me, enfureci-me, e fui-me embora.
Já a segunda foi melhorzita. As bancas habituais lá estavam, e ainda joguei numa rifa em que ganhei um belíssimo pentagrama que do outro lado tem um olho piramidal. Já estou farta de o usar! Este ano também tinham o pavilhão ocupado com algumas bancas, a maior parte de imobiliárias, mas uma da Heimdall Geek Store, onde comprámos uma action figure do Predator (segundo filme), que depois íamos perdendo mas que no fim acabou por chegar a casa sã e salva.
O concerto desse dia foi fantástico, o que é uma palavra que usualmente não associamos ao Toy. É verdade, fomos ver o Toy que, num concerto muito ensaiado e programado, nos brindou com os seus maiores sucessos, além de uma sessão de flexões na sua t-shirt de lantejoulas pretas. Dancei horrores, quem diria que ia dançar tanto com música popular portuguesa, e foi no geral muito divertido. Gostei quando o Toy disse que não nos podia dar a t-shirt, porque só tinha aquela para os concertos todos, não havia orçamento para mais.
No geral foi uma feira óptima, sobretudo depois de dois anos de ausência devido ao confinamento, e agora aguardamos pelo próximo ano!
Festa do Avante! 2021
Festa do Avante!
2021
Festa
Beeeem..... Há quantos anos é que eu não ia ao Avante? Muitos! E desta vez foi uma experiência totalmente distinta, porque pela primeira vez... Vi as coisas!
O espaço do Avante está maior, melhor organizado, com medidas de protecção para a pandemia que estavam exemplares. Cadeiras para todos, casas de banho impecáveis. Com papel higiénico e tudo! Viam o certificado à porta, embora não fosse muito certo, porque... Seguranças Militantes vão sempre militar.
Então falemos primeiro de Sábado! Como eu trabalhava nesse dia de manhã decidimos ir só nos últimos dois dias, sendo que cedemos as nossas EPs a uns amigos que só iam na sexta. À chegada, após grande caminhada pelas arcadas inclinadas, fomos de imediato para o palco principal onde, à sua beira, vimos GDM, um rapper brasileiro que na fotografia parecia grande mangas. Apesar disso, cantava sobre coisas bem bonitas, com beats bastante clássicos e rimas muito interessantes e motivadoras. Tinhamos planos para depois ver um outro concerto, mas acabámos por desistir porque já andávamos por lá a passear. Então ficámos no Lago, que ainda existe, e fui totalmente picada por bichos até me tornar num passador humano.
Mais à noite, fomos para o ex-palco-do-lago, agora noutro local e fora da tenda maléfica que o caracterizava, para ver Maria João e Buddha Power Blues. Mantivemo-nos fora da festa que estava lá em baixo, mas pudemos ouvir o concerto perfeitamente e foi óptimo. Maria João é uma das maiores performers de jazz do nosso tempo e foi um prazer poder ouvi-la ao vivo pela primeira vez! Depois ficámos a ver uma DJ que mixava kuduru com algo progressivo e reparámos que estava a haver uma rave gigantesca junto ao palco, contra todas as expectativas de protecção contra o covídeo... Bem, quem dança seus males espanta, é assim?
Entretanto fomos à procura de comida e eu converti-me numa barriguda porque comi não um, nem dois, mas três hamborguesas. Estavam muito boas!
Passemos a Domingo! Tentámos ir um pouco mais cedo e, mais uma vez, fomos para a lateral do palco principal, desta feita para ver Brigada Victor Jarra com Zeca Medeiros. Foi um concerto muito interessante, com músicas tradicionais tocadas de forma muito pouco ortodoxa. Amei bater palmas e cantar com o "Põe aqui o teu pezinho devagar devagarinho...!"
No entretempo, pois só havia mais um concerto que queríamos ver (já lá vamos) fomos ver a Bienal de Arte do Avante, que tinha pinturas muito interessantes. Podiamos comprá-las e até havia uma, que se parecia um pouco com neutrófilos corados com azul de metileno, que eu tinha dinheiro para adquirir. Mas lá ficou e é menos arte que tenho em casa. Havia também uma pintura muito otaka, com uma school girl japonesa a atravessar a rua! Ri muito! Fomos também ao Espaço Ciência, que não tinha graça nenhuma. Era só uma sucessão de grandes comunistas famosos, que estudaram. Estranho que incluiram coisas como literatura neste espaço. Depois passámos à Feira do Disco e Feira do Livro, que tinham objectos interessantes, mas bastante caros para a minha carteira.
Finalmente, fomos ver Linda Martini, que nos apresentou um concerto recheado de novos sons que eu não conhecia. No caminho ainda dancei a Carvalhesa, fiquei mesmo contente! Enfim, Linda Martini é uma banda que eu gosto bastante, mas o som pesado, sentados nas cadeirinhas, começou a dar-me a volta a cabeça e decidi sair. Fomos para o Algarve e lá ficámos até ao fim da Festa!
Enfim, foi muito divertido! Para o ano gostava de experimentar as comidas do mundo!































