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  • The Phantom of Baker Street

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    Detective Conan: The Phantom of Baker Street
    Kodama Kenji - TMS Entertainment
    Anime - Filme
    2002
    6 em 10

    Confesso desde já que sei muito pouco acerca de Detective Conan. Na verdade, propus-me apenas a ver a série no dia em que ela terminasse, ocasião que não está de todo próxima, haha. Por enquanto,  parece-me que vou ver alguns dos filmes, que vêm sugeridos na minha nova PTW.

    Situemo-nos: Detective Conan é um jovem génio da dedução que se vê um dia num corpo infantil. Isso não impede que ele resolva casos complicadíssimos. Cada filme é uma história separada, não necessariamente interligada com as anteriores ou as seguintes. Conta um caso que Conan tem de resolver. Neste caso, uma estranha morte faz com que um grupo de crianças fique presa num simulador de realidade virtual, sendo que Conan tem de resolver o jogo e o mistério da morte para que todos sejam libertados.

    É uma história engraçada, se bem que um pouco estranha e improvável. A tecnologia existente é muit aleatória e por vezes bizarra, sendo que facilita em muito o trabalho dos detectives. Aliás, o trabalho deles é constantemente facilitado por uma série de coincidências que jogam muito bem com a fluidez da narrativa. Além disso, os miúdos parecem ser extremamente fortes e ágeis, o que também é um pouco esquisito.

    A animação não ultrapassa o nível da decência, mas existem algumas cenas que estão muito bem feitas.Os designs podem ser um pouco difíceis ao início, pois são altamente estilizados de uma forma que já não se usa. Mas os personagens, bastante tipificados, conquistam-nos.

    Tenho mais uma série destes filmes para ver, portanto vamos descobrir mais coisas. Quem tiver mais informações sobre a série que ache que sejam importantes de saber para uma melhor compreensão, sinta-se livre para usar este espaço! =D
  • Future Boy Conan

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    Future Boy Conan
    Hayao Miyazaki - Nippon Animation
    Anime - 26 Episódios
    1978
    6 em 10


    Visionamento do outro Groupwatch, um anime que eu tinha marcado que tinha visto mas do qual não me lembrava minimamente.

    Conan, que não é o homem-rã, é um rapaz filho de vários pais e que - por alguma razão que nos transcende - é possuidor de uma super força e super coragem e super inocência e super tudo. No dia em que encontra Lana perdida na praia, a sua vida neste mundo arrasado pela guerra nuclear e agora composto apenas por ilhas, muda para sempre.

    A verdade é que toda a gente quer Lana, e Lana passa a vida a chorar e a desmaiar, como convém a uma heroína dos anos 70. Mas de resto o anime é bastante divertido, e ver os shenaningans de Conan é delicioso, porque não fazem sentido nenhum. Este Conan-macaco consegue ultrapassar todas as barreiras, usando mãos, pés e dentes!

    É uma série que tem um sentido de moral apurado, e que nos tenta explicar a importância de cuidar da natureza, mesmo nesta época em que ninguém dava muita atenção ao assunto. Gostei, mas a infantilidade da história, a animação um pouco fraca e os designs muito simples das personagens em oposição à maquinaria, impedem-me de dar melhor nota.


  • Requiem of the Detectives

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    Detective Conan: Requiem of the Detectives
    Yamamoto Yasuichiro - TMS Entertainment
    Anime - Filme
    2006
    5 em 10
    Começo a chegar à conclusão de que os filmes do Detective Conan são todos iguais: Conan vai a um lugar divertir-se e é confrontado com um mistério que, se não for resolvido, colocará todos os seus amigos (por vezes o mundo) em risco. Este mistério é algo que pode ser sempre resolvido por uma criança da primária.

    Este décimo filme não é excepção. Neste caso, não temos também uma componente artística forte (que até agora também tem sido rara nestes filmes) que compense a história desastrada, simplificada e infantilizada.

    No fundo, Conan nunca corre um perigo real e, por isso, não sou capaz de me identificar com ele.

  • Captured in her Eyes

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    Detective Conan: Captured in her Eyes
    Kodama Kenji - TMS Entertainment
    Anime - Filme
    2000
    6 em 10
    Ver os filmes de Detective Conan tem sido uma aventura e, ao mesmo tempo, um enorme sacrifício. Mas este filme, o quarto da saga, foi moderadamente agradável e simples de aturar. Um alívio!

    Mais uma vez, Conan tem de encontrar um misterioso assassino que nem mesmo os mais profissionais detectives conseguem descortinar. As pistas são poucas mas, como habitualmente, são muito simples e evidentes. Mas não é o caso que torna este filme interessante. O que faz este filme, até agora, mais ou menos único na saga é o facto de se explorar um pouco a relação entre as personagens e de quase se perceber que Conan é um adulto preso no corpo de uma criança. Nesse aspecto, o filme torna-se bastante original e foi isso que me manteve a vê-lo com alguma atenção.

    Temos também uma animação superior à média destes filmes, com utilização inteligente dos cenários em proveito da acção. A qualidade de imagem está aprimorada e temos algumas cenas de acção bastante intensas, com um valor de produção bem usado.

    Musicalmente, temos um tema final que não faz muito sentido mas que pode ser agradável ao ouvido.

    Ainda me faltam ver alguns filmes, mas agora tenho a esperança renovada!

  • Conan, O Destruidor

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    Conan, O Destruidor
    Richard Fleischer
    1984
    Filme
    4 em 10

    Sempre achei o Conan um bocado ridículo, mas nunca tinha visto um filme. Por isso aproveitámos, quando apanhámos este na televisão. É terrivelmente mau.

    Conan tem de levar uma princesa para buscar um corno, que irá ressuscitar um deus misterioso. Esse deus irá fazer com que a sua amada ressuscite. Ora, claro que nem tudo é o que parece. Parece uma aventura de fantasia simples e divertida, mas é tudo tão terrível que o divertido passa a "cringey"

    Os actores são pavorosos, sobretudo o Arnoldo, as personagens só fazem coisas que não fazem sentido e que não correspondem às personalidades apresentadas. Os efeitos especiais são ridículos e as sequências de acção muito pouco realistas. A história tem muito pouco nexo.

    Portanto, é um filme horrível. Mas deu para rir.

  • The Darkest Nightmare

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    Detective Conan: The Darkest Nightmare
    Shizuno Koubun - TMS Entertainment
    Anime - Filme
    2016
    6 em 10

    Mais um filme de Detective Conan. Com este filme fiquei definitivamente convencida de que esta não é uma série para mim. Ainda assim, tenho uma série de filmes desta para ver, portanto ouvirão falar dela por aqui no futuro... xD

    Neste filme, Conan e os seus amiguinhos encontram uma mulher misteriosa e um pouco mágica e acabam por se envolver numa trama que envolve espionagem, máfia, terrorismo, e o que mais se quiser acrescentar. Mas, se ao início esta trama toda parece bastante inteligente, rapidamente se revela como um exercício da simplicidade pura, sendo que os acontecimentos se solucionam como se por mero acaso, fazendo também uso de vários elementos factuais que já tínhamos visto no filme anterior.
     
    Os personagens provam-se, neste filme, como um conjunto de crianças sem grande personalidade e sem grande desenvolvimento, que aparentam existir para que se processe a história. Isto faz com que o envolvimento do espectador se limite à tentativa de resolução do caso em causa (haha), o que acaba por não ser assim tão interessante.
     
    Poderíamos dizer que temos uma animação excelente para salvar este filme e isto é verdade, pelo menos durante a primeira meia hora. Esta secção do filme tem uma animação primorosa, fluída, excelentemente coreografada, com cenas de acção muito cativantes. Mas parece que se gastou aí todo o orçamento, porque o filme prossegue pleno de erros de anatomia e outros que tais.

    Musicalmente, não temos nada de especialmente curioso a apontar.

    Enfim, a prova dos nove para me convencer que Detective Conan é para um público diferente... Mas ainda assim tenho montes de filmes para ver, aiaiaiai...........

  • Detective Conan: Quarter of Silence

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    Detective Conan: Quarter of Silence
    Shizuno Koubun - TMS Entertainment
    Anime - Filme
    2011
    7 em 10

    Sem dúvida o melhor filme de Detective Conan que vi até agora.

    Se Detective Conan costuma ser um chorrilho de infantilidades, neste filme o herói toma uma posição um pouco mais séria, e falamos realmente de perigos reais, como barragens e avalanches. O mistério é também um pouco mais adulto e difícil de resolver.

    Mas o que me surpreendeu mais foi a animação. Se nestes filmes usualmente temos cenas de perseguições em skates, desta vez as cenas estão animadas de forma excelente, com uma banda sonora arrepiante que nos deixam colados ao ecrã durante todo o tempo.

    Também a relação entre os personagens tem algumas melhorias.

    De todos os filmes da saga, este seria o que recomendo.

  • Countdown to Heaven

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    Detective Conan: Countdown to Heaven
    Suwa Michihiko - TMS Entertainment
    Anime - Filme
    2001
    5 em 10

    Mais um filme de Detective Conan, desta feita o quinto. Até agora, o que mais me desapontou, considerando que todos me têm desapontado.

    Conan e os seus pequenos amigos enfrentam um perigoso assassino que deixa pequenas taças partidas ao pé das suas vítimas. Enquanto isso, poderão correr outros perigos com inimigos antigos. Tudo óptimo até aqui, mas a realidade é que em termos de argumento este filme é muito simplista e mesmo simplificado. O mistério pode ser difícil de resolver, mas a forma como é resolvido é extremamente infantil, isto par anão dizer que é "básica".

    Este filme falha também na componente artística. Embora tenhamos de considerar a sua idade, a qualidade da animação é muito fraca e com um valor de produção mal utilizado. As poucas cenas de acção têm muitos erros, sendo que o mesmo acontece nos próprios designs.

    Musicalmente, é um anime quase sem conteúdo.

    Portanto, é mais um filme a evitar. Uma pena, porque no fundo estava contente por ver Detective Conan: uma amiga de há muitos anos num jogo online muito antigo, havia-mo sugerido, hahaha ;)
  • Magician of the Silver Sky

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    Detective Conan: Magician of the Silver Sky
    Yamamoto Yasuichiro -  TMS Entertainment
    Anime - Filme
    2004
    4 em 10

    Nunca pensei que viesse a ser tão violenta a classificar uma série tão amada como Detective Conan. Mas isto acaba por se tornar desesperante e irremediável, porque de filme para filme parece que tudo fica cada vez pior.

    Desta vez há, para grande surpresa do público, um MISTÉRIO. Com uma jóia, pronto. Só que desta vez Conan conta com a ajuda de outro personagem, que deverá ter sido introduzido na série, que é um mau que é bom mas que é mau, mas que ajuda.

    De resto, a resolução do MISTÉRIO é tristemente imatura, de uma simplicidade vergonhosa. O recurso à tecnologia tem elementos cada vez mais inúteis (uma bola de futebol, a sério?) e os personagens continuam sem sofrer qualquer tipo de desenvolvimento.

    Isto, aliado a uma animação infeliz e pouco detalhada, torna o filme uma ofensa visual.

    Estou ansiosa por terminar o que me propus a ver desta série e esquecer-me dela para sempre.

  • Detective Conan: Episode One

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    Detective Conan: Episode One - The Great Detective Turned Small
    Gosho Aoyama - TMS Entertainment
    Anime - Filme
    2016
    5 em 10 

    Apesar de todos os avisos em contrário, este anime estava na lista, portanto fui vê-lo. Segundo consta, é uma versão alternativa (e não canónica) dos primeiros episódios de Detetcive Conan, em que ocorre o evento de ele ficar criança. E, realmente, se tiver acontecido realmente assim, bem... Que mau...!

    A narrativa não tem qualquer tipo de sentido a partir da sua base. O maior detective do mundo é uma criança de 16 anos que, quando enfrenta misteriosos inimigos vestidos de preto (porque estar vestido de preto é característica única dos inimigos neste anime, ao que parece), se torna numa criança de 6 anos. Com toda a naturalidade, a paixão platónica do detective leva a criança para casa, como se ficar a tomar conta de crianças desconhecidas fosse algo perfeitamente normal. A partir daí ficamos a prever o que a série irá ser.

    Para além disso, a produção é terrível. Eu pensava estar a ver um anime dos primórdios dos anos 2000 quando descubro que afinal foi feito em 2016! Uma vergonha! Má qualidade na animação e na imagem, diversos defeitos de anatomia facilmente evitáveis, cenários básicos e pouco criativos.

    Mais uma vez, temos uma boa ED e pouca polpa na banda sonora.

    Enfim, por um lado ainda bem que não me pus a ver a série...
  • The Lost Ship in the Sky

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    The Lost Ship in the Sky
    Yamamoto Yasuichiro - TMS Entertainment
    Anime - Filme
    2010
    5 em 10

    Mais um filme de Detective Conan e mais um filme que revela que esta série está para os policiais como os Teletubbies estão para o noticiário das oito.

    Talvez este seja o filme mais violento da saga que vi até agora, com terroristas, drogas misteriosas, perseguições no topo de um zepelim, uma jóia raríssima, etc. Mas todos estes elementos se conjugam num grande vazio de ideias e num grande nada de conceitos.

    A animação também não tem nada de extraordinário, com muitos momentos de acção que parecem ser desnecessários para a narrativa, assim como momentos de humor que aparentam não fazer parte do esquema do filme. Em termos de fluidez está tudo bem, mas as cenas são tão desproporcionais que não fazem sentido.

    A música também não é um aspecto relevante.

    Mais um Detective Conan e mais um facepalm.
  • Festival Iminente 2018

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    Festival Iminente
    Música
    Fui convencida a ir este festival, atraída pela presença da coisa musical que mais gosto no momento, que é o Conan Osiris. Este festival decorreu no outro fim de semana, num lugar misterioso para muitos mas que entretanto se tornou no "hub criativo" do Vhils.
     
    Que, por sinal, detesto tanto em conceito como em execução, mas deixem estar.
     
    Ora, este local é o Panorâmico de Monsanto, antigo restaurante que - falido - deu lugar a um ponto de encontro de mitra pintora no geral, que decorou as paredes com a sua melhor arte, por vezes muito bonita, muitas vezes muito doentia. Vhils fez o "excelente"  trabalho de depurar tudo e fazer o lugar um sítio seguro, sem cantos escuros a cheirar a xixi e cheio de arte bonita, filosófica e altamente produzida, que de streetart só tem a característica de estar numa parede. Portanto, gosto de algumas coisas que estão pelo pequeno recinto, mas o ver as grandes produções da arte urbana deixa-me doente.
     
    O lugar era bastante pequeno e a oferta musical um pouco apertada, apesar de variada. Esperava que o festival tivesse mais actividades para além da música, pelo que depois dos concertos que queríamos ver ficámos todos um pouco perdidos sobre o que fazer.- Deu-se a conclusão de irmos embora mais cedo, perdendo assim o espectáculo surpresa protagonizado por Fat Boy Slim! AAAAAAAAAAAAAAAAAAA
     
    Vimos os dois primeiros concertos do palco exterior (o da cave era claustrofóbico e agonizante) . Conan Osiris foi o primeiro e, sem dúvida, um nome para tomar atenção. Um concerto cheio de energia e danças bizarras, com uma potência na palavra e na acção, com um sentimento estranho de pertença e afastamento ao mesmo tempo. A presença em palco de quem nem tem um album oficial é surpreendente e a resposta aos desafios do artista sempre mais exigente, o que fez com que o concerto fosse uma experiência brutal de dança e agressividade concordante nas letras das músicas.
     
    O segundo foi o Bonga, um concerto muito divertido porque o próprio senhor é muito divertido. Com o seu reco-reco mágico, pôs toda a gente sob o efeito dos venenos da tarântula, em que a impossibilidade de nos pararmos de mexer estava igualada à vontade de praticar uma maior expansão corporal, vocal e - diria mesmo - mental. A disponibilidade do senhor para nos aturar motivava a que o público se sentisse em casa, na casa do Bonga.
     
    Depois fomos comer um cachorro. Zona de alimentação bastante bem feita, com muita variedade e muita variedade vegetariana. Um pouco demorado, é verdade, mas um lugar agradável para comer.
     
    Um festival engraçado, com uma boa oferta, embora a filosofia por trás da ideia seja um pouco torta demais para o meu gosto. A voltar.

  • The Sniper from Another Dimension

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    The Sniper from Another Dimension
    Shizuno Koubun - TMS Entertainment
    Anime - Filme
    2014
    6 em 10

    Temos visto os filmes de Detective Conan sem nenhuma ordem em especial e desta vez calhou ver o décimo oitavo. Chiça, décimo oitavo!

    Este é, até agora, o melhor filme da saga, sem qualquer dúvida. Apesar do mistério ser tão simples como habitual, desta vez fazendo uso de alguma geometria descritiva e visualização no espaço, temos antagonistas mais sólidos e um pouco mais interessantes, embora as suas motivações sejam extremamente infantis.

    É também o primeiro filme que vejo nesta saga em que finalmente as acções violentas têm consequências violentas. No entanto, infelizmente, a própria motivação dos antagonistas e também dos protagonistas faz com que estes eventos se tornem irrelevantes e apenas mais uma brincadeira de crianças.

    É esse o verdadeiro problema de Detective Conan: a infantilização do tema, a preseunção de que é perfeitamente plausível um grupo de crianças de seis anos lutar contra um inimigo armado com uma sniper.

    De resto, temos uma excelente fluidez na animação e um certo foco no traço que o torna mais forte e assertivo, o que - considerando o estilo habitual da série - se torna bastante vantajoso neste tipo de design.

    Musicalmente, temos uma ED engraçada mas uma banda sonora pouco memorável.

    Vamos a ver quantos mais filmes me resta... ;)
  • Festival IMINENTE 2019

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    Festival IMINENTE 2019
    Festival de Música
    Este ano voltámos ao Panorâmico de Monsanto para o Festival IMINENTE. Com curadoria de Vhils (de quem não gosto nada, mas isso é outro filme), aproveita o espaço degradado e grafitado do Panorâmico para montar um festival de música activista e alternativa, com espaço para o debate social e político e, sobretudo, muitos concertos.

    O espaço estava organizado de forma semelhante ao ano passado. Desta vez havia uma pequena mudança na estrutura dos pagamentos dos comes e bebes: um cartão recarregável em que, no final, se devolvia e ainda ofereciam uma água ou uma cerveja. Gostei bastante, porque assim ninguém tem de lidar com dinheiro. Havia três palcos: um principal, no exterior, um a meio de uma escadaria e um subterrâneo, na cave, que foi onde passámos mais tempo.

    Começamos por ver o Fado Bicha, um dueto de voz e guitarra muito original e divertido. As suas músicas falam dos problemas reais enfrentados pela comunidade LGBT+, com muito orgulho e com muito humor à mistura. O cantor falou imenso durante o concerto, dedicando cada uma das músicas a mulheres importantes no seio do activismo. Foi mesmo muito engraçado!

    Depois, fomos para o exterior ver Chalo Correia, um cantor Angolano que se apresentou com uma banda muito tradicional. Dancei muito com os seus ritmos, embora me lembrassem outras bandas que já havíamos visto no mesmo espaço. Foi divertido, mas para mim foi o concerto mais fraco do dia.

    Voltamos à cave para conhecer aquela que, para mim, foi a cantora que me fez ganhar o festival: SREYA. A amiga do Conan Osiris tem músicas cheias de energia, com uma sonoridade pop nada plástica, como se estivéssemos a ouvir uma cassete no nosso quarto. Fiquei convencida que a minha vida pode mesmo ser um ovo estrelado e agora estou viciadíssima nas músicas dela! Vão ouvir!

    Jantei uma sandes de queijo de cabra com mel. Apesar da zona de refeições estar mais calma, tinha muito menos opções e, sobretudo, muito pouca variedade. Eram essencialmente hambúrgueres e cachorros, com pouquissimas versões vegetarianas. Ainda fui comer uma fartura e tive um encontro imediato do primeiro grau com uma pessoa do trabalho, o que foi extremamente assustador e desconfortável.

    Mas depois logo esqueci, porque fomos ver Linn da Quebrada. Uma tipa grande, trans, forte e com músicas igualmente grande, trans e fortes. As músicas eram de uma agressividade brutal, com letras muito pouco educadas e com um espectáculo do exacerbar da sexualidade. Muito interessante!

    Terminámos a noite com Badsista, uma DJ brasileira que me fez dançar até me obrigarem a ir embora. :) Um DJ Set com electrónica pura e dura, que se transformou numa grande pequena festa de tudo ao molho dentro da cave. Infelizmente já não restava muita gente, porque senão teria sido verdadeiramente caótico, o que no caso até seria uma coisa boa.

    Gostei muito deste festival. Apesar de ao início não estar muito convencida a ir, acabei por me divertir imenso e ver (e descobrir!) grandes sons!
  • Memórias de Sherlock Holmes III

    0
    Memórias de Sherlock Holmes III
    Sir Arthur Conan Doyle
    Histórias Curtas
    1894

    Esta edição compila as Memórias de Sherlock Holmes em vários volumes. O terceiro, que li hoje, compreende três histórias muito curtas: O Intérprete Grego, O Ritual de Musgrave e O Escriturário da Corretagem.

    Eu li muito pouco do universo Sherlockiano, resumindo-se a minha experiência a três romances: O Cão dos Baskervilles, Um Estudo em Vermelho e O Signo dos Quatro. Recordo que não gostei muito deles, não podendo colocar o dedo na ferida para saber porquê.

    Depois de ler estes três pequenos contos acho que consigo perceber melhor o porquê de eu não gostar muito. A escrita, apesar de antiquada (devemos lembrar-nos sempre que isto foi concebido no século XIX), é fluída e cativante. No entanto há um excesso de descrições. Ora, faz algum sentido que uma pessoa que está absolutamente perturbada por ter sido raptada se lembre com perfeita exactidão do mobiliário da sala onde a ameaçaram? Parece-me que as informações dadas pelos clientes são demasiado completas e, por isso, demasiado convenientes para a dedução de Sherlock Holmes.

    É claro que as resoluções dos casos são sempre imprevisíveis, mas parece-me também que são um pouco impossíveis de mais. Não seria imensamente mais provável que estivessem simplesmente a tentar ludibriar o escriturário em vez de lhe estarem a roubar a identidade para assaltar uma bolsa de valores?

    A caracterização dos personagens ganha apenas um pouco com estas três histórias curtas. No total da obra calculo que os personagens estejam perfeitamente representados. Segundo a página da Wikipedia, assim o é.

    Bem, foi bom para entreter durante duas viagens de autocarro e uma de metro.

  • Crimes de Natal

    4
    Crimes de Natal
    Vários
    Antologia de Contos
    1995

    Uma antologia de contos que recebi do BookCrossing, já que nos estamos a aproximar da altura. Os autores presentes são:

    Raymund Allen
    H. C. Bailey
    Agatha Christie
    Wilkie Collins
    Arthur Conan Doyle
    Dick Donovan
    Christopher Hallam
    Thomas Hardy
    Fergus Hume
    H. R. F. Keating
    Ellis Peters
    C. L. Pirkis
    Lennox Robinson
    David G. Rowlands
    Pamela Sewell
    Edgar Wallace
     
    Ora bem, como criticar uma antologia de contos? Não tenho vagar para os criticar um a um. No geral a qualidade deles é bastante boa. Apesar de existirem alguns que relatam casos quase sem interesse, mistérios que realmente podiam ficar para resolver porque nem todos somos mentes curiosas, e apesar de existirem alguns com um estilo de escrita um pouco... Bem, um pouco... São todos bastante bons. O meu preferido foi "Uma Mulher às Direitas"

    Mas isto leva-me a pensar que eu realmente não me interesso grandemente por policiais. Não há personagem, nem desenvolvimento, não há grande história que não seja o caso e a sua resolução, não há grandes momentos literários. É como um episódio do CSI, mas com menos tecnologia. Consequentemente creio que passarei a evitar este género.
  • Lisboa Games Week 2023

    0

     

    Lisboa Games Week 2023
    Evento


    Já passou tanto tempo e só agora estou a fazer um resumo da LGW, que vergonha... Será que me lembro do que aconteceu?

    Bem, vou tentar.

    Desta vez fomos num modelo diferente. Como tínhamos bilhetes para os dois dias, fomos primeiro no Sábado ver as vistas e só no Domingo participar no concurso de skits. Sábado passeámos, fiz vídeos de vários cosplayers bonitos (podem ver o resultado no meu instagram @ladyxzeus) e vimos o concurso de cosplay para o International Cosplay League. Estávamos sentados mesmo na fila da frente, e eu até podia cheirar os jurados (cheiravam normal) e ver as reacções deles. 

    O desfile correu bem, estavam todos muito lindos, embora a cosplayer vencedora não tenha sido da minha preferência por razões diversas que poderei apontar pessoalmente. Quanto aos grupos, eu estava mais ou menos em delírio com o grupo de Berserk, cujo progresso tinha acompanhado atentamente nas redes sociais, mas o grupo vencedor foi altamente merecido, com um skit absolutamente fabuloso! Parabéns a todos! Foram fantásticos! Gritei muuuuuito!

    De resto, o evento estava mais ou menos entregue às moscas. Não havia muita coisa para fazer. Estivemos algum tempo distraídos na zona retro, que estava composta, mas fora isso havia pouquíssimas demonstrações de jogos, e quase todas da Nintendo, e quase nenhuma actividade. A zona de comidas era pobre e os artistas (que são bons artistas) estavam remetidos para um canto mal iluminado e muito limitado. Comprei um hoodie muito lindo, que pelos vistos estou a usar agora.

    No dia seguinte fui já vestida de casa com o meu cosplay de Bianca. Este concurso é um dos poucos lugares onde podemos usar designs originais, e por isso aproveitei. Estava muito motivada, porque esta organização fez um grupo de WhatsApp para conversarmos uns com os outros, e estávamos todos muito divertidos a partilhar piadas e badalhoqueiras digitais. Mas lá chegados ficámos a saber que o concurso se iria atrasar não uma, mas DUAS HORAS, porque uns senhores estavam a jogar à bola nos computadores e eram mais importantes que nós.

    Fomos beber cerveja e falar de drama.

    Cantei e dancei músicas do Conan Osiris para diversão geral. Cantei e dancei músicas pimba para diversão privada. Entretanto começou o concurso.

    O meu objectivo desta vez, depois do desgosto que tinha tido no CWM, era fazer a coisa mais simples possível. Então quis fazer um skit sobre chuva. :) Acho que me correu bem e que ficou bem divertido e bonitinho! Podem vê-lo também no instagram supracitado.

    Enfim, foi um concurso super divertido, com coleguinhas e parceirinhos muito dinâmicos e acho que correu tudo bem fora o atraso. Rimos muito, dançámos e cantámos e saímos de lá com nova paixão pelo cosplay, totalmente renovada!

    Viva!




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