Kara no Kyoukai: Epilogue
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Kara no Kyoukai - Epilogue
Iwakami Atsuhiro - ufotable
Anime - Filme
2011
7 em 10
Finalmente, a conclusão para a saga do Jardim dos Pecadores. Fiz batota e saltei o filme de recapitulação, que irei ver e avaliar em breve, mas avanço desde já que Kara no Kyoukai é, definitivamente, a obra prima do início do milénio. As reviews anteriores, dos 7 filmes, podem ser encontradas aqui.
Adicionar algo, uma conclusão, a uma série que já explorou uma série de complexidades e detalhes pode ser tarefa árdua. Mas foi com leveza e simplicidade que este Epílogo foi feito. E funciona perfeitamente.
Trata-se, apenas, muito simplesmente... De uma conversa. Uma conversa entre Ryougi Shiki e Kokuto, debaixo de uma neve suave iluminada pela artificialidade de uma cidade. Com este ambiente, que nunca muda, descobrimos mais sobre Shiki. Shiki é, sem dúvida, uma das personagens mais complexas que tive o prazer de conhecer. Esta é mais uma das suas facetas, a faceta original. Isto não retira a paixão que tenho pela personagem, não. Apenas adiciona mais intensidade, mais carne, mais sangue.
O ambiente causado pela arte de fundo e pela música podem parecer monótonos ao início, mas trazem um enfoque muito especial para a conversa que nos permitiram espiar. Neste momento da série o que interessam são as palavras. E o discurso de Shiki tem uma poesia intrínseca que não pode deixar de me fascinar.
Uma excelente conclusão. Kara no Kyoukai, recomendo a todos. Os seus defeitos são ultimamente excedidos pelos momentos altos. Uma série de filmes de uma beleza artística integral, que cobre todos os campos, arte, música, personagens, diálogo... Um essencial no mundo do anime.
By : ladyxzeus
Memórias de um Caçador de Vampiros
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Memórias de um Caçador de Vampiros
Ardo Antas
2011
Romance
Ora bem, eu não gosto especialmente de fantasia. Assim, a leitura deste livro requer uma explicação. Há uns largos meses, no ano passado, ganhei um concurso da Nanothron, produzido pela Nanozine. Era um concurso que consistia em escrever a maior história possível em duas horas, com distracções como o Ninja das Caldas a passar em volume exagerado atrás de nós. Pois bem, ganhei uma série de livros, pelo menos uns 15, todos da Chiado Editora e todos de fantástico. Foi altura de os começar a ler.
Vejamos. Logo na capa, o livro começa da seguinte forma:
Se és uma dessas criaturas infames, sugadoras de sangue, apenas uma coisa te espera:
~~~~A ANIQUILAÇÃO~~~~
O que esperar de uma apresentação destas? Pouca coisa.
Este livro é uma colecção de aventuras protagonizadas por um caçador de vampiros, Rick Chambers. Infelizmente é possivelmente o caçador de vampiros com uma Harley Davidson e botas de cowboy menos carismático do planeta. É simplesmente tão irritante. Permanentemente numa posição de "sou o máior", "já matei montes de vampiruhs", "eu tenho razão e tu não", só me deu vontade de lhe dar estaladas.
As histórias em si não são muito complexas e os resultados são bastante previsíveis. São interessantes as lendas dos vampiros criadas pelo autor, se bem que a filosofia de base da seita de Rick Chambers (não seita! Sociedade!) poderia ter sido mais explorada. Ainda assim, não sei muito bem se hei-de acreditar na pesquisa do autor para a criação das lendas. Numa nota de rodapé ele cita como fonte a... Wikipedia. Pois.
A escrita é simples, com muita acção que por vezes se torna confusa, mas houve uma coisa que me atrofiou grandemente o sistema. Ora, o livro está em Português certo? Então, porque é que os personagens dizem coisas aleatórias em inglês? Por exemplo, em vez de "sim" dizerem...
Yeah.
Ou "sempre o mesmo de sempre". Passa a
Same old Chambers.
Qual a necessidade disto?
Suponho que o sonho do autor seja tornar isto numa mini-série, mas não acredito que o vá conseguir. Talvez se as histórias se passassem no Alentejo....
Enfim, um livro para ser libertado pelo BookCrossing. Aleatoriamente, num sítio qualquer. Espero que um de vocês o encontre, ainda dá para se rirem um bocado! =D
Enfim, um livro para ser libertado pelo BookCrossing. Aleatoriamente, num sítio qualquer. Espero que um de vocês o encontre, ainda dá para se rirem um bocado! =D
By : ladyxzeus
1001 Nights
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1001 Nights
Sonoyama Yukio
Anime - Curta Metragem
1999
7 em 10
Este é um vídeo de 20 minutos, uma ilustração a uma peça clássica interpretada pela Filarmónica de Los Angeles. É uma co-produção Japão-América e o único filme animado de uma série de "Filmharmonics", videoclips na onda de Fantasia, da Disney.
Este vídeo é bizarro. A animação é experimental ao máximo, com um estilo muito próprio, numa mistura de tradicional e CG. Infelizmente o CG não funciona nada bem. Essencialmente este vídeo é a visualização de um sonho, um sonho de amor, com componentes que podem ser confusas mas que são muito fortes. Paixão, desespero, tristeza, a felicidade final. Numa mistura de cores e texturas que saem umas das outras para um efeito contundente para os olhos.
Em termos de história não há nada mais simples e a música é apenas uma peça interpretada por profissionais. O filme existe em função da música e adapta-se a ela perfeitamente. O que interessa aqui é o visual. E o visual é merecedor de um lugar no meu Tripanário.
São apenas vinte e três minutos. Não posso deixar de o recomendar.
By : ladyxzeus
Tenpou Ibun Ayakashi Ayashi
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Tenpou Ibun Ayakashi Ayashi
Nishikiori Hiroshi - Bones
Anime - 25 Episódios
2006
6 em 10
Pela primeira vez vou DES-recomendar um grupo de subs: Lunar. Montes de erros de playback nesta versão, horrível.
Mas adiante!
Tenpou Ibun Ayakashi etcoetera é mais um anime passado na época dos samurais (Edo), com monstros e fantasmas. Fala de um grupo de caçadores dos ditos fantasmas, que por fachada têm um grupo de estudos de literatura e trabalhos estrangeiros. É um anime muito ligado à literatura e às palavras, pelo que talvez seja mais interessante quando o espectador está familiarizado com os significados ocultos por detrás do kanji. O que não é o meu caso. Apesar de tudo, não desgostei da série.
A história é bastante simples e ao início apresenta-se como um "monstro da semana". Depois há progressão para uma história mais complexa. Dizem, quem viu isto sem erros de playback de três em três minutos, que a história a partir do meio foi apressada e que não funciona bem, dado que isto era suposto ter sido uma série de cinquenta episódios. Terá sido reduzida pela falta de popularidade logo ao início. É fácil ver porque é que a série não foi popular. Os personagens principais são adultos. Com cara de adultos. Mas são interessantes. Apesar das suas histórias pregressas serem um pouco lugar-comum, estão bem concebidos e temos uma grande variedade, de selvagens a travecas.
O que me fascinou mais foi os poderes utilizados para combater os monstros e fantasmas. O personagem principal consegue transformar os nomes das coisas em armas, o que - não sendo de todo original (já o tinha visto em Loveless) - não deixa de ser interessante. Os designs dos monstros também estão muito engraçados, apesar das histórias em que cada um aparece não serem nada por aí além.
Em termos de animação, nada de especial. Não existem grandes coreografias, o CG está mal disfarçado. Não são lutas muito cativantes, o que é falho para um anime que tenciona basear-se nelas.
Estou dividida no que respeita à música. Por um lado, as segundas OP e ED combinam muito bem com o espírito do anime. Mas por outro lado, tudo o resto parece estar um pouco fora do lugar. Para mim faria mais sentido um anime passado nesta época e neste local ter uma música menos ocidental.
Não é um mau anime.
By : ladyxzeus
Hyouka
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Hyouka
Takemoto Yasuhiro - Kyoto Animation
Anime - 22 Episódios + 1 Special
2012
6 em 10
O outro anime que tive a oportunidade de ver (o primeiro episódio) no Enkai. A Hota disse-me que tinha achado giro mas que eu não ia gostar, porque era fatia de vida. Bom... Gostei e não gostei. Aliás, gostei de uma ou duas partes, o resto deixou-me totalmente indiferente.
Este anime segue as aventuras e desventuras do clube de Literatura Clássica de uma escola secundária qualquer. E que aventuras são essas? Resolver mistérios! E é este o ponto que, essencialmente, destrói a série. Porque os mistérios são totalmente, absolutamente, concretamente.... Irrelevantes. Oreki, o personagem principal, tem uma grande capacidade de dedução. E resolve os mistérios porque uma menina, Chitanda, está curiosa. KININARIMASU! Mas o conteúdo dos mistérios está desprovido de sentido e de importância.
A razão pela qual Oreki, que se apresenta logo desde o início como uma pessoa geralmente desinteressada pela vida, resolve os mistérios é, por si, um mistério. Ele desenvolve minimamente, ele passa a gostar de os resolver por si próprio e admite que se calhar até tem algum interesse no mundo que o rodeia. Mas a razão inicial para os solucionar é uma falha. Será amor? Amor à primeira vista? Isso existe? Agora que penso nisso, se calhar... Mas mesmo assim é um argumento um bocadinho ineficaz.
A arte, não sendo muito detalhada, é bela. Parece que hoje em dia é bastante fácil produzir algo de agradável à vista, pelo que tenho observado, pelo que me questiono se poderei apresentar isto como uma vantagem ou não. Em termos musicais, a música insiste que os mistérios são muito misteriosos, mas não consegue trazer-lhes qualquer tipo de interesse.
No fundo, uma série bastante vulgar. Diria mesmo... Irrelevante.
By : ladyxzeus
1Q84
5
1Q84
Haruki Murakami
2009
Romance
E aí está o final! Estava numa excitação para o ler, mas... Bom, comecem por observar as reviews dos dois primeiros volumes.
Foi... Um desapontamento. Este livro apresenta-nos mais uma perspectiva, a de um homem chamado Ushikawa cuja função é perseguir Aomame e Tengo. Através deste novo personagem (que está concebido de forma a ser a pessoa mais nojenta e desagradável de que há memória no universo Murakamiano) o que nos é dado? Repetição. Repetição. Repetição. Uma e outra vez o autor volta a contar-nos a história de Tengo, a história de Aomame, os seus problemas iniciais e a sua posição presente, ao ponto de ser quase insuportável. Nós já sabemos, já sabemos a história desde o primeiro volume, porquê repeti-la? Isto demonstra uma falta de rumo que culmina num final perfeitamente insatisfatório e apressado e, o pior de tudo, inconclusivo. Está mesmo a espreitar para uma continuação da história, mas a sensação que dá é que o autor não sabe para onde vai.
Uma coisa que se nota em Murakami é a sua preferência clara pelas comparações na sua maneira de fazer descrições. Se ao início elas eram interessantes e davam imagens claras, agora parecem - como todo este volume - sem rumo. Pelo amor de deus, que raio de descrição é "o seu cérebro parecia alface congelada"?
Enfim, acho que agora já não gosto tanto de Murakami. Tenho aqui a auto-biografia dele para ler e pode ser que assim consiga perceber melhor o que se passou aqui... Era uma obra tão promissora, a terminar de uma maneira tão infeliz...
By : ladyxzeus
Ashita no Nadja
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Ashita no Nadja
Igarashi Takuya - Toei Animation
Anime - 50 Episódios
2003
6 em 10
Fui ver este anime porque é a cara do grupo de subs Brasileiro em que participo (o que me recorda que tenho uma tradução para fazer). Olhei para as imagens e vi dois cãezinhos e pensei "porque não". Depois vim a descobrir que este é o anime de infância de muita gente, já que passou no Panda circa 2005. Que giro ver que há pessoas que eram criança em 2005, haha!
Enfim, os cães afinal não são cães. São leões bebés (com juba?). E este é o anime ideal se o teu sonho sempre foi ser uma menina de oito anos.
A história podia ser um WMT, mas não é. Nadja pensa que é orfã e descobre que tem uma mãe. Então junta-se a uma trupe de artistas ambulantes para a encontrar. Com isto, viaja por toda a Europa, onde aprende a dançar melhor, se apaixona por vários rapazes mais velhos (e giros!) e se envolve numa trama socio-política entre o seu tio e uma moça que se faz passar por ela. No fundo é uma história bastante simples, sem consequência, mas o resultado é bastante fofo.
Temos uma série de personagens de natureza encantadora, começando pela própria Nadja, mas não existe qualquer tipo de desenvolvimento. Tal como começam, assim acabam. São todos dotados de uma grande força de vontade, mas não crescem. Também não se percebe quanto tempo passa no mundo deste anime entre o primeiro episódio e o último. Tendo em conta o quanto viajaram, suponho que se tenham passado anos, mas o físico dos personagens não o revela.
Em termos de animação, temos algumas sequências de dança interessantes mas bastante repetitivas. Por vezes com recurso a um CG mal disfarçado, sobretudo nos grandes bailes. Há uma grande variedade de roupas, todas muito coloridas. Nos fundos, apresentam-nas muitas cidades da Europa e creio que o ambiente está bem caracterizado, mas nada de muito detalhado ou bonito.
Este anime vive muito da música e temos uma variedade bastante grande ao início, que se torna tão repetitiva como a animação rapidamente. Há uma mistura de peças clássicas que todos conhecemos com músicas originais bastante agradáveis e simples, muito próprias à infantilidade do anime.
Uma série agradável e amorosa, mas não creio que valha a pena sairem do vosso caminho para a irem ver.
By : ladyxzeus
