• Fate/Zero 2nd Season

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    Fate/Zero 2nd Season
    Aoki Ei - Aniplex
    Anime - 12 Episódios
    2012
    6 em 10

    Ora bem, são precisamente 5:34 da manhã. Recebi ordens expressas para dormir menos horas e logo na primeira tentativa tenho uma insónia do demo que não vai lá nem a essências de ópio. Por isso termino de ver este anime.

    Quando pensei em começar a segunda season reparei que as opiniões estão divididas acerca dela. É melhor ou pior que a primeira season? Assim, vou fazer uma comparação. Podem ler a minha review para a primeira season aqui.

    A arte é equivalente e nesta season apresentam-se algumas cenas que roçam o genial, nomeadamente a perseguição aérea e a perseguição a Rider. Falando em perseguição aérea, porque é que o Archer tem uma nave espacial? Ele tem todos os tesouros, mas isto significa então que aquele documentário sobre os aliens nos terem visitado no passado (aquele com o gajo descabelado a dizer "ALIENS") é verdade!

    Gostei mais destas OPs e EDs (ou se eram as mesmas, já não sei, impressionaram-me mais), mas por vezes pareceu que a música a roçar o épico era um pouco despropositada.

    Isto é, no geral é a mesma coisa. Mas existe um grande problema. Os personagens. Foram shounenizados. Vamos analisar: temos um assassino sem limites. Então bora adicionar-lhe dois episódios de flashback lamechas e metê-lo a chorar por ter perdido o seu nakama! Houve uma humanização de Kiritsugu, uma humanização escusada, que arruinou o que era um personagem com grande potencial e o tornou num lugar comum. Porquê? Para o definir como o bom da fita? Porque é que tem de ser ele o bom da fita? Porque é o Master de Saber e a Saber é a gaja? Depois há uma evolução inversamente proporcional de Archer. O rei que domina tudo passa a ter golpes de sadismo que o tornam quase num psicopata. E isto para quê, se o personagem tinha tanto potencial? Para o tornar o mau da fita? Tinhamos uma guerra entre iguais, todos os Servants tinham mais ou menos poderes equilibrados. Mas polarizaram a situação, quiseram por o público a torcer. Ora bem, eu estava a torcer pelo Lancer, que era o mais giro. E pelo Rider, pelo qual tive uma grande simpatia porque era um gajo bacano. E fazem-me uma destas...

    Este desenvolvimento dos personagens levou a uma quebra no ritmo da história, tornando os eventos facilmente previsíveis (sobretudo a identidade de Berserker) e transformando o jogo de gato e rato em que os ratos também são gatos numa luta do bem contra o mal, quase um monstro da semana com elevados níveis de produção.

    Assim, vou fazer esta recomendação de uma forma diferente. Eu recomendo Fate/Zero. A primeira season é imperdível. Depois, se tiverem vontade de ver o resto (e a conexão com Stay/Night) e se tiverem tempo (que também é uma coisa muito importante) vejam a segunda season. Acho que assim é um bom compromisso para todos.


    Vou acrescentar uma consideração muito importante que fiz mais tarde, após um breve descanso que não incluiu dormir:

    Vantagens de me casar com o Gilgamesh
    - Viveria num palácio privado cheio de fontes e passarinhos, com 383 eunucos de várias raças para me servirem e massajarem
    - Teria toda a roupa que quisesse
    - Poderia apresentar-me em festas sociais vestida com véus flutuantes de cores variando entre o grená e o amarelo, montada num tapir com uma grinalda de folhas douradas
    - Noites de visionamento de estrelas encantadoras em que ele me nomeia todas as estrelas que possui e quais mas vai dar

    Desvantagens de me casar com o Gilgamesh
    - Teria de o partilhar com outras 1000 concubinas
    - Para ser minimamente respeitada teria de me envolver com actividades desagradáveis, nomeadamente holocaustos, assassínios em massa, extorsão e tortura emocional
    - Teria de aturar as suas estranhas variações de humor

    Assim sendo formulei uma outra situação:

    Vantagens de me casar com Diarmuid
    - Amor eterno, para sempre
    - Pessoa que abre as portas e oferece a cadeira e oferece o isqueiro
    - Nunca mais ninguém me ia assaltar porque era logo trespassado por uma lança
    - Noites maravilhosas a contar estrelas em que ele não sabe o nome delas mas depois diz que me vai dar a estrela cadente

    Desvantagens de me casar com Diarmuid
    - Vida nómada de fugitivo
    - Provavelmente no campo
    - O que significa nunca mais ir ao cinema, nem a uma convenção de anime, nem a um festival de música

    Deixo isto à vossa consideração, é uma decisão importante para a minha vida. 
  • Gokinjo Monogatari

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    Gokinjo Monogatari
    Yazawa Ai - Toei Animation
    Anime - 50 Episódios
    1995
    7 em 10

    Sabem quanto tempo eu costumo demorar com um anime de 50 episódios? 5 dias a uma semana. Com este demorei um mês. E devo dizer... Até foi fixe! Ver as coisas devagarinho até é uma coisa muito agradável, acho que já me tinha esquecido...

    Este anime é uma delícia. Antes de mais, é sobre moda. E depois também é sobre amor e amizade. Creio que se esta fosse daquelas séries infinitas ao estilo One Piece eu continuaria a vê-la para todo o sempre, porque é super divertida e tem uma certa candura que costuma faltar ao nosso shoujo normal.

    A arte está envelhecida, tanto que julguei que Gokinjo fosse mais antigo do que realmente é. Mas os designs são fantásticos. Antes de mais são muito originais. Mas o mais importante é que são extremamente detalhados. Há uma atenção dada a todos os detalhes, roupa, acessórios, maquilhagem, malas, até brincos, tudo é contemplado no design dos personagens. Que mudam muito de roupa e sabem combinar a roupa que têm com outras peças! Não há grandes cenas de animação e são utilizadas mais cenas paradas, com recurso a símbolos e fundos conceptuais que dão um grande charme ao ambiente.

    Temos um conjunto vasto de personagens, que interagem durante toda a série e acabam por se apaixonar ou por fortalecer as amizades. Enfim, isto é um anime sobre um grupo de amigos. Não há nada de notável nestes personagens mas todos eles têm uma certa humanidade em que é possível uma identificação pela parte do público. Uma coisa muito engraçada é que cada um deles tem o seu próprio estilo e uma personalidade que, sendo simples, está bem demarcada. Adorei a ironia da lolita ser a obcecada com o peso.
     
    A história varia rapidamente entre momentos de grande tensão e momentos de humor. O personagem de escape Noriji funciona muito bem e as expressões simplificadas (as "caras que fazem") também ajudam. No entanto o ritmo é muito prejudicado por uma quantidade opressiva de flashbacks.

    A música é extremamente variada. Temos alguns temas recorrentes que não são nada de especial mas alguns momentos são pontuados por um pop fofinho sempre apropriado à situação.

    Enfim, um anime que pode não ser o melhor de sempre mas que recomendo. É fácil, é colorido, é muito divertido. Dá para aprender sobre a moda dos 90s também. E estimula a criatividade. Tanto que até eu quero ir para a feira da ladra agora!
  • Contos de Tchékov

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    16/16
    Houve aqui um erro. A verdadeira review 16 era para ser uma coisa totalmente diferente e original, algo que nunca fiz e provavelmente não voltarei a fazer, mas não consegui terminar o material em causa em tempo útil. Assim, fica a review do último media a ser utilizado na Twilight Zone, terminado no aeroporto.

    Contos
    Tchékov
    Contos
    1880s

    Comprei este volume, capa dura em cabedal, por um preço ridículo num sebo. Um sebo é como um alfarrabista, mas 700 vezes maior e com livros modernos e com livros interessantes. E existem por todo o lado.

    O volume que obtive contém seis contos:
    • O Beijo
    • Kashtanka
    • Viérotchka
    • Uma Crise
    • Uma História Enfadonha
    • Enfermaria Nº6
    Seguidos de umas poucas páginas com comentários históricos e editoriais.

    Este autor, do qual eu apenas tinha ouvido falar, revelou-se interessantíssimo. A escrita é muito sensível e contemplativa e há uma utilização de descrições metafóricas e eficazes do ambiente para caracterizar os sentimentos dos personagens e a sua posição emocional.

    Os contos contêm críticas sociais acutilantes mas discretas, que terão passado desapercebidas à censura da época mas que ainda assim existem e são muito fortes.

    O meu conto preferido foi Kashtanka, seguido de Uma História Enfadonha e Enfermaria Nº6. O primeiro fala sobre uma cadelinha que se perde e é feito na perspectiva da dita cuja, o que torna o conto muito engraçado e quase infantil, mas ainda assim fervendo de emoções.

    Desejo ler mais Tchékov no futuro e estou extremamente curiosa em relação ao seu trabalho de dramaturgia. Recomendo este autor.
  • Aoki Densetsu Shoot Movie

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    QUINTA DIMENSÃO OVER: 15/16

    Aoki Densetsu Shoot! Movie
     Nishio Daisuke
    Anime - Filme
    1994
    5 em 10

    Ora pois bem, pois bem, encontro-me dentro de um avião. Outra vez. Dado que todos os filmes do sistema de entretenimento estão dobrados e eu já começo a perder a paciência (devido a certos macaques) estou vendo anime.

    Estou escrevendo isto enquanto vejo anime, para grande novidade pois normalmente espero até que termine o evento para falar sobre ele. E estão a servir um sanduiche de qualquer coisa com queijo mineiro. Ainda bem, estou esfaimada.

    Então vamos ao anime. Lembram-se do AOKI DENSETSU SHUTO? Está de volta, em 25 intensos minutos de jogo contra uma equipa alemã (estranhamente fluente em Japonês). Sendo um filme, OVA ou o que seja, seria de esperar que a arte fosse melhor. Os stills são, efectivamente, melhorzinhos, mas a animação pejada de linhas cinéticas mantém-se.

    Pelo que vejo há um certo desenvolvimento dos personagens que poderá ser útil numa futura season, já que aprendem tudo sobre a força interior, o espírito interior e a paixão pelo futebol (e marcar golos com o tornozelo, para trás, nem o Ronaldo faz destas)

    Uma coisa que me está parecendo interessante é a música, na qual não tinha reparado durante o verdadeiro anime. Tem uns ritmos tropicais, umas cuícas, um tú-tú-tú-tú-tú, misturado com uns momentos musicais muito épicos que lembram os jogos sem fronteiras.

    Essencialmente um bónus à série com muito pouco interesse para não-fãs.

    SPOILER: Eles ganham, evidentemente, a uma equipa Europeia muito superior. O poder de uma força interior...
  • Contos Gauchescos e Lendas do Sul

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    QUINTA DIMENSÃO QUASE A TERMINAR: 14/16

    Contos Gauchescos e Lendas do Sul
    Simões Lopes Neto
    Histórias Curtas
    1912

    Um livro que comprei para ler no autocarro (ônibus). Escohi-o porque me despertou curiosidade, o que seriam contos desta terra que também me pertence.

    Não posso dizer que tenha adorado ler este livro. Os contos são todos aventuras de gauchos corajosos, contra injustiças de inimigos loiros e vegetarianos. Há uma profunda caracterização do ambiente envolvente e por vezes parece que estamos perante os campos, o gado, com os seus cheiros e o seu calor. Parece que estamos a tomar um chimarrão. No entanto, a escrita é extremamente difícil. Lembram-se de eu ter mandado vir com o Mia Couto por causa do Africanês? Devia mandar vir com Simões Neto por causa do Gauchês. Eu percebo a maioria das coisas, pois são palavras que eu oiço muito com a minha família. Mas acaba por se tornar demasiado críptico. No entanto faz sentido que esta linguagem seja usada, pois aparentemente são histórias de tradição oral.

    Também há uma secção interessantíssima de lendas: Mboitatá, Salamanca do Jaraú e Negrinho do Pastoreio (além de uma colectânea de lendas famosas de outras regiões). Histórias construídas com grande originalidade e excelente trabalho de pesquisa, tornam o que seriam lendas básicas em verdadeiros mitos com grande complexidade, mantendo a tradição oral.

    Recomendo para quem tiver desejos de conhecer mais sobre o "ambiente" gaúcho, pois aquilo que circunda os personagens está muito bem descrito. Linguagem difícil, pode requerer dicionário de Gauchês. Que, por acaso, até existe!
  • Gilmar Pinna

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    QUINTA DIMENSÃO: 13/16

    Gilmar Pinna
    Exposição (Bosque Maia)

    A exposição que deu azo a uma imensa complicação. Tinhamo-la visto de carro (está instalada no jardim) e de noite, de longe, pareceu lindíssima. Então fomos vê-la.

    De dia.

    De perto.

    Afinal é horrorosa.

    São 30 estátuas de ferro, de proporções bem crescidas (a menor terá uns 12 metros cúbicos, por aí). Estátuas de elementos brasileiros e do mundo, que simbolizam a paz e a fé na humanidade. Isto resume-se a Cristo, umas pessoas desproporcionadas, uns bois gigantes, uns cavalos e, por estranho que pareça, espadartes.

    São esculturas monumentais, trabalhadas em placas justapostas. A sua confecção aparenta ter um grau de dificuldade elevado, mas o simbolismo é evidente (fora os espadartes) e acaba por ser aborrecido. É uma boa exposição para estar num jardim, porque está ali parada a ver as pessoas a correr, mas não me despertou curiosidade para saber mais sobre o trabalho do autor.

    Além disso, o pobre do Cristo ficou mesmo feio.
  • O Amor Incerto

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    A DIMENSÃO É A NÚMERO 5: 12/16

    O Amor Incerto
    Elisabeth Badinter
    Ensaio
    1998

    Hoje tomei o roteiro turístico, o que é apenas outra maneira de dizer que me perdi. Assim sendo passei a tarde à espera que se zagassem comigo e a terminar este ensaio chatíssimo.

    Aqui debatemos se o amor maternal existe na realidade ou não. A autora tem na ideia de que não existe e esforça-se por o provar através de uma análise (graças a deus) resumida da atitude das mães ao logo dos anos, a partir do século XVII. Ora, isto é suposto ser um debate filosófico por isso antes de expressar a minha opinião vou dizer duas coisas que me fazem desconfiar deste estudo. O primeiro facto é que aparentemente não existiram mães antes do século XVII. O segundo facto é que aparentemente só as francesas têm filhos. Isto é, outras eras e outros países não são contemplados nesta análise. Claro que podemos dizer "se o amor de mãe não é cultural, seria indiferente o local onde é feito o estudo". Mas eu acredito que ignorando modinhas francesas chegaríamos a conclusões bem diferentes.

    Daqui se pode depreender a minha opinião. Eu não duvido que exista amor maternal imediato, logo depois do nascimento da criança e mesmo durante a gestação. É um mecanismo de sobrevivência elementar partilhado pelos mamíferos em geral. Tomar conta da filiação de forma a que esta sobreviva e os genes parentais sejam preservados. Mas Badinter parece ignorar que nós, humanos, não somos nenhuma criatura especial. Somos mamíferos como os outros, temos as mesmas hormonas, temos os mesmos órgãos e a nossa evolução fetal é igual, somos seres metamerizados e simétricos e nenhum lobo frontal extremamente desenvolvido pode mudar isso. No prefácio a autora chega ao ponto de afirmar "eu sei que existe ocitocina e prolactina mas eu vou ignorá-las bué porque nós somos tipo pessoas especiais, tás a ver?". NÃO. A ocitocina e a prolactina INFLUENCIAM o instinto maternal. Um animal sem instinto maternal é considerado PATOLÓGICO. Assim, este ensaio não tem qualquer tipo de base científica que possa dar azo a um debate. É falacioso porque se baseia numa pre-concepção feminista da autora e numa análise histórica muito incompleta em vez de se basear em dados quantitativos e mensuráveis. Assim, para se fazer este debate desde o início, sugiro o seguinte estudo de comportamento animal (que se poderá transpor para o comportamento humano)

    1. Vamos tirar ocitocina e prolactina a uma variedade de bichos! Sugiro cães, ratos, vacas e primatas. Não o podemos fazer em humanos porque os humanos têm pré-concepções culturais (até agora desconhecidas nos bichos)
    2. Ah espera, sem ocitocina e prolactina não há gestação nem lactação. :< Por isso.... Vamos administrar substitutos sintéticos!
    3. Momento do parto! O animal tem comportamento maternal? Se não significa que o comportamento depende das hormonas. Se sim, temos um novo mistério!

    Simples, rápido, eficiente e acho que não é assim tão caro. Vou ver se o meu prof me deixa fazer isto (ou se já existe, o que é provável)

    Foi uma leitura que tendo o seu interesse me deixou raivosa pela falta de objectividade. Mas aprendi que Freud era um machista incompetente. Ah, e o livro tem montanhas, catadupas!, de erros de tipografia.

    Fica a questão interessante: "Porque é que o meu pai me deu este livro para ler?"
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