• Dias da Meia-Noite

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    Dias da Meia-Noite
    Neil Gaiman
    1999
    Banda Desenhada

    Este foi um dos livros de BD que comprei na última Comic Con. Ultimamente sempre que vejo o nome de Neil Gaiman tenho vontade de trazer o livro para casa, mas depois deste livro acho que a minha histeria interna passou.

    Uma luxuosa edição de capa dura que reúne uma antologia de argumentos para a DC, realizados por Neil Gaiman nos primórdios da sua carreira, comentados pelo autor. Temos cinco histórias, que fazem uma mistura dos vários universos Gaimanescos e da DC, recriando um ambiente tanto onírico como muito misterioso. Infelizmente, é um livro que pode ser de difícil acesso para aqueles que não conhecem profundamente as outras obras do autor e as obras da DC referenciadas, como é o meu caso.

    As duas primeiras histórias são sobre a "Criatura do Pântano" (Swam Thing), numa perspectiva um pouco diferente que poderá mesmo relacioná-la com Poison Ivy, a famosa vilã de Batman. Depois, temos uma narrativa muito interessante chamada "Abraço", em que Constantine encontra um estranho caso. Esta história é bastante bela pela sua conclusão, triste e melancólica, para a qual contribui o grafismo utilizado. Depois, temos um conto bastante longo que foi feito em conjunto com outro autor (o do "Sandman" original, com a máscara de gás), que acaba por ser um pouco rebuscado para quem não conhece esta personagem. Apesar disso, tem uma arte muito interessante, bastante fluída e difusa, com utilização de materiais pouco usuais. Finalmente, temos um pequenino blooper de uma revista POPS.

    Isto é, este livro acaba por ser mais interessante para aqueles que já conhecem a obra do autor em maior profundidade. Para mim, que apenas me inicio nestas andanças, acabou por ser uma leitura estranha e um pouco desapontante.

  • A Única Palavra

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    A Única Palavra
    Sarah Adamapoulos
    2017
    Poesia

    Como alguns (poucos) de vós saberão, tenho uma amorosa vizinha que tem a minha profissão de sonho: é escritora. A propósito de ter ido a casa dela por uma outra ocasião, ela presenteou-me com a sua mais recente edição. Trata-se de um poema em onze partes que forma, em si, todo um livro.

    Se à primeira vista podemos pensar que um poema não passa de um poema, que um poema não passa de um reflexo de um sentimento colocado sob um conjunto de palavras em cadência, "A Única Palavra" vem a revelar-se um pouco mais que isso. Isto porque, apesar de - realmente - ser uma sucessão de sentimentos, opiniões e fragmentos de imagens, é um texto passível de uma análise bastante mais detalhada e diversas leituras.

    Isto é, é um poema que não tem um significado linear e necessita da avaliação das suas várias camadas para uma compreensão total e emocional. Fiquei surpreendida e arrebatada pela violência deste livro e estou ansiosa por o poder ler de uma outra perspectiva mais oral, de forma a compreendê-lo um pouco melhor.

    Por isso, Sarah, obrigada pela oferta! <3

  • Cloud Atlas

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    Cloud Atlas
    David Mitchell
    2004
    Romance


    Fui comprar um livro ao BookDepository para dar como prenda de Natal e vi este com uma super-promoção. Ora, como eu tinha gostado bastante do filme e ainda me lembro muito bem dele, decidi que ler o livro até seria uma boa ideia. Não. Não foi.

    O livro está estruturado de uma forma muito linear, do passado para o futuro remoto e depois daí para trás, passando pelas conclusões das mesmas histórias que tinham iniciado o livro. O problema aqué que o autor, perdido na embriaguez da sua própria ambição, não tem a capacidade de - em seis ou sete histórias - nos contar algo de interessante.

    Em cada época temos a linguagem apropriada, sendo que para as do futuro o autor inventou um sotaque próprio. Temos também algumas dicas visuais que nos ajudam a situar na realidade presente, sendo que o autor também consegue inventar algo plausível para o futuro. O problema dele não é a forma, mas o conteúdo. Cada uma das histórias, sendo que estão todas ligadas umas às outras, simplesmente não interessa. Não são narrativas originais ou concretas que realmente tornem esta leitura em mais do que uma sucessão de eventos que em nada de palpável se concluem.

    Neste caso, penso que temos um livro que se esforça muito por quebrar alguma barreira (estabelecida por sei lá quem) e que de certa forma o consegue em termos estruturais. Mas para quê?
  • Mob Psycho 100

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    Mob Psycho 100
    Tachikawa Yuzuru - Bones
    Anime - 12 Episódios
    2016
    6 em 10

    Mais um anime sugerido no clube para ver durante a pausa e que, por obra e graça de alguém, eu ainda não tinha visto! =D

    Este anime é sobre Mob, um rapazito que poderia viver uma vida normal não fosse o facto de ter poderes psíquicos. Desde há uns anos que ele recebe o apoio de um exorcista bastante experiente que o está a ensinar a controlar os seus poderes e o leva a praticá-los em actividades educativas. O pior é quando, enquanto tenta viver uma vida de adolescente normal, Mob se vê atacado em todas as frentes por seres cada vez mais poderosos. Será que quando os seus poderes chegarem aos 100% ele conseguirá resolver os problemas?

    Pois bem, vendo esta sinopse, até parece uma série bastante divertida. E a ideia é bastante divertida, assim como os vários elementos curiosos que estão presentes na série. Mas este anime não foi feito para pessoas impressionáveis como eu: acaba por se tornar simplesmente excessivo. E quando digo isto, não estou a dizer que o anime se torna altamente violento: não, não é um anime de todo violento. Mas o exagero dos pontos cómicos, o exagero do diálogo de acção, o exagero do design, tudo isso chateia-me, aborrece-me e irrita-me. Pois é: sou uma pessoa impressionável em termos de coisas irritantes.

    Esta série tinha tudo para funcionar na perfeição. Mas os seus autores preferiram dar-lhe um toque de acção exagerada, com uma paleta de cores absurda, designs estonteantes que fazem ranger os dentes e uma série de piadas de foro escatológico que conseguem estar sempre presentes nas piores ocasiões. Admitamos que a animação é boa, apenas não foi concretizada de forma a ser menos que uma dor de cabeça.

    Salva-se a música da OP, muito agitada e reveladora de como o anime se vai tornar.

    No entanto, admito que seja a série ideal para algumas pessoas. Apenas não eu.

  • Star Wars - Episode I: The Phantom Menace

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    Star Wars - Episode I: The Phantom Menace
    George Lucas
    1999
    Filme
    3 em 10

    Aghora que já vi quase todos os filmes de Star Wars, pareceu-nos necessário começar a ver a série de prequelas feitas no início do milénio. Foi com grande horror que assisti a um dos piores filmes de sempre e, provavelmente, ao pior da saga. Como este filme existe é algo que me ultrapassa.

    Vamos conhecer os primeiros dramas, entre uma tal federação e um mundo político dominado pelas crenças Jedi, que estão muito bem organizadas. Tentando salvar a rainha Padme, cujo planeta estaria a ser invadido por razões que não chegam bem a ser esclarecidas, dois Jedi acabam por se encontrar num planeta desértico em busca de peças para a sua avioneta. Lá conhecem um miúdo que bem merecia levar umas nalgadas e que se chama Anakin Skywalker.

    Mas o pior disto tudo é que todos os momentos, todos, sem excepção, em todas as ocasiões, desde as cómicas, às mais sérias, passando por cenas que são simplesmente circular de um lado para o outr... Isto é, em todas as ocasiões há um bicho horroroso, mal feito e irritante que interrompe. O seu nome ficará para os anais da história como o comic-relief mais exasperante da história do cinema: Jar Jar Brinks.

    Fora isso o filme é mau. Os efeitos especiais são contemporâneos de uma playstation e todos eles se assemelham de forma que não pode ser uma coincidência de jogos da referida consola. Desde as plataformas até às corridas de "carros", temos aqui uma grande homenagem aos jogos que fizeram as delícias da criançada da época. Excepto que nos jogos propriamente ditos os efeitos, animação, som e tudo o resto são melhores.

    Até as lutas, muito emocionantes, estão coreografadas de tal forma que nos parece que estes Jedi estão a ter lutas de sabre-de-luz contra o saco do pão pendurado no gradeamento da casa da avó.

    A única coisa moderadamente boa é a banda sonora. Mas podíamos ter Mozart feito homem outra vez a dirigir uma orquestra com esta banda sonora que nada salvaria o filme.

    Portanto, queimem-no. Mandem-no para o espaço. Qualquer coisa para salvar os inocentes que ainda não o viram. Porque, no meu caso, já não pode ser desvisto.
  • Natsume no Yuujinchou Go + Roku

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    Natsume no Yuujinchou Go + Roku
    Omori Takahiro - Shuka
    Anime - 11 + 11 Episódios + 2 Specials
    2017
    6 em 10
    Este anime, a sexta season, foi sugerida no meu clube para ver durante a pausa de ano novo que sempre fazem. Foi algo que grande alegria me causou, pois é cada vez mais raro ter sugestões de coisas que ainda não vi. Digamos que Natsume Yuujinchou foi o tipo de série que apreciei na sua época mas que, à medida que as seasons se foram prolongado, acabou por se perder na minha memória. De certa forma foi agradável ver estas duas seasons, mas vejamos o que se pensa:

    Desta vez, o anime xplora um pouco melhor as relações entre Natsume e os seus amigos, sejam eles Yokai, pessoas ou exorcistas. Vemos um pouco dos três mundos sob a perspectiva deste rapaz que, surpreendentemente, se revela cada vez mais adaptado à realidade onde está, chegando ao ponto de procurar e enfrentar yokais grandes e talvez perigosos sozinho, sem ajuda do seu companheiro de sempre (Nyanko-sensei). Tudo isto funciona num progredir de desenvolvimento pessoal que é sempre agradável de ver, mas que acaba por não ter um zénite nem término. Portanto, são mais duas sesasons que servirão como uma transição e que apresentam um novo mistério: quem é o pai de Natsume?

    A arte é suave e agradável embora não exista grande detalhe a nível de caras e expressões. Os movimentos também estão bastante simplificados, sendo que não existem acções demasiado movimentadas. No entanto, é uma arte consistente em tudo o que tem de básico.

    Muita gente afirma que uma das melhores partes destes animes é a música, mas a mim não me impressionou.

    Talvez venha a ver o nana e o hachi, talvez... ;)
  • Shoukoku no Altair

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    Shoukoku no Altair
    Furuhashi Kazuhiro - MAPPA
    Anime - 24 Episódios
    2017
    5 em 10

    Bem, isto que se meteu o ano novo e coise e tenho estado muito irresponsável, quer aqui no blog quer na própria página de facebook do cosplay! Mas vamos ver se me consigo redimir durante o que resta do dia de hoje. ;)

    Começamos o ano civil com a finalização de um anime de seasons passadas, que se prolongou até Dezembro do passado ano. Trata-se de um anime com um enredo político num universo fantástico.

    Um príncipe é confrontado por diversas tramas e traições a nível da sua corte e de outras pessoas que têm mais ou menos relação com esta. Esta corte está estabelecida num país misterioso, de desertos e grandes orientalidades. E, enfim, é isto. Os detalhes politizantes não têm reflexo na nossa realidade, o que os torna mais ou menos irrelevantes, e os personagens são tão pouco cativantes que a verdade é que rapidamente perdemos o interesse sobre o que quer que lhes venha a acontecer. Mais para a frente aparecem uns laivos de sensualidade (talvez a tentar salvar o anime?) mas nada resulta.

    A animação também é um pouco infeliz, na medida em que as cenas de mais acção e melhor orçamento são desperdiçadas numa sucessão de episódios de CG mal cuidado e excusado. A única coisa que realmente funciona aqui são os designs das personagens, muito originais embora, temos de admitir, muito pouco práticos dentro do contexto.

    A música não tem detalhes a apontar.

    Tinha-me posto a ver este anime simplesmente porque gosto da palavra (ou nome) "Altair". Mas quer parecer que devia ter ficado quieta.

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