Legend of the Galactic Heroes Gaiden
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Legend of the Galactic Heroes Gaiden
Ishiguro Nobuo - Artland
Anime - 28 Episódios + 24 Episódios
1998
7 em 10
Do universo de Legend of the Galactic Heroes, uma série que amo de paixão, retirei este Gaiden, um conjunto de OVAs divididos em nove arcos que nos apresentam algumas histórias que servem como prequela aos acontecimentos que ocorrem na série propriamente dita.
Estes Gaiden acabam por se tornar especialmente interessantes apenas para aqueles que já sã fãs da série. Isto porque o desenvolvimento dado aos personagens só se torna realmente relevante a partir do momento em que os conhecemos enquanto pessoas já previamente apresentadas e, consequentemente, desenvolvidas. O Gaiden dá-nos a oportunidade de acrescentar detalhes ao plano geral que já tínhamos dos nossos queridos Reinhard, Kircheis e Wang Wenli, mas não nos permite conhecê-los.
De resto, temos uma arte absolutamente exemplar, com designs extraordinários de maquinaria e belíssimos cenários, coisa a que a série em si já nos tinha habituado. Neste caso, como o ano de produção é um pouco mais avançado no tempo, temos uma melhor qualidade de imagem e cores, mas as diferenças são irrelevantes.
Note-se também uma banda sonora brilhante, plena de clássicos que todos amamaos, sempre utilizados nas melhores ocasiões.
Uma série imperdível para os que são fãs de LotGH!
By : ladyxzeus
Jean-Charles, Amor de Calções
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Jean-Charles, Amor de Calções
Onésimo Teutónio de Almeida
2012
Conto
Nunca tinha lido nada deste autor, considerado um erudito no campo do estudo da literatura portuguesa, mas devo dizer que não fiquei nada satisfeita com este conto.
Um estudante troca e-mails com o seu orientador de tese, um tal Alberto, tentando convencê-lo a escrever um conto ou um romance ou o que seja sobre as aventuras de Miguel, misteriosa personagem, filho de Alberto, sempre com uma resposta na ponta da língua.
Aqui, o principal problema é que não sabemos a idade de Miguel. As suas respostas são muito sofisticadas para uma criança (embora possamos argumentar que não se trata de uma criança normal), mas são demasiado infantis para um jovem adulto.
Assim, mesmo que isto seja um relato real de um filho do autor, o realismo cai de borco e o interesse pelas histórias de Miguel desaparece progressivamente. A parte do conto que achei mais interessante foi, na verdade, a discussão académica propriamente dita.
Mas não descarto a possibilidade de ler outras coisas deste autor.
By : ladyxzeus
Insónia
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Insónia
Stephen King
1994
Romance
Foi a minha segunda experiência com Stephen King. Apenas não estava à espera de encontrar uma brutalidade de 600 páginas de leitura, razão pela qual demorei um pouco mais de tempo a terminar este livro do que o que demoro habitualmente. Apesar disto, é um livro muito simples e directo ao assunto, fácil de ler e um pouco viciante.
Ralph Roberts é um velhote, recentemente viúvo, que sofre de insónias. Cada dia que passa, ele acorda cada vez mais cedo, até não dormir de todo. Quando isto acontece, algo estranho ocorre: ele começa a ver as auras das pessoas, dos animais, das plantas, dos objectos... E a partir daí vai meter-se numa grande aventura entre o acaso e o desígnio, com ajuda da sua amiga Lois, em que terá de enfrentar forças muito mais poderosas do que alguma vez imaginou.
O livro é interessante sobretudo pela descrição das auras, muito coloridas e luminosas, e pela tentativa de decifrar o que as coisas significam. No entanto, não está muito claro no respeitante aos fenómenos sobrenaturais e às suas explicações, pois quem as dá também não tem conhecimento sobre o quadro geral e total. Existem algumas situações violentas, mas no geral é um livro simples com alguns momentos de acção pontuando toda a narrativa.
Começo a perceber um padrão em Stephen King que é muito interessante: ele faz uma tentativa de abordar algum assunto fracturante da época em que se encontra. No caso, enfrentou o tema do aborto, embora o debate tenha ficado pelo caminho.
Fiquei com vontade de ler mais livros deste autor, sobretudo os mais famosos!
By : ladyxzeus
AmadoraBD 2017
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Estava com muita vontade de comprar alguns volumes do grande vencedor dos Prémios Nacionais de BD, a Chilli com Carne, mas estavam com preços muito pouco atractivos, o que me deixou de pé atrás. Na Polvo também havia alguns títulos que me interessavam, mas a minha contenção de custos não me permitiu o investimento... Apesar de isto ser um festival, ou feira, ou como chamem, achei que os valores editoriais dos trabalhos disponíveis não eram nada acessíveis...
Indo para o andar de baixo, o chamado Menos Um, encontrámos algumas exposições deedicadas ao universo do autor norte-americano, os comics, e também algumas exposições dedicadas ao livro infantil e a autores premiados anteriormente. Nesta secção, o Mário da Kingpin estava a fazer uma visita guiada, da qual assistimos um pouco, e que estava a ser muito interessante.
Vimos também os participantes e vencedores dos Prémios AmadoraBD para amadores, que tinham trabalhos tanto estranhos como interessantes. Pessoalmente, gosto imenso de ver os trabalhos dos amadores e o que eles têm para nos dizer.
AmadoraBD 2017
Evento
Após grandes inquirimentos sobre o porquê de não haver, por mais um ano, cosplay no AmadoraBD, desistimos de perguntar e fomos lá na mesma. A nossa querida vizinha havia-nos oferecido alguns bilhetes, pelo que fui juntamente com alguns amigos, dos quais depois me perdi (mas não faz mal) :)
Este ano o tema era "reportagem". Isto é, como é que a banda desenhada pode ser utilizada como instrumento de reportagem, quer oficial - em jornais e revistas - quer de forma mais pessoal, através do relato das experiências dos próprios autores. Na exposição principal pudemos ver alguns destes exemplos, desde a época mais antiga até à actualidade. Fizeram uma coisa engraçada: em algumas paredes havia tiras que se podiam virar e, do outro lado, estava a notícia às quais eram relativas. No entanto, a organização temática poderia ter sido feita de outra forma. Talvez a ordem cronológica tivesse funcionado melhor neste contexto.
Gostei muito de ver estes blocos de notas, pois o autor tem um blog que sigo: O Desenhador do Quotidiano :)
Depois seguimos para a segunda parte da exposição, dedicada a alguns autores internacionais e nacionais que tiveram algum tipo de relação com o tema proposto, o da reportagem. Admirou-me, no entanto, ver um painel dedicado em exclusivo ao desenhador das mascotes das festas de Lisboa, com uma série de merchandise desenhado por este, já que o seu trabalho enquanto desenhador de BD empalidece perante o seu trabalho no relativo à publicidade e, assim, não entendi o que fazia ele no meio da reportagem e da caricatura.
Os miúdos aos gritos: São mamilos!
Para além disso, a organização deste espaço era extremamente confusa, com um jogo de espelhos muito estranho que nos impedia de saber para onde estávamos a ir. Noutra nota, esta exposição não era exactamente familiar, existindo muitos elementos que não eram de todo apropriados às camadas mais jovens disfarçados no meio da diversão.
Seguimos para as lojas onde comprei:
- Pétalas, de Gustavo Borges
- Como Falar com Raparigas em Festas, Fábio Moon e Gabriel Bá, a partir de Neil Gaiman
Estava com muita vontade de comprar alguns volumes do grande vencedor dos Prémios Nacionais de BD, a Chilli com Carne, mas estavam com preços muito pouco atractivos, o que me deixou de pé atrás. Na Polvo também havia alguns títulos que me interessavam, mas a minha contenção de custos não me permitiu o investimento... Apesar de isto ser um festival, ou feira, ou como chamem, achei que os valores editoriais dos trabalhos disponíveis não eram nada acessíveis...
Indo para o andar de baixo, o chamado Menos Um, encontrámos algumas exposições deedicadas ao universo do autor norte-americano, os comics, e também algumas exposições dedicadas ao livro infantil e a autores premiados anteriormente. Nesta secção, o Mário da Kingpin estava a fazer uma visita guiada, da qual assistimos um pouco, e que estava a ser muito interessante.
Vimos também os participantes e vencedores dos Prémios AmadoraBD para amadores, que tinham trabalhos tanto estranhos como interessantes. Pessoalmente, gosto imenso de ver os trabalhos dos amadores e o que eles têm para nos dizer.
Ri totais com este Pseudónimo
Entretanto comprei umas pipocas. Acho que foi a primeira vez que comprei um snack no AmadoraBD! Quando chegámos tinha comido dois deliciosos croquetes num dos cafés estranhos à porta, mas lá dentro foi novidade!
Vi também a banca de artistas e merchandising própria do evento e fiquei tentada em comprar um bloquinho, mas depois desisti.
Voltámos para casa e comemos muita pizza.
Um dia feliz. :)
VIVA!
By : ladyxzeus
Kaze no Shoujo Emily
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Kaze no Shoujo Emily
Kosaka Harume - TMS Entertainment
Anime - 26 Episódios
2007
6 em 10
Para variar um pouco, um World Master Theatre bastante recente, da década passada.
Emily é uma menina que vive com o seu pai. Aquando falecimento deste, muda-se para casa de uma tia afastada, a casa da Lua Nova, onde terá de se adaptar à sua nova vida, a novos amigos e à presença sempre constante das memórias do seu pai.
Apesar de ser um anime bastante simples em termos narrativos, sem muitas coisas que o distingam de outros animes do mesmo género, este torna-se uma experiência agradável devido à caracterização e crescimento dos personagens, que realmente ficam mais velhos e diferentes à medida que o anime decorre. Emily é uma rapariga simpática que gosta de escrever, coisa com que me identifico muito, sendo que esse acaba por se tornar um dos focos principais do seu desenvolvimento. Além disso, este anime torna-se um pouco diferente porque, por uma rara vez, a criança em causa não sobfre todas as passinhas do Algarve para que o anime chegue a um final consequente.
A animação não é de todo extraordinária, sendo que temos muito poucas cenas em que realmente existam movimentos que exijam técnica e rapidez. Os designs são interessantes, embora um pouco repetitivos e limitativos, acontecendo algo semelhante nos cenários que, muitas vezes, têm um tratamento digital pouco adequado ao contexto.
A banda sonora é maravilhosa, sobretudo a da dobragem italiana. As músicas são apaixonantes, clássicas, remetendo-nos para uma Inglaterra tão rica como rural.
É um bom anime, embora não seja o melhor exemplo do género.
By : ladyxzeus
Laputa
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Laputa - Castle in the Sky
Hayao Miyazaki - Studio Ghibli
Anime - Filme
1986
7 em 10
Este era o único filme da Ghibli que me faltava ver. :) Portanto, mais um grande achievement na minha vida animesca!
Tudo começa quando uma máquina aérea, de transporte de passageiros, é atacada por piratas. Uma rapariga consegue fugir com uma pedra preciosa, que lhe dá a capacidade de flutuar. Será revelado que essa pedra contém o segredo sobre como chegar a Laputa, a ilha no céu, inspirada nas viagens de Gulliver, onde uma civilização antiga e poderosa contém uma tecnologia invejável por vários membros da sociedade.
Este filme tem muito de extraordinário. Para começar, foi o primeiro filme inteiramente produzido pelo Studio Ghibli, com um valor de produção invejável para a época. As cenas de animação estão essencialmente perfeitas para a tecnologia que existia na altura, sendo que também existe um cuidado especial com os cenários e, sobretudo, com a maquinaria de inspiração steampunk que povoa todo o filme. Neste campo, achei apenas um defeito que foi o que me impediu de dar uma nota exemplar: as nuvens. Para um filme passado no céu, não temos imagens aéreas especialmente originais, sendo que a utilização de luz nas nuvens pode ficar um pouco aborrecida. Existem também algumas cenas em que a paleta de cores muito reduzida não contribui para a experiência, nomeadamente a cena na prisão que tinha cores demasiado quentes e sobrepostas umas nas outras.
Os personagens são encantadores, fortes e sofrem uma caracterização e desenvolvimento muito discretos mas, ainda assim, perfeitamente conjugados com as experiências que ocorrem durante a narrativa. Gostei tanto dos personagens que, deixem-me anunciar!, fiquei com vontade de fazer cosplay da Sheeta. Aliás, fiquei ainda com mais vontade de fazer da velhota, mas ainda não tenho rugas suficientes, hahaha. ;) Infelizmente, os designs dos personagens não acompanham a sua complexidade. Houvesse um maior cuidado no seu desenho e talvez nos conseguissem transmitir um pouco mais além da simplicidade inerente a todos os personagens de Miyazaki.
O conceito da ilha flutuante é concretizado da melhor maneira. A partir do momento em que entramos em Laputa, um novo mundo se nos revela. O detalhe dado a estas cenas é absolutamente fascinantes e, por esta última secção, vale a pena ver o filme. Existe também um discreto conceito ambientalista, caracterizado pelo robot jardineiro, o que demonstra a tendência bastante precoce do autor em abordar este tema.
Musicalmente, temos um tema recorrente mas que é interpretado de uma série de maneiras que po tornam sempre único. Os efeitos sonoros também estão muito adequados.
Um filme inspirador e a prova de um excelente começo para um estúdio que todos amamos!
By : ladyxzeus
Confessions of a Mask
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Confessions of a Mask
Yukio Mishima
1949
Romance
Yukio Mishima é um dos meus autores modernos preferidos e nunca recuso a leitura de um livro dele. Quando no meu novo grupo de leitura apareceu esta sugestão, pedi imediatamente que me indicassem uma boa tradução para inglês, já que não teria possibilidade de o encontrar na nossa língua. Foi uma leitura que teve tanto de fascinante como de belo.
Kochan, o narrador, usa máscaras. E agora, culpado, se confessa. Que máscaras usa? A máscara da neutralidade, a máscara da indiferença. Uma máscara de normalidade. Uma máscara na sua sexualidade. Mas o narrador vive uma sucessão de sentimentos e emoções que nem ele próprio consegue compreender. Terá, no entanto, de se confinar a estar escondido. Afinal, ele tem horror da sua própria ideia.
Este livro explora o tema da criança enquanto ser inflamável, altamente sexual e muito tétrico e da forma como essa infância incompleta, perturbada e difícil de compreender influenciam a criação de um adulto que, disfarçado de membro perfeito da sociedade, enfrenta dentro de si uma série de demónios de índole sensual e mórbida. O mais curioso disto tudo é que o próprio narrador não consegue distinguir em si o que está certo e errado, não consegue compreender porque razão é que as suas preferências devem ser escondidas, ao mesmo tempo que as reprime de uma forma absolutamente hermética, coisa que não deixa de lhe causar um constante sofrimento e incapacidade de adaptação.
A escrita é poética e muito sensual, com descrições de elementos que muito adicionam a um sentimento de pânico com um toque de melancolia.
Foi uma leitura maravilhosa que recomendo vivamente!
By : ladyxzeus






