• Uchouten Kazoku

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    Uchouten Kazoku
    Yoshihara Masayuki - Bandai Visual
    Anime - 13 Episódios
    2013
    6 em 10

    Muita gente considerou este anime como único e especial. A mim... Não me cativou.

    É um anime sobre uma família de tanukis (acho que é um guaxinim) e as suas relações com outras criaturas misteriosas que vivem em Kyoto. Existe uma história que se arqueia sobre estas interacções, que é quase uma coisa sobre a máfia, mas sobrenatural. É uma história simples, leve, com a sua graça, mas poderia ser mais interessante se fosse apoiada pelo personagem principal. Está tudo bem com os outros personagens, têm a sua personalidade. Mas o principal é simplesmente execrável, começando logo pelas roupinhas. Talvez tenha sido por ele que não consegui entrar a fundo dentro da série e não a apreciar devidamente.

    A arte é original, muito geométrica e com cores vivas. No entanto creio que o design dos tanukis (não dos outros animais) ficou demasiado infantilizado. No entanto o efeito, aliado ao efeito sonoro, é interessante.

    Falando no sonoro, se a OP pode ser considerada dentro do normal, achei a ED muito boa, sobretudo quando associada à imagenzinha bonita. Muito bonita.

    Enfim, um anime que se calhar eu deveria ter apreciado melhor, mas que não consegui.
  • Shingeki no Kyojin

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    Shingeki no Kyojin
    Araki Tetsurou - Production I.G.
    Anime - 25 Episódios
    2013
    6 em 10

    Aconteceu há muito tempo. Era Maio, Maio de 2013. Estávamos nos fórums, nos fórums de anime, Portugueses, estrangeiros. E diziam. Diziam coisas sobre este anime. Diziam "o melhor da season". "Não há nada assim tão bom hoje em dia". Agora... Agora estamos em Setembro. E o que digo eu? Que isso é mentira.

    Então vamos ver. Este anime tinha tudo, efectivamente, para ser o melhor da season. A história é simplesmente fascinante: o mundo foi invadido por titãs, criaturas enormes que se parecem com humanos. E que os comem. Por isso, a humanidade resguardou-se atrás de três muralhas. Seguimos o caminho de três personagens muito interessantes, Erin, Mikasa e Armin, na sua luta contra os titãs. Ora, isto ao início é extremamente interessante. Conseguimos ver as emoções dos personagens e sentir realmente alguma coisa com as suas atitudes.

    No entanto, alguma coisa muda a partir do momento em que o Eren (spoiler). A partir do momento em que o Eren (spoiler) entramos numa onda bastante diferente da inicial. Que é a onda dos discursos longos e épicos. A onda das explicações longas e épicas. A onda de pessoas a falar de assuntos que simplesmente não interessam porque poderiam ser abordados de uma forma completamente diferente: com menos conversa e mais demonstração. É sempre mais fácil ver do que ouvir, daí que as aulas de faculdade hoje em dia tenham vídeos demonstrativos. Mas isso não tem relação. O que tem relação é que este anime, que tinha as ideias no sítio, começou a tentar ser... Bem, eu não gosto desta palavra, apesar de já a ter usado vezes demais. Ser "épico". E talvez o visionante menos avisado acredite que isto é "épico". Para mim, que estou bem avisada, é apenas chato.

    Esta palavra que gosto de evitar está presente tanto na música como na animação. A música, caracterizo-a como "sou um shounen, olhem para mim! =D". A animação... Inconsistente. Tanto temos cenas que parecem saídas de uma visual novel, pessoas paradas só com as bocas a mexerem-se (ou a famosa perseguição interminável, em que descobrimos que o Maneuver Gear dá a capacidade de voar), como temos cenas fascinantes com excelente uso de perspectivas e lutas bem coreografadas e originais.

    E, assim, termina o anime que não foi o melhor da season. Mas não se preocupem que vai haver mais de certeza. Talvez nessa altura se possa candidatar outra vez ao lugar.
  • Danganronpa

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    Danganronpa: Kibou no Gakuen to Zetsubou no Koukousei - The Animation
    Kishi Seiji - Geneon Universal Entertainment
    Anime - 13 Episódios
    2013
    6 em 10

    Pois bem, de onde veio a minha decisão de ver este anime? Uma explicação simples: os fórums de cosplay estavam completamente doidos. "Este jogo vai ser a nova moda de cosplay!" "As convenções vão estar cheias disto!" Pois que não. Como veremos, são designs demasiado complicados para serem instantâneamente populares. Mas enfim, isto era um jogo e eu não jogo jogos. Não jogando jogos, foi com grande prazer que recebi a notícia do anime. Não esperava absolutamente nada disto, pelo que me apresentei a ele como tabula rasa.

    A minha primeira impressão adveio da arte. A arte é muito engraçada, apesar de a animação ser bastante fraca. Tem cores e texturas interessantes e o estilo permite que haja muitas mortes violentas sem que elas sejam agressivas para os olhos. No entanto, o que se passa com estes designs? Parece que pegaram em todos os estereótipos do anime de há dez anos atrás, lhes deram um estilo facial definido mas bizarro e os decoraram com cabelos impossíveis perante a gravidade. Ao início detestei, mas à medida que me ia envolvendo na história, pareceu-me que poderiam, talvez, fazer sentido na medida em que cada personagem é um "super duper qualquer coisa" e que os seus designs funcionariam como crítica, oferecendo o exagero e a impossibilidade desta história existir.

    A história é, como digo, impossível e ilógica. Quinze adolescentes estão fechados numa escola e têm de se matar uns aos outros. Assim, entramos num jogo de detectives em que o nosso cérebro entra em actividade sináptica para tentar, juntamente com os personagens sobejantes, descobrir quem matou quem e quem irá morrer a seguir. A solução final foi muito inteligente e surpreendente, apesar do "apocalipse" cair do céu e não ter continuidade.

    Música electrónica pouco variada, mas gostei da OP das pouquíssimas vezes que apareceu.

    Não é um anime que recomende fortemente, mas é divertido. E se quiserem muito fazer cosplay de uma coisa que toda a gente viu nos últimos tempos e tem designs difíceis... É o anime para vocês!
  • Genshiken Nidaime

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    Genshiken Nidaime
    Mizushima Tsutomu - Production I.G.
    Anime - 13 Episódios
    2013
    6 em 10

    Informação sobre as duas primeiras seasons pode ser encontrada aqui.

    Ora bem, a minha experiência com Genshiken é um pouco estranha. Não gostei da primeira season, gostei bastante da segunda season e agora encontro-me dividida com a terceira. Relembremos: isto é um anime sobre um grupo de faculdade dedicado a pesquisar sobre a cultura pop japonesa. Isto é, aquilo a que usualmente chamamos "otakus". Pois que nesta "segunda geração" temos uma variação diametral do que se passava nas duas anteriores: desta vez temos um grupo de fujoshis, ou "raparigas podres". O personagem principal, aquele sobre o qual o anime se foca mais, é Hato, um jovem que se veste de rapariga para poder apodrecer com os seus pares. 

    Ora bem, esta perspectiva tem uma faceta boa e outra menos boa. Por um lado, é refrescante esta visão adulta das fãs de anime e de BL, nas suas variantes, do cosplay ao mangaka. Por outro lado, a visão oferecida nem sempre corresponde à realidade e o exagero é pecador, vezes demais. Nomeadamente, todo o foco dado ao Hato poderia ter sido resumido e poderia ter havido uma estratégia em que as outras personagens fossem contempladas e conseguíssemos perceber um pouco as razões para a sua podridão. Se já percebemos isso com as personagens das seasons anteriores, as que apareceram aqui pela primeira vez ficaram pobres e mereciam um pouco mais de contexto. O "quase-amor" Hato x Madarame, pairing provável devido às circunstâncias, acabou por se tornar em atum, coisa que não é carne nem peixe, foi uma história muito pouco focada. No entanto, foi bastante bom ver a conclusão de Saki x Madarame.

    A arte está renovada, se bem que o aumento de seios não passou desapercebido. A modernidade atingiu este anime em cheio e está cheio de referências muito modernas. Por vezes pareceram-me demasiadas e demasiado evidentes. Parte do charme das seasons anteriores estava na fandom que eles seguiam, que era um anime inventado. Aqui temos fandoms que todos conhecemos perfeitamente, tão recentes que atingem mesmo os animes da season passada, o que facilita muito um anime que era (ou deveria ser) para um grupo restrito se identificar. Agora até o jovem de "eu vi Naruto mais cem animes" percebe perfeitamente o que se está a passar. Agora que leio o que escrevi, soa tremendamente elitista. Mas acho que é verdade.

    Detestei que tivesse havido uma mudança nas vozes. Como vi a segunda season recentemente, isto atingiu-me muito, parece que os personagens mudaram de personalidade. Em termos musicais, um pop muito leve ao longo de toda a série, apropriado e discreto.

    Ainda assim, é uma série para a qual eu gostaria de uma continuação, porque é muito divertido vê-la.
  • Servant X Service

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    Servant X Service
    Yamamoto Yasutaka - Aniplex
    Anime - 13 Episódios
    2013
    5 em 10

    Hoje vou falar um pouco de expectativas. A expectativa é aquilo que esperamos que vá acontecer se produzirmos um certo comportamento ou se o ambiente expuser um certo elemento. No caso do anime de cada season, é aquilo que esperamos de uma sinopse ou de um PV. Se eu visse PVs. Enfim, a expectativa é muito importante, porque traz com ela um nível de excitabilidade. Vai acontecer algo bom. Quando isso não acontece, a reacção é de frustração. Gritamos! Ganimos! Fazemos excesso de grooming! Bem, isto foi o que eu aprendi hoje à tarde. Mas mais ou menos aplica-se àquilo que eu sinto sobre este anime: não correspondeu às expectativas. Agora, será que a expectativa em relação a um anime é importante para a sua avaliação objectiva? Creio que a sua importância se deve ao facto de que se o anime não corresponde ao que esperamos dele, de uma forma negativa, não conseguimos suportá-lo e vamos acabar por lhe dar uma nota baixinha. No meu caso, queria que ela fosse ainda mais baixinha, mas não seria justo.

    Eu estava convencida que este seria um anime para pessoas crescidas, sobre actividades de pessoas crescidas, isto é, pessoas que trabalham numa repartição de finanças - ou algo do género - e fazem a sua vida de adultas. No entanto, este anime trata os adultos como se fossem crianças. Lembra aquelas séries para crianças atrasadas mentais que dão no Nickelodeon e no Disney Channel: adultos que fingem que são crianças que fingem que são adultos.

    Esta infantilidade traduz-se numa repetição infinita de gags que, por si só, não têm muita graça (relekmbrando sempre que a graça é subjectiva). Há um limite para as vezes que há um dilema com o nome comprido. Há um limite para o coelho cor de rosa. Há um limite para os mal-entendidos de desamores. tudo isto é muito repetitivo, muito aborrecido. Não tem conteúdo. E gostaria que pensássemos todos juntos... Ultimamente não vos parece que todas as comédias têm um "ota-cu" escondido que faz coisas geeks tããão engraças? Parece que de repente este estereótipo do fã de anime ganhou uma dimensão cómica. Mas é uma dimensão cómica estúpida, porque o presonagem é adimensional.

    Enfim, safa-se a arte. É muito colorida e alegre. Safa-se a OP e ED, cheias de bolhinhas. Safa-se, sobretudo, a animação da OP e ED, essas sim são curtas de animação engraçadas.

    De resto, um anime para esquecer muito rápido.
  • Rozen Maiden (2013)

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    Rozen Maiden (2013)
    Omata Shinichi - Studio Deen
    Anime - 13 Episódios
    2013
    6 em 10

    Olá, boa noite e feliz outono! Antes de começar, gostaria de informar que tenho passado o fim de semana num maravilhoso congresso de bem estar e comportamento animal (onde tive um poster exposto). Além disso, ontem foi o meu aniversário! Este ano não vai haver dar-embora, devido à pouca adesão do ano passado. No entanto, podem contar com sérias novidades para este espaço (algumas engraçadas, outras mesmo sérias e não tão boas, dependendo da perspectiva) que informarei assim que estiver tudo organizado.

    Agora, vamos passar para Rozen Maiden!

    Rozen Maiden foi um dos meus animes preferidos quando me estava a iniciar no universo do anime legendado e downloadado. Dei-lhe um nove em dez, o que seria impossível e estranho para os parâmetros de hoje em dia. Assim, foi com grande excitação que recebi a notícia de um novo anime desta série. Segundo os conhecedores do manga, que não li (mas que estive quase para comprar uma vez), poderia ser um remake - o que eu achava muito boa ideia - ou poderia ser uma animação da versão alternativa do manga. Seguiram a última opção. O resultado final é bastante interessante.

    Nesta história observamos a vida de um Jun paralelo: aquele que ao receber a boneca decidiu não lhe dar corda. Devido à acção nefasta da sétima boneca, Kirakishou, ele vê-se envolvido na guerrilha do Alice Game do outro universo, aquele do Jun que deu corda à boneca. Isto mantém toda a estética do Rozen Maiden original, mas tem um pouco mais de maturidade, uma perspectiva um pouco mais adulta.

    A estética mantém-se a nível de design, desenhos e sonoros. O som é mais uma vez patrocinado por Ali Project, a banda perfeita para um anime sobre bonecas de porcelana, se bem que por vezes tem momentos muito anticlimáticos. Estes também aparecem sempre que existe comédia, com desenhos simplificados. 

    A animação não tem nada que a distinga, se bem que as perspectivas manietadas por CG dão um aspecto muito pobre ao cenário. No entanto, é interessante ver como a indústria evoluiu, sendo que há muito pouca diferença de anos entre um anime e o outro. As cores são intensas e gostei muito das texturas que por vezes eram aplicadas nas roupas das bonecas, em momentos de luz mais melancólica.

    As personagens mantém as suas características, cada boneca com a sua personalidade muito própria mas sem grande desenvolvimento. Ainda assim, Jun (adulto) recebe desenvolvimento pela sua interacção com as bonecas, com uma evolução discreta mas firme com a qual me identifiquei bastante. Os temas abordados por esta personagem também são muito actuais (amigos, emprego, a vida futura).

    De resto, a história pede uma segunda season, que com certeza teremos (se o senhor for grande e o Studio Deen o permitir). Gosto muito destas bonecas e até gostaria de fazer cosplay de Suiseseki (vide o meu Cosplay Portfolio). Assim, deixo-vos aqui uma coisa muito engraçada: a marca de roupa lolita Innocent World deu vida aos vestidos de Rozen Maiden! E podem comprá-los aqui por um preço exorbitante! =D
  • Free!

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    Free!
    Utsumi Hiroko - Kyoto Animation
    Anime - 12 Episódios
    2013
    7 em 10

    E agora sejamos objectivos para observarmos aquele que foi claramente o vencedor em termos de anime da season.

    Tudo começou com um PV (que eu não vi), que levou um Tumblr e outras redes sociais feministas ao desespero. TANTO GAJO BOM ISTO TEM DE SE TORNAR REALIDADE. E, não graças às feministas tonhós, isto estava na calha para ser realidade. Uma variação do estilo moe a que a KyoAni nos habituou, exploração de um género diferente que, aliado ao fatia-de-vida despreocupado, funcionou muito bem.

    Free é, antes de mais, um anime de desporto. Sobre natação. Quem me conhece sabe como eu gosto de anime de desporto. Motiva-me, faz-me sentir bem. Free contém todos os elementos típicos e outros que o distinguem dentro do género. A história é muito simples (somos uma equipa e vamos vencer), mas a sua nuance são os personagens. Apesar de cada um se inserir num estereótipo que encontramos tanto no anime de desporto como no anime fatia-de-vida, o desenvolvimento das suas relações traz uma variante: somos uma equipa e vamos unir-nos como equipa, fortalecendo as nossas amizades e estabelecendo laços. O resultado é engraçado, comovente, uma série de emoções que não consigo definir. Mas a verdade é que nos ligamos aos personagens como se eles fossem pessoas vivas e torcemos realmente por eles, apesar de sabermos que há outras equipas melhores e que ganhar não é o mais importante.

    A arte é exemplar. A animação tem uma fluidez apenas comparável à da água propriamente dita, com uso de perspectivas interessantíssimas para nos interessar por um desporto que prima pela sua simplicidade. É mais pela animação que lhe dou uma nota acima da minha média, porque é realmente um exemplo para qualquer anime.

    Em termos musicais, achei a OP despropositada, demasiado trágica para o teor da série. A ironia de ED ficou bem. E nas músicas do parênquima, adicionavam sentimento às cenas, calmante nos momentos trágicos, electrizante nas corridas.

    Um anime original que explora as fronteiras entre os géneros, com excelente animação. Não posso deixar de o recomendar.

    Nota: isto não tem nada de BoysLove. Fanservice é fanservice quando eles têm de estar despidos para poder nadar? Aproveito para deixar aqui a nota do meu post que explora um pouco os significados do género BL, para se informarem.
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