• Fairy Cube

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    Fairy Cube
    Kaori Yuki
    Manga - 18 Capítulos/3 Volumes
    2005
    6 em 10

    Digamos que eu adoro Kaori Yuki. Desenha mesmo bem, toda a gente é linda. Tem momentos de arquitectura e de fundos de cortar a respiração. Tem histórias complexas mas muito bem estruturadas. Fairy Cube é a obra dela que não tem absolutamente nada disto.

    Eu pensava que isto ia ser sobre fadas. Kaori Yuki cria, desta vez, um mundo fantástico onde também há fadas mas onde estas não são os elementos principais. O universo está bem concebido, mas muito pouco detalhado.

    As personagens são vulgares e as suas motivações infantis (salvar a minha paixão, really?) Não evoluem de forma nenhuma, excepto Tokage que apenas o faz depois de uma revelação sobre a sua vida que o faz mudar diametralmente de posição. As relações entre os personagens são confusas em alguns momentos e o design simplificado não ajuda, pois é fácil confundi-los uns com os outros.

    Em termos de arte toda a gente é bonita, isso é certo. Mas e os grandes fundos? Os vestidos detalhados? Os edifícios rocócó? Onde está isso tudo?

    Eu percebo, através das notas de margem por todo o manga, que tenha sido um stress fazer isto, a autora tinha acabado de ter um bebé e esses bichos dão trabalho. É justificável que não tenha saído algo tão bom, mas a verdade é essa: não é tão bom.

    No final temos um one-shot, Psycho-Knocker, que se mantém na mesma linha de Fairy Cube. No entanto a história, talvez por ser mais simples e negra, é mais interessante e divertida.
  • A Cidade das Luzes

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    Como alguns sabem, a minha mãe gosta de viajar entre o Natal e o Ano Novo. Às vezes leva-me, outras vezes leva a minha irmã, outras leva as duas, desta vez fomos as duas. E assim se passou a nossa viagem a Paris, possivelmente a minha cidade preferida a seguir a Lisboa. Como não me apetece estudar durante viagens destas, fiz um pequeno diário de viagem para partilhar convosco esta experiência encantadora. E também há fotos!

    Mas comecemos com algumas considerações gerais.

    Sobre a Cidade

    Toda Paris é linda. Os prédios estão cheios de detalhes e todas as ruas têm uma cor que me trás muita paz. É assim tudo acastanhado. Só o metro é que é do demónio. Não está concebido para cegos, cadeiras de rodas, carrinhos de bebés, aleijadinhos ou pessoas com asma, porque se constitui unica e exclusivamente de ESCADAS. E as estações são enormes, até encontrei uma banca de venda de fruta dentro de uma estação.

    Sobre as Pessoas

    Dizem que os Franceses são um bocado nariz empinado, mas não foi isso o que eu vi desta vez. Também só falei com empregados de restaurantes e com freaks de cães. Ora, considerando que os empregados de restaurantes eram todos Portugueses (se bem que alguns fingiam que não eram, mas acabavam por se descair) e os freaks são freaks, não sei bem o que pensar.Não sei dizer se as pessoas são bonitas, porque há demasiados tipos de pessoas em Paris. É uma cidade cosmopolita, verdadeiramente.

    Sobre a minha viagem

    Acho que nunca mais volto a viajar com a minha mãe. É um stress permanente.

    Diário de Viagem


    Dia 1

    Avião é às 7:00, por isso despertamos a hora inconveniente. Está uma lua cheia em frente da minha janela.
    Termino Psycho-Knocker, um one shot associado a Fairy Cube, a bordo do Amália Rodrigues,.
    Camas do hotel fofinhas, saudades.
    Almoço em Brasserie. Empregado finge que não é Português. Descai-se com um já aí vou. Peço-lhe três bicas.
    Jardim do Luxemburgo. Isto no Verão deve ser bonito, mas agora é uma visão um pouco desoladora. Não sei, podiam ter plantado umas quantas árvores de folha permanente.
    Durmo. Saudades. Acordada por minha mãe gritando que o hotel está cheio de brasileiros. wat.

    Dia 2

    Inicio o dia com a minha irmã no corredor do hotel, embrulhada numa toalha, gritando que vai fazer uma reclamação. Não sabe ligar a água quente.
    Não é que eu tenha a ambição de ser lolita, mas aproveitei para visitar as lojas. Nem no Japão aquelas meias valem 50€.
    Não podemos ver Dali nem Picasso. Um tem filas de quilómetros, o outro está fechado até ao Verão. Pelo menos já comprei o porco da praxe.
    Agora a minha irmã estuda. Recusa-se a ir ouvir o foux de fafa para o cantarmos amanhã em Versailles.
    Um poema:
      Tantas lojas giras
      E tudo tão caro.
      Esta chuva é gelada.

    Dia 3 - Versailles

    Isto na época devia ser completamente isolado do mundo. é um universo paralelo. Como não tinham televisão, entretinham-se a construir pavilhões. Para que queriam uma casa tão grande é um mistério. Não admira que o povo se passe e o pessoal acabe decapitado.
    Ao menos deve ser fixe para jogar às escondidas.
    Mas depois há o Trianon. É tudo tão bonito. Dá vontade de estar apaixonado. Até tem uma aldeia a fingir, para podermos brincar. Voltarei lá no Verão e vou fumar uma no meio das flores. Aí, serei uma princesa e também eu terei o meu Fersen.
    Por todo o lado, pegadas de Oscar. Podia vê-la a cavalo no jardim no bate-papo com André. Mas isso são coisas da minha cabeça, nos guias não confirmam a sua existência.

    Dia 4

    Campos Elísios: a Zara dos Campos Elísios tem coisas mais chiques.
    Apanhamos sol nas Tuilleries. Estão gaivotas numa fonte e estão loucas porque uma menina chinesa lhes está a atirar pão. Tenho pena de não andar na roda gigante.
    De tarde vamos ao Musée d'Orsay. Tem arte que eu gosto. Não percebo nada de arte, mas há coisas que me impressionam. Renoir, Monet, Van Gogh, mas o que me impressionou mais foi o de um que não sei. Era todo em tons pastel e tinha uma rapariga toda branca, na relva, com um cordeiro, a olhar para mim.
    Não vemos o museu todo porque a minha mãe faz uma birra dizendo que está exausta.
    Volto a comer um crepe pentagonal, mas este é de chocolate e castanhas. Para a próxima quero um hexágono.

    Dia 5

    O avião é só às 20:40, por isso vamos à Torre Eiffel. Ainda não foi desta que subi.
    A minha mãe queria acender uma vela em Notre Dame, mas a fila era demasiado grande. Não é desta que a minha irmã passa a geografia.
    Termino o segundo volume de 1Q84 no aeroporto.
    E neste avião um amigo é aeromoço. Estará no Silveirinho para o ano-novo. Será essa a luz depois da cidade das luzes!
    Feliz Ano Novo!

    Imediatamente a seguir fui para o Mundo do Tempo Perdido, onde vi montes de filmes. Todas as reviews correspondentes começarão a aparecer aqui depois desta linda música


  • Astérix e Obélix: Missão Cleópatra

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    Astérix e Obélix: Missão Cleópatra
    Alain Chabat
    Filme
    2002

     4 em 10

    Filme de véspera de Natal. Vou explicar: agora temos a Iris Zon, ou lá o que é, que dá para ver filmes do passado. Muito útil. Então estávamos a escolher que filme é que íamos ver e passámos por este. Ao que eu disse "não". Mas a minha irmã queria vê-lo, então inventou que os outros não funcionavam e acabámos assim.

    É muito mau. Eu adoro os livros do Asterix, porque estão cheios de pequenos detalhes cheios de graça. Mas esses detalhes não se transladam bem para o formato de filme. Nenhum dos actores canaliza propriamente a sua personagem e o resultado é uma amálgama de piadas sem graça nenhuma. Além disso o exagero cartoonístico não funciona mesmo nada bem.

    é um exagero de recursos, com grandes cenários feitos de esferovite e um guarda roupa plastificado muito colorido. Ora, Asterix - sendo colorido - é uma coisa de época. Assim, o realismo impresso nos livros (apesar de todas as suas improbabilidades) não passa para quem está a ver.

    A única coisa boa é que o filme não se leva a sério de maneira nenhuma. Todos sabem que estão a fazer um filme mau e não se esforçam minimamente. O resultado é leve e bastante engraçado em raros momentos.

    Enfim, só a minha irmã para gostar deste tipo de filme...


  • Summer Wars

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    Summer Wars
    Hosoda Mamoru - Madhouse Studios
    Anime - Filme
    2009
    9 em 10

    Este foi o filme que vimos no Enkai Anime Convention. Pensava que já tinha escrito sobre ele para os elitistas, mas afinal não. Um filme exemplar. Vi-o pela primeira vez no cinema (no S. Jorge, num festival que já não me lembro) e é uma grande experiência para ecrã grande.

    Falo do ecrã grande por causa da animação. É uma verdadeira viagem. Designs divertidos e coloridos e um universo virtual absolutamente amigável. O anime está povoado de cenas de animação brilhantes dentro deste mundo digital, com recurso a algum CG discreto que funciona muito bem. Os designs são muito interessantes e todo o universo está profusamente detalhado.

    Mas o que é realmente bom neste filme é a família. Daí ser um excelente filme para o Natal. É um filme sobre como viver em família e sobre a colaboração entre todos para algo maior, sobre a união e o amor. Tem momentos muito engraçados, mas sem tentar demasiado agradar ao público. Também demonstra que todos nós temos algo que podemos fazer e que todos somos essenciais. Os personagens têm todos algum tipo de desenvolvimento e o final não podia ser mais agradável.

    Um filme feito para trazer sorrisos.
  • Enkai Anime Convention

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    Enkai Anime Convention

    Acabadinha de chegar de Castelo Branco! Já livre do meu funky smell com uma boa banhoca e cheia de coisas para contar! Querem ouvir? Não? Vou falar delas à mesma!

    Tudo começou com o anúncio deste evento. E pensei... Porque não? Buga de chatear a Hota para vir e lá fomos nós. Viagem atribulada, passando por um verdadeiro purgatório de curvas e contracurvas no meio de uma floresta meio assombrada. Chegando, perdemo-nos em busca da Pousada da Juventude. Ninguém nas ruas. Conseguimos indicações de um taxista (Hospital! Escola! Centro de Saúde!) e lá nos instalámos. Aparentemente não estava mais ninguém na pousada. E obrigaram-me a fazer o Cartão Jovem, os malandros! Depois perdemo-nos ainda mais uma vez à procura de um restaurante para jantar, mas uma adorável senhora com dois adoráveis cãezinhos gordos levou-nos a um. E ainda nos mostrou o sítio onde dormem os passarinhos! Mas passemos à manhã seguinte! (Pequeno-almoço da Pousada limitado a um pão, duas fatias de queijo, uma manteiga, um copo de leite e um copo de sumo de laranja. Não que a Pousada seja desagradável, aliás, é bastante confortável e dormi muito bem, feito pedregulho cheio da musgo...)

    As Primeiras Impressões

    O evento foi feito no Cine-Teatro de Castelo Branco o que é sem dúvida um espaço fantástico. Tinha um auditório fabuloso com um palco cheio de fabuloso também, um bar, um bengaleiro que era loja, um sítio para fazer unhas com pokémons e no andar de cima uma loja, a Lobo Mau. Estranhei não haver mais lojas, mas depois explicaram-me que a Lobo Mau tinha pedido exclusividade, para maximizar os lucros. O meu phone-strap deste evento é uma Chi com um guizo. E também comprei um Dio Brandooo, devo confessar.

    Chegámos muito cedo, por isso cirandámos por ali, eu com um barrete de Pai Natal que tinha comprado num Chinois Castelo Branquense, a tirar algumas fotos e a conviver com os pessoais. Pessoais esses muito muito muito bacanos, diga-se de passagem.

    O evento não tinha um único momento morto, sempre com actividades no palco a todas as horas, excepto intervalo para almoço e jantar. Assistimos ao primeiro episódio e Sword Art Online (uma palestra de Fansubbing havia sido cancelada por motivo de doença do palestrante... Sugiro plano B para a próxima). Não posso dizer que tenha gostado muito de SAO assim à primeira vista, pareceu-me só mais um anime de fantasia. Mas agora que comecei vou ver até ao fim, não é? :)

    Para almoço eles tiveram uma ideia genial, que foi associar-se a uma pizzaria e fazer pizzas temáticas, que podiam ser encomendadas até às 11h00. Havia pizza de One Piece, pizza Alquimista e Poképizza. Disseram-nos que todas tinham carne, por isso encomendámos um especial só de queijos, mas depois vimos as definições das pizzas e a Alquimista era vegetariana... Estranha coisa de não haver garrafas de água, mas copos de água de garrafão a 50 cêntimos.

    De repente, estamos todos a enfardar, aparece um senhor a perguntar o que é que vai comer. A voz lembra-me alguém... E esse alguém é o Vegeta! João Loy, o dobrador de Dragon Ball, está ali com a gente a comer e a conversar! Bom, ainda há mais aventuras, doravante ele será conhecido por Vegeta.

    Cosplay

    Apesar de não estar muita gente, estavam alguns cosplayers e quase todos participaram no Concurso, que virou desfile. Todos se podiam inscrever até ao último minuto e por isso foi bastante concorrido. Viva! Viva! =D Apenas eu fiz skit, por isso só me vou comentar a mim própria. No entanto, tirei algumas fotos que vou partilhar agora! A Hota também tirou algumas que também vou por aqui (a minha máquina, preconceituosa como ela é, decidiu ter um peripaque a meio do primeiro dia) Alguém que queira a foto maiorizinha fáxabor avisar!




     Este fato ao pé é alguma coisa de profundamente fabuloso!






    A partir daqui são fotos da Hota, escolhi as que gostei mais. :)




     Todos nosotros!

    Hota e eu na nossa foto-foto da praxe

    Em termos de concurso, todos entraram em palco, fizeram poses ou algumas brincadeiras, sempre ao som de uma musiquinha gira. Eu fiz uma cena, que passo a demonstrar:



    Ora, o que raio é isto? Lembram-se de eu ter dito que um dia ia dançar o Gangnam Style com umas cuecas na cabeça? Este foi o dia! Era suposto servir como crítica: VOCÊS VEJAM A FIGURA DE PARVA QUE EU ESTOU A FAZER, PELO AMOR DA SANTA! A própria MEIKO está revoltada com a doideira do Narrador (adoro ser Narrador) Mas, ironia das ironias, não funcionou. Ganhei o Primeiro Lugar! Foi a votos do público, que tinham um papel para preencher a nossa letra (eu era o Cê). Bem, eu entendo. O público riu-se e divertiu-se. Eu sinceramente não me importo de ser palhacinha se o público gostar. :) Obrigada público, por terem gostado! =D (e um obrigada especial àquele que me atribuiu o ápodo de Mãe Natal Boa, hohoho)

    Falando em apalhaçamentos, olhem nós todos em modo doidão!


    De seguida ocorreu um workshop de Cosplay. Cobriu coisas bastante básicas, mas ainda assim úteis, nomeadamente o kit de sobrevivência de eventos, o kit de arranjos de cosplay e exemplos de alguns materiais que podem ser usados. Não concordo muito com a escolha de personagens para as várias "fases" de dificuldade de cosplay, achei que eram um bocado díspares. Nota para um pequeno erro: o cosplay não nasceu no Japão, mas sim nos states. Em 1939, por Forrest J. Ackerman, na Primeira Feira de Ficção Científica. O termo esse, sim, foi criado por um Japonês, Nov Takashi, em 1984, e publicitado em revistas de ficção científica. Aqui fica uma foto do primeiro cosplay de sempre:

    Parece que está vestido normalmente, não é? xD

    Conversa com João Loy Vegeta

    Fomos trocar de roupa no interlúdio em que estavam a passar novelas Japonesas, que à gente não nos gusta disso. Quando regressámos, estávamos mesmo a horas para conversar com o Vegeta! Foi engraçadíssimo e excelente! O João Loy é super simpático e bem humarado e contou-nos uma série de histórias sobre a dobragem da série e outras séries que ele fez. Por exemplo, quando apareceu o Vegeta disseram-lhe... "Ah, faz tu a voz que este deve ser daqueles que aparece um ou dois episódios e depois desaparece!" Também fiquei a saber que ele fez vozes em Todos os Cães Merecem o Céu, SOS Croc e Kangoo!

    Além disso, deu conselhos sábios para a juventude que estava na plateia. Por exemplo, eu perguntei o que uma pessoa deveria fazer para se tornar actor de dobragem. E ele disse: trabalho. Fazer um currículo e enviar para as produtoras. E é claro que alguém com mais experiência será sempre escolhido, a menos que tenhas uma cunha. Quando lhe perguntaram como melhorar a performance nas gravações para skits de cosplay a primeira coisa que ele disse foi arranjar um professor de voz. E outras coisas, como seguir a sua vocação e trabalhar muito para o conseguir.

    Gostei imenso desta conversa e depois ainda tivémos direito a autógrafos! Olhem o meu!


    E para verem como o senhor é fixe, aqui está um vídeo dele a fazer dobragem ao vivo e a cores!



    A Noite

    Após jantar uma omelete caríssima voltamos ao cine-teatro para ver um filme. Summer Wars! Puseram no evento do Facebook uma votação para o filme e todos eles eram verdadeira pornografia visual, incluindo dois do Shinkai Makoto, que adoro (votei num deles). Mas Summer Wars foi a opção perfeita, não me lembrava como o filme era divertido! E foi mesmo engraçado vê-lo com outras pessoas, apesar de atrás de nós estarem umas criaturas que nunca devem ter ido ao cinema, porque não se calavam. Escreverei uma review sobre ele em breve (aliás, acho que já escrevi uma em inglês, tenho de ver) Parte má foram as legendas, feitas por um tal Edilmundo e revistas por NADA. Estavam uma confusão, em PT-PT, PT-BR e Inglês tudo ao mesmo tempo.

    E depois.... ..... ..... AFTER PARTY!


    Era para ser num bar das Docas (Docas secas, dado que não há rio que se observe em Castelo Branco, nem mar, nem água sem ser a das fontes), onde na mostra do bilhete receberíamos um shot. Ora, não estava lá ninguém do Enkai quando chegámos por isso eu, Hota, Paula, Ana e Leandro (sim, essas pessoas famosaaaaas~~~) fomos a uma tasca que a Ana conhecia beber umas cenas às cores. O meu era o preto e era o mais agressivo, mostrarei foto quando elas puserem na net! vejam a foto!


    Um destes não é como os outros

    De volta ao bar, descobrimos que nos deram a boca. O shot sabia a gomas, não me deram o correspondente ao bilhete da Hota, não passaram a prometida música Japonesa e, feitas as contas, mudámos de bar. Não foi para um muito melhor... Mas eu digo, nunca nem nunca nem nunca mais na vida até eu morrer volto a esse bar que nos atraiçoou!

    Acabámos sentados numa escadinha do jardim na conversa, a fazer matemática e a experimentar a peruca Teal da Ana (não é azul! É teal!). Até contei ao Leandro, acompanhada de um copo de vinho, da primeira vez em que o conheci e ele gritou connosco por causa de uma pistola de cola-quente! Olhando para isto agora, fartámo-nos de rir.

    Aproveitei para conversar um bocadinho com o Vegeta sobre teatro, já que ele é actor antes de ser boneco. Agora já tenho mais uma história para contar: fui para os copos com o Vegeta!

    O Dia Seguinte e Adeus

    Sem Ressaca!

    Mais uma vez, chegámos demasiado cedo ao evento. Depois de nos informarmos chegámos à conclusão que não há muitas coisas turísticas em Castelo Branco (nem pessoas. Nem semáforos.), por isso fomos ao Enkai. Vimos Hyouka, que achei bonito mas que creio que me vai desinteressar com brevidade, como todo o slice-of-life. Ah, repare-se que o evento foi feito todo na ilegalidade, fansubs! Também vimos uma cena live-action, os Akibarangers, que me pareceu um desperdício de recursos que podiam ter sido usados para, sei lá, alimentar criancinhas, animais ou eu.

    Também vimos o concurso de AMVs, que deixou de ser concurso por falta de concorrentes. Um era de Dragon Ball e até transformou Dragon Ball numa coisa séria. O outro era de Hoturabi Mori E e estava realmente bonito, quase chorei.

    Depois de almoço (restaurante excelente que nos arranjou uma traessona de seitã com molho de maçã por 10€, com bebidas e café. É o Marinheiro de alguma coisa, recomendo) ainda tivémos tempo de assistir ao Quiz. Não nos inscrevemos porque achávamos que não íamos ter tempo, mas devíamos ter-nos inscrito e mudado o nome da nossa equipa para HERÓIS GALÁCTICOS. Ganhávamos aquilo com uma margem impossível, sabíamos tudo excepto Bleach, Naruto e One Piece. Como dava para escolher o anime da pergunta, conseguíamos fugir a estes três, que a gente não sabe. Nunca tinha assistido a um quiz e pareceu-me que as perguntas eram demasiado fáceis. Deviam fazer perguntas do tipo "Qual o nome completo de Maria Antonieta" ou "Originalmente, quem são Belldandy, Urd e Skuld" ou coisa assim difíceis, sei lá...

    Mas enfim, despedimo-nos com muita pena de ir embora. Porque foi realmente bom! A Hota ainda teve tempo de fazer umas pokéunhas e eu acabei de ler Fairy Cube (review em breve também)

    Obrigada a todos por um grande fim de semana! É a prova de que um evento não precisa de ser grande para uma pessoa se divertir! Espero que voltem a fazer o Enkai. Mas se calhar num sítio que não fique a duas horas e meia de distância, haha! Adorei conhecer tanta gente tão simpática e estar num evento sempre com coisas para fazer. Espero voltar a ver-vos a todos em breve! Photoshoot? :)


    (Ah sim, parabéns ao Rúben. Ninguém sabia quem ele era e agora toda a gente sabe, que lhe cantámos 24346112312576 vezes os parabéns durante o evento!)

    Edit: Esqueci-me de falar de uma coisa que aconteceu algures no primeiro dia, que foi uma demonstração de Body Combat! Ora aí está uma coisa original para se fazer num evento! Foi muito engraçado, porque estava um grupo de pessoas a fazer ginástica ao som de happycore , com um líder que estava todo contente a gritar "em cima, direita, um, quatro, dez!" Eu só me ria, porque estava a imaginar os ninjas a fazerem aquilo. No meio do grupo estava uma rapariga com um olhar absolutamente psicopata a dar murros no ar. Enfim, muito giro. Aliás, até fiquei com uma muito ligeira vontade de experimentar, mas só de olhar para eles a ginasticar já estava com faltas de ar...

    Edit 2: Com a excitação de ter ganho o primeiro prémio esqueci-me de dizer quem ganhou os outros! Sorry! Em Segundo Lugar ficou o Leandro, como Syaoran de Tsubasa Chronicles. Em Terceiro Lugar ficou a Paula com o seu portentoso fato de Gate 7! Parabéns!! :)
  • Gilgamesh

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    Gilgamesh
    Murata Masahiko - Group TAC
    Anime - 26 Episódios
    2003
    6 em 10

    Não, não é a banda. Não, não é o rei dos reis todo nu. Mas podia ser. Um anime interessante, sem dúvida.

    A premissa é boa. Num universo que não é bem pós-apocalíptico, certos jovens têm um poder telecinético (Dynamos) e procuram lutar contra um grupo de criaturas, com objectivo de solucionar o problema do céu. O céu está coberto por uma coisa cinzenta, um espelho. Mas eles não lutam por razões morais. Lutam porque lhes mandam. E aí se encontra o erro. Os personagens pouco desenvolvem e o seu desenvolvimento é baseado nas relações uns com os outros. Foca-se sobretudo na interacção de dois irmãos, filhos do terrorista que causou esse problema existencial do céu. Depois há um mau muito mau e um êxtase final. Mas porquê? Não cheguei a perceber.

    Este anime poderia ter sido muito melhor se não fosse a arte. É por demais deprimente. Apesar de o ambiente, escuro em tons de cinza (lembrando certo livro que não li), está tudo muito mal feito. A animação é uma desgraça, com muito pouca atenção ao detalhe e muitos erros básicos (por exemplo, estarem a beber café e na cena seguinte já não existirem as canecas que eles tinham pousado em cima da mesa). Os designs são interessantes, sobretudo no que respeita aos cabelos, mas a animação infeliz estraga o potencial.

    O ambiente também é conseguido com a música, que é bastante interessante. Mas um pouco repetitiva. Sempre a mesma orquestra épica em todas as cenas de luta e sempre as mesmas músicas em piano. A música deveria ser uma parte importante deste anime, mas é parca. Fica a nota para a OP, que gostei bastante. Aliás, vou passar a colocar link das músicas que gosto nos animes nos respectivos comentários, começando agora:


    Interessante, mas nada de especial. Admiro-me que me tenha conseguido interessar por dezasseis episódios. Não costuma ser assim.
  • Tiger & Bunny

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    Tiger & Bunny
    Satou Keiichi - Sunrise
    Anime - 25 Episódios
    2011
    8 em 10

    Há quanto tempo é que eu não gostava realmente de uma série de anime? Há quanto tempo é que eu não adorava? Ora bem, acabou a lei seca! Tiger & Bunny foi a solução. Uma série que me fez rir, que me fez chorar, que me fez realmente torcer pelos personagens a ponto de falar com o meu ecrã.

    É o verdadeiro shounen, com todos os elementos que constituem o género. Começamos com um método de criminoso do dia que nos dá a conhecer os personagens e passamos para inimigos cada vez mais difíceis e fortes. E vencemos, porque estamos num shounen, mas não sem algumas reviravoltas pelo meio! A história, partida em partes como o fiz agora, não tem muito que se lhe diga. Mas é o ambiente que verdadeiramente distingue esta série dos seus conterrâneos. Passa-se numa cidade futurista que, ainda assim, tem muitos elementos do presente. E nesta cidade há heróis. Mas não são heróis como os que conhecemos. São estrelas de um programa de televisão, que se dedica mais à publicidade do que a outra coisa. Por isso sim, temos anúncios. Por todo o lado. Mas estão inseridos com bom gosto e quase que diria que foi um golpe publicitário de génio pela parte da produção.

    A arte é uma explosão de cor. Pela primeira vez vi a conjunção perfeita entre CG e 2D, de tal forma que se fundem num efeito maravilhoso de texturas e de cores. Não só os designs dos heróis, mas também toda a arquitectura da cidade, tudo foi feito com extremo cuidado e o resultado não podia ser melhor.

    Personagens, esses, não vivem só do seu design. O design faz parelha com os seus poderes, mas o que é bom nesta série é o que está para além dos poderes. Temos um leque de personagens muito variado, cada um com uma personalidade bem definida, dúvidas que lhes dão mais profundidade e uma certa evolução. Esta é mais presente no duo dinâmico Tiger andu Barnaby (ou Bunny, para os amigos). Ambos estão muito bem caracterizados, mas o que é interessante é a evolução da sua relação. Apesar de funcionarem bem um sem o outro, acho que é o par que realmente leva esta série ao topo.

    Infelizmente, não temos uma grande banda sonora para acompanhar as grandes cenas de animação. Não é fraquinha, mas também não se distingue dentro do género.

    No geral, muito recomendada.
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