• Gilgamesh

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    Gilgamesh
    Murata Masahiko - Group TAC
    Anime - 26 Episódios
    2003
    6 em 10

    Não, não é a banda. Não, não é o rei dos reis todo nu. Mas podia ser. Um anime interessante, sem dúvida.

    A premissa é boa. Num universo que não é bem pós-apocalíptico, certos jovens têm um poder telecinético (Dynamos) e procuram lutar contra um grupo de criaturas, com objectivo de solucionar o problema do céu. O céu está coberto por uma coisa cinzenta, um espelho. Mas eles não lutam por razões morais. Lutam porque lhes mandam. E aí se encontra o erro. Os personagens pouco desenvolvem e o seu desenvolvimento é baseado nas relações uns com os outros. Foca-se sobretudo na interacção de dois irmãos, filhos do terrorista que causou esse problema existencial do céu. Depois há um mau muito mau e um êxtase final. Mas porquê? Não cheguei a perceber.

    Este anime poderia ter sido muito melhor se não fosse a arte. É por demais deprimente. Apesar de o ambiente, escuro em tons de cinza (lembrando certo livro que não li), está tudo muito mal feito. A animação é uma desgraça, com muito pouca atenção ao detalhe e muitos erros básicos (por exemplo, estarem a beber café e na cena seguinte já não existirem as canecas que eles tinham pousado em cima da mesa). Os designs são interessantes, sobretudo no que respeita aos cabelos, mas a animação infeliz estraga o potencial.

    O ambiente também é conseguido com a música, que é bastante interessante. Mas um pouco repetitiva. Sempre a mesma orquestra épica em todas as cenas de luta e sempre as mesmas músicas em piano. A música deveria ser uma parte importante deste anime, mas é parca. Fica a nota para a OP, que gostei bastante. Aliás, vou passar a colocar link das músicas que gosto nos animes nos respectivos comentários, começando agora:


    Interessante, mas nada de especial. Admiro-me que me tenha conseguido interessar por dezasseis episódios. Não costuma ser assim.
  • Tiger & Bunny

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    Tiger & Bunny
    Satou Keiichi - Sunrise
    Anime - 25 Episódios
    2011
    8 em 10

    Há quanto tempo é que eu não gostava realmente de uma série de anime? Há quanto tempo é que eu não adorava? Ora bem, acabou a lei seca! Tiger & Bunny foi a solução. Uma série que me fez rir, que me fez chorar, que me fez realmente torcer pelos personagens a ponto de falar com o meu ecrã.

    É o verdadeiro shounen, com todos os elementos que constituem o género. Começamos com um método de criminoso do dia que nos dá a conhecer os personagens e passamos para inimigos cada vez mais difíceis e fortes. E vencemos, porque estamos num shounen, mas não sem algumas reviravoltas pelo meio! A história, partida em partes como o fiz agora, não tem muito que se lhe diga. Mas é o ambiente que verdadeiramente distingue esta série dos seus conterrâneos. Passa-se numa cidade futurista que, ainda assim, tem muitos elementos do presente. E nesta cidade há heróis. Mas não são heróis como os que conhecemos. São estrelas de um programa de televisão, que se dedica mais à publicidade do que a outra coisa. Por isso sim, temos anúncios. Por todo o lado. Mas estão inseridos com bom gosto e quase que diria que foi um golpe publicitário de génio pela parte da produção.

    A arte é uma explosão de cor. Pela primeira vez vi a conjunção perfeita entre CG e 2D, de tal forma que se fundem num efeito maravilhoso de texturas e de cores. Não só os designs dos heróis, mas também toda a arquitectura da cidade, tudo foi feito com extremo cuidado e o resultado não podia ser melhor.

    Personagens, esses, não vivem só do seu design. O design faz parelha com os seus poderes, mas o que é bom nesta série é o que está para além dos poderes. Temos um leque de personagens muito variado, cada um com uma personalidade bem definida, dúvidas que lhes dão mais profundidade e uma certa evolução. Esta é mais presente no duo dinâmico Tiger andu Barnaby (ou Bunny, para os amigos). Ambos estão muito bem caracterizados, mas o que é interessante é a evolução da sua relação. Apesar de funcionarem bem um sem o outro, acho que é o par que realmente leva esta série ao topo.

    Infelizmente, não temos uma grande banda sonora para acompanhar as grandes cenas de animação. Não é fraquinha, mas também não se distingue dentro do género.

    No geral, muito recomendada.
  • Nihon Sekai

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    Nihon Sekai

    Vou iniciar este comentário, ao evento Nihon Sekai, revelando algo sobre mim. Todas as vezes que há um evento e eu vou participar no concurso (que é praticamente sempre) eu digo "não vou sair". Mas depois vou sair e, como essa é a minha sina, vou a Almada. Então eu digo "volto no barco da meia noite e quarenta". Mas não volto. Então digo "volto no barco da uma e vinte". E quando dou por mim são cinco da manhã.
    E assim começou o dia, com três horas de sono e uma fabulosa quebra de tensão (que teve como recompensa a minha irmã fazer-me o pequeno almoço). De uma forma ou de outra lá me consegui arrastar até Sete Rios para apanhar o comboio.

    Durante a viagem pareceu-me que estava a ir para o fim do mundo.

    Coisa muito boa aconteceu de haver um piquete na estação dos comboios da Azambuja para nos levar até ao evento. E dou graças ao senhor por ele lá estar, ou então ainda estaria a esta hora perdida na Azambuja à procura do evento. Para quem sabe o caminho é uma coisa por demais simples, mas para quem desconhece a área seria impossível.

    O espaço não era muito grande, mas era agradável. Estava limpo, as coisas estavam bem distribuídas, havia uma parte exterior coberta (onde estava o palco), casas de banho limpinhas e com fechaduras, um jardinzeco ao lado para tirar umas fotos de cosupure. A única coisa bizarra é que o espaço, que tem algo que ver com campinos, estava totalmente fora do contexto de um evento de cultura pop Japonesa. Observem estas fotografias para o constatar:



    Lojas não havia, mas havia algumas bancas de coisas mais artesanais (artesanato pop japonês, se é que podemos caracterizar desta forma) Tinham coisas bem interessantes e divertidas. O phone strap que comprei neste evento é uma colher. Infelizmente não havia nenhuma banca com artistas a fazer desenhos: queria estrear o meu novo caderno-dos-eventos. Foi uma ideia que li algures, que consiste em encomendar um desenho a um artista na folha de um caderno e fazer uma colecção, à la livro de recordações.

    Não assisti a nenhum workshop, pois nenhum me interessava realmente (não sei desenhar uma linha recta com uma régua, logo manga está fora de questão; pela mesma razão, origami também; Magic fascinou-me quando eu estava na quarta classe, agora já não; Japonês - dado pela minha amiga Ana - é coisa que eu já tenho vindo a aprender há alguns anos) No entanto, segundo consta, estavam bastante concorridos. O local onde eram dados também estava bem pensado.

    Cheguei mesmo em cima da hora do almoço, mas não comi nada do que havia no evento. Tenho estado a formar este hábito económico de trazer comida de casa. Pelo que vi no menu havia alguma variedade, pelo menos mais coisas além do famoso ramen de pacote. E as coisas eram bem baratas, o que é novidade! E havia café! Oh, como eu gostei de vocês nesse momento! ;-;

    De resto, nada havia para fazer sem ser dançar as músicas que iam passando e cantá-las. Não atenderam ao meu pedido de passar o 10.000 Anos Depois Entre Vénus E Marte na íntegra. Mas ainda assim valeu a pena. Pelo convívio com todas essas pessoas deste colorido universo que eu só vejo nos eventos. Bebemos umas médias, fartámo-nos de partilhar histórias de vida e de coisas que acontecem neste mundo às cores, falámos do estado da nação, rimo-nos forte e feio e, em resumo, esparvoámos como gente grande. E por isso, diverti-me. E por isso valeu a pena.

    Mas falemos do que me levou ao evento!

    Concurso de Cosplay

    Já tinha tudo planeadérrimo e ensaiadíssimo desde há coisa de três semanas quando na página do evento no Facebook me atiram com um balde de água de nascente: o concurso passa a ser desfile, por falta de aderência. Como é compreensível, as minhas antenas entram todas em parafuso e eu armo uma barraca gargantuesca no Facebook. Mas depois entendemo-nos todos e a conclusão é que eu posso ir fazer a minha cena à mesma! :) Acho apenas, como já tinha dito por mensagem privada, que podiam ter trocado a ordem dos eventos, isto é, falar primeiro aos que estavam inscritos (vulgo, eu) e só depois fazer o anúncio. Mas tudo na boa, vamos lá! Além de mim só um grupo fez skit e por isso vou comentá-lo só a ele, ok? ;) E a mim própria, que não se pode escapar a si próprio!

    Éramos precisamente cinco pessoas neste concurso. Duas delas formavam um grupo. Isto deixa-me extremamente triste, porque raio é que havendo tanta (por assim dizer) gente de cosplay quase ninguém vai ao concurso? Nem precisavam de fazer skit...



    Ora bem, um dos meus grandes sonhos era cantar o fado em cosplay. Andei durante uns tempos meio doida à procura de uma música para a MEIKO para este concurso e de repente fez-se luz! Para um vocaloid bêbado, há coisa melhor que uma música sobre vinho? Além de que eu adoro vinho! Por alguma razão há um deus do vinho e não há um deus do vodka nem do sake nem do whisky! Acho que correu bastante bem, mas sei que podia ter exagerado um bocadinho mais na bebedeira. Note-se que o vinho era real e que a parte que lhe faltava foi bebida lá fora. Dentro do evento não entrou uma gota dele na minha boca, excepto durante a performance. Ah e sim, não estava bêbada. Estava com um speed enorme (acontece-me quando durmo pouco), mas nada devido a efeitos psicotrópicos. Enfim, com isto ganhei o Segundo Prémio! Yaaay! =D Foi um Vale de 10€ na loja kami!kami, mas ainda não sei o que vou comprar.

    Em falta do vídeo, fica aqui uma foto vossa. Bonita!

    Vi de ladex. Conceito muitíssimo interessante e execução bastante boa. Imprimia uma certa nostalgia. Achei apenas que podia ter havido maior intenção e tensão no gesto e que se calhar ficaria um pouco melhor se a sincronização fosse mais firme. De resto, muito bom, adorei os vossos fatos e... Parabéns pelo primeiro prémio!

    Por acaso no seio das pessoas com quem passei a tarde estava o juri. Fartámo-nos de gozar com isso. Foi muito pouca gente, mas não foi um mau concurso. Apenas duas coisas: as regras estavam copiadas ipsis verbis das regras da AmadoraBD o que é, de certa forma, estranho. E ficámos sem palco, porque a banda estava já com tudo montado. Por um lado ainda bem, o palco era de madeira não polida e podia ter-me magoado durante o skit.

    Falando em cosplay, e que tal umas...

    Fotos

    Tentei tirar foto a todos os cosplayers que estavam no evento, mas não consegui apanhar creio que dois. Mas fica aqui o resto! Isto foi novidade, eu não costumo levar a máquina fotográfica (ela tem uma personalidade desviada). A qualidade das fotos não é nenhuma maravilha, porque eu sou incapaz de tirar uma foto focada. Se alguém quiser a foto maiorzinha, diga que eu mando! :)


     Isto é um pokémon!

     Esta foto vai para um amigo meu super-fã desta cena!


     Toda a MEIKO tem de ter o seu KAITO...
    (Nesta foto dá para ver que estou gorda que nem uma capivara. Existem várias teorias sobre o porquê, nomeadamente o facto de eu andar a comer desembestadamente a toda a hora, de um medicamento que eu ando a tomar dar fome, de eu me ter transformado realmente numa capivara sem ter dado por isso... Bem, não interessa. A partir de Janeiro vou correr e transformar-me numa elegante gazela.) 


     Há mais um menino na foto, mas ele não queria aparecer, então escondeu-se. Mas tinha o cabelo fixe...






     Photobomb!

    No final, já estava morta. O cansaço finalmente bateu e bateu bem forte. Ainda vimos o concurso de AMVs, que tinha só dois concorrentes. Houve um qui-pro-quo com um dos vídeos, que devia estar corrupto porque não passou até ao fim. Solução seria um teste antes, mas imagino que não se pudesse, para não spoilar. Eu creio que nunca tinha visto um AMV na vida e, ao contrário do que estava à espera, achei bem interessante. Acho que vou começar a explorar mais esse mundo.

    Não chegámos a ver o concerto dos Roku Beat, mas disseram-me muito bem deles e explicaram-me a criação da banda e todas essas coisas. Por isso fui pesquisar e deixo-vos aqui um exemplo:

     
    Mas acho que a vocalista já não é a mesma, não consegui encontrar vídeos com a nova... :<

    Em resumo... Um dia muito bem passado! Bem, atrasou-se tudo e só cheguei a casa às nove da noite... Mas um dia bem passado! Não falei muito com a organização, mas foram muito disponíveis quando se estavam a ajustar as situações para o concurso. No geral, bem organizado e um sucesso. A uma escala pequenina, mas ainda assim um sucesso. Continuem!

    Nota: na volta, de comboio, fui com a Ana e os seus dois alunos. Eles estiveram a falar-nos de Naruto e aquilo visto da perspectiva deles até parece ser interessante! Hei-de ver, no dia em que acabar. 

     
  • Em Busca do Carneiro Selvagem

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    Em Busca do Carneiro Selvagem
    Haruki Murakami
    1982
    Romance

    Murakami normalmente leva-nos para um universo paralelo, cheio de detalhes aparentemente insignificantes, construindo um mundo surrealista em volta dos personagens. E mais uma vez, aí está ele.

    Este livro fala da busca de um homem aparentemente normal, o nosso narrador sem nome, por um carneiro aparentemente especial. A fantasia mistura-se com a realidade e é-nos entregue uma narrativa de estilo limpo mas envolta numa bruma meio desfocada, que torna difícil distinguir o que é sonho do que é verdade. Todo o livro é mesmo como um sonho. Está recheado de pequenos símbolos e todos eles significam algo. O quê? Não sei. Prefiro não pensar muito nisso.

    É tudo tão intrigante que chega a ser apaixonante ler sobre o Carneiro e sobre o Narrador inominado. A descrição é muito simples, mas com Murakami é simples visualizar todas as paisagens, todos os detalhes de um quarto, todos os movimentos de insectos. A história é o mote para o desenvolvimento do Narrador e no fundo falamos aqui da sua aprendizagem sobre o que é realmente estar vivo.

    Uma narrativa fascinante, recomendo.
  • SKET Dance

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    SKET Dance
    Kawaguchi Keiichiro - TV Tokyo
    Anime - 77 Episódios
    2011
    6 em 10

    Bem vindos a SKET Dance. Também conhecido (foram eles que disseram, não eu) por "Gintama dos pobres". Porque efectivamente é a mesma coisa, mas num setting diferente. Segue a aventura de três faz-tudo que resolvem problemas numa escola secundária. Excepto que não são nem de perto nem de longe tão carismáticos como o trio de Gintama.

    Essencialmente é um anime sobre nada. Todos os episódios há um novo desafio, usualmente roçando o limiar do idiota, e - oh céus, oh céus, mal me contenho - tem montanhas de piada. Montanhas dela estão a ver? Assim do tamanho da Serra da Estrela. A única parte de interesse são os raríssimos arcos de história, que falam um pouco sobre os personagens, e Gackt. Sim, Gackt. Foi Ele a razão pela qual me pus a ver este anime. Ele canta uma das OPs e faz a voz de um personagem, Dante, que é o larilas do visual kei que usa batom roxo. Haverá personagem mais adequada para o meu Mestre e Senhor?

    Em termos de personagens, comecemos pelo trio principal. Temos um genki bói amigo do seu amigo, com pequenos defeitos que o tornam imensamente divertido, hoho. Dão-lhe uma história pregressa sem qualquer tipo de relevância e está feito. Depois temos uma gaja extremamente forte que se enerva com facilidade, mas que também é muito divertida! Hoho. Também tem uma história pregressa que revela que ela também tem um coração e capacidade de perdoar, oh que boazinha que ela é afinal. E temos um gajo com a voz do Gintoki que nada mais faz sem ser teclar um computador que tem preso ao pescoço (o que aparenta ser uma coisa extremamente prática). Na sua história pregressa contam como chegou ao ponto de falar através do computador o que, vamos admitir, é uma coisa para lá de divertida. Hoho. E depois temos mais uma multitude de hohos, com uma série de personagens que nada mais fazem do que se enquadrar em estereótipos. A única de que gostei realmente foi, evidentemente, a do Gackt. Porque é, com toda a minha sinceridade, hilariante ouvir Gackt a dizer palavras desconexas e a cantar Enka. Foi uma pena que este personagem aparecesse tão pouco, porque foram as únicas ocasiões em que me matei a rir. Podiam ter-lhe dado um pouco mais de tempo de antena. Digamos, todos os episódios! Porque não?

    A arte e animação não são nada de especial e muitas vezes há momentos bastante maus, com recurso a redemoinhos, linhas cinéticas e pessoal a abanar-se para a frente e para trás o que, convenhamos, já passou de moda há algumas décadas. No entanto o anime é muito vivo e muito colorido, o que trás um ambiente muito descontraído que poderá ser agradável a alguns (aqueles com vontade de aturar setenta episódios de conteúdo nulo)

    Finalmente, a música. Temos uma grande variedade de OPs e EDs, mas as músicas parenquimatosas são sempre as mesmas. Bonus para aquela cantada pelo Gackt. Não sendo composta por Ele e, por conseguinte, não tendo nada a haver com a Sua Pessoa, está muito adequada ao espírito casual da série, tem um ritmo giro e fez-me ouvi-la todos os episódios em que passou. Mas prontos, também tinha a voz dEle e isso torna as coisas sempre muito mais interessantes.

    Como poderão ter reparado, eu tenho um fascínio muito pouco saudável pela Pessoa de Gackt. Essencialmente é o meu adorado ídolo e o profeta de tudo o que é belo na terra (apesar de ser um humano, como pude constatar nos concertos, de tomar banho em Chanel, de ter ideias antiquadas sobre os relacionamentos e de ter feito plásticas, sim, EU SEI OS DEFEITOS DELE E É POR ISSO QUE É PERFEITO OK?) Por isso, para fechar as festividades, fica aqui uma foto do Senhor. Boa noite.


  • Kara no Kyoukai - Murder Speculation (Parte 2)

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    Kara no Kyoukai - Murder Speculation (Parte 2)
    Iwakami Atsuhiro - ufotable
    Anime - Filme
    2009
    8 em 10
     
    Bem, estou aqui quase, quase a chorar, oh deus. ;_; Para lerem as reviews dos seis filmes anteriores por favor cliquem aqui.

    O sétimo filme, o final da saga, é a conclusão perfeita. Dizem que se guarda o melhor para o fim e é verdade. Enganei-me quando disse que o quinto amarrava os atacadores e servia de final. Este sim é o final. E deve ser visto mesmo no final, depois de todos os outros, para que todas as coisas caiam no lugar como devem.

    Apesar de desta vez não termos fundos conceptuais, a arte continua lindíssima. Sobretudo no que respeita à luz, está tudo extremamente bem feito e o resultado não poderia funcionar melhor. A animação é soberba e temos algumas cenas de luta absolutamente cativantes, com muita atenção ao detalhe e execução sublime.

    A história deste filme é, efectivamente, uma Murder Speculation. Quem anda a matar? Assim, é-nos apresentado precisamente o que faltava nesta série: um louco. Um doidivanas, daqueles que dão saltos de gato enquanto se riem histericamente. E além de ser doido é um drogado. Aí está algo que eu só tinha visto em anime uma vez: droga. E gente a consumi-la (se bem que foi só uma ganza e um cantinho de um ácido). E digam-me lá, qual de vocês não gostava de ter esta plantação em casa?


    Mas o melhor de todo o filme é, sem dúvida nenhuma, Shiki. Adoro a Shiki. Vou fazer cosplay de Shiki. Aliás, estou actualizando mesmo agora o meu Cosplay Portfolio para a incluir nos planos. Tenho ideias para a Shiki. Ela é complexa. Ela tem densidade. Ela tem solidez. E, muito importante, ela evolui. Foi evoluindo ao longo dos filmes para o momento final. Ela é muito mais do que uma assassina de kimono. Ela descobre-se e aceita-se. Ela torna-se mulher.

    A música não podia ser melhor. Talvez a ED tenha sido um pouco menos forte do que nos filmes anteriores, mas é adequada. Recomendo esta OST a toda a gente, porque - para dizer essa palavra que tanto gostam - é verdadeiramente épica.

    Ainda não vou dar o meu veredicto final à série, porque faltam dois filmes (que não fazem parte da saga, mas que fazem ao mesmo tempo, creio que um é um recap e o outro não faço ideia). Mas por agora digo sim. Vejam. Sintam. Comovam-se. Não interessa o que vier, Kara no Kyoukai é uma obra prima da actualidade.

  • Em busca de uma voz distante

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    Em busca de uma voz distante
    Taichi Yamada
    2007
    Romance

    Num Random Act of BookCrossing Kindness havia vários livros para escolher. Escolhi apenas este, pois o autor era Japonês e... Ganhei-o! Viva! Já goi há algum tempo, mas só agora pude finalmente lê-lo.

    Aparentemente Taichi Yamada é um famoso guionista de novelas (doramas, para vocês que gostam), mas também escreve romances. Este é um deles. Conta a história de Tsuneo, um empregado do departamento de imigração que é afectado por um estranho problema de esquizofrenia. Ele ouve uma voz. E a voz é uma mulher e a voz é sedutora, mas a voz é estranha e por mais que ele converse com a voz não a consegue conhecer nem a reconhecer, nem ela se revela.

    Esta voz leva-o a reflectir sobre a sua vida actual e passada e lembrar-se de um episódio traumático que lhe aconteceu nos Estados Unidos. Isto teoricamente funcionaria bastante bem como exploração da personagem, mas a forma corriqueira como está escrito torna todos os elementos bastante... Irrelevantes? Parece que o autor não quer realmente que nos preocupemos com os problemas de Tsuneo enquanto ele busca a solução para a voz. E, por isso, é difícil manter o interesse. Sim, está bem, fizeste coisas horríveis e tens uma vida chata. E depois?

    Além disso, faltou explicar o que era, ou quem era, a voz desconhecida. Durante todo o livro o que mais me prendeu foi efectivamente "ela". Eu queria saber quem ela era e porque era uma voz e porque precisava de ser uma voz. Não me contaram e isso foi um desapontamento.

    Não é um livro mau, leitura fácil e simples, mas também não foi nada de especial.

    E, já agora, pergunta: porque é que todos os autores Japoneses têm de falar de sexo e ter os seus personagens com problemas e dúvidas sexuais? Haverá aqui algo latente?
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