• A Cidade das Flores

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    A Cidade das Flores
    Augusto Abelaira
    1959
    Romance

    Livro que ganhei na promoção de Verão da Editorial Presença.

    Sem dúvida um livro estranho. Não está organizado numa história, mais em pequenas cenas quase teatrais em que os personagens conversam sobre a vida e sobre o estado da nação. Depois há uma infiltração futurista um bocado escusada, mas no geral foi muito interessante.

    O livro é suposto criticar o regime Salazarista, mas - para escapar à censura - o autor optou por situar toda a narrativa em Itália. Nisto foi um trabalho de mestre. Os personagens são verdadeiramente italianos e a maneira de pensar deles é italiana. O livro quase que parece uma tradução.

    No entanto os personagens não são especialmente fortes e por vezes são tão irritantes que uma pessoa praticamente sente que deve recusar identificar-se com eles.

    Ainda assim, muito bem escrito. Vou fazer agora um BookRing com este livro no BookCrossing! =D

    Houve um capítulo que gostei muito (o Décimo Quinto Quadro) e que acho que usaria numa apresentação de cosplay. Vou transcrevê-lo para aqui, apesar de ser um pouco longo:

     - Enganou- se! Enganou-se! - disse ela apanhando uma flor azul. - E sabe como se chama? - Tinham vindo à procura das acácias em flor, mas onde estavam as flores que ninguém as via?
     - Não sei, Rosabianca. Sou de uma terrível ignorância acerca de flores. De flores, como de muitas coisas mais.
     - É uma anémona - E como Giovanni se mostrasse convencido:  - Não, não é. Talvez seja - Olhava-o bem nos olhos, a ele que não estava habituado a que o olhassem assim - Não sei o que é uma anémona, gosto do nome, gosto desta flor. Quem sabe se não será? - Tirou-lhe uma pétala - Que me diz, Giovanni Fazio?
     - Que hei-de dizer? Que é...
     Rosabianca arrancou outra pétala: - Se calhar, é... E outra pétla ainda, como, quando menina, fazia aos malmequeres - Se calhar, não... - Outra pétala - Se calhar é... Outra. - Não é... - Outra  É. Não é. É. Não é... É... É uma anémona, Giovanni Fazio, uma anémona!
     Giovanni pegou na flor sem folhas.
     - Agora não é nada - lamentou.
     - É uma anémona, é uma anémona - Palavras ditas numa voz lenta que deu tempo a que uma nuvem cobrisse, e logo descobrisse, toda essa imensidade que é o Sol. Depois, repetiu, olhando para Giovanni: - Enganou-me! Enganou-me! Onde é que foi inventar as acácias? As acácias, se calhar, não têm flor. Não têm flor, as acácias - insistiu, mudando a voz. - Enganou-me. Enganou-me! Aqui só há anémonas... - Estacou de súbito, tão de súbito que Giovanni só parou um segundo depois, mais à frente. Rosabianca estendeu-lhe a mão direita e ele estremeceu. - Dê-me a sua mão, Giovanni Fazio. Porque vai tão calado? - Porque ia tão calado? Era como se a alegria, o à-vontade dela, um desembaraço assim, o tornassem ainda mais tímido. Jamais poderia ter aquela juventude, aquela desenvoltura, aquela naturalidade. Disse:
     - Há ali uma anémona.
     - Não! - Rosabianca fez beicinho - Não são anémonas. O Giovanni Fazio não sabe descobrir anémonas. São glicínias... - Pausa. - Já viu alguma vez, sabe o que é uma glicínia? - Ele fez sinal que não. - Então é uma glicínia - concluiu Rosabianca, fechando os olhos. Porque ela também não conhecia as glicínias.
     - Mas é igual à anémona...
     - Eu digo que não. Quer ver? - Apanhou-a e começou a desfolhá-la. - É uma anémona... não é... é..., não é... - Faltava uma pétala.
     - Vê? - disse ele -, vê que também é uma anémona?
     - Não!
     - Como não? Pois não lhe falta uma pétala?
     Rosabianca observava-o nos olhos e Guiovanni sentiu que o mundo era como ela dizia e que tudo o mais era falso. "Dize-me que os teus olhos verdes são negros, que os teus cabelos negros são verdes, que aquelas árvores, ali, são os teus braços e que a morte é apenas uma palavra e que neste mundo é eterno e eu acreditarei." Mas Rosabianca nada disse acerca dos olhos ou dos cabelos, ou dos braços ou da morte.
     - Como? Falta uma pétala? - protestou indignada. - Não falta pétala nenhuma.
     Giovanni decidira-se a arrancar a pétala que faltava, Rosabianca escondeu-a atrás das costas.
     - Dá-ma - pediu
     - Não! - Na frente de fAzio, as duas mãos atrás das costas, as pernas afastadas, debruçada para a frent,e numa atitude de menina de doze anos, de menina malcriada, mimenta, de desafio, Rosabianca.
     - Dê-me essa flor...
     - Apanhe-a se é capaz! Ande...
     Tentou alcançar-lhe as costas, mas Rosabianca girava como um pião e Giovanni deu uma volta inteira em torno dela.
     - Não se atreve, Giovanni Fazio? - Então Giovanni aproximou-se mais.
     Os olhos nos olhos dele, a menina dos olhos verdes recuou. Outra vez Giovanni se desviou para a direita, tentando atacá-la de lado, mas Rosabianca não o perdia de vista e, lentamente, ia rodando. Olhos nos olhos (olhos verdes contra olhos azuis), deram um novo giro. Agora ocupavam outra vez a posição do princípio.
     - E se eu desse outra volta, Rosabianca?
     - Sim, daremos outra volta. Enquanto houver  voltas no mundo, daremos szempre uma volta. Esgotaremos as voltas que existem no mundo, Giovanni Fazio.
     Então, apeteceu a Fazio afagar os cabelos de Rosabianca, desalinhá-los, mas o vento já os tinha deselinhado.
     - Sim, outra volta. Giovanni Fazio, aí. Eu, no meio. Atrás de mim, a florzinha sem pétalas.
     - Com uma pétala.
     - Sem pétalas.
     - Sim, dou uma volta. Atenção. Um, dois, três... - Lentamente começam. ele dava uma volta mais longa, ela girava em torno dos calcanhares.
     - Sabe? - começou Rosabianca. - Estamos a dançar. É uma dança, uma dança, Giovanni Fazio! O senhor está a dançar comigo. - Pôs um dedo na boca, depois espetou-o na testa. - Não - disse - , não é comigo. É com a anémona, a florzinha azul sem pétalas. - Deu um salto brusco e sentou-se no chão, sem medo de sujar o vestido (onde três patinhos azuis meditavam no meio dos juncos). - Oh, que má que eu fui, não tenho perdão nenhum. Matei a florzinha sem pétalas, matei a pobre anémona tão bonita, tão gentil... - Olhou para Giovanni. Repetiu: - Oh, que má eu fui, que má eu sou! Matei a pobre florzinha! Sem piedade, sem piedade, uma a uma, lhe arranquei as pétalas. Oh, como deve ter sofrido a pobre florzinha, como deve ter sofrido! - Levantou-se, ajoelhou-se depois, debruçlou-se ligeiramente, alisou com muito cuidado o chão, limpou-o de pó, ajeitou a flor. - Ajude-me - disse, sem se voltar. - Vamos tratá-la, Giovanni Fazio. - Ergueu-se, olhou em redor, uma a uma, começou a recolher as pétalas dispersas. Giovanni imitava-a, mas sem êxiuto, e rosabianca regressou com as mãos cheias de pétalas ao pé da flor morta. (Deixa-me espalhar essas pétalas pelos teus cabelos, deixa-me beixar os teus cabelos - sonhou Giovanni.) - Vamos juntá-las. Colar-s.ão de novo?
     Rosabianca observou-lhe os olhos.
     - Para que me engana? O Giovanni Fazio é mau. Enganou-me dizendo que havia acácias, quando não há acácias nenhumas, quer-me enganar dizendo que a infeliz anémona vai renascer...
     Giovanni lembrou-se: anémona? Mas a Rosabianca disse que era uma glicínia, chagámos a discutir. é uma gficínia, menina dos olhos verdes, é uma glicínia... É uma glicínia e foi por isso que a desfolhou...
     - Deixá-lo! Agora é uma anémona: quero que seja uma anémona. - Por instantes ficou sem uma p+alvavra. - Não, não, agora não é nada, agora morreu. Morreu, nós vamos enterrá-la. Oh, um enterro bonito, um enterro de flores. As outras flores virão assistir, porque ela era a mais bela. - Deixou ciar as pétalas sobre a flor morta. Giovanni imitou-a. Então Rosabianca ergueu-se. Olhou em volta. - Oh! - exclamou. - Onde estará...?
     Mas Giovanni compreendera:
     - Sim - adivinhou -, ela tem um apaixonado. Onde estará?
     Rosabianca:
     - Tenho a certeza que será uma flor vermelha. O vermelho é uma cor bonita e eu tenho a certeza que será uma flor vermelha. E estará aí perto... - Avançam os dois à procura da flore vermelha. - Choraminga Rosabianca. - O ingrato! Enquanto ela morria, que fazia ele? Naturalmente a divertir-se com outras flores... - Encarou Giovanni, bem de frente. - A morte é uma coisa boa. - Preparava-se ele para melhor a observar, quando Rosabianca o interrompeu. - Mas eu gosto de viver! - E então começou a correr pela praia fora. - Onde estás, flor vermelha, onde estás, florzinha vermelha? A tua amada morreu, a tua amada não é mais deste mundo! - Cinquenta metros adiante de Giovanni, que a seguia, parou. - Acredita em tudo isto Giovanni Fazio? O Giovanni Fazio é uma criança. Ora eu lhe digo e pasme: não há acácias, não há anémonas, não há flores vermelhas. E o Giovanni FAzio acreditou em tudo, com uma cena no cemitério, uma flor vermelha apaixonada não se sabe onde... é uma criança, Giovanni fAzio, uma criança... Afinal, não está do lado das pessoas crescidas!
     Giovanni correu ao encontro dela e tomou-lhe a mão.
     Eu não, Rosabianca. Somos ambos. Consigo sou uma criança, consigo, apenas consigo... Não sei, mas sinto-me feliz, e penso que tudo isto é verdade.
     Estavam à beira do mar.
     - Giovanni Fazio - disse -, olhe esta coincha!
     - Linda...
     - Aquela - er apontou uma conhca vermelha.
     Giovanni:
     - Quem sabe se não será a apaixonada da anémona?
     - Talvez... Que coisa terrível deve ser amar! Eis aqui esta concha que gosta de uma flor. Estranho que esta concha possa gostar duma coisa tão diferente como é uma flor! Mas aí está... - De pé, debruçava-se sobre a concha que Giovanni lhe estendia (e enquanto assim se debruçava, Giovanni adivinhou-lhe a doçura do seio e sentiu vontade de beijá-lo). Rosabianca ignorava os desejos de Giovanni (quem poderá jurá-lo?) e dizia:
     - Aí está! Ele não sabe que a sua amada morreu. Que neste momento está morta, estendida para sempre... _Ah, Giovanni Fazio! Como foi isto possível? Esquecemo-nos de falar no enterro dela! Nada dissemos! Será possível que nada tivéssemos dito, ao menos um ámen? - Inclinou-se sobre a flor. - Perdoa! Nem eu nem o Giovanni Fazio te queríamos mal. Perdoa, também conchinha vermelha. Sim, nós não te queríamos mal. Éramos duas crianças que foram brincar à praia. Viemos à procura das acácias em flor, mas elas não existiam e em vez delas apareceste-nos tu. - Olhou para Giovanni. - Que diremos? Que diremos? Oh, Giovanni Fazio, hoje é um dia de loucura. Não há aqui ninguém, ninguém exige que digamos coisas ajuizadas. Para quê as coisas ajuizadas? - Subitamente tornou-se muito grave, corou, voltou à sua cor normal. - Ainda que pense mal de mim - disse -, vou fazer uma coisa muito séria. - Tirou o cinto quye lhe apertava a camisola de lã e despiu-a. Sem compreender, Giovanni observava-a. Tirou o resto e stava nua. - Eu sou uma sereia. - Corre em direcção ao mar, mergulha, reapoarece, grita: - Faça um gesto de admiração!
     Giovanni aproximou-se.
     - Será possível? - diz, recuando alguns passos, cheio de espanto. - Mas é uma sereia!
     - Oh, mas onde estou eu? - pergunta a sereia, abrindo muito os olhos. - E quem sois vós? Oh, como é estranho! É isto o mundo? - Observa-o longamente. - Quem sois? - Aproxima-se. Mexe-lhe nos cabelos, dá uma volta em torno dele, enquanto Giovannia a fita nos olhos, lhe evita o corpo. - É a isto que chamarão uma árvore? - pergunta.
     - Frio - responde ele.
     - Uma casa?
     - Frio.
     - Oh, tu és o Sol?
     - Não, não sou o Sol.
     - Minhas irmãs, às vezes, liam-me histórias. Falava-se aí de cavalos capazes de dar a volta ao muyndo numa noite. Sereis um? Sereis uma estrela? Que é uma estrela? Dize-me: serás tu o amor?
     - Sou um homem, sereiazinha.
     - Um Hoimem? Que nome engraçado - disse a Sereia midando-o  muito. - Que é um Homem?
     - Ah - diz o Homem -, se preferes euy sou a Lua, ou a linha do horizonte, o voo de uma ave.
     - Não - retorquiu a sereia. - Agrada-me que sejas um Homem. estranha coisa deve ser essa de ser um Homem! Que é que se sente quando se é Homem?
     - Que os teus lábios são vermelhos, que os teus olhos s~´ao verdes, que os teus ombros são macios.
     - Que engraçado é ser um Homem para sentir coisas assim! Como é que se pode saber a cor dos meus olhos e dos meus lábios? Ainda percebo que se saiba que os meus ombros são macios, mas como a cor dos meus olhos, Homem, se eles é que vêem?
     - Não há espelhos no fundo do mar?
     - que é um espelho?
     - Uma coisa onde nos vemos como somos.
     - Ah! Nós chamamos-lhe palma da mão. E adivinha-se. Mas a minha nunca me mostrou a cor dos olhos e já a dei a ler muitas vezes e nunca ninguém me disse nada. A tua diz-te? Oh, mostra, mostra! - Dirige-se a Giovanni, pega-lhe na mão esquerda. - Como é que se lê? Onde está aqui que os meus olhos são verdes, que os meus lábios são vermelhos?
     - Leva muito tempo a explicar. Deixa-me tocar com os meus dedos nos teus olhso e saberás. - Toca-lhe nas pálpebras.
     - Sim - diz ela -, verdes!
     - Nos teus lábios...
     - Sim - diz ela -, vermelhos...
     - ...Nos teus ombros...- Não, nos ombros não é prec iso, Homem. Eu sinto-os.  - com as mãos experimenta os ombros. - Sim, são macios. Mas não preciso agora das tuas mãos para nada! - Fica em silêncio. - Espera, Homem! Dize-me: que é uma Mulher?
     - Agora tu és uma Mulher, agora que deixaste o mar.
     - Mas eu volto!
     - Não podes! Morreste afogada. estiveste já muito tempo em terra e morreste. Quando uma sereia morre afogada em terra, transforma-se numa Mulher. - Apanha a riupa dela e atira-lha - Quando te vestires, serás uma Mulher. E mostrar-te-ei o mundo.
     - Vale a pena conhecer o mundo? - Mulher agora, ela sentia veronha da nudez e cobria o corpo.
     - Sim, o mundo é bom. A vida é uma coisa muito bela, uma coisa um pouco louca onde sucedem cosias estranhas, mas boa, terrivelmente boa. O mundo é um sítio onde ainda podemos encontrar sereias.
     - Sim, onde há estrelas. Não é o que tu és, não era isso, não era uma estrela?
     - Homem, Homem...
     - Ah sim. Um Homem.
  • AmadoraBD 2012

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    AmadoraBD 2012

    Mais um ano mais uma Amadora! (seus amadores!) Sem dúvida um dos melhores eventos neste país. Mas também, é uma coisa profissional, com recursos e boa publicidade. Fui só este fim de semana (o do cosupure) mas diverti-me muito, revi pessoas que não via há algum tempo, conheci pessoas novas (uma bijoca para a moça que vê este blog e cuja conversa interrompi de maneira pavorosa porque a minha mãe apareceu na esquina) e essencialmente convivi com pessoas de que gosto. Mas comentar comento sempre e assim... Vamos começar!

    A Exposição
    Extremamente completa. Nesta celebração dos 50 anos do Homem Aranha havia uma secção só para ele e seus amigos, com vídeos e outro material interessante. Espaço muito bem estruturado, é como andar à descoberta por um labirinto, exposição muito agradável à vista e, o mais importante, muito interessante. Não assisti a competições, prémios, autógrafos ou outras actividades, com alguma pena. Lojas bem colocadas e com muita coisa (mas não comprei nada)

    Desfile de Cosplay
    Organizado pela Associação Portuguesa de Cosplay (APC. Não Automóvel Clube de Portugal, ACP). Pareceu-me que correu bastante bem, tinha muitos participantes. Eu estava muito atrás por isso só podia ver as cabecinhas, mas vi fora do palco alguns dos fatos e havia coisas que bem mereciam ter ido a concurso. Tive pena a seguir de não me ter inscrito para o desfile, porque assim teria mais fotofotos, lol. A única coisa que me faz uma certa comichão é não haver competição no desfile. Isto por uma razão lógica: há pessoas que fazem fatos geniais mas que não querem/podem/conseguem/sabem/lhes apetece fazer skits. Assim aquilo que eu acho mais razoável é fazer duas competições. No entanto o carácter não competitivo do desfile trouxe ao palco muita gente que nunca lá teria ido se não fosse assim. Por isso é uma espada de dois gumes. Fica a ideia, de qualquer forma. Agora, meus fotos favoritas:

    Pessoa azul e cenas

    Concurso de Cosplay
    E agora é o momento de dar os parabéns à APC! Eu acho que correu tudo na perfeição! O backstage era estranho, mas divertimo-nos muito lá atrás, estavam duas pessoas a postos para colocar as coisas no palco (e insistiram bastante que as coisas ficassem mesmo bem postas), o palco era jeitoso (podia ser um bocadinho mais alto, mas assim estava mais bonito), projecção do vídeo bem localizada, até dava para interagir com ele e um sistema de luzes muito completo. Pena que não se usou, porque aquelas luzes eram mesmo bacanudas. E agora, durundurundurundurunDURUN... COMENTOS AOS SKITOS!

    Semos nós. Falta Merida, desaparecida, mas já ponho uma foto dela em separé.

    (Alguns dos vossos fatos eram mesmo lindos, acho que nesse campo fizeram todos muito bom trabalho. Desculpem estragar as fotos de grupo com o meu kimono mal-enjorcado... :< :< Não vi os soquetes ao vivo, por isso vou só comentar os vossos vídeos. Buga lá!)

    Merida - Brave

    Ensina-me os teus segredos para o cabelo Pantene! Que lindo! E dos fatos todos este era o meu preferido, acho que é o exemplo perfeito para boa escolha de tecido. Este foi o 2ºLugar do concurso!


    Audio imperceptível, mas por causa da gravação. Movimentos claros, mas pouca utilização do espaço. 

    Kuzco - Pacha e o Imperador

    Urrr, este cosplay tem sempre tanta piada, adoro vê-lo!

      Expressivo, pena que a coroa está sempre a escorregar porque isso tira um bocado do efeito convencido do personagem. Bom jogo com o vídeo.

     Pyramid Head - Silent Hill

     
    Basicamente reproduzir o vídeo. No me gusta lá muito.

    Suika Ibuki - Touhou Project

     Fato cheio de poliedrozinhos e cenas e chifreees! 3º Lugar do concurso!

    Audio muito engraçado, mas parte final pouco... Digamos... Realista. O QUE POR SINAL FAZ TODO O SENTIDO, porque esta moçinha é muito novinha (anda lá na casa dos teens) e  - espero eu e GRAÇADEUS e espero eu - não deve ter grande experiência a apanhar pielas e consequentemente não as pode reproduzir na perfeição. De resto, mui fixe.

    Homura - Meduca Meguca


    Mais uma vez, problema com fitinhas. Fitinhas serem malignas. Fitinhas a evitar no futuro. Não se percebeu muito bem o objectivo, mesmo com auxílio do vídeo, eu conhecendo a série apanhei assim-assim o que se passava (parte final, lo creo, também foi o tipo de série à qual nunca tomei muita atenção) mas quem não viu provavelmente ficou à nora.

    Botan (Eu) - Yu Yu Hakusho

    Ai ca linda que eu fiquei, até pareço uma pessoa! Gosto desta foto porque se vê bem as lentes, que mal se vêm normalmente. São todas rosadinhas!

    Ora então não há evento sem problema e calhou aqui à je. Mas a culpa também foi minha. Vejamos, eu fui gravar este audio a casa de um amigo meu que tem alto pseudo-estúdio amador cheio de instrumentos e microfones e cabos. Para ficar BEM, para variar. Chego a casa, oiço e noto... "Mmmm, isto tá baixo". Pus mais alto no Audacity mas continuou baixo. E tão baixo ficou que lá chegando mesmo com o volume no máximo NÃ SE OUVIA! Boohoo. Então deram-me o microfone e eu fiz a safadeza de fazer ao microfone. Não deu para mexer tanto o remo como era suposto (era mesmo para acertar na moleirinha do Passos) mas gostei de fazer à mesma. Achei que era um skit necessário, um sentimento partilhado pela maioria de nós. Como é árduo perceber o áudio neste vídeo, está aqui a versão original: aqui (ponham /alto/). De uma forma ou de outra a recepção foi excelente, toda a gente se fartou de rir e de aplaudir (eu sabia que toda a gente ia concordar, de qualquer forma) e quem ouviu o audio diz que ainda ficou melhor no microfone. Kudos para a APC (não ACP) que me veio pedir milhões de zilhões de desculpas no fim, mas é na boa, eu por mim fazia tudo sem audio que dá para "mexer mais". :3

    Asuka - Neon Genesis Evangelion

    Sapatos PO-DE-RO-SOS. 1º Lugar do concurso! :)

    Conceito muito bonito, achei que ficou um bocado inseguro por causa de péspéspés, mas ainda assim bem conseguido! Parabéns!

    Borboleta

    Quando eu perguntei ela disse que era uma borboleta, por isso assim é. Não encontro vídeo e só vi de costas. Gostei do audio, pareceu-me bem aproveitado o espaço, se calhar aborreceu um bocado o público porque muito tempo atrás de um pano branco. Não sei, não vi como deve ser. 

    Em resumo: Competição agreste em termos de skits desta vez, nenhum assim do UAU mas fixes no geral. Correndo tudo às mil maravilhas, toda a gente super disponível, back-stage divertido, tudo na boa. Realmente quando um concurso é organizado por pessoas que participam em concursos é mais fácil de detectar os erros e corrigi-los. Conguraturacions! Quanto à crise sonora, detectei ontem o problema: a culpa foi toda de um plug-in que se desautodefiniu sozinho! A única cena que não curti foi dizerem a idade dos concorrentes. É que eu já estou naquela idade em que prefiro não dizer. É importante para o juri mas será assim tão importante para o público?
    Intervalo
    Depois estava meio deprê, mas fui sair à mesma para o Magusto em Cacilhas. Meus cavelos impróprios para consumo por isso peruca, já tinha tirado as lentes por isso óculos, mochila com muda de roupa, o que significa que eu estava a encarnar a minha persona nerd. Acabei por ficar em casa de um amigo por isso fui directa de Almada para a Amadora no dia seguinte. De uma forma ou de outra vimos uma tuna e ouvimos guitarra portuguesa. Novo fascínio por tunas, a sério. Tanto que vos vou obrigar a ouvir! TOMEM:


    Workshops de Cosplay

    Bem, eu tinha posto o despertador para as 10:15. Levantei-me da cama eram 12:45. Depois tive uma quebra de tensão e fiquei deitada mais um bocado. Só depois fui. Sorte que encontrei moças à saída do metro que me guiaram até ao local, ou então nunca o teria encontrado. Obrigada! Bem, isto para dizer que perdi os dois primeiros workshops, maquilhagem e perucas. Pelo que também perdi o Cuca a ser maquilhado e penteado (espero que tenha ficado lindinho! *__*)  Assisti ao de armaduras e skits.

    No de armaduras aprendi sobre um novo material do qual nunca tinha ouvido falar, que me parece bastante interessante. Foi feita uma demonstração do uso do material que deu para perceber bastante bem como é a coisa. Só houve uma coisa que eu não percebi, que é como desenhar a própria estrutura do prop, dado que se vai "pegar" ao corpo  (e tem de servir, né?) Mas também não tenho nenhuma armadura planeada (para breve), quando chegar a altura logo descubro! =D

    No de skits, básicamente não disseram nada que eu não tivesse dito. Acho que podiam ter dado um bocadinho mais de detalhe à parte da contracena (que é uma técnica diferente do monólogo) mas fora isso muito bem. Os vídeos de exemplo, conhecia-os todos, fiquei surpreendida com a escolha para o "artístico",  mas são todos excelentes skits! Aliás, gostei desta categorização dos skits. Eu acho que tenho feito "cómico", mas vou começar a alimentar-vos com umas cenas conceptuais que se enquadrarão no "artístico".

    A APC disponibilizou as apresentações de power point dos workshops, que passarei a disponibilizar aqui também:

    Workshops Cosplay APC - Maquilhagem, perucas, armaduras e Play

    Em Resumo!

    Gostei muito das iniciativas no cosplay e do evento em si, se houve problemas foram bem resolvidos que eu não dei por nada (excepto sound crisis lol). Foi super-divertido usar a Botan outra vez. Uma moça reconheceu-me e ofereceu-se para fazer de Yukina! Já semos três no grupo de Yu Yu Hakusho! Depois tive uns convívios um bocado surreais com os velhos dos restaurantes ali ao pé ("Foi ele! Dê-lhe com a pá!" e "OLHÁPADEIRADALJUBARROTA!" foram os mais populares) e com os escuteiros que andavam a pulular por ali ("Disseram-nos que eras a morte, mas tu não podes ser a morte, porque a morte é um homem com um capuz preto e tu estás vestida de cor de rosa" ou ainda "Os teus cabelos não podem ser azuis de verdade!") A Shing tirou uma foto genial com os escuteiros também!


    A minha melhor foto! GOTINHAS! A sério, de repente eu olhei e vinham estas gotinhas de mãos dadas a andar pelo corredor, eu ia tendo um ataque. Porque são GOTINHAS meu deus!

         
  • A Casa Verde

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    A Casa Verde
    Mario Vargas Llosa
    1966
    Romance

    Mais um Vargalhosa para meter debaixo do cinto, este emprestado pelo meu pai (que odeia Vargalhosa, por o achar um imitador de Marquez). Mas este, até agora, foi o que eu gostei menos.

    Isto essencialmente é um retrato de uma cidade e de uma floresta tropical, com várias histórias entrelaçadas. A história da Casa Verde (dizem que é a principal, mas a mim não me pareceu), prostíbulo construído pelo Sr. Anselmo - um misterioso homem que aparece do nada cheio de dinheiro - a história de Bonifácia, freira expulsa, a história de Fushia, fugitivo Japonês e malfeitor em geral, a história de Chunga (que se vem a saber no final) Todas estas histórias decorrem ao longo de quarenta anos e estão todas misturadas. Presente, passado, é tudo descrito ao mesmo tempo. Isto torna a leitura muito densa e muito confusa.

    O autor insiste muito nas descrições das coisas "da terra", das árvores, dos pássaros, da miséria, das coisas dos índios, das comidas. Isto caracteriza bastante bem o ambiente tropical em que vive esta gente, mas torna-se rapidamente aborrecido. Estes conceitos são repetidos no livro mais recente, aqui revisto, "O Sonho do Celta".

    Kudos para o autor, que aparentemente terminou de escrever isto (e isto é uma coisa complicadíssima, acreditem-me!) quando tinha 29 anos. O que significa que eu tenho de publicar algo rapidamente, ou então passa-me a idade!
  • Dumbo

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    Dumbo
    Walt Disney
    Animação Ocidental - Filme
    1941
    7 em 10

    Ah e tal, vamos tripar-nos, vamos ver o Dumbo. Toda a gente sabe como é este filme: um elefantinho orelhudo é ostracizado pelos outros elefantes. Depois descobre que pode voar. Um filminho curto, mas amoroso.

    Após breve pesquisa venho a saber que este foi um filme de baixo orçamento, desenhado para ser um sucesso de bilheteira e fazer dinheiro. É curto e, efectivamente, é pouco detalhado. Mas, na sua falta de detalhe, é bastante original. Dedicaram-se sobretudo à animação, pelo que temos sequências excelentes, como as alucinações e o voo. É um filme simples e colorido, mas de certa forma muito trágico e impressionante. Tudo de mal acontece ao Dumbo (e há quem tenha opinião de que a culpa é toda da mãe, que é um bocado atrasada mental), é deficiente físico, perde a mãe, torna-se palhaço, tem alucinações com elefantes cor de rosa... Aliás, repare-se quer esta é a parte para tripar, desde pequena que eu acho este filme perturbador por causa disso. Até os tratos aos animais do circo, que são obrigados a fazer performances complicadas e a carregar materiais para a construção da tenda é negro. Assim, este filme é um pouco pessimista, em contraste com a alegria do circo.

    Simples e eficiente. Sem dúvida bom para tripar. E uma pessoa farta-se de chorar quando a mãe está a embalar o elefantinho.
  • O Discurso do Rei

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    O Discurso do Rei
    Tom Hooper
    Filme
    2010
    8 em 10

    Bem, só agora é que eu reparei: há quanto tempo é que eu não via um filme! Mas bem, vi este em família, tarde de feriado (ou de Domingo, sabe-se lá) Gostei.

    O Duque de York, pai da actual Rainha de Inglaterra, tem problemas. É gago. Coitadinho. Então começa um tratamento revolucionário, ao início mal convencido, com Lionel Logan. Depois torna-se rei e resolve a sua gaguez da melhor maneira possível, através de exercícios físicos e da tentativa de encontrar a causa inerente, o trauma passado, que o leva a esta insegurança gaga.

    Um filme muito interessante pela relação entre as duas classes diametralmente opostas, rei e terapeuta, e pelo desenvolvimento de uma conexão e de uma amizade, uma intimidade que o rei nunca teria tido. Os actores fazem um trabalho esplendoroso, sobretudo Colin Firth (ele não imita a gaguez, ele recria-a na perfeição) e em muito contribuem para o efeito emocionante do filme.

    Existe um contraste muito interessante entre a riqueza e a depressão do povo, mas também entre a opulência e o constrangimento psicológico.

    Diz que a Rainha Isabel ficou muito emocionada com o retrato feito do pai dela neste filme. Creio que isso diz muito sobre ele.
  • Mahou Shoujo Lyrical Nanoha

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    Mahou Shoujo Lyrical Nanoha
    Shinbou Akiyuki - Seven Arcs
    Anime - 13 Episódios
    2004
    5 em 10

    Eu tinha uma série de concepções erradas acerca deste anime. Pensava que era do início dos 90s. Pensava que era sobre música. Pensava que iam haver mais cabelos cor de rosa. Pensava que as personagens eram adolescentes. Tudo errado!

    Nanoha é uma miúda de 8 anos que encontra um furão. Furão esse que lhe dá poderes mágicos (daqueles que uma pessoa descobre por olhar para dentro do seu coração. Eu daria uma péssima menina mágica...) E assim começa a aventura que se inicia por encontrar umas jóias, passa por fazer uma amizade e salvar a pessoa envolvida na potencial amizade e envolve uma nave espacial inter dimensional. Isto é, um mahou shoujo típico e básico, sem nada de especial a apontar mas também sem grandes defeitos.

    As meninas são típicas, com uma certa excepção para Nanoha. Para criança de oito anos ela tem excelentes tomadas de decisão, pensa com calma, revela grande maturidade e segue os seus sentimentos com integridade. Criança encantadora, mas realismo? Nenhum. 

    Os designs são muito infantis, mas o anime esforça-se por colocar algum ênfase nestas lutas mágicas, cheias de luzes coloridas. A animação não está má e as transições são muito fluídas, sobretudo no que respeita à cena da transformação.

    Em termos de música, mais do mesmo, típico sobre típico, uma peça em piano, uma peça com metais, OP e ED pareceram-me demasiado adultas para o teor do anime.

    E isto ainda tem mais coisas, mais seasons e OVAs e montes de tralha, mas não é para agora. Agora, basta!
  • Eurocosplay 2012

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    Como já vem sendo habitual neste amoroso espaço, vamos comentar as apresentações do nosso Europeu de Cosplay! Desta vez só temos um vídeo com tudo.

    Já me conhecem e já sabem que eu não faço a mínima ideia sobre os fatos. Para mim estão (quase) todos maravilhosos e, parafraseando a Catarina, há aqui coisas que deviam estar em museus. Os classificados foram:

    1ºLugar - Alana, Holanda (Skull Kid, Majoras Mask)
    2ºLugar - Kairi, Polónia (Onion Knight, Final Fantasy Dissidia)
    3ºLugar - Refira, Reino Unido (Toothless, How to Train your Dragon)

    No final colocarei a lista dos classificados com a pontuação.

    Bem... Vamos a isso!

     Não percebo nada do que diz o apresentador, por isso fiquei sem saber as personagens, se aparecer entretanto uma lista eu actualizo.
    Não percebo nada do que diz o apresentador mas em alguns concorrentes aparece o nome deles, mais a personagem mais a fonte. Mas eu sou tótó e só me lembrei que podia copiar para aqui quase no fim. Se aparecer uma lista eu actualizo.
    Facto interessante: descobri que não sei as bandeiras dos países da Europa.

    1 - Itália - Música bonita, não percebo se o painel é suposto ser transparente ou se foi engano. Expressivo mas muito parado.
    2 - Irlanda - Movimentos firmes e confiantes, boas poses (excepto a última, com desiquilíbrio). Mas só poses.
    3 - Bélgica - Balançar pelo palco não constitui skit de cosplay
    4 - República Checa - Esta gravação não é a melhor coisa do mundo, por isso o audio é incompreensível. Ainda assim, por mais interessante que seja o monólogo, há-que fazer qualquer coisa que não seja andar de um lado para o outro.
    5 - Alemanha - Boa expressão durante o monólogo, música podia ter sido mais animada. Nada de especial, mas realmente nada de mais a apontar.
    6 - Bulgaria - Ambiente sinistro mas andar pelo palco não constitui skit de cosplay. O movimento de anca final foi a melhor parte, há que amar pessoas com sentido de humor (e com movimentos de anca)
    7 - França - Objectos de palco interessantes, apesar de eu não ter percebido o objectivo das fitinhas. Os movimentos com as bestas pareceram-me pouco exactos (para onde iriam sair aquelas setas! Ainda arranca a vista a alguém!) No geral, bom.
    8 - Portugal - Portugali, Portugali, Portugali! Antes de mais, parabéns por teres feito um fato tão complexo em tão pouco tempo! Viva! Agora, eu li a explicação do skit antes de ver o skit, não sei se a minha impressão seria a mesma se não o tivesse feito. A música do heaven está um mimo, mas a parte final está incompreensível. Parece-me muita coisa para tão pouco tempo, mas ainda assim está divertido.
    9 - Letónia - Andar pelo palco a mexer em botões não constitui skit de cosplay
    10 - Hungria - Parece que o fato é muito pesado, porque a desgraçada mal consegue levantar os braços para dar tiros com a arma. Não percebi bem o que se estava a passar, suponho que seja uma luta com alguém, não me pareceu mal fora estes pequenos desiquilíbrios. Pelo que eu aprendi (pode estar errado) Warhammer é um jogo de tabuleiro. Assim, não há cenas para reproduzir. Assim, isto foi inventado. Assim, weee!
    11 - Suécia - Extremamente expressivo, adorei o truque com a bola e quero fazer igual.
    12 - Suiça - Bonito em parte mas falta-lhe algo excepcionalmente bom.
    13 - Holanda - Adoro a expressão da cara, mas isto torna-se rapidamente cansativo.
    14 - Reino Unido - Ok, quando o fato apareceu awww, que fofinho, que engraçado. Mas pulinhos pelo palco enquanto tentas manter a tua cabeça pegada ao corpo não constitui skit de cosplay.
    15 - Polónia - Adorei, muito engraçado, simples e eficiente.
    16 - Dinamarca - Efeito especial muito fixe, no início pareceu um pouco confuso mas depois compensou. Gostei muito.
    17 - Finlândia - Hahaha, muito engraçado, efeitos simples mas giros e inesperados.
    18 - Roménia - Primeira parte nãoconstituiskitdecosplay. E uma adenda: quem não sabe andar de saltos ou aprende ou não faz cosplays que usem saltos.
    19 - Eslováquia - Ok, o Alien é sempre giro a fazer o que quer que seja. Mas eu não percebi nada do que se estava a passar aqui.
    20 - Turquia - Não percebi o que ela disse no microfone, mas coreografia bem ensaiada.
    21 - Espanha - Pareceu-me muita coisa, coisas a mais, abanar demasiadas coisas. O efeito não fica muito bom porque ela está sempre a tentar entrar no timing.
    22  - Bélgica - Mal percebo o que ela está a dizer (audio maldito)... Mas que seca. Monólogo muito longo sem momentos de intensidade para prender o público, a minha atenção facilmente diverge para o chat do facebook.

    A uma hora de espectáculo fiz um longo intervalo, por isso sugiro que também vocês façam um. Tomem um café, estiquem as pernas, olhem para esta coisa que eu vou por aqui e preparem-se que ainda falta MITADI!
      Ok, CONTINUEMOS!

     
    23 - Roménia - O audio está muito, muito bom, mas a actuação torna a história muito desinteressante. Seria boa oportunidade para fazer aqueles truques de mudar de fato.
    24 - Eslováquia - Mas o que é que... Bem. Escolha de músicas gira mas não constitui skit de cosplay. Se bem que o que é que esta pessoa podia fazer quando é um Angry Bird? Atirar-se para o público? Era capaz de não ser má ideia.
    25 - Reino Unido - Luta bem coreografada e expressiva, mas parte final muito confusa em termos de movimentos
    26 - Suécia - Movimentos confusos mas tudo bem, ataques coreografados, tudo bem e depois Gangnam, tudo mal. Cortou com tudo, não percebi a cena.
    27 - Irlanda - Monólogo e parte final muito expressivas, movimentos desperdiçados no meio do desespero, sugiro melhor marcação.
    28 - Turquia - Essencialmente só poses e uma luta desincronizada. Non.
    29 - Itália - Aprender a usar uma bengala era fixe. De resto, emotivo.
    30 - Suiça - Audio emocionante e excelente coreografia, mas falta conteúdo.
    31 - Dinamarca - Não entendi. Nada. Teve piada, mas o que foi isto?
    32 - Hungria - Wooh, uma luta COM CONTEXTO! Viva! Ainda assim movimentos um bocado moles.
    33 - Lituânia - Não sei se estas poses à Dio Brando são muito funcionais para usar bestas...
    34 - Alemanha - Não percebo bem o monólogo, bem marcado, se a parte final era para ter piada não acho que tenha funcionado muito bem.
    35 - Noruega - Se era para cantar podia cantar um bocadinho melhor, só naquela.
    36 - Bulgaria - Teria funcionado muito melhor se ela não andasse de um lado para o outro.
    37 - Estónia - Ok, andar, andar, andar (andarão mesmo assim, os soldados) e depois musiquinha que não tem nada a haver com nada. Nonnonon.
    38 - República Checa - Ela parece ter imensa dificuldade em mexer-se. E só anda de um lado para o outro e isso não constitui skit de cosplay.
    39 - Austria - OHMEUDEUS eu não acredito que vi este cosplay amoramoramoramor! Mas bem, o texto está bom. A representação está boa. Mas isto não tem nada a haver com a Marie Antoinette de Ikeda. Totalmente o oposto.
    40 - Holanda - Simples, divertido e eficiente!
    41 - Polónia - O início foi muito divertido, achei que a ideia funciona muito bem.
    42 - França - Não constitui skit de cosplay.

    Em resumo: acho hilariante o apresentador acabar todas as apresentações com "excellent", "awesome stuff" ou "lovely". É triste ver apenas meia dúzia de boas apresentações em 42, a nível internacional. Sim, eu sei, eu sei que o Eurocosplay é tudo sobre os fatos e que só 20 pontos vão para a apresentação mas E AGORA EU VOU CITAR UM JURI DO EUROCOSPLAY, "it's costume but it's also PLAY, they go hand on hand so don't forget about it"

    Concordo com os dois primeiros prémios, não tanto com o terceiro (mas pelo que vejo ninguém está a concordar). Fica aqui a folha das classificações para verem as pontuações gerais de cada pessoa. :)


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