9.11.12

A Casa Verde

A Casa Verde
Mario Vargas Llosa
1966
Romance

Mais um Vargalhosa para meter debaixo do cinto, este emprestado pelo meu pai (que odeia Vargalhosa, por o achar um imitador de Marquez). Mas este, até agora, foi o que eu gostei menos.

Isto essencialmente é um retrato de uma cidade e de uma floresta tropical, com várias histórias entrelaçadas. A história da Casa Verde (dizem que é a principal, mas a mim não me pareceu), prostíbulo construído pelo Sr. Anselmo - um misterioso homem que aparece do nada cheio de dinheiro - a história de Bonifácia, freira expulsa, a história de Fushia, fugitivo Japonês e malfeitor em geral, a história de Chunga (que se vem a saber no final) Todas estas histórias decorrem ao longo de quarenta anos e estão todas misturadas. Presente, passado, é tudo descrito ao mesmo tempo. Isto torna a leitura muito densa e muito confusa.

O autor insiste muito nas descrições das coisas "da terra", das árvores, dos pássaros, da miséria, das coisas dos índios, das comidas. Isto caracteriza bastante bem o ambiente tropical em que vive esta gente, mas torna-se rapidamente aborrecido. Estes conceitos são repetidos no livro mais recente, aqui revisto, "O Sonho do Celta".

Kudos para o autor, que aparentemente terminou de escrever isto (e isto é uma coisa complicadíssima, acreditem-me!) quando tinha 29 anos. O que significa que eu tenho de publicar algo rapidamente, ou então passa-me a idade!

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