Katanagatari
0
O interessante destes designs é que não têm em absoluto nada que ver com a história ou o setting em que esta é passada. São muito coloridos, para uma história negra, e muito fofos. Até eu faria um cosplay, mas veremos a seguir o porque não. Quanto à animação, excelente produção. Temos todos os episódios uma luta de proporções épicas, com recurso a técnicas computorizadas que funcionam extremamente bem, numa explosão de cores e efeitos especiais.
O problema desta série é... Tudo o resto.
A história é simples: uma gaja faz com que um gajo vá à procura de umas espadas. E assim temos uma base de monstro do mês (12 episódios, 12 espadas) que não tem grande lugar por onde pegar.
As personagens são muito básicas e verdadeiros estereótipos, um genki bói e uma tsundere que se unem e que acabam por desenvolver uma relação. Esta parece um pouco forçada logo desde o primeiro episódio. A relação entre personagens mais interessante acaba por ser aquela da irmã, mas cortam-lhe as asas a meio da série. O culminar de tudo é frustrante e leva-nos a pensar o porquê de terem feito isto.
A música é um aspecto excelente desta série, extremamente variada (uma ED por episódio) e muito intensa.
No entanto a arte e a música não compensam a falta de conteúdo desta série. Poderia ter sido muito interessante e um excelente trabalho não fossem os momentos de comédia fora do contexto e a personalidade básica dos personagens.
Fosse um filme ou uma série com tempos normais até recomendava, mas assim não.
Katanagatari
Iwasa Gaku - Aniplex
Anime - 12 Episódios
2010
6 em 10
Ai a motivação com que eu estava, 12 episódios vêem-se num instante. Mas afinal não. São 12 episódios com 50 minutos cada um. Lançados uma vez por mês. Oh bem, não se podem ter só coisas boas na vida.
O interessante deste anime é a arte, animação e design de personagens. Os fundos são complexos e apaixonantes, com um certo tradicionalismo impresso neles. Já o design é extremamente original, com roupinhas muito giras (e cosplayáveis). Aliás, fica aqui um exemplo:
O problema desta série é... Tudo o resto.
A história é simples: uma gaja faz com que um gajo vá à procura de umas espadas. E assim temos uma base de monstro do mês (12 episódios, 12 espadas) que não tem grande lugar por onde pegar.
As personagens são muito básicas e verdadeiros estereótipos, um genki bói e uma tsundere que se unem e que acabam por desenvolver uma relação. Esta parece um pouco forçada logo desde o primeiro episódio. A relação entre personagens mais interessante acaba por ser aquela da irmã, mas cortam-lhe as asas a meio da série. O culminar de tudo é frustrante e leva-nos a pensar o porquê de terem feito isto.
A música é um aspecto excelente desta série, extremamente variada (uma ED por episódio) e muito intensa.
No entanto a arte e a música não compensam a falta de conteúdo desta série. Poderia ter sido muito interessante e um excelente trabalho não fossem os momentos de comédia fora do contexto e a personalidade básica dos personagens.
Fosse um filme ou uma série com tempos normais até recomendava, mas assim não.
By : ladyxzeus
Animoment - Um Momento de Anime
9
Animoment - Um Momento de Anime
Bem, mais um fim de semana pleno de senilidade.
Comecemos do início. Quando eu olhei para o cartaz não quis muito acreditar. Mas depois disseram-me "epá, não estás a perceber a genialidade da enguia metálica e do pato dragão". E realmente não estava. Olhando bem para isto, tem algo de muito épico aqui. E parece que foi feito pelo irmão mais novo do organizador, que fofi. :3 Além disso gostei do site, adorei o cartaz. Tinha tudo e filmes diferentes do habitual e três workshops (inscrevi-me imediatamente no de cosplay) e não parecia ser difícil de lá chegar. Então preparei o meu cosplay, um skit para rir e lá fui eu.
Quando cheguei eu não quis completamente acreditar. Aliás, estive quase para me ir embora. Mas lá entrei e entrando o que se passava: programa da manhã estava cancelado pois a pessoa que trazia o material teve um acidente de carro. Mas não se magoou e isso é o importante. Se bem que se fosse eu já o material lá estava desde o dia anterior (ou desde a semana passada). Entretanto tinha visto no horário (quando cheguei a casa. Às 10 da manhã. Depois de ter dormido uma hora. Isto é importante) que o workshop de cosplay tinha passado para o dia seguinte. Fiquei com pena, pois não tinha planeado ir no Domingo.
Mas falemos daquilo em que não acreditei: o espaço. É uma associação cultural de velhotes, ou coisa que o valha, e parecia estar a cair em pedaços. Tinha um espaço grande com copa (que por razão misteriosa não podia ser usada) e um palco. Um pano na parede seria o sítio de visualização de coisas. Atrás uma tenda, onde estava pessoal a jogar às cartas e um espaço vazio que se estendia até ao infinito (limite definido por um parque infantil), que poderia ter sido utilizado para montes de coisas. Parte da frente coberta por uma coisa, segura por um pau com um balde na ponta, que caiu pelo menos duas vezes colocando em risco a vida de muitos seres vivos e de muitos seres mortos também. Ah, e vi um rato. Mas isso não interessa, porque tinha pago bilhete e porque eu acho ratos super fofos.
E ora portantos lá andei eu pegada ao cinzeiro, a ver as lojas (muito poucas: Casa da BD, uma banca com cartas diversas, uma banca de desenhos, uma com coisas feitas à mão - onde comprei o meu tradicional phone strap, este é de um sushi de ovo -, uma com manga barato - onde deixei o meu contacto para me enviarem informações, pois disseram que havia mais - e uma com uns porta-chaves feitos de feltro) , a falar com os peoples sobre anime e coiso. Além de mim havia mais uma pessoa com um cosplay e estava-me a sentir um bocado deslocada por, pois, ter uma peruca azul e um remo. Mas gostei de falar com o pessoal. Éramos poucos, talvez por isso dava para iniciar conversas interessantes e falar sobre anime. O que, para evento de anime, é quase uma novidade!
Entretanto inciamos uma sessão de Dungeons and Dragons. Desde que vim da Quinta Dimensão que queria muito experimentar um roleplaying game mas até agora ainda não consegui que o encontro dos Roleplayers de Lisboa acontecesse num dia em que eu não tenho um evento de cosplay (ou um workshop) para ir. Então finalmente consegui experimentar! E é tão, tão, tão, tão, tããão giro! A primeira parte foi a construir as personagens. Eu escolhi uma humana bard e dei-lhe o nome de Cockatiel. E estavam as minhas parceiras a fazer a delas quando chamaram para o concurso de cosplay.
Concurso de Cosplay
Éramos dois. DOIS. 2. Um mais um. Dois. Prémio garantido, havia dois prémios (muito fixes, por sinal). Entretanto apareceu uma moça com orelhas de gato (a Gatinha Celina) para fingir que éramos mais. Mas éramos dois. Cosplayers, onde estavam vocês? Espero sinceramente que a fazer um fato com um milhão de pérolas, porque podiam ter ganho prémios excelentes e não ganharam. Ora, eu desta vez vi as apresentações de cosplay, por isso mesmo sem vídeo (que ainda está para aparecer) vou falar um bocadinho delas. Para começar, estes éramos nós:
Credo, que cara de mutante que eu tenho...
Tirámos a sorte quem ia primeiro e quem ia depois e, como a deusa me bafeja com o rabo, calhou-me ser a primeira. No me gusta ser a primeira. Backstage um pavor, cheio de escadas (tenho dificuldade em subir escadas com este fato), cheio de gente a comer algo com arroz.
Botan (Eu)
Este vídeo vai estar está aqui PORQUE houve mais uma desgraça na série e os vídeos viam-se muito mal, muito muito mal, no pano branco. Parece que era por causa da luz. Mais uma razão pelas quais os vídeos devem apenas ser um suporte e não devem ser essenciais, meus amigos! 8D Mas prontes, eu acho que está giro por isso está aqui para verem.
Ora, tinha uma série de limitações este concurso: 1 minuto de tempo limite e não se podia utilizar material sonoro "da net" (isto é, todas as músicas de que gostamos). Então eu decidi fazer uma coisa simples e usei a minha voz para fazer os efeitos. Eram para ser 10 coisas que se podem fazer com um remo, mas depois pus só cinco, porque não cabiam. Acho que fiz um erro de transição do Remar para o Cavar mas fora isso acho que correu bastante bem, deu para cansar e as pessoas (poucas) fartaram-se de rir. O juri comentou que podia ter sido mais expressiva, sobretudo na última parte, e é verdade... Os risos não sairam como é costume. De uma forma ou de outra, eles valorizaram bastante o facto de eu ter feito o fato todo (à mão, mais o remo). Comentaram um detalhe na peruca, verdadeiro (e esta peruca já parece um ninho de ratos, de qualquer forma). Mas enfim, acabei por ganhar o primeiro prémio, o primeiro da minha vida, que foram 50 euros em vales de compras na casa da BD e uma t-shirt de Naruto (que dei imediatamente ao Soldado, o que é que eu ia fazer com uma t-shirt de Naruto?) Eu realmente pensava que isto ia correr muito mal, estava mal-disposta, só tinha dormido uma hora, a peruca estava pavorosa, esqueci-me de uma parte do fato (que não se vê mas que é importante), estava toda desgraçada, mas valeu a pena o esforço. =D
Soldado (Counter Strike)
Vi de longe. Entrou em modo stealth, apontou e apontou mais. Não apreciei muito, mas o juri diz que o ambiente estava igual ao do jogo, por isso deve ser verdade.
Gatinha Celina
Entrou. Fez "nya". O público matou-se a rir e continuou a matar-se a rir durante todo a "nyazação". Deram-lhe um "Prémio de Coragem", que achei muito bem!
Uma nota sobre o juri
Gostei muito que nos dessem as opiniões deles e as pontuações. Pessoal acessível e simpático, críticas construtivas e muito válidas. Gostei mesmo desta atitude, se bem que teria sido impossível se fossemos mais.
Depois mais Dungeons and Dragons, onde matei um Ghoul à primeira, de longe, com uma seta, mas acabei por ser morta por gatos.
Segundo me consta os workshops, de desenho e de Japonês, estavam concorridos. Os jogos e as cartas também. Mas o resto estava morto. Acho que deviam ter posto alguma animação no palco, sei lá, um concurso de karalhoke ou assim, para chamar a atenção para aquela área. Nota sobre o workshop de desenho: eu falei com as pessoas que iam dar o workshop e... Eram estudantes do 12º ano. Sinceramente não me parece qualificação suficiente (apesar de eles até desenharem bem, deixei o meu contacto para um projecto)
Quanto a comidas, ramen. Mas havia um problema com a água. Estava ausente, levei comida de casa.
Por isso vamos ao..... SEGUNDO DIA!
Tururu, está aqui uma coisinha bebé para tirar o gosto.
Ora bem, eu era para não ir. Eu era para ter ido acabar com o stock de um bar em Almada e para ter feito um longo passeio à beira do rio, com interrupções frequentes. Mas o organizador pediu-me... MUITO... Para ir dar o workshop de cosplay. Ora portantos, o gajo que ia dar o workshop cortou-se. À meia noite e vinte de sexta-feira (a situação era para acontecer no Sábado). E eu disse "epá, eu vou falar com o pessoal para ver se arranjo alguém, que eu não tenho competência que eu não sei fazer fatos". Então fui falar com o pessoal, e até falei com bastante pessoal, e ninguém podia ir, e ninguém podia, e ninguém podia, e então fui eu. Ya. Fui eu. Não lhes ia dar a boca também. É que realmente, esta gente esforçou-se para fazer algo em condições e só lhes aconteceram azares. Mas para ser sincera, estou estupefacta com a atitude da pessoa que ia dar o Workshop. Aparentemente estava a cargo da Associação Portuguesa de Cosplay. Se tinham de cancelar o mínimo que podiam fazer era arranjar alguém para substituir. Há dezenas de cosplayers neste grupo, não havia de ser impossível encontrar alguém! Ou pelo menos alguém que soubesse mais do que eu! É que realmente são estas coisas que tiram toda a credibilidade a um grupo. Questiono-me, será que a Amadora vai falhar? Ou será que não falha por ser um evento oficial? O que pensaram vocês? "Ah isto é um evento de fãs então a gente pode falhar à grande que ninguém vai ligar?" Ou outra coisa qualquer? Esclarecido que a criatura envolvida pertence à ACP mas que ia a título pessoal. Imprevistos acontecem, é evidente, toda a gente tem o direito de faltar a uma coisa para a qual se comprometeu. Mas o lógico, o correcto!, é arranjar uma alternativa. Um plano B, um plano C. Agora deixar as pessoas penduradas é que não.
Mas prontes, fui eu. Fui eu. -___- E como eu em fatos sou uma abécula falei de skits. Peço desculpa a todos os que estavam à espera de um workshop de cosplay. :< Eu dei um workshop de PLAY. Mas bem, dei umas dicas para o audio, para o vídeo, partilhei uns tutoriais de efeitos especiais e finalmente, depois de uns bolinhos, sugeri um exercício de construção de personagem. Consistia em escrever alguns dados sobre a personagem e baseados nisso apresentar-se como se fossem a personagem. Mas acho que não expliquei bem a ideia. Depois tinha planeado que cada um reproduzisse uma cena da "fonte", mas não tínhamos muito espaço e o chão era de gravilha molhada e achei melhor cortar essa parte. De uma forma ou de outra podem sacar aqui a apresentação que fiz, pelo menos tem imagens giras.
Entretanto havia um concurso chamado "Teatro em Cosplay", que era para grupos. Foi UM grupo (espero vídeo), que ganhou uma câmara de filmar. Mais uma vez, prémio awesome e só um participante. A apresentação deles ao início estava gira, mas depois Gangnam (e Gangnam mal coreografado ainda por cima). Eles disseram-me que aquilo foi meio de improviso, por isso até nem foi mau de todo.
Finalmente, enquanto esperava por uma boleia para a estação dos comboios, concerto dos Namae Ga Nai, que fazem covers de músicas de anime. Banda fixe, tocavam bem e tocavam músicas giras (se bem que a maioria eu não conhecia). E tinham um violino, que raridade! Mas a vocalista não estava nos seus melhores dias, constipada do dia anterior, a voz falhava-lhe, desafinava nas notas mais altas, e só fazia que não, parecia estar mesmo triste. Sem presença nenhuma. Tocaram só meia hora mas ainda assim acho que são uma boa banda para os eventos e gostava de os ver mais vezes. A voz da vocalista podia estar a falhar, mas tinha um tom bonito.
Neste dia já havia diversos quitutes alimentares a preços mínimos, mas a única loja que lá estava era a Casa da BD. Muito menos gente, se é que é possível.
No caminho de regresso cheguei à conclusão que nunca teria dado com o sítio se tivesse ido de transportes. Nem nunca na minha vida eu tenho sentido de orientação suficiente.
Mas concluamos! Diverti-me e isso é o essencial. Pude conhecer pessoas novas e, maravilha das maravilhas, falar com elas sobre anime! Todo o evento foi a parábola da Série de Desgraças, mas sobreviveu-se e riu-se e portanto foi na boa. Gosto destes eventos feitos por fãs, sempre dão para variar um bocado. Gostei que eles fizessem tudo dentro dos trâmites legais, com os copyrights de tudo e coisas, não gostei (fez-me solene confusão) que me estivessem sempre a tratar por você. Tive muita pena que todas as pessoas da net que disseram que iam não tenham ido. Acho que deviam continuar, se bem que num espaço diferente que este não estava com nada. Foi um fim de semana bem passado, embora sentisse a falta do longo passeio à beira do rio com interrupções.
Nota para uma coisa engraçada: no workshop estava lá uma velhota que não fazia ideia de onde estava e que não sabia o seu próprio e-mail para eu lhe explicar melhor. Ela ficou com ideia de que Cosplay é como as pessoas se vestem no Japão. 8D
Nota para uma coisa engraçada: no workshop estava lá uma velhota que não fazia ideia de onde estava e que não sabia o seu próprio e-mail para eu lhe explicar melhor. Ela ficou com ideia de que Cosplay é como as pessoas se vestem no Japão. 8D
By : ladyxzeus
Steins;Gate
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Steins;Gate
Hamasaku Hiroshi - Frontier Works
Anime - 24 Episódios
2011
7 em 10
Essencialmente isto é um anime sobre umas pessoas que fazem um microondas que dá para mandar mensagens de telemóvel atrás no tempo.
E acontecem muitas coisas. A história é complexa, mas fácil de seguir pois anda sempre para a frente e acompanha sempre o mesmo personagem, Okabe. Para mim a história divide-se em duas partes: antes do pesadelo e depois do pesadelo. Antes do pesadelo começam a mandar mensagens para trás e a brincar com essas coisas todas e vai aparecendo um harém à volta de Okabe (Daru é elemento neutro). Durante o pesadelo prefiro não contar, porque foi muito horrível e assustador (foi meu, não foi da série, haha). Depois do pesadelo, o Okabe tenta resolver a merda que foi feita, que tem consequências algo drásticas. Não desgosto. Mas há pequenos elementos confusos, sobretudo no que respeita a Suzuha. Além disso, acho que a maioria das mortes poderiam ser prevenidas se chamassem uma ambulância ao local de imediato. E o chamado "scientifical reasoning" não tem reasoning nenhum. Sim, eu fui falar com aquele pessoal dos ecrãs pretos com números e barras, só para confirmar a minha desconfiança.
Em termos de personagens, o único que se aproveita é realmente o Okabe. Okarin, ou Okabe Rintarou, ou Hououwouwowin Kyouma, é um MADU SAIENTISTO, SO COOL!, SUNOVABITCH! E encarna isto na perfeição. Tem uma personalidade forte, talvez um pouco louca, mas no fundo só quer salvar aqueles que ama... E isso caracteriza também um pouco do seu egoísmo, aquele egoísmo que o faz obrigar miúdas a carregar computadores. Todos os outros são apenas unidimensionais.
Temos uns dois ou três momentos de animação brilhantes, mas de resto a arte não é o forte deste anime.
Quanto a música, gostei bastante de todas, tornam os momentos bastante belos ou mais intensos. OP interessante, não apreciei muito a ED. No geral, bem bom (mas não o suficiente para sacar).
Gostei bastante desta série. Pelo menos percebi as piadolas do Dr. Pepper! Finalmente!
By : ladyxzeus
663114
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663114
Hisamu Hirabayashi
Anime - Curta-Metragem
2012
6 em 10
Uma curta que é curta: irei colocá-la de seguida para que a possam ver.
Eu quando terminei não sabia bem o que pensar. Assim, fui pesquisar e encontrem este excelente comentário, que explica todos os símbolos representados nesta pequena animação.
Isto é uma alegoria para o terramoto de 11 de Março, com um forte sentido filosófico e ético. A estética é muito simples, mas muito intensa. Vemos uma cigarra a subir a uma árvore e a ser vítima do terramoto e do tsunami, representado por grandes mãos e por gritos. As texturas sobrepostas formam um jogo visual interessante, mas não temos aqui nada de especial em termos de animação.
O sonoro é o mais interessante. A cigarra fala numa voz gutural, quase incompreensível, que depois muda para uma voz sintética e mutada. Toda a música causa um pouco de horror, sobretudo no que respeita ao momento de chuva ácida, e leva a animação (fraca) a um nível mais filosófico.
No geral, uma boa animação, mas requer boa capacidade de interpretação. Tenho dúvidas em relação à classificação que lhe dei. O mais que posso fazer é recomendar.
By : ladyxzeus
O Papagaio de Flaubert
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O Papagaio de Flaubert
Julian Barnes
Biografia
2010
Livro que recebi num Random Act of Bookcrossing Kindness, no - evidentemente - Bookcrossing.
Eu olhei para a capa, olhei para a descrição e estava convencida que isto era um romance. Estava desejosa de o ler, gosto de papagaios. Mas não se julgue um livro pela capa. Isto não é um romance. É uma biografia romanceada. Biografia de Gustave Flaubert, autor de Madame Bovary (e outras coisas mais, das quais nunca tinha ouvido falar)
Narrado por um personagem imaginado que tem um fascínio por este autor, o livro descreve a vida dele em detalhe, com todos os simbolismos e todas as pequenas coisas captadas em cartas pessoais que poderiam definir a sua personalidade. Infelizmente, como acontece com a maioria dos autores (sobretudo aqueles de quem nunca li um livro), Flaubert não tem uma vida especialmente interessante. Escreve, bebe, apanha sífilis, tripa-se com a sífilis, tem um cão, observa um papagaio. E assim se resume a vida dele.
Isto poderia ser compensado por uma escrita muito intensa, mas - seja problema do autor ou do narrador (se assim for, parabéns ao autor) - o livro apresenta apenas listas de compras, listas de características e debates sobre se elas estão certas ou não. Houve apenas dois capítulos que me agradaram, aquele narrado pela amante de Flaubert e aquele em que o narrador fala um pouco sobre a sua relação conjugal. Parece que o narrador se identifica com Flaubert, mas as intenções são pouco claras e a conexão do narrador ao seu ídolo é flácida.
Assim, libertei este livro no Cacilheiro, logo após terminar de o ler. Ainda vieram umas pessoas atrás de mim com ele a perguntar se era meu, mas eu disse que não, que já lá estava. Espero que o registem no site.
By : ladyxzeus
Geração Beat
1
Geração Beat
Jack Kerouac
Dramaturgia
1957
Eu tinha curiosidade em ler Kerouac desde que vi a referência num livro de Murakami. Assim, quando encontrei este autor num maravilhoso sebo, a apenas 9 reais, não resisti a trazê-lo.
Mas tive de me informar o que é efectivamente a Geração Beat. Diz que são um grupo de artistas dos anos 50 que viviam em comunidades, isto é, freaks. Vieram a dar os Beatles e os hippies, e o chamado movimento contra-corrente. Esta peça é suposto ser a encarnação disto.
Mas não é. Uma data de personagens, gente pobre e simples e bêbada, tem conversas sobre corridas de cavalos. E sobre a vida, mas essencialmente corridas de cavalos. As considerações filosóficas sobre deus, sobre o budismo, sobre santos, sobre a sorte, etc., parecem estar ali metidas a martelo. Os próprios personagens são irreais, pois sendo ao início caracterizados como um grupo de bêbados ignorantes metem-se logo a jogar xadrez enquanto comem ovos estrelados e a tecer opiniões existencialistas injustificadas.
Talvez seja também da tradução, mas não gostei nada da maneira desta gente falar.
Além disso parece ser uma peça dificílima de encenar, tem montanhas de gente, montanhas de gente que não interessa a ninguém, tudo isto se poderia resumir a quê, três ou quatro personagens? E montes de cenários e tralha desinteressante.
Tenho de ler um livro propriamente dito do Kerouac para ter uma opinião válida, mas não gostei desta primeira experiência.
By : ladyxzeus
Crimes de Natal
4
Raymund Allen
H. C. Bailey
Agatha Christie
Wilkie Collins
Arthur Conan Doyle
Dick Donovan
Christopher Hallam
Thomas Hardy
Fergus Hume
H. R. F. Keating
Ellis Peters
C. L. Pirkis
Lennox Robinson
David G. Rowlands
Pamela Sewell
Edgar Wallace
Crimes de Natal
Vários
Antologia de Contos
1995
Uma antologia de contos que recebi do BookCrossing, já que nos estamos a aproximar da altura. Os autores presentes são:
H. C. Bailey
Agatha Christie
Wilkie Collins
Arthur Conan Doyle
Dick Donovan
Christopher Hallam
Thomas Hardy
Fergus Hume
H. R. F. Keating
Ellis Peters
C. L. Pirkis
Lennox Robinson
David G. Rowlands
Pamela Sewell
Edgar Wallace
Ora bem, como criticar uma antologia de contos? Não tenho vagar para os criticar um a um. No geral a qualidade deles é bastante boa. Apesar de existirem alguns que relatam casos quase sem interesse, mistérios que realmente podiam ficar para resolver porque nem todos somos mentes curiosas, e apesar de existirem alguns com um estilo de escrita um pouco... Bem, um pouco... São todos bastante bons. O meu preferido foi "Uma Mulher às Direitas"
Mas isto leva-me a pensar que eu realmente não me interesso grandemente por policiais. Não há personagem, nem desenvolvimento, não há grande história que não seja o caso e a sua resolução, não há grandes momentos literários. É como um episódio do CSI, mas com menos tecnologia. Consequentemente creio que passarei a evitar este género.
By : ladyxzeus



