• Falemos de Politiquices

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    Porque eu fui à Manif. Logo tenho de escrever uma crítica sobre a qualidade da Manif. Ou não. Não estudar não é só ver anime. Também se pode falar de coisas sérias. E é isso o que eu vou fazer hoje.

    Vou colocar aqui as minhas tendências políticas e a minha opinião sobre o balde de merda que praí vai.

    Entretanto, fotos da manif:

    Assim ficam mais ou menos a ver a dimensão da coisa.

    Mas enfim, vamos proceder a uma explicação. Eu não era suposto estar na manifestação. Eu era suposto estar a ser ignorada fortemente na Festa de Apresentação do Novo Spot Publicitário da Kingpin Com Doritos Picantes. Mas a vida acontece e acabei por ficar alojada no Monte da Caparica de ontem para hoje e fui parar à Manif. Eu não sou de Manifs. Porquê? Porque muda alguma coisa? Não muda, então para quê ir. Mas agora eu percebi que ir vale a pena. Ya, podia ter ficado em casa a ver anime ou estar a comer doritos picantes, isto nem tem nada a haver comigo, eu nem sequer trabalho, eu nem sequer desconto. Mas a verdade é que isto interessa. Interessa a todos nós. Vale a pena sair à rua. Eu nem gritei nada. Mas só estar lá, só ser mais um, vale a pena. É com a força da união que se consegue alguma coisa. Neste momento em que escrevo o pessoal tá todo passado a mandar pedras à polícia. Pode ser que ainda se passem completamente e partam aquela merda toda.

    Já agora, desculpem os palavrões, mas quando se fala de política há que chamar os bois (e outros animais) pelos seus correctos nomes.

    Dizia eu, eu não sou muito por manifestações pacíficas. Gritamos e nada acontece. Mas a situação é: ao menos gritamos. Ao menos temos o direito de gritar.

    Agora vou fazer um esclarecimento sobre a minha veia política. Eu não sou de esquerda nem de direita. Eu não sou de nada. Por enquanto, sou pelos competentes. Que são nenhuns. E acredito que num futuro longínquo a humanidade terá força interior suficiente para conseguir viver numa anarquia sustentável. Por isso quando vou votar, vou votar pelos competentes. Que são nenhuns.

    Era isso o que fazia falta. Uma pessoa competente. Uma pessoa com fibra. Já olharam bem para o Coelho? Um coelho anão é mais convincente que ele. Observem:


    Como podem observar, este coelho demonstra mais espinal medula do que o nosso actual primeiro ministro. Quanto ao senhor das finanças, o desgraçado parece que esteve a noite toda a chorar cada vez que aparece. E o resto dos meninos do PSD, bem... Há-de haver lá gente de jeito, mas não aparecem. Não se querem queimar. Quanto à oposição, temos um PS liderado por um homenzinho com cara de lombriga e com a mesma composição hídrica. Homem tal que tem a lata de dizer "quando o PS for governo". Meu menino, se depender de mim o PS nunca mais há-de ser governo. Então com você a liderar, nem nos Camarões o vão deixar ser governo. Temos um Partido Comunista do periodo Jurássico. E temos um Bloco de Esquerda que não aparenta saber bem o que há-de fazer à vida. E depois temos uma série de partidos cuja voz é tão fininha e tão pequenina que estarem ali ou não é praticamente o mesmo que nada. Isto para dizer: Portugal enfrenta grave crise política. No meu mundo ideal, teríamos um primeiro-ministro tipo Obama ou Lula, alguém que chegasse lá e nos desse esperança no futuro por mais sacrifícios que tivéssemos de fazer ao início. Teríamos alguém que nas suas declarações públicas não usasse palavras eruditas e dissesse simplesmente as coisas como elas são. Para não terem de ser interpretadas pelos serviços de imprensa, claro está. Uma pessoa directa, que fizesse o que tem de ser feito sem ter medo.

    Mas isso é o meu mundo ideal e toda a gente diz que eu vivo numa utopia. E eu respondo: sem sonhos é que não se faz nada.

    Para mim a solução ideal seria aumentar a produção de coisas úteis. Tipo comida. Porque, realmente, o que é que interessa saber programar em C se não há comida? Vamos produzir para ser auto-suficientes. A fruta Argentina é mais barata, e todas as laranjas são iguais umas às outras, mas vamos tentar usar os nossos próprios produtos. O resto que se venda para Angola ou para Cabo Verde ou para qualquer sítio onde faça falta. Aposte-se na qualidade, vamo-nos distinguir por sermos bons e não por sermos muitos. Porque muitos não somos nem nunca vamos ser. E legalize-se a erva, pelo amor da santa, que não há país melhor para a produzir. E eu não digo isto por gostar muito, mas sim porque é verdade. Imaginem os campos do Alentejo todos cheios de maconha, tantos turistas a vir para cá, tanta exportação que se fazia para a Holanda onde fazem isto crescer em adegas... Ai ai... Mas sim, a produzir acho que a gente chegava lá. Mas está toda a gente tão viciada no sector terciário que por as pessoas a trabalhar no campo ia ser uma complicação. E ensiná-las a plantar uma cenoura também. E ter os agricultores habituados a receber dinheiro para fazerem casas e comprarem carros também é complicado. Corte-se isso. Obrigue-se as pessoas a produzir algo de jeito para receberem por isso! E assim seríamos um país competitivo e assim podíamos pagar as nossas contas e assim gerava-se emprego e assim tinhamos dinheiro para fazer obras públicas, que geram mais emprego e assim estava toda a gente empregada a fazer alguma coisa de útil.

    Mas ok, isto não é a realidade. Há muitos factores de que estas coisas dependem e longe de mim ter essa informação toda. Então vou-vos contar o que seria uma boa solução imediata:

    Uma revolução.

    A sério.

    Pegue-se fogo a esta merda toda e que vá para lá alguém como a pessoa de quem eu falava ainda há pouco. Depois essa pessoa olha para as contas públicas e faz o seguinte: mete-as na net. E toda a gente contribui para solucionar o problema. Sem partidos. Sem clubismos. Sem lutas de interesses idiotas. Visto assim o universo político Português assemelha-se muito ao universo dos eventos de anime... Ah, e sem corrupção.

    Ah e aquela cena de meter o pessoal rico e das grandes empresas a pagar, também se podia pensar nisso. Não sei bem como, porque aquela gente também se mata a trabalhar e há-que ser justo, mas não era mal pensado.

    De resto, fica aqui o meu confuso manifesto.

    Saim para a rua. Manifestem-se. Há-de haver o dia em que deixa de haver internet e aí estão todos lixados, né? Mexam-se. Pelo amor da santa. Façam alguma coisa. Nem que seja mandar faxes para a Assembleia de República a dizer "BAKABAKABAKA".

    Porque isto é o nosso futuro. Se ficares sentado, eles podem fazer o que lhes apetece.
  • Kara no Kyoukai - Murder Speculation (1)

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    Kara no Kyoukai - Murder Speculation (Parte 1)
    Iwakami Atsuhiro - ufotable
    Anime - Filme
    2007
    6 em 10

    Por mais que eu gostasse de não fazer comparações, acho que neste caso são necessárias. Em relação ao primeiro filme da saga Kara no Kyoukai (Jardim dos Pecadores). A review do primeiro filme pode ser lida aqui.

    Este filme fala do passado. Fala de Shiki e de como ela se tornou Shiki. Mas não chega a concluir-se, porque a Parte 2 é só o sétimo, e último, filme da saga. Começa bem, gaja a maquilhar-se com sangue da pessoa que acabou de matar. É útil, é prático, é válido, quando não há dinheiro usa-se o que há. E o filme desenvolve-se na exploração da amizade entre Kokutou e Shiki e no desenvolvimento da personalidade paralela SHIKI.

    A arte é muito boa, com elevados níveis de produção, mas não possui aqueles momentos de romantismo complacente que davam  beleza ao primeiro filme. Da mesma forma, temos apenas um grande momento de acção, que consiste numa fuga pelo meio dos bambus. Isto não dá azo a que sejam usadas grandes técnicas. No entanto toda a arte é extremamente detalhada e cuidada.

    O desenvolvimento da história é um pouco incompleto, pois trata-se apenas de um Prelúdio e Fuga para algo que vira a seguir. Os personagens têm uma boa base mas não há nenhum tipo de desenvolvimento de maior. Por vezes é confuso distinguir entre Shiki e SHIKI.

    Também achei a música inferior, com mais ênfase a efeitos sonoros do que a peças completas.

    Gostei bastante, é uma excelente peça introdutória, mas falta-lhe alguma coisa que o primeiro filme tinha, alguma coisa de belo. Esperemos pelo sétimo, para a conclusão da história! E agora vamos ao terceiro! =D
  • Revista Neo Tokyo

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    Ora, estava eu na Quinta Dimensão à espera de comer um churro quando entro numa papelaria e vejo ISTO! Uma revista de anime! Comprei logo! E, como variações são sempre giras, decidi enviar um e-mail para o Editorial com uma crítica construtiva a cada secção da revista (que só acabei de ler agora) Amigos brasileiros poderão achar isto útil, amigos portugueses poderão ter curiosidade e amigos de outras nações recebem um abraço para não ficarem tristes. Assim, fica aqui cópia do mail que mandei!

    Boa tarde.

    O meu nome é (Lady), sou Portuguesa e estive recentemente no Brasil, onde tive a oportunidade de comprar a vossa revista. Dado que uma publicação deste género não existe em Portugal fiquei extremamente curiosa em relação à vossa edição. Além de viajante entre os dois países, por razões familiares, também tenho um pequeno blog onde faço críticas e comentários a vários tipos de media, nomeadamente anime, manga e literatura. Por isso achei que seria interessante expor os pontos de crítica aos vossos artigos e enviar-vos. Caso não seja útil, poderá apenas servir como curiosidade ("como os olhos de um Europeu vêm a revista!", ou algo do género) Evidentemente que isto é uma crítica absolutamente informal e sem intenção de ferir qualquer susceptibilidade.

    O fascículo que comprei é o Número 78. Seguem críticas individuais para cada um dos artigos:

    Black Lagoon

    Anime que eu não achei nada de extraordinário. Consequentemente a excelente crítica não abona nada em favor. Eu não confio na objectividade de pessoas que têm animes como Black Lagoon na lista dos favoritos. Mas isso é coisa minha. Neste artigo falta a objectividade necessária a uma crítica, se bem que foi de muito bom tom assumir que este é um dos "favoritos". Discordo em essencialmente tudo o que foi dito na review, como poderão confirmar pela crítica à segunda season neste mesmo blog. De resto, está muito mal escrito. Tem erros de tipografia, erros de ortografia, erros de gramática, tudo polvilhado com uma linguagem que, tentando ser informal, acaba por passar por arrogante.

    Entrevista

    Muito interessante e esclarecedora. Alguns erros de gramática, sobretudo vírgulas, e de tipografia

    Sudden Death

    EPA, SESTA ESCREVE-SE COM ESSE E NÃO COM CÊ! Fora isto, secção muito interessante. Escrita com bom humor faz um bom resumo da história, mas acaba por não referir o porquê da sua sudden death, nem mesmo uma opinião pessoal

    Sailor Moon

    Interessante, nada a apontar (engraçado ler os títulos dos episódios porque é quase como rever a série)

    Gantz

    Artigo muito completo e interessante, sobretudo porque foi um anime de que gostei. Fiquei com vontade de ver os live-actions. No entanto mantém-se o problema da gramática, sobretudo na utilização dos acentos na letra A e vírgulas. XD no fim também não fica nada bem para uma coisa profissional.

    Ichigo Mashimaro

    Em comparação com os outros artigos está muito bem escrito. Parabéns! :) Achei um artigo muito interessante, até porque detestei o anime. O manga parece ser bem melhor. Achei um pouco desnecessária a insistência na personagem de Ana Copolla, mas achei muito bem terem colocado as informações sobre adolescentes tabagistas.

    Posters

    Podiam ter posto uns mais bonitos...

    Cosplay

    Agora vou fazer uma crítica muito desagradável. Brace for the impact! Passa-se o seguinte: todas as revistas de cosplay que conheço (que não serão muitas) escolhem os cosplayers a ser apresentados (featured) por duas razões. São elas originalidade e qualidade do cosplay. E eu não vi disso nesta secção. Nem sequer qualidade da fotografia. A maioria das fotografias são tiradas em convenções e não em photoshoots, coisa que eu acho perfeitamente surreal dentro do contexto de "revista". As fotografias não são de muito boa qualidade e, por isso, não ficam muito bem impressas. Algumas estão pixeladas e tudo. No entanto agradou-me muito a secção dos sites recomendados, é uma grande ajuda.

    The Green Hornet

    Secção gigantesca sobre comics, que é assunto que me passa ao lado. Passei à frente. Talvez leia mais tarde. Que se lixe, li à mesma. Ora bem, achei interessantíssimo. Bastante bem escrito, fora algumas vírgulas, com uma opinião forte mas não forçada. Já estou a fazer o download da série original e de um filme do Bruce Lee!

    Prancheta

    Problemas com vírgulas. Recomendação bastante interessante e didáctica.

    Vitrine

    Pelo que eu percebi isto é uma sinopse para comprar um manga? Acho boa ideia, mas espero que variem nas lojas publicitadas, porque senão é um bocadinho injusto (e podiam ganhar mais dinheiro se fossem mais) Bem escrito e cativante.

    Sete Samurais

    Excelente artigo, bem escrito. Parabéns! :) Já tinha visto este anime há algum tempo e, portanto, não me lembro exactamente dos detalhes, mas confio no autor. De resto, fiquei com vontade de ver Os Sete Samurais de Kurosawa, que nunca vi. E o tal filme de faroeste.

    InuYasha

    Eu não vi este anime (muito menos li o manga), por isso li um bocado por cima. Mas está bem escrito e acho o tema da comparação interessante em certos aspectos

    All Cheat

    Heh... Bem, eu não jogo jogos. Por isso vou saltar. É que isto não tem mesmo interesse nenhum para mim.

    Penguin Brothers

    Bem escrito, achei o resumo interessante e fiquei com vontade de ler o manga (mas não o vou fazer, por razões minhas que toda a gente conhece). No entanto, há um erro, o artigo acaba solto em "força física para"

    Fan Gallery

    O mesmo que para a secção de cosplay

    Letra Traduzida

    Muito interessante a ideia, gostei!

    EM RESUMO

    Gostei muito desta revista e gostaria muito que existisse uma igual em Portugal. No entanto, recomendaria uma edição de textos mais cuidada, porque há erros de Português imperdoáveis. Gostei muito do grafismo da revista, tanto na capa como dentro dos artigos, mas poderiam usar imagens de melhor qualidade (em termos de imagem, não de conteúdo) pois algumas estão desfocadas. Entretanto fui ver as capas das outras edições na Internet e creio que são capazes de falar demasiado sobre Naruto. Naruto não é tudo na vida! Eu, por exemplo, nunca vi Naruto e só hei-de ver quando terminar... De resto, excelente trabalho! Keep it up! Da próxima vez que for ao Brasil com toda a certeza comprarei mais uma das vossas revistas!


  • Souten Kouro

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    Souten Kouro
    Luo Guanzhong - Madhouse Studios
    Anime - 26 Episódios
    2009
    6 em 10

    Este anime foi uma aventura: no site da aarinfantasy reuni-me com uma bacana, a suhi, para fazer subs de Switch. Então depois decidimos que poderíamos fazer subs de outros animes insubados. Ela sugeriu SK, porque tinha gajos montes de giros (...). Assim, juntei-me ao grupo Animanda para os ajudar com o QC das subs. Dois anos passaram e poucos episódios de SK a sair, puseram-me a fazer Night Raid. Um ano passou e nada a sair. Nada de nada. E entretanto eu descubro que alguém mais eficiente tinha pegado nisto e subado até ao final. E agora terminei, após um ano encalhada no episódio 11.

    O anime baseia-se num manga que se baseia o Romance dos Três Reinos (Romance of the Three Kingdoms), escrito por Luo Guanzhong no século XIV sobre eventos passados no século III. É sobre um tal de Cao Cao (lê-se Sou Sou, graças a deus) que é um chanceler mas também quer dominar o mundo por razão tão obscura como "foram os céus que me disseram". Suponho que o livro, sendo chato como todos os livros dessa época têm por uso ser, seja bem melhor que o anime. Hei-de pedi-lo emprestado pelo BookCrossing para saber o que realmente se passou. Porque pela série é complicado.

    A história é muito complexa, envolvendo muitos (muitos!) personagens com nomes bizarros. É difícil de acompanhar porque é muita gente, todos parecidos uns com os outros, mas essencialmente fala das conquistas bélicas e diplomáticas deste Cao Cao (que se lê Sou Sou). Apesar de ao início a história se desenvolver com calma, parece tornar-se num monstro semanal a partir do segundo terço. Também há uma certa mística que envolve uns dragões horrorosos, que até saem das testas das pessoas em momentos de grande prazer sexual. Dos personagens todos apenas Cao Cao (lendo-se Sou Sou) tem um desenvolvimento marcante. É um personagem bastante bom, que apesar de ter atitudes de todo o poderoso também tem alguns momentos de insegurança que revelam a sua humanidade, apesar de ter sido - aparentemente - escolhido pelos céus.

    A animação é variável. Enquanto que existem momentos de animação muito bons (apesar de serem completamente surreais, à la Hokuto no Ken), todo o anime está polvilhado por um CG que mete nojo, sobretudo no que respeita aos dragões. Criaturas que merecem respeito por serem, bem, dragões que, bem, vieram dos céus, são transformados em bonecos de plasticina com lábios protuberantes. Isto ridiculariza a situação e retira seriedade ao ambiente, que é muito sangrento e muito macho.

    Adoro tanto a OP como a ED, sendo a primeira um metal agressivote como eu gosto. Mas as músicas do meio, as vozes e os efeitos sonoros não contribuem para a ambiência pretendida.

    Um anime bom para quem gosta de sangue e sexo e homens grandes (a quem nasce barba). E a quem se interesse por história, talvez. Isto tem alguns elementos muito fantasiosos...


  • Kara no Kyoukai - Overlooking View

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    Kara no Kyoukai - Overlooking View
    Aoki Ei - ufotable
    Anime - Filme
    2007
    7 em 10

    Quando decidi que ia ver Kara no Kyoukai eu pensava que ia ser algo completamente diferente. Para ser sincera, eu podia jurar a pés juntos que isto era sobre meninas mágicas.

    Afinal não é. E é muito fixe!

    A arte foi o que me chamou a atenção logo nas primeiras cenas. Os fundos são extremamente detalhados e têm um toque de realismo muito bonito. Cenas de prédios abandonados chegam a ser quase românticas. As próprias mortes têm um toque de belo. A animação também é de excelência, com algumas cenas muito bem planeadas.

    O filme corre com calma, quase numa contemplação. A história é bastante simples e, olhando só para ela, não é nada de novo. A maneira como as coisas são ditas também é um pouco "simples a tentar ser complicado", mas gostei dos pequenos momentos de filosofia e da "moral" (mais ou menos) que a história imprime. 

    Os personagens não têm muito que se lhe diga. São claramente misteriosos e nada é explicado sobre eles (excepto que Shiki é artificial, se é que eu percebi bem?) Tenho esperança que nos próximos filmes, apesar de tudo são sete mais dois!, mais nos seja contado sobre este trio. Quem são, o que fazem e porque é que o fazem. Quem é que lhes paga. Os designs são interessantes, gostei sobretudo da combinação kimono+casaco vermelho+botas de montanha.

    A música está muito, muito apropriada. Algumas peças de coral muito bonitas adicionam mais à contemplação artística.

    Um filme curtinho, só 50 minutos, bastante bom. Agora quero ir ver o resto! :)
  • Festa do Avante!

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    A melhor Festa! Parece um festival de música, mas é muito mais que um festival de música. Pura alegria. Pura liberdade. Isso sim é o Avante. Como todos os anos, lá estive eu. Desta vez acampada na casa do Ricardo, pelo que não há experiência do Acampamento. E agora, enquanto recupero da ressaca brutalíssima que me atingiu esta manhã (e ainda fui ao dentista), falarei sobre alguns momentos de renome. Nomeadamente os concertos. Aviso desde já que este foi o Avante menos agressivo a que fui, por isso não vai haver histórias na mesma linha daquela em que eu me enfiei dentro da fonte, calçada, e estive lá a chapinhar. Nem daquela em que eu vi os peixinhos da terra. Nem daquela em que se encontrou a Maddie. Nem daquela... Bem, não vai haver dessas.

    A vida são dois dias. O Avante são três. Vamu lá! =D

    Ora portantos, por alguma razão iniciámos as festividades na Quinta Feira à noite e - consequentemente - eu não tinha as condições necessárias para ir para o Avante reunidas em conformidade com as necessidades do meu estômago. Que estava, portantos, a derreter. Mas logo que me instalei e começámos a beber Crustáceos tudo ficou maravilhosamente bem! Que bueno! E assim foi o princípio da aventura. 7 de Setembro passou a ser o dia do casamento do Don Simon com a Santa Quitéria (um vinho verde encantador que encontrámos no Pingo Doce). 7 de Setembro também é o primeiro dia do Avante. E o dia de anos do meu cão Infeliz. E Dia do Brasil! Não há dia melhor para se casar alguém. Também chegámos a conclusões interessantes sobre a vida das árvores: as árvores na realidade são estruturas equivalentes a nós e possivelmente têm uma consciência, inteligência e forma de comunicação a nível completamente diferente do nosso, que somos animais; assim é possível de avaliar se elas são inteligentes ou estúpidas. Por exemplo, uma palmeira é uma árvore claramente estúpida. Está ali, toda airosa, a apanhar sol. Já um carvalho daqueles do meio da floresta, nota-se que é uma planta sábia. As árvores que estavam connosco nessa altura são um grupo bacano e devem ter ideias sobre a vida muito interessantes, já que estão viradas para um campo de ténis.

    Entremos. Em termos de Festa não há críticas a fazer. Isto, afinal de contas, não é um evento de anime. Os comunistas sabem realmente o que é fazer uma festa. E, falando neles, aí estão em massa! Cheios de bebés ou de rugas, há de todos os tipos! Yaaay! =D É o óptimo desta festa, é que há gente de todos os tipos, tamanhos, feitios, cores, credos e, quiçá, orientações políticas. E está toda a gente lá com o objectivo de se divertir. Se bem que este ano pude entrever no meio das gentes Avantásticas, jovens incautos que devem ter ido para ali a pensar que isto é o Rock in Rio. Também há gente com muita mau aspecto mas que não faz mal a ninguém. E, apesar de estar melhor que no ano passado, há gente com muita mau aspecto que faz mal às pessoas. Mas esses e os outros e toda a gente curtiu da mesma maneira o primeiro concerto do Avante:

    Chullage

    Isto é rap e é rap Português. Desconhecia completamente, mas fiquei curiosa de saber mais sobre este tipo depois do concerto. Ritmos bem estabelecidos, rimas complexas e poderosas e uma excelente presença em palco. Gostei tanto que vou já sacar (ou procurar, será que isto há em torrent?) Fica aqui a primeira música que aparece no youtube para verem como é:


    Há em torrent, saquei o Rapresálias yo.

    Depois fomos para o lago e deu a morte a um de nós que não fui eu. Só se regressou ao mundo dos vivos no momento da GRANDE! PODEROSA! MARAVILHOSA!............ CARVALHESA! Seis minutos de pura alegria. E depois não se deve ter passado nada de muito importante, excepto termos encontrado as pessoas que estavam connosco e de o Ricardo ter perdido o telemóvel.

    Já agora, se alguém o encontrou por favor devolva-o. Nós tentamos telefonar e ele ainda chama, ainda está ligado. Por favor pessoa que o encontrou, quando puderes (e acabar o saldo) contacta-nos. (Mandámos uma mensagem semelhante para o telemóvel mas não surtiu qualquer efeito)

    Avancemos para Sábado. Chegamos a boas horas, umas duas e meia da tarde, e a festa já está cheia de gente. Ala para o palco Primeiro de Maio.

    Canto Daqui

    Não tenho a certeza se isto é a coisa certa, mas pelo programa parece-me ser o que mais se adequa. Não era a coisa certa, mas já está corrigido. É um grupo de cordas e uma flauta que tocam músicas Portuguesas. Encontrámos a Ana durante este concerto. Tocaram músicas muito populares, algumas tão populares que eu nem sabia o que eram, mas foi um concerto com boa energia.

    Melech Mechaya

    Já é o quarto ou quinto concerto que vejo deles (por influências da Ana, que é namorada do André, que é o guitarrista da banda, que a leva para o backstage e lhe dá comida lá). É sempre o máximo. As músicas são muito animadas e a banda tem uma energia completamente louca. É fácil de interagir com eles enquanto público. E sabem tocar mesmo bem os seus instrumentos. Só me pareceu que os truques começam a ser um bocado repetitivos, mas eu também já fui a muitos concertos deles. Fica aqui uma música, para dançar. Aliás, citando-os "imaginem a dança mais patética de sempre. Dancem-na ao som desta música". Eu dancei o Ganganm Style.


    Insira-se um intervalo em que nos perdemos de toda a gente e ficamos sem bateria no telemóvel sobejante (o meu). Tempo para partilhar um momento: quando ainda tinhamos telemóvel, ficámos com o número da Diana, que também estava no Avante. Assim, dizemos-lhe que nos venha buscar mais tarde ao sítio onde ficámos. Vendo-a tardar enviamos uma mensagem e desenvolveu-se uma pequena conversa que irei citar:


    Tams ca n mm sitio *(Lady)
    Ainda bem para ti :-) mas é melhor voltares a enviar a msg, pq para quem quer que tu quiseste enviar a msg enganaste-te no número lol :-)
    Somos o ricardo e a (Lady) ^~^
    Lol aqui é o ricardo e a ni. :D prazer, boa continuação
    Tb tao n avante? *-*
    Lol não :-) em Cbr. Boa continuação, bons concertos :-)

    Neste intervalo também descobrimos que há um espaço desportivo, estavam lá umas pessoas a dançar e depois uns putos a jogar hóquei ao sol. Uma das pessoas que dançavam estava vestida com um fato de coelho justo, cor de rosa fluorescente.

    A Naifa

    Um projecto que me foi apresentado pelo Ricardo e que eu acho interessante. Mas também acho extremamente depressivo. Estava-me a sentir um bocado mal e queria-me sentar, por isso mais depressivo estava a ser. Mas o concerto teve um par de momentos muito bonitos e a voz dela é uma coisa poderosíssima ao vivo. Para mim foi uma experiência um bocado psicadélica. Ah, e uma coisa que adorei, disseram no início que eles usam poesias de poetas portugueses contemporâneos como letras. Por isso, fica aqui uma letra, no Bentivi Urbano (já sabiam dele? :3) e a música correspondente.



    Passam-se coisas e mudamos de palco depois de dar uma volta enorme e de comprarmos mortalhas brasileiras aos freaks. Estamos agora no 25 de Abril e estamos a ver

    Jorge Palma

    Mas há aqui uma situação. Não é que eu não goste de Jorge Palma. É que me trás más memórias. Memórias do tempo em que escrevia cartas de amor (e me respondiam por carta). Então sentei-me no chão a pensar nessas coisas e devemos ter lá estado 10 minutos mas a mim pareceram-me horas e horas a fio. E como toda a gente já conhece Jorge Palma nem vou por aqui o vídeo.

    Blasted Mechanism

    Passei o concerto a falar com umas pessoas (eu não as estava a chatear, estava a FALAR. Foram elas que vieram falar comigo primeiro) e a dançar, que é o que se deve fazer em Blasted. Eu sempre que os vejo penso que eles podem ser realmente do espaço. Nesta fase eu já não me lembro muito bem do que estou a fazer, mas há-de ter sido um bom concerto e sei que tocaram a Nadabrovitchka. Quem   será a Nadabrovitchka?

    Falando em aliens, imaginem um anúncio do azeite Gallo. Mas com aliens. A irem para a apanha da azeitona e depois a molharem o pão. Mas aliens.
    Não sei que mais fizemos, mas estando incomunicáveis dependemos apenas de nós próprios para chegar a casa. Ainda estivemos à procura de uns quadradinhos interessantes, mas também não procurámos com muito afinco. Depois voltámos de taxi.

    Finalmente Domingo. Não estou na ruína completa, isto nem parece o Avante. Ficamos a ouvir uns sons e a enveredar por caminhos negros enquanto arranjamos um esquema para a Sandra poder ir. Aprendo a seguinte música que, sendo genial, precisa de ser referida:


    E de repente a Sandra aparece e seguimos. Só vi um concerto neste dia e nem foi bem um concerto. Estávamos em frente ao Palco Arraial a comer uns chocos fritos, começa a Carvalhesa, danço a Carvalhesa e enquanto isso estão uns pessoais no palco a experimentar os instrumentos. Então vêm todos, é uma banda, e ficamos a ver aquilo. Não sei quem eram, não encontro nada no cartaz que corresponda à descrição deles. Estavam a tocar umas músicas que até pareciam ser interessantes. Mas a gaja que lá tava.... Jesus... Que mal que ela cantava. A ideia das músicas era gira. Mas ela cantava completamente fora do tom. Que vergonha.

    A meio de Peste&Sida fui ter com o Cuca e umas gentes do cosplay. Complaining ensues, eu estou mais alegre no Domingo que nos outros dias, que coisa bizarra, tenho a certeza que os atormentei com constantes "digam-me o que tenho de fazer para ganhar um concurso de cosplay nesta terra!", mas recebi informações relevantes e foi engraçado. ... <3 E nós devemos parecer weeaboos ao longe porque de repente, aparece um gajo... Um mitra. Daqueles blacks mitras todos mitrosos com o boné de lado, tão a ver? E ele aparece e vem na nossa direcção e junta-se a nós e começa "pa yo as Navegantes, as Navegantes da Lua é que era, eu curtia bué da cena delas, era o que eu via quando era puto, eu sou bué pelos valores, pelo amor e pela justiça, yaa as Navegantes é que eram, vamos fazer a revolução, a revolução com o amor e a justiça"

    Não sei como cheguei a casa. Mas hoje estou aqui. Cheia de sede. E ainda fui ao dentista.

    Em resumo, foi um Avante meio fracote em termos de tesourinhos, houve momentos Zen com fartura. E perdi o meu grinder. :< Para terminar, levantem-se e vivam.

    Seis minutos.

    De puro êxtase.


    Para o ano há mais!

    Se encontraram o telemóvel ou o meu grinder (rosa) por favor digam!

    Ah, e a quem leu isto e não sabe o que é o Avante, está aqui um ensaio (em inglês), que escrevi há uns anos. :3 http://fav.me/d2dijvf
  • Tales of the Abyss

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    Tales of the Abyss
    Kodama Kenji - Sunrise
    Anime - 26 Episódios
    2009
    6 em 10

    Devo, antes de mais nada, fazer notar que eu nunca joguei este jogo, e provavelmente nunca o irei jogar. Assim sendo, a minha impressão do anime limita-se a isso: ao anime.

    Houve uma época da minha vida em que eu meti na cabeça que havia de ver toda a série Tales. E assim fui vendo todos os Tales, incluindo os Ef~Tales, que nem sequer têm nada a haver. Finalmente chegou a vez dos the Abyss. De entre todos, possivelmente foi o que me agradou mais.

    A história é complexa e envolve muitos detalhes mágicos que terão que ver com uns "fonistas" (eu vi isto com subs  espanholas). No fundo, há uma relação com o som e com a música, que me pareceu bastante mal explorada (a Tear, uma das fulanas, tem um ataque em que canta, mas é um ataque muito parvo. Porque põe toda a gente a dormir e ela só o usa quando já estão quase a perder) O universo está bastante bem construído, com uma fauna própria composta de criaturas monstruosas e de uma mascote de voz kawaii que, como todas as mascotes, não serve para absolutamente nada. A história vive das relações entre os personagens, mesmo coisas tão importantes como declarar guerra a outro país. Estes... São muitos. Mais do que suficientes. Demasiados. Eles têm um passado que os atormenta, ou promessas ou coisas que os fazem sentir mal, mas não têm um futuro. Excepto o personagem principal, que tem um crescimento evidente desde os primeiros episódios, em que passa de principezinho mimado a adulto após confrontação com revelações sobre a sua existência. Os maus são sempre maus, as querelas baseiam-se em ideiais de vida que dependem dos conceitos mitológicos apresentados ao longo do anime.

    Temos uma arte colorida e fofa, com designs de personagens interessantes (e cosplayáveis. Se mudassem de roupa. E se desse para fazer um skit de jeito com eles). Cabelos e olhos brilhantes, um ambiente muito vivo. Temos cenas de animação bastante boas, lutas intensas e por vezes complexas. Em vez de um mano-a-mano podemos encontrar vários aliados contra um único inimigo. Mas estes inimigos são irónicamente fracos, estão a lutar com eles durante 10 minutos em que parece que nunca enfraquecem e depois basta um golpe para os destruir. Um erro, aliás, bastante comum no anime.

    Em termos de música, todas as peças são bastante vulgares, excepto uma melodia em piano inserida em episódios mais tardios que trás bastante intensidade aos momentos. Gostei da OP, nem tanto da ED. As vozes começam por ser bastante irritantes mas evoluem com os personagens. No entanto, nesta evolução, não se distinguem nem se fazem distinguir.

    Um anime que se vê e que até é agradável sem fugir ao cliché. Deu-me vontade de jogar o jogo, o que significa que cumpriu com o seu objectivo publicitário.
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