TO-Y
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TO-Y
Studio Gallop
Anime OVA - 1 Episódio
1987
6 em 10
Original: http://myanimelist.net/forum/?topicid=426495&pages=1&show=0#msg14473475
Começo por dizer que TO-Y não foi mau. Ultimamente quando vejo algo dos 80s espero que seja horrível, mas isto não foi. De todo. Isso foi e certa forma refrescante, tão refrescante como alguma coisa com 24 anos possa ser (hah).
No entanto, isto não é suficiente.
Animação
Suficientemente boa para envelhecer bastante bem. Mantém o estilo presente da era, mas não faz uso de muitas cenas de acção que poderiam ter arruinado o orçamento e, consequentemente, está coerentemente bem animada. Os designs dos personagens são muito medianos onde podiam ter sido representativos dos ícones da era. Isto foi um grande problema, na minha opinião, e irei comentá-lo melhor mais tarde.
História
Algo extremamente simples, sem qualquer tipo de conteúdo relevante.
Personagens
Facilmente esquecíveis, clichés andantes presentas nas histórias sobre bandas desde tempos imemoriais (ou pelo menos desde os tempos em que existem bandas)
Música
A música é o que distingue este OVA de mais uma aventura de Verão e o torna na tentativa de caracterização de uma era. Este anime é sobre música e bandas e a música é muito bem usada para ilustrar cenas e para manter um certo ar de neutralidade, como que se o que eles quisessem mostrar não fosse realmente a história e a interacção dos personagens mas um retrato do movimento musical dos 80s Japoneses. Infelizmente alguém nestta equipa de produção (provavelmente o autor) não saia à rua muito frequentemente para ver bandas ao vivo. Quero dizer, o movimento musical dos 80s Japoneses foi uma coisa completamente diferente. Foi o início do visual kei e o protótipo do shibuya kei. Nenhuma das músicas tocadas estava remotamente relacionada com os sons mais típicos dos principais movimentos musicais deste tempo e espaço. Isto adiciona-se aos designs de personagens medianos. Não consigo deixar de sentir que se isto é um retrato é um retrato falso inspirado pelo que o autor viu em televisão importada, em vez do que realmente aconteceu com estes grupos meio punks meio revolucionários.
No final, recomendo isto para alguém que tenha sido introduzido no anime com bom gosto, mas não a um público mais abrangente.
By : ladyxzeus
This Boy Can Fight Aliens
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This Boy Can Fight Aliens
Yamamoto Soubi - CoMix Wave
Anime OVA - 1 Episódio
2011
6 em 10
Este pequeno OVA aparece como uma nota completamente diferente às coisas que tenho visto. Apanhei-o porque é mais um para o meu projecto de ver todo o BL e slashable do universo e porque aarinfantasy (essa fofa). Até gostei, mas imagino que a maioria das pessoas venha a odiá-lo e venha a ser considerado um dos piores animes do género.
A história é simples, o mundo está a ser invadido por aliens e apenas um rapazito os pode vencer. Por alguma razão os aliens só o atacam a ele e vêm à unidade, o que é muito prático. A história tenta evoluir para um exercício sobre a amizade e como ela nos pode dar força interior, mas reverte para o cliché rapidamente, com muita choradeira e heroísmo à mistura. Tudo e4stá bem quando acaba bem, mas se calhar ficava melhor se tivesse acabado mal.
A arte tenta ser original e de tem alguns elementos distintivos que a tornam única. No entanto os designs e animação são apressados e têm pouca dedicação, numa espécie de doujinshi que foi animado por amadores sem recursos mas que tentaram ao máximo por manter um mínimo de originalidade.
Os personagens não são memoráveis e evoluem com a história. Existem apenas três personagens e dois deles servem apenas como pivôs. No entanto são estes os mais agradáveis e é sobre estes que eu quero ouvir falar, não sobre o que luta com os aliens.
É interessante recomendar este anime. Para algumas fãs, digo que vejam porque vão gostar do estilo e dos designs que têm habitado o Pixiv nos últimos tempos. Para outros não digo nada porque não lhes vai interessar. Mas para alguns, restritos, recomendo-o como uma das piores coisas que vão ver. Sem dúvida um anime polivalente.
By : ladyxzeus
Noein: Mou Hitori no Kimi E
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Noein: Mou Hitori no Kimi E
Akanze Kazuki - Satelight
Anime - 24 Episódios
2005
6 em 10
Noein começa bem. Fora os olhos da miúda principal, claro está, esses odiei-os logo desde o início. Começa com uma luta épica contra uns monstrengos digitais com olhos. Depois passa para a música e perde-se o ambiente da coisa. Depois... Bem, vai progressivamente de mal a pior. Tudo o que era bom... Gastaram a produção toda no primeiro minuto da série, foi?
A animação começa bem, temos designs originais e interessantes, bons truques de magia, boas cenas de luta. À medida que os episódios passam, tudo vai perdendo detalhe, as cenas demonstram que foram feitas em cima do joelho, esquecem-se de desenhar mãos. E o design dos olhos de toda a gente muda de cena para cena (sobretudo os da miúda, que irritação!)
A história também começa bem. Mas depois entram demasiados factores em consideração e tentam encaixar física fantástica e falaciosa ali pelo meio, para no final terem uma explicação básica e quase infantil dos processos a que assistimos até agora.
A música aparentemente também começa bem! Mas à medida que as cenas se desenrolam, parece que a música tem um papel pouco importante e, onde poderia adicionar intensidade, apenas demonstra inadaptação.
O melhor no meio disto tudo é, sem dúvida, o desenvolvimento dos personagens. Mas não o seu desenvolvimento real: o que é interessante e viciante é o seu desenvolvimento paralelo, aquilo que aconteceria, aquilo que aconteceu noutra dimensão, aquilo que poderia ter acontecido. Quando a vida suposta interessa mais que a vida real, isto não pode significar coisa boa.
Este anime tinha muito potencial, e talvez se tivesse mantido bom se fosse apenas meia season. Mas tal como está é um desapontamento e nunca o recomendaria.
By : ladyxzeus
Android Kikaider
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Android Kikaider
Okamura Tensai - Aniplex
Anime - 13 Episódios
2000
6 em 10
Depois de Giant Robo seria de esperar que eu nem sequer me aproximasse de uma série ao estilo 70s sobre andróides e cenas dessas. ERRADO! ERRADÍSSIMO! QUATRO MAIS TRÊS SÃO SETE PORÉM QUATRO MENOS TRÊS NÃO SÃO SETE! <---(haha, eu mando piadas tão boas baseadas nas peças de Ionesco que estou a fazer)
Mas bem, voltando ao assunto, isto não me desagradou. É uma história à moda antiga, um andróide chamado Jiro que é um herói incompreendido e mal-amado, numa luta para se encontrar a si próprio, para salvar a rapariga e para proteger o mundo de outros andróides (estes mal-formados e mal-educados!). A história é infantil, mas funciona, e torna os personagens interessantes e com oportunidade para se desenvolverem. O seu desenvolvimento, infelizmente, não sai da premisa. Jiro acaba por se encontrar (e, apesar de ser uma máquina, por conhecer os prazeres da carne? Pois, isto não faz grande sentido), mas chega lá de forma rápida e evidente, catalisado pela menina.
Temos uma animação também bastante simples, com designs irritantes. Lutas do tipo "monstro da semana" pouco fascinantes, com frames repetidas. Isto também será um regresso ao passado?
A OP é bonita e apropriada, mas o resto da música peca pela repetição. Se um robô tem uma guitarra e aparentemente é um virtuoso a tocá-la, porque é que toca sempre a mesma música?
No fundo, foi agradável. Um bom anime para crianças do antigamente. Para as de agora, os designs provavelmente vão ser aborrecidos e infantis demais.
By : ladyxzeus
Memorial do Convento
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Memorial do Convento
José Saramago
1982
Romance Histórico
Livro candidamente cedido pelo meu pai, que - aparentemente - está encarregado de escrever uma impossível adaptação para o cinema independente. E livro que, confesso, eu também queria ler. Porque toda a gente o odeia. Porque todo o aluno do secundário tem sido obrigado a lê-lo. E, por isso, odeiam-no. E depois disto, eu compreendo porquê. Não partilho do sentimento, mas compreendo. É um livro complicado, denso, pesado e complexo. Considerando que a maioria dos adolescentes não gosta de ler (ou gosta de vampiros), consigo imaginar o desagrado em serem obrigados a consumir esta obra. Existem outros livros do Saramago igualmente encantadores mas mais simples, nomeadamente a História do Cerco de Lisboa, mas foram logo escolher este. Enfim, que se dane. Eu cá gostei.
Gostei porque isto é uma coisa maravilhosa. Saramago tem (tinha?) um poder descritivo fascinante e, sobretudo, ele adorava escrever. E eu adoro ler coisas que foram amadas enquanto foram escritas. Por ele, acho que tinha continuado a escrever até ao infinito, do tipo "eu não tenho mais nada para dizer, mas vou continuar a escrever sobre isto porque me apetece e porque gosto". Pensando bem, foi precisamente isso o que ele fez.
Numa mistura de personagens reais, caracterizados de tal forma e com tal detalhe que se tornam ainda mais palpáveis, e fictícios, caracterizados com tanta simplicidade que se tornam apenas em pessoas de qualquer era, Saramago conta a história do megalómano projecto (que eu nem nunca vi) do Convento de Mafra. Projecto esse que inclui bois e pedregulhos gigantes, todos eles descritos até ao infinito.
No fundo, este livro é a história de uma época. Mais no fundo ainda, este livro é só uma história de amor. Foi dita muita coisa, mesmo muita coisa, montanhas de detalhes completamente irrelevantes e que ainda assim precisamos mesmo de saber. Para no fim ser de uma candura e de uma simplicidade comoventes.
É uma coisa lindíssima, que recomendo a toda a gente. Requer um bocadinho de paciência e perseverança, mas vale muito a pena.
By : ladyxzeus
Tenjou Tenge
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Tenjou Tenge
Kawase Toshifumi - Madhouse Studios
Anime - 24 Episódios + OVA - 2 Episódios + OVA - 1 Episódio
2004
6 em 10
Eu por vezes questiono-me porque é que vejo anime. E a questão torna-se mais elevada quando vejo anime como TenTen.
Isto é, essencialmente, mamas e rabos. B&T, como lhe chamam os conoisseurs. Nesse campo, é impossível para mim avaliar se isto é bom ou mau. Sei que queria ver isto porque uma amiga fez cosplay de TenTen e eu queria saber o que era. Não percebo porque é que alguém quereria algum dia fazer cosplay disto. Nem tem roupas giras, nem tem coisas giras. Tem alguns gajos giros, mas os rabos e as mamas ofuscam-nos.
A história não tem ponta por onde se lhe pegue. Há aquela necessidade típica de ser mais forte e vencer os inimigos, mas depois também há um flashback de vários episódios onde a história perde o rumo completamente. Os personagens estão igualmente desnorteados. Todos querem ser fortes, mas fora isso, não têm mais substância nenhuma.
No entanto a animação está bastante boa e temos cenas de luta bem concebidas, se bem que com um certo exagero inerente aos gajos musculados aqui inseridos.
A música também está interessante, um pouco irritante mas ainda assim não-má. As vozes não podiam ser piores. Também me questiono que cara farão os actores quando gravam estas cenas em que está toda a gente a gritar.
Talvez isto seja muito bom para não pensar, mas qual será o objectivo de gastar dinheiro a fazer estas coisas que só agradam a um grupo restrito de gajos com problemas hormonais?
By : ladyxzeus
Florbela
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Florbela
Vicente Alves do Ó
Filme
2012
6 em 10
Assim muito rapidamente: eu nem tinha interesse em ir ver este filme, mas a Joana convidou-me para ir com a Sandra Cristina e eu pensei "que se dane" e fui ver o filme ao cinema. Desperdicei 5 euros e meio da minha vida, coisa muito mais valiosa do que o tempo que eu gasto a ver mau anime.
Vamos começar por dizer que este filme é Português. Imagino que nem todos os filmes Portugueses sejam assim, mas quase todos os que fui ver tenham um certo je ne sais quoi, um certo não sei quê, um certo dunno lol... Parece que tentam ser artísticos e elitistas, mas este elitismo é falso e é apenas pretensiosismo (palavra de tal forma pretensiosa que nem o corrector automático a reconhece)
A vida de Florbela Espanca não aparenta ter sido muito interessante. Eu gostava muito dela quando vivia em depressão infantilóide, agora é-me mais ou menos indiferente. Mas o que aparenta dos seus escritos é que era uma pessoa bastante infeliz. Depois a Joana informou-me acerca de uns divórcios, escrever coisas que o pai não queria e um caso incestuoso com o irmão. Mas o filme não se foca nisso. Aliás, o filme não se foca em nada. Florbela é uma pobre triste que anda por ali, depois vai ter com o irmão, depois o irmão morre, depois ela fica mais triste. E é essencialmente isso. Se havia uma história para ser explorada, porque não a exploraram?
O texto roça a idiotia. Eles já falam pouco, mas têm de ser eruditos quando falam? Duvido muito que em qualquer época se tenha falado com o texto que eles usam neste filme. Os actores nem estão mal (fora ela não se parecer minimamente com a verdadeira Florbela), mas fazem-nos chorar durante três quartos do filme, sejam homens, mulheres ou poços. E depois, um bom filme tuga tem de ter uma cena de sexo escaldante enfiada a martelo sem razão aparente. Completamente necessário e essencial.
O guarda-roupa está muito interessante e as vistas de Lisboa da época merecem uma nota. Além disso, a fotografia também é bastante boa, apesar da realização pseudo-artística que envolve vidros foscos e neve de plástico.
Não estava à espera de grande coisa, mas se calhar valia mais a pena tê-lo visto em casa.
Ah sim, a Sandra pediu-me para dizer bem do Albano Jerónimo, fulano que eu nem sequer sabia quem era até este filme e que nem é assim tão giro na minha fraca opinião (tão influenciada por maricas Japoneses). Mas sim, estava muito bem.
By : ladyxzeus