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  • The Fantastic Four: First Steps

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    The Fantastic Four: First Steps
    Matt Shakman
    2025
    Filme
    6 em 10


    Como fazer o Quarteto Fantástico moderno e interessante quando são dos heróis mais ridículos da Marvel? 

    De alguma maneira, lá conseguira. Colocamos os nossos heróis não a descobrir os seus poderes e a lutar contra eles, mas já completamente instalados, famosos, considerados os salvadores do universo. Infelizmente, o nosso planeta está agora sob risco de ser comido pelo Galactus, conforme foi anunciado pel(a) Silver Surfer.

    O filme é divertido e simples, com uma moral de que o amor tudo vence e que salvar a nossa família é muito importante, seja ela directa ou planetária. Os efeitos especiais estão interessantes, pouca coisa. Por isso, é mais um 6 para o meu chorrilho de 6.

  • Spider-Man

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    Spider-Man
    Sam Raimi
    2002
    Filme
    6 em 10


    Um dos primeiros filmes de super-heróis, no tempo em que ainda os faziam como deve ser e ainda não havia "multiversos" para aqui e para acolá. Na verdade a review do "Spiderverse" que eu escrevi há pouco era para ser deste filme mas olha, enganei-mes.

    Adiante. Neste filme colocam Peter Parker na escolinha e ele ganha os seus super-poderes e põe-nos imediatamente em acção contra alguns bullies. Depois temos algumas cenas espectaculares - sobretudo para a época - dele aos pulos pela cidade e logo logo aparece o inimigo, que é o Green Goblin. 

    É um filme bastante satisfatório e com alto valor de entretenimento, mas que não traz nada de novo em termos intelectuais. Temos cenas de acção muito boas e que nos mantém agarrados ao ecrã, mas para quem espera aprender algo com o Homem Aranha, veio à sala errada.

    De todos os modos, fiquei satisfeita por - acho que pela primeira vez na vida - ter visto um filme de super-heróis não totalmente detestável.

  • Deadpool & Wolverine

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    Deadpool & Wolverine
    Shawn Levy
    2024
    Filme
    4 em 10


    Hugh Jackman devia estar mesmo precisado de dinheiro para ressuscitar a personagem de Wolverine a pô-la a par e par com o improvável Deadpool.

    E assim temos um filme cheio de piadolas e cheio de Deadpools, vindos dos meandros das merdas das porcarias dos multiversos Marvelianos de que já estou farta até à medula cerebral, pleno de cenas de acção cheias daquele efeito popularizado pelo Matrix e de que também já estou farta (deste até à medula óssea), sem nenhuma qualidade definida sem ser estar recheado de ovinhos de Páscoa que não servem a ninguém, nem mesmo aos fãs, que - babados e obcecados - papam o chocolatinho todo sem criticar nada.

    A Marvel está morta para mim - talvez com excepção do anterior X-Men '97 - e odeio-a e detesto-a e não pego mais num filme deste Marvelmultiverso da Chatura sem ser com um pau comprido com um gancho na ponta.

  • X-Men '97

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    X-Men '97
    Beau DeMayo
    2024
    Série

     

    Quem tinha saudades dos X-Men, mas dos X-Men como deve ser? Agora podemos tê-los numa continuação directa dos acontecimentos suspensos nos anos 90.

    Pontos a referir: o Magneto é um gostoso e nunca esperei dizer isto; a Storm continua a ser a minha personagem preferida, ela é a maior; GAMBITO; o Cyclops é um *balhelha*; GAMBITO O MEU GAMBITO; porque é que eles fizeram estes gajos tão bons oh céus?

    Enfim, adorei ver estes X-Men renovados, com uma animação moderna mas ainda assim sem abusar dos efeitos digitais. Sem perder tempo com filler (nem o episódio da Jubilee considero filler), apresentando alguns novos personagens muito engraçados, colocando os antigos personagens em conflitos novos em folha, esta série está belíssima.

    E já mencionei o GAMBITO?

    Devo mencioná-lo de novo.


  • Spider-Man: Across the Spider-Verse

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    Spider-Man: Across the Spider-Verse
    Joaquim dos Santos, Kemp Powers & Justin K. Thompson
    2023
    Filme
    6 em 10

    Comecemos pelo ponto positivo deste filme: a animação. Está sem dúvida brilhante. Revolucionária. Utilizando um mix de paletas clássicas e digitais, os efeitos visuais são algo de espectacular e surpreendente.

    No entanto, uma boa animação não chega para fazer um bom filme. E o Spiderverse peca como peca toda a Marvel neste momento: a porcaria da porcaria das porcarias do "multiverso da loucura". Porra para o multiverso, já não há mais ideias neste planeta? Agora o Spiderman encontra-se com todos os spidermans alternativos de todas as linhas alternativas do tempo e do espaço, o que pode ser muito engraçado por causa dos easter eggs, mas a mim me cansa, para mim é uma fatalidade, para mim é CHATO.

    Estou farta até à medula destas Marvelzices.

    Morram.

  • Spider-Man: Across the Spider-Verse

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    Spider-Man: Across the Spider-Verse
    Joaquim dos Santos, Kemp Powers & Justin K. Thompson
    2023
    Filme
    7 em 10


    Uma nova aventura de Miles Morales, um homem aranha que agora vai viajar pelo aranhaverso e conhecer muitos outros homens aranhas.

    Apesar da história profundamente infantil, em que se procura valorizar a presença da família, este filme tem uma animação espectacular, cheia de referências e meta referências, que irá encantar os fãs deste super-herói.

    Peca por ser extremamente longo, e ainda assim precisar de uma segunda parte, o que me pareceu de todo desnecessário. O vilão também não aparenta ser muito poderoso, embora venha evoluindo na parte final, e o seu design é um bocadinho ridículo, o que faz com que nem nós nem os personagens do filme o levem a sério.

    De resto, isto é um verdadeiro show de técnicas de animação e, só por isso, vale a pena ver o filme.

  • Guardians of the Galaxy Volume 3

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    Guardians of the Galaxy Volume 3
    James Gunn
    2023
    Filme
    4 em 10


    Essencialmente levada em braços até ao cinema para ver este filme por pura obrigação familiar, devo anunciar que o Marvel Cinematic Universe é o estado cinematográfico mais abjecto de que há memória na história do cinema.

    Um filme que quase podia ser de animação devido à quantidade absurda de efeitos especiais, com uma história para fazer os veganos chorar, mas que no fundo não interessa nada a ninguém. Apesar dos momentos de comédia, quase todos protagonizados pela menina das antenas, o filme é demasiado longo, demasiado aborrecido e com elementos trágicos demasiado forçados para que faça sentido.

    Considero este filme um desperdício de tempo, de orçamento e de paciência, e detestei ter saído do cinema à meia noite depois de o ver. Tinha de trabalhar no dia a seguir, e James Gunn não respeita isso.

  • Comic Con Portugal 2022

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    Comic Con Portugal 2022
    Evento


    Para começar este comentário sobre a Comic Con nacional tenho de informar que o meu objectivo era, e sempre foi, participar no concurso de skits. Aguardei até dois dias antes para me inscrever (para não ser a primeira no palco) e.... Já não fui a tempo. Por isso fui ao concurso de Makers fazer o meu skit.

    Para este concurso era pedido que estivessemos lá às 7:30. Ora, para estar lá a essa hora teria de fazer directa ou algo do género, porque é conhecido e sabido que aos fins de semana uma pessoa não se pode deitar cedo. Felizmente havia a oportunidade de chegar lá mais tarde, então marquei para estar lá às 10:00. Era necessário ficar na fila para entrar, e ser revistado por polícias, e isso foi altamente stressante. Um segurança simpático, após várias tentativas, lá nos passou à frente da lenta fila que avançava como uma lagarta doente, e um polícia ainda mais simpático perguntou apenas se eu tinha tesouras quando me revistou a mala (eu disse "claro que tenho tesouras, venho para o concurso de cosplay, mas ok, não tenho tesouras).

    Este ano a zona do cosplay teve um upgrade fabuloso, com vestiários e largas casas de banho com espelhos, uma secção de SOS Cosplay, mini estúdio fotográfico e um belo lounge para podermos descansar os pézinhos. Com alguma dificuldade montei as minhas asas nas costas, pus o meu fatinho e a peruca pesadíssima que estava sempre a saltar e fui para o pre-judging. Segundo consta o jurado estrangeiro estava mal-disposto e com tonturas (supusemos que fosse uma grande ressaca) e não estava presente. Assim, eu que me tinha preparado para dizer tudo em inglês, tive de me reinventar para explicar tudo em português. Desta feita levei o meu build book no tablet, e funcionou muito bem.

    Apressando-nos para o concurso, passando por cima de poças de água com o meu delicado sapatim, encontrámos o palco, com uma plateia reduzida e cheia de gente. Deixaram-nos num local escondido, que parecia uma mistura de filme de terror com o E.T do Spielberg, onde nos entretemos a ordenar-nos numericamente, cantando, dançando e dizendo abobrinhas variadas. Gostei sobretudo de uma menina que, confrontada com o facto de outra concorrente ter um bebé, ter gritado muito espantada "mas tu não pareces ser velha!" Com a minha provecta idade acho estas manifestações divertidas.

    Quanto ao meu skit, a recepção foi fabulosa. Era para ser um skit muito parvo sobre o Thor e o Loki, mas o meu Loki de vinil e cartão foi um sucesso, sendo que até foi raptado pelo apresentador para voltar a dançar em palco. Toda a gente riu muito, e quando vi o vídeo em casa até fiquei emocionada pelo amor todo que o skit recebeu. Obrigada! (breve brevemente irei colocar o vídeo oficial, que está belíssimo, online)

    Apesar de haver alguns comentários sobre os vencedores que poderia fazer, vou coibir-me para evitar a dramatologia inerente. Gostaria apenas de felicitar a Mayushii, que mais uma vez estava ao meu lado na entrega dos prémios, e que não acreditava muito bem quando lhe atribuíram a Melhor Costura. Fiquei muito feliz por ela <3

    Depois regressámos, troquei de roupa, fiz xixi, fiz cocó e fui pesquisar o resto da con. 

    Essencialmente havia... Nada. Umas estátuas em escala 1:1 de personagens da Marvel. Uma exposição curiosa de réplicas de arte com temática Spongebob. Vários passatempos que ao domingo ao fim do dia já nem prémios tinham. Uma iluminação absolutamente decrépita que fez todas as fotografias parecerem estar localizadas em 1996.






    Nós e as Turtles contratadas para tirar fotos. Nem tinham fila nem nada







    Passando à Artist Alley, cujo caminho foi bem difícil de descobrir, encontrámos uma variedade muito fraca, com artistas afastados uns dos outros por metros sem fim, ninguém a visitar as suas bancas e os artistas com um ar muito infeliz. Aos artistas, que são bons artistas, comprei uma série de presentes para o Natal. Consegui até uma linda taça de mica para a minha avó: quem diria que na Comic Con se encontraria um presente para uma senhora de 97 anos.

    Num pavilhão exterior estavam as lojas, plenas de falsificações e objectos com interesse relativo, todos caríssimos. Bem que procurei um hoodie geek para me aquecer nessa noite fria e insensível, mas a 45€ é preferível passar frio e insensibilidade. A única loja que realmente tinha coisas interessantes era a Heimdall Geek Store, mas o facto de não ter falsificações também se reflecte no preço das coisas, e eu tenho estado a tentar (a tentar muito) fazer poupanças.

    Ficou em falta a parte dos jogos, mas já estávamos muito cansados.

    Chegando a casa dormi profundamente, com um sentimento de dever cumprido. Deixo-vos por agora até ao próximo evento com... FOTOS DE COSPLAYERS LINDES E MARAVILHOSES



    Fantásticos vencedores da categoria "Grupo"



    O cosplay do cosplay

    Nós. Eu = Medo










    Muito obrigada a todos, até breve!



  • Thor: Love and Thunder

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    Thor: Love and Thunder
    Taika Waititi
    2022
    Filme
    4 em 10


    Então é o seguinte: eu queria fazer um skit com o Thor mas nunca tinha visto o filme do Thor. Então lá fui eu ver um filme do Thor. Coisa mais ridícula da vida, estes filmes Marvel.

    Para começar este filme tem um banho de imersão digital que até me parte os olhos. Questiono-me o propósito de usarem actores humanos nestes filmes, quando tudo o resto - dos cenários aos figurinos - é um modelo digital tridimensional colorido, com uma explisão de cores e texturas que nem sequer fazem sentido.

    De resto, o filme é essencialmente um gozo gigante a tudo o que a personagem do Thor representa. Nesta interpretação é um bom rapaz cheio de sentimentos, mas ignorante do que faz a sociedade. Por isso a sua surpresa quando se vê perante a Thora.

    Assim, temos uma idiotice pegada que nem sequer pode ser chamada de filme: podemos mais chamar de exercício de animação digital.

    Ao menos aparece um bom shot do rabo do Thor, que vou usar no meu skit.

  • Doctor Strange in the Multiverse of Madness

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    Doctor Strange in the Multiverse of Madness
    Sam Raimi
    2022
    Filme
    6 em 10 


    Não estava com grande vontade de ver este filme depois de ter tido uma experiência tão boa com o multiverso com  Everything, Everywhere, All at Once, mas acabei por ceder à pressão e aos spoilers.

    Então, o Dr. Strange tem a sua vidinha normal, separado daquela que ama por conveniência da história, e subitamente a sua vida é invadida por uma rapariga (com o muito nacionalista nome de America Chavez) que tem a capacidade de saltar pelos multiversos. Entretanto, esta rapariga está a ser perseguida por monstros bizarros, e quem mais sabe sobre monstros bizarros que a Wanda? E aqui encontramos o nosso antagonista.

    Tal como qualquer bom filme da Marvel, este multiverso da loucura é totalmente formulaico, utilizando os mesmos efeitos especiais, as mesmas cores, os mesmos truques narrativos. No entanto, é bom entretenimento, e sequência da viagem pelos universos paralelos está óptima.

    Fora isso, temos um humor infantil, motivações claras mas aparentemente pouco válidas, e uma justificativa banana para a continuação destas aventuras.

    Já chega Marvéle

  • Spider-Man: Far from Home

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    Spider-Man: Far from Home
    Jon Watts
    2019
    Filme
    6 em 10
    Como saberão, eu não sou a maior fã de filmes de super-heróis, sendo que nem sequer vi o famosíssimo Avengers que termina com a história toda, etc. Fui ver este filme ao cinema porque tenho pessoas à minha volta que gostam do Marvel Cinematic Universe e pronto.

    Este trata-se de mais um filme dentro do seu formato, sem grande desenvolvimento do universo ou das personagens. É uma sucessão de cenas de acção e de piadas mais ou menos acessíveis, que pontuam todo o filme com muito bom humor. Assim, é fácil de ver e muito divertido, mas nada de exemplar dentro do mundo do cinema.

    Fica a nota para os efeitos especiais excelentes, que nos deram algumas cenas extraordinárias em termos de acção e desenvolvimento das características da história. NBão gostei da maior parte das opções de design. E achei que a relação entre as personagens serve demasiado a história, perdendo uma grande parte do seu realismo.

    Assim, foi um filme que não me desapontou mas do qual já practicamente me esqueci.
  • Aquaman

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    Aquaman
    James Wan
    2018
    Filme
    5 em 10

    Quem me conhece sabe que eu não estou muito envolvida na fandom dos super-heróis. Até para mim foi uma surpresa ver o Aquaman. E foi terrível.

    Uma princesa da Atlântida dá à costa e é adoptada pelo faroleiro. Apaixonam-se e têm um filho, o Rei Artur que vai em busca do Tridente que, preso na pedra, só pode ser retirado pelo verdadeiro rei. Tudo muito bem, excepto que não.

    Com efeitos especiais espectaculares e um mecanismo narrativo extremamente báscio, este é um filme que vive exclusivamente das potentes cenas de acção dentro de água. Os efeitos estão bem feitos (embora em muitas partes pareça apenas um filtro aquático de uma qualquer aplicação de telemóvel), mas o filme é apenas isso.

    Os personagens não cativam e Aquaman, o famoso actor que é muito "bom" actor, de bom só tem mesmo o aspecto. Porque não tem uma frase com mais de seis palavras para dar ao público e porque não convence ninguém.

    O design das estruturas é um misto de futurismo aquático bastante iverosímil, que não obedece a nenhuma lei conhecida da física ou da química.

    Admira-me que este filme tenha uma gota de popularidade, porque é terrível.

  • Spider-Man: Into The Spider-Verse

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    Spider-Man: Into The Spider-Verse
    Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman 
    Filme (Animação)
    2018
    8 em 10

    Este é o filme do spiderverse, que abre novos universos e multiversos na perspectiva de produção de novos filmes de super-heróis. Talvez seja esta a revolução da Marvel dos tempos modernos. Já que fazemos filmes formulaicos com todos os super-heróis favoritos, porque não arriscar um pouco e fazer um filme de animação?

    Com uma história clássica, com muitas ligações à história do Homem-Aranha original, acompanhamos o nascimento de um novo Aranha e do aparecimento de muitos outros que desejam apenas voltar para os seus universos. Para isso, terão de reverter uma máquina criada pelo Dr. Octupus a mando de Kingpin, aprendendo novos truques aranha e reaprendendo a confiança neles próprios.

    A história é divertida como uma BD e igualmente emocionante. Mas para a trabalharmos, temos também uma animação espectacularmente luxuriosa. Com um estilo ambivalente, pode parecer meio partida ao início, mas o estilo instala-se em nós e quando damos por isso estamos completamente embrenhados nesta aventura de aranhas diversas.

    Fiquei só com pena que a versão anime tenha sido tão mal feitinha e tão chungosa, porque merecia muito mais e teria sido muito mais giro se fosse levada a sério.

    De todos os modos, fico ansiosa por ver o que mais vem daí. Se refizerem todos os filmes de super-heróis em animação, nem me importo nada, hahaha

  • Miracleman - A Idade de Ouro

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    Miracleman - A Idade de Ouro
    Neil Gaiman e Mark Buckingham
    1993
    Banda Desenhada

    Depois da paixão por Miracleman, não resisti em comprar na CCPT18 o volume da "Idade do Ouro", colecção de histórias curtas com argumento de Neil Gaiman.

    Estas histórias exploram os acontecimentos depois da tragédia de Londres e do novo mundo de Miracleman. No entanto, falam das pessoas "normais". Isto é, das pessoas que não arranjaram novos corpos e que, neste mundo encantado de maravilhas muitas, tentam encontrar um objectivo para a vida que não seja orar ao seu novo "deus", Miracleman.

    Ficamos a conhecer algumas mudanças no mundo, como novos feriados, novos deuses, novas peregrinações. E ficamos a ver que nem tudo é maravilhoso para as pessoas vulgares, que não compreendem exactamente o que se passou, que não conseguem enfrentar muito bem todas as mudanças que ocorreram precisamente para que sejam plenas de felicidade.

    Assim, temos um conjunto de histórias um pouco triste, realista e plena de humanidade. A atrte, numa variedade de estilos, ajuda a que encontremos um pouco de melancolia dentro de cada história. O artista, aliás, faz uso de várias técnicas para criar um ambiente diferente para cada uma das histórias, o que funciona muito bem a nível estético e narrativo.

    Um excelente complemento ao original, embora lhe falte um pouco do brilho e originalidade queque o caracterizavam.
  • Deadpool 2

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    Deadpool 2
    David Leitch
    2018
    Filme
    7 em 10
    E, logo de seguida, fomos ao cinema ver este. Bem, não foi logo a seguir, passaram uns dias ou isso xD
     
    Este filme encontra-se, mais ou menos, na mesma linha cómica que o outro. Desta feita temos um misto de processo de vingança com a tentativa de pacificar um jovem mutante que quer fazer tudo para destruir a pessoa que lhe fez mal. Para isso, desta vez, conta com a juda de mais alguns super-heróis, cada um com poderes mais inusitados que o outro.
     
    Esta introdução de novas personagens funciona muito bem, pois dá-nos uma perspectiva fresca do que se pode fazer com este tipo de filme. Deadpool começa a reunir a sua equipa e, com isto, existe um potencial para novas sequelas e novas maneiras de contar esta hiostória, como uma espécie de "anti-Avengers".
     
    Desta vez a utilização do digital também é menos evidente, o que é uma melhoria. Ainda assim, temos algumas cenas que seriam em tudo melhoradas se houvesse a utilização de objectos físicos.
     
    No meio disto tudo, um filme hilariante, mas negro o suficiente para se fazer passar pelo DC Universe.

  • Deadpool

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    Deadpool
    Tim Miller
    2016
    Filme
    7 em 10

    Como alguns saberão, eu não sou exactamente a maior seguidora, nem a mais fiel, de filmes de super-heróis, sejam DC ou Marvel. Portanto, não tinha visto este que foi o filme mais badalado do dia dos namorados de 2016. Agora que a sequela está no cinema, foi necessário vê-lo. E ainda bem!

    Confesso que não li, ainda, nenhuma BD deste "herói". Mas, pelo que sei, a livre adaptação do filme - não estando isenta de falhas - funciona muito bem para este contexto cinematográfico de um universo de heróis. Só que Deadpool não é exactamente um herói.

    Neste filme ficamos a saber o seu passado e como ganhou o seu poder, a imortalidade. No meio estes flashbacks, opera-se uma tentativa de vingança contra o cientista louco que lhe atribuiu estas características. Tudo isto com muito sangue, violência e membros partidos à mistura!

    Para além disso, o filme é uma sucessão de piadas, mais ou menos badalhocas, mais ou menos violentas, que caracterizam muito bem o personagem como alguém pleno de um sentido de humor tão perturbado como eficiente.

    Infelizmente, a utilização de animação digital é constante e existem muitas cenas que nem sequer têm mão humana, o que se torna um pouco desapontante.

    De todos os modos, acho que fiquei fã!

  • Guardiões da Galáxia Vol.2

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    Guardiões da Galáxia Vol.2
    James Gunn
    Filme
    2017
    7 em 10

    Repare-se que nunca vi o primeiro filme. O Qui prometeu-me que não seria difícil compreender este sem ver o anterior.

    Os Guardiões da Galáxia são um grupo de aventureiros do espaço que, mais uma vez, se metem em problemas. Um deles encontra o seu pai perdido, um alienígena que o deixou na Terra, sendo que descobrimos que se trata de EGO, o planeta humano. Vão ter de encontrar uma solução apra que o universo não seja destruído na totalidade.

    Para além disso, é um filme que se esforça por abordar as relações familiares e de amizade entre os personagens, com uma forte componente moral no respeitante a este assunto.

    Filme muito divertido, cheio de pequenas piadas e auto-referências que só funcionam dentro do contexto. A parte mais espectacular são sem dúvida os efeitos especiais, que têm uma animação bastante realista e muito detalhada, com um valor de produção sem dúvida excepcional. Também a banda sonora tem imensos elementos referenciais e conjuga-se muito bem com as batalhas que vamos encontrando.

    É entretenimento leve, muito divertido, sem grandes qualidades mas também sem nenhum especial defeito. Filme pipoca para pipocar. Pipoquemos.

  • Marvel 2099 - Primeiras Aventuras

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    Marvel 2099 - Primeiras Aventuras
    Banda Desenhada
    1999
     
    Finalmente, um colume que contém algumas aventuras dos nossos heróis Marvel preferidos, mas em 2099. Este foi um projecto do final dos anos 90, que tencionava dar uma nova imagem aos heróis, dando-lhes novos nomes, novas personalidades e um novo mundo para viverem, protegerem e povoarem.

    Neste volume há histórias do Homem-Aranha, do Punisher e dos X-Men. Gostei muit das histórias do aranha, que são completamente diferentes do habitual. Neste mundo, os super-heróis estão completamente banidos, pelo que os mascarados são perseguidos pelas próprias autoridades. Assim, não se trata tanto do caso de "fazer justiça pelas próprias mãos", mas mais de uma procura pela auto-suficiência e sobrevivência.

    O universo está bem caracterizado nos cenários, embora os movimentos dos personagens perante eles sejam um pouco descuidados. Os designs novos também são bastante curiosos, afastando-se bastante dos arquétipos da era.

    Foi uma leitura gira e não me importava de ler mais aventuras.
     

  • A Canção do Carrasco

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    A Canção do Carrasco
    Banda Desenhada
    1997
     
    Este é um volume dos X-Men, da Marvel, que combina os três capítulos da série "A Canção do Carrasco". Infelizmente, não consegui apreciar devidamente estes comics, porque não tinha contexto prévio para conseguir inserir os personagens no tempo-espaço das suas personalidades.
     
    O problema dos X-Men, desta vez, é o rapto de Jean e Cyclop por uma entidade alienígena maléfica, para além do ferimento infligido a Charles Xavier por um terrorista. Vários X-Men e outros mutantes procuram salvar os seus companheiros e acabam por vencer um monstro terrível e muito horrendo.

    Os desenhos da Marvel, fiquei a ver, são um pouco diferentes. Utilizam linhas mais finas e os designs dos personagens são um pouco mais humanos e brutais, não se exigindo a todos que tenham corpos perfeitos. No entanto, são utilizadas tantas ores que os desenhos acabam por ficar um pouco confusos, sendo as vinhetas menos dinâmicas comparativamente ao que havia lido antes.

    Não fiquei com vontade de ler mais X-Men.
     

  • Logan

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    Logan
    James Mangold
    2017
    Filme
    6 em 10

    Um filme de super-heróis que se afasta do modelo dos filmes de super-heróis.

    Numa reinterpretação dos famosos mutantes da Marvel, Logan é uma lufada de ar fresco na indústria na medida em que é um filme completamente diferente. Alguma coisa (não se explica exactamente o quê) destruiu os mutantes do mundo e sobram muito poucos. Logan, o famoso Wolverine, trabalha agora como motorista de limusines. Para além disso, algo de estranho lhe está a acontecer: está idoso, doente, com falta de vista, os seus poderes de regeneração estão cada vez mais fracos. O que irá ele fazer quando se descobre uma criança mutante com poderes semelhantes aos seus, que deverá ser resgatada de uma empresa farmacêutica com ideiais sociais pouco claros?

    Se a história tem muito de original, a sua resolução acaba por ser absolutamente previsível, logo desde a apresentação das cartas do jogo. É um filme muito violento, mas as cenas estão filmadas de tal forma que não conseguimos criar um laço com as personagens: parece um gameplay de um jogo qualquer.

    O ritmo é, também, previsível, com o momento de pausa para recuperar energias seguido de um grande momento de acção, sendo que o desenrolar de tudo isto acaba por se tornar um pouco aborrecido, pois as cenas em si não contribuem muito para o desenvolvimento da relação entre os personagens.

    Penso que esta foi uma forma de matar os X-Men como os conhecemos, para que venha daí uma nova geração.

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