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Outfest 2025
Outfest 2025
Festival de Música
Mais um ano, mais um Festival de Música Exploratória do Barreiro. Curiosamente, estava pleno de pessoas a falar em inglês, e eu questiono-me sempre o que raio vêm fazer turistas ao Barreiro.
O primeiro concerto foi de Leila Bordreuil, uma rapariga que tocava contrabaixo e o misturava, com um som muito aterrorizante e etéreo. Foi sobretudo bonito ouvi-lo misturado com o barulho dos comboios que passavam, dava um ar mesmo industrial.
Depois, vimos o DJ Niggafox (que já se alimentou e está mais gordinho), com os Wolf Eyes. Foi muito interessante, apesar de não ser a grande festa do nosso DJ sozinho, mas tinha uma série de misturas que me permitiram dançar muito lentamente.
Finalmente, foi a vez de Billy Woods, que tinha o baixo tão alto que mandou abaixo o sistema eléctrico e, para pânico do artista, colocou-se a possibilidade de ele cantar à capella. Mas não foi preciso e acabamos por assistir a um óptimo concerto, com letras fortíssimas, e também dancei.
Dançar, dançar, dançar, eu amo dançar.
Meo Kalorama 2023
Meo Kalorama 2023
Festival de Música
Com muita contrariedade minha, lá fomos para este festival. Organizado no Parque da Bela Vista, é uma pura canseira andar de um palco para o outro por aquelas colinas e vales infinitos, e eu estava mesmo muito mal disposta e cheia de fome quando lá cheguei. Arrebatei um hambúrguer carérrimo antes de darmos conta da zona com mais comidas, que era no canto oposto. O sistema de pagamentos digitais é uma merda, e o preço das bebidas é outra merda maior, o meu orçamento mensal desapareceu todo nesta porcaria.
Mas valeu a pena porque vimos bons concertos. Primeiro apanhámos Tamino, que estava a dar ao mesmo tempo que a Florence. Mas a mim não me interessa nada a Florence e gostei mais disto, que deu para aquecer um pouco os passos de dança. Depois seguimos para ver Arca, que foi um epectáculo fenomenal. Elu não passou os seus próprios sons, foi mais um DJ set das coisas que elu mais gostava, com vídeos de gatinhos fofinhos a passar por trás e uma estranha e fascinante performance num baloiço. Mas depois tivemos de fugir porque estava para começar a única razão pela qual eu tinha ido a um festival num dia de trabalho: Aphex Twin. Espectáculo visual fascinante, com música bem frita para eu dançar, acabámos por ficar quase à frente porque quanto mais ácida ficava a música mais pessoas fugiam em debandada. Deviam ser os jovens do ticatuca que pensavam que o Aphex era um fofinho e não sabiam da existência de coisas como o Ventolin.
Dancei tanto que fiquei essencialmente paralisada no regresso, e com muitas muitas muitas dores. Mas valeu a pena, porque devo ter gasto milhões de calorias. Depois o Aphex veio cá abaixo dizer olá às pessoas, porque se ele não viesse até podíamos acreditar que não estava lá ninguém a tocar no cubo gigante.
Obrigada RDW, gosto muito de ti.
Super Bock Super Rock 2023
Super Bock Super Rock 2023
Festival de Música
Dado que a Spring It foi cancelada, tivemos oportunidade de ir ao SBSR, que era no mesmo fim de semana.
Decidimos ir para lá de transportes. Ora, os comboios estavam em greve e, por isso, esse amigo estava cheíssimo. Apanhámos mesmo à justa. Depois esperamos longamente numa fila para o autocarro de transfer, no qual o passe não era válido por razões que me transcendem. A viagem foi demorada, porque havia imenso trânsito no único acesso.
Chegámos, descemos uma rampa gigantesca, e fomos parar a um lugar pequeno, meio vazio, coberto de palhinhas. Revistaram todas as minhas bolsas e bolsinhas e conseguimos ainda apanhar um bocadinho do concerto do Nile Rogers. que deu logo vontade de dançar. Um dos membros da banda que vinha a seguir, e o que tinhamos ido realmente ver, também participou nesse concerto. Depois foi a vez deles: os Wu Tang Clan. Por essa altura começamos a reparar que havia imensa gente americana no público, possivelmente porque lhes fica mais barato vir aqui do que à tour da terra deles. O concerto foi fantástico: eu sei que não é muito suposto dançar-se com hip-hop, mas eu dancei loucamente.
Depois foi tempo de dar uma volta para passear e descansar. O espaço era realmente pequeno, mas como estava pouca gente não havia fila para quase nada. Uma nota para as casas de banho, que eram aqueles porta-pottys horrorosos, em que uma bacana não tem capacidade de fazer xixi sem se encher de xixi a menos que toque com as suas partes pudendas no xixi dos outros. Não percebo porque continuam a insistir com estas coisas, que são tão pouco práticas. Nem tinham urinóis para os bacanos, pelo que rapidamente os cantos das coisas ficaram cheios de urina humana.
Comemos um kebab hiperfacturado e um maravilhoso croquete de queijo.
Entretanto vimos alguns concertos, mas o nosso foco principal era a Caroline Polacheck. A rapariga tem uma voz extraordinária, e as suas danças estranhas encantaram-me, mas por essa altura eu já estava muito cansada. Assim que ela terminou o album e passou para outras músicas novas decidimos ir comer mais croquetes e partir.
Foi uma noite muito bem passada, e felizmente que estava tudo bem organizado.





