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  • Superman

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    Superman
    James Gunn
    Filme
    2025
    7 em 10


    Depois dos últimos falhanços do Homem de Ferro, James Gunn pega nesta famosa personagem para lhe dar um novo brilho.

    Este Superman volta a ter a inocência inicial, o desejo de salvar todos se excepção, mas há uma grande diferença para os filmes originais, na parte das ordens de Krypton. Temos também um Lex Luthor assustador, absolutamente psicopata, cuja maior vontade é simplesmente vencer o Super Homem.

    De resto, temos um filme com bastante sentido de humor e efeitos especiais não tão exagerados que isto se pareça com um filme de animação.

    Ri, comovi-me, e gostei muito desta nova versão do homem mais forte do mundo.

  • Ninja Batman tai Yakuza League

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    Ninja Batman tai Yakuza League
    Mizusagi Junpei - Kamikaze Douga
    Anime - Filme
    2025
    6 em 10


    Já li alguns mangas do Batman que não eram muito bons, mas este filme de anime mostra-nos um Batman distinto, num universo em que o Japão ficou isolado e condenado a viver sob o jugo de famílias de Yakuzas.

    Aparecem os personagens que mais gostamos da DC, e os designs são mesmo muito muito muito giros. Adicionei logo duas personagens à minha lista de cosplays!

    Mas de resto, o filme não tem conteúdo nenhum. São cenas de acção seguidas de cenas de acção, e não temos qualquer desenvolvimento das personagens, nem nenhuma conclusão especialmente moral ou valiosa.

    Ainda assim, foi bastante divertido.

  • Superman II

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    Superman II
    Richard Lester
    1980
    Filme
    7 em 10


    Continuamos as aventuras do Superman, mas desta vez com inimigos muito mais difíceis, inimigos que vieram directamente de Krypton para atrofiar connosco.

    Sempre mantendo o bom humor, este filme explora mais um pouco da dicotomia do Superman. E isso torna a sua história extremamente trágica. Se por um lado ele tem de viver como uma pessoa normal para própria segurança das pessoas que ama, por outro lado as pessoas (Lois Lane) não amam Clark Kent, mas sim o Superman. Por isso ele tem de viver sem revelar a sua verdadeira identidade, o que lhe causa muita dor.

    Assim, este personagem ganha mais vida, mais detalhe, e acabo por me apaixonar ainda mais.

    Que se há-de fazer?

  • Superman

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    Superman
    Richard Donner
    1978
    Filme
    7 em 10


    Devo informar que nunca gostei do Superhomem. Achava-o demasiado perfeitinho, demasiado bonzinho, demasiado superzinho. Mas com este filme mudei de ideias.

    Para começar porque o Christopher Reed (que as Senhoras o tenham) era um homem com um óptimo aspecto. Apaixonei-me imediatamente por ele, sobretudo porque também era um excelente actor. A forma como ele muda de Clark Kent para Superman é fantástica e plena de detalhe.

    A história deste filme é infantil e divertida, mas ficamos a conhecer bastante sobre este personagem que é o Superman, e a verdade é que fiquei encantada com ele. Ele não é só uma boa pessoa, mas também tem dúvidas e dilemas, que serão mais abordados no próximo filme.

    Enfim, gostei mesmo muito deste Superman, e agora já sou fã do super-herói.

  • Joker: Folie à Deux

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    Joker: Folie à Deux
    Todd Philips
    2024
    Filme
    8 em 10


    Arthur aguarda pacientemente pela sua sentença de morte quando, um dia, é levado a uma terapia musical e conhece Lee, uma louca como ele que está plenamente apaixonada pelo que ele um dia foi: Joker. Os dois irão viver uma aventura musical de amor e arrebatamento, mas nem tudo o que parece... Nem tudo o que parece, é.

    O mais odiado filme da época, para mim, foi a mais genial conclusão a esta história de Joker. Porque este é o filme anti-herói, este é o filme anti-Marvel, este é o filme anti-Joker. Onde o primeiro filme criou um movimento de pessoas deprimidas e incompreendidas, este filme consegue destruí-las, consegue dizer-nos "tudo isso que vocês viveram, tudo isso é uma fantasia, o verdadeiro homem por trás do Joker é apenas um louco, é apenas uma pessoa, é apenas um miserável humano, como tu, como eu, como nós".

    E a interpretação de Gaga é tão natural, tão orgânica, que temos uma Harley Quinn que vai para além da loucura, é uma vilã perfeita, é manipulativa e ingénua e deseja apenas o símbolo, não o homem, deseja apenas o status, não o amor.

    A destruição desta personagem é o culminar deste filme, e não poderia ser um final mais perfeito. É um filme deprimente e depressivo, que não faz ninguém feliz, e é precisamente por isso que é maravilhoso e essencial. É o filme que precisávamos para respirar.

  • The Batman

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    The Batman
    Matt Reeves
    Filme
    2022
    7 em 10


    Já fomos ver este filme há algum tempo no cinema, mas - culpa mea - esqueci-me de falar dele. Então, temos um novo Batman, do qual toda a gente estava desconfiada, mas que veio a ser um dos grandes filmes do ano até agora.

    Robert Pattinson dá-nos um Bruce Wayne jovem, atormentado pela culpa, convencido de que é a vingança e a noite e que consegue resolver os problemas de Gotham através da sua figura enquanto vigilante: Batman. No entanto, mais coisas se processam nesta cidade de que ele não tem conhecimento e quem lhe vai demonstrar isso é um inimigo misterioso e malévolo: Riddler.

    Para começar, temos uma caracterização de Gotham como não se via há algum tempo. Neste filme é uma cidade viva, mais do que um lugar onde acontecem as coisas, mas um mote para os acontecimentos. As cores escuras do filme transmitem toda uma ideia de depressão e horror, em que os psicopatas andam à solta e ninguém está seguro. Depois, pela primeira vez no cinema, temos um Batman menos virado para a acção e mais orientado para a sua vertente de detective. Os casos de assassinato e violência, que são bastante impressionantes, processam-se de forma obscura e este nosso vigilante terá de resolver tudo à base de lógica e inteligência, em vez de ser à base da porrada como usualmente.

    O antagonista Riddler é perturbador e assustador, lembrando um pouco o clássico Zodiac da nossa realidade. A este sentimento de terror, adiciona-se uma banda sonora altamente estilizada, que nos remete para esta cidade do desespero.

    Enfim, este filme traz-nos um Batman de várias camadas, mas do que um herói, mas uma pessoa com a sua crise existencial e os seus problemas.

    Assim, recomendo bastante, quer sejam fãs ou não.

  • O Cavaleiro das Trevas volta a Atacar

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    O Cavaleiro das Trevas volta a Atacar
    Frank Miller
    2001
    Banda Desenhada 

    A sequela do Regresso chega em grande, com Batman a liderar um grupo de jovens delinquentes e preparado para libertar os verdadeiros heróis do jugo de um presidente fantoche e dos vilões que estão por trás deste.

    Infelizmente, este álbum pareceu mais uma colecção de "tudo o que pode acontecer de mal a um herói", com uma sucessão dos famosos da DC em situações desagradáveis e o Batman a livrá-los do mal-amén.

    Os desenhos estão mais rabiscados, com uma anatomia imperfeita que perturba a leitura. As cores, que poderiam ser vibrantes para ajudar a caracterizar o ambiente frenético desta história, são pálidas e opacas, trazendo muito pouca textura à narrativa.

    As novas personagens, isto é, a nova geração de heróis, tem motivações pouco claras e parece estar um pouco mal definida.

    Por isso, se o Regresso era uma obra prima, o novo Ataque fica muito aquém das expectativas.
  • O Regresso do Cavaleiro das Trevas

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    O Regresso do Cavaleiro das Trevas
    Frank Miller
    1986
    Banda Desenhada
    Comprámos esta edição especial de um clássico da banda desenhada e pus-me logo a lê-lo! Fantástico!

    Bruce Wayne deixou de ser Batman. Está velho, alcoólico e acabado. No entanto, uma nova onda de crimes tem assolado Gotham. E Batman quer voltar, tem de voltar. Mas quais serão as consequências?

    Um álbum que critica a sociedade apodrecida e viciada na televisão dos anos 80. Que torna reais as lutas entre heróis e vilões com que sempre sonhámos. E uma pedra lapidar no significado da banda desenhada enquanto meio artístico. Violento, sem pudores, Frank Miller explora as personagens trazendo-lhes uma humanidade há muito perdida, a humanidade real, a humanidade negra.

    Com desenhos agressivos, e uma estética sombria, as vinhetas sucedem-se num ritmo frenético, em que nunca sabemos qual vai ser o próximo passo. Este Batman não obedece a regras, e isso tem tanto de refrescante como de assustador.

    Recomendo vivamente.
  • Batman: Uma História Verdadeira

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    Batman: Uma História Verdadeira
    Paul Dini & Eduardo Risso
    2016
    Banda Desenhada
    Temos uma grande colecção Batmaníaca e agora começo a lê-los a pouco e pouco. Comecei por esta biografia desenhada (BD! Apanharam?) por Paul Dini, mais conhecido por ser o argumentista das Batman Animated Series. O álbum parte da sua infância e foca-se num momento da vida do autor, em que ele foi assaltado e brutalmente espancado no meio da rua por desconhecidos. A partir daí, terá de enfrentar os seus demónios, ie. as suas personagens, de forma a ultrapassar o medo e voltar a criar.

    Em termos autobiográficos, é uma história sincera, que fala da superação através do amor pela BD e por este conjunto de personagens icónicos. A narrativa é bastante simples e directa e, por isso, muito fácil de ler.

    Não gostei especialmente dos desenhos que, devido à falta de realismo das sombras e cores, tiravam muita da emoção das situações complicadas da vida do autor, fazendo com que tudo soasse um pouco a falso e a "inventado".

    Uma curiosidade para os maiores fãs de Batman.
  • Constantine

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    Constantine
    Francis Lawrence
    2005
    Filme
    5 em 10
    Apesar de eu gostar de demos e de magias, não gostei muito deste filme. Acho que não caracterizou bem a personagem de Constantine e o Keanu Reeves sempre foi e sempre será um actor muito medíocre.

    Constantine está a morrer com cancro e sabe que vai para o inferno, porque sempre fez más opções na vida. Por isso, tenta redimir-se com deus, destruindo para isso a maior parte de criaturas infernais possíveis.

    Apesar de a caracterização do universo das criaturas infernais e toda a teoria de volta das situações ser muito interessante, os demónios em si aparecem de forma muito pouco original e bastante previsível, o que torna o filme - uma aventura de acção - ligeiramente fraco.

    Os efeitos especiais também são bastante fracos e não ajudam a dar pontos positivos ao filme.

    No entanto, veria uma sequela.

  • Birds of Prey

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    Birds of Prey (and the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn)
    Cathy Yan
    2020
    Filme
    6 em 10

    Estava um bocadinho duvidosa relativamente a este novo filme da Harley Quinn, mas fiquei agradavelmente surpreendida. Apesar de não passar de um filme de acção bastante simples, tem elementos muito divertidos e personagens cativantes.

    Suportadas por actrizes divertidas e plenas de sarcasmo, estas "aves de rapina" vão viver uma aventura em que encontrarão a sua emancipação e vingança. Tudo isto com uma comicidade vibrante e com cenas de acção muito animadas.

    Gostei também muito do design das roupas e da sandes de ovo que a Harley Quinn finalmente come. Replicámo-la em casa e é deliciosa!

  • Superman: Red Son

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    Superman: Red Son
    Sam Liu
    2020
    Filme
    5 em 10
    Como teria sido a história do Superhomem se ele tivesse nascido na rússia soviética? Com este ponto de partida, assistimos a uma aventura deste herói (que, digo desde já, não é o meu favorito).

    Este filme tem vários problemas de base, apesar de a premissa ser plenamente original. O primeiro problema prende-se com a própria personagem do Superhomem, que além de super-forte, super-rápido e super-tudo é extraordinariamente, espectacularmente e inevitavelmente "bonzinho". Em todos os aspectos. Isto faz com que a sua personagem não tenha qualquer tipo de tridimensionalidade, sendo que todas as suas atitudes de "homem bom" retiram o conflito que poderia existir entre as várias personagens.

    O outro problema é a arte. Apesar de as cenas de acção serem aceitáveis, o design utilizado para as personagens é aborrecido e muito pouco expressivo, parecendo que eles estão sempre num estado de espanto permanente.

    Foi engraçado aparecerem outros heróis da Liga da Justiça, embora me pareça que isso já não vá de encontro à BD original. Parece que este filme foi uma forma um pouco deslavada de demonstrar que o Superhomem é sempre "super", esteja do lado capitalista ou do lado comunista.

    Valeu a pena pela originalidade.
  • Joker

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    Joker
    Todd Philips
    2019
    Filme
    8 em 10

    Quando falamos de filmes de super-heróis, rapidamente nos vem à cabeça séries de filmes relacionados, todos com grandes efeitos especiais e alguma fraqueza no conteúdo. Assim, Joker aparece como um filme relacionado com BD, mas com outro tipo de BD. Uma Graphic Novel em filme.

    Analisamos a origem do vilão mais famoso do universo DC. Mas mais que um vilão, mais que uma inspiração para a revolução daqueles que nada têm, este filme mostra-nos a história de um homem , profundamente doente e profundamente infeliz, e na sua busca por tentar manter um sorriso sincero e vencer a sociedade que insiste em oprimi-lo e em maltratá-lo.

    Apoiado por um excelente e surpreendente trabalho de actor, o nascimento do palhaço louco, do assassino e ladrão, é mais do que uma história de heróis e bandidos. É uma análise de um personagem que tem muito dentro de si, muitos desejos, muitas frustrações e algo que não podemos definir, talvez uma loucura, talvez apenas solidão.

    O final ambíguo torna o filme ainda mais emocionante, porque deixamos de perceber o que desta história é a realidade e o que é a loucura.

    Um dos melhores filmes do ano.

  • Ronin

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    Ronin
    Frank Miller
    1983
    Graphic Novel

    Comprámos esta Graphic Novel no AmadoraBD do ano passado. Uma leitura tão difícil como extraordinária.

    Um samurai sem mestre, Ronin, é amaldiçoado por um demónio. Renasce no corpo de Billy, um homem do futuro com poderes telecinéticos associado a um super computador. Aquarios, esta nova tecnologia, tem uma inteligência artificial suprema e uma capacidade de aprendizagem invejável. Mas a acção do demónio, que também renasceu, irá complicar as coisas.

    Se há coisa que impressiona desde logo neste livro é a arte. É uma arte complexa, cheia de traços e sombras que, pintado a aguarela numa paleta de cores vibrante e incompleta, transmite um conjunto de sensações visuais impressionantes. No entanto, tornam a leitura também muito confusa enquanto se tenta descortinar o sentido de cada acção que, de forma muito dinâmica, nos conta uma história plena de violência.

    A ideia por trás de Aquarius também revela uma grande originalidade no conceito, talvez com uma certa inspiração em Hal de Kubrick. O demónio sobrenatural, algo nada lógico nem científico, consegue enganar a máquina mais inteligente de que há memória, usando para isso o seu próprio mecanismo. Assim, o demónio e a máquina tornam-se quase como uma unidade.

    Vale a pena ler este volume pela sua importância histórica e pelo desafio de enfrentar o seu grafismo.
  • Batman: O Príncipe Encantado das Trevas

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    Batman: O Príncipe Encantado das Trevas
    Enrico Marini
    2017
    Banda Desenhada

    Comprámos esta obra em dois volumes na CCPT 2018. A arte da capa fascinou-nos e, assim, não resistimos em adicionar esta graphic novel à biblioteca.
     
    Nesta balada de Gotham City, o autor toma uma série de liberdades com o nosso herói morcego, misturando muitos elementos bastante amados do universo numa só história. Tudo começa quando uma mulher acusa Bruce Wayne de ser o pai da sua filha de 9 anos. Ao saber disso, Joker decide raptar a criança, de forma a obter um avultado resgate.
     
    Apesar das liberdades narrativas e de design, que por ora até são bastante interessantes (uma mota-gato para a Catwoman!), esta é uma aventura viciante que nos permite encontrar novas análises neste conjunto de personagens. A caracterização é especialmente boa no caso de Jokjer e Harley Quinn, que aparecem com um discurso cheio de humor negro e com personalidades malévolas e, ao mesmo tempo, muito divertidas.
     
    Os diálogos casuais entre todas as personagens fazem com que a leitura seja rápida, o que é ajudado pela sequência cheia de acção entre os painéis. O autor faz uso de grandes e largos cenários ao longo das páginas, com uma coloração muito suave que oferece uma boa sensação de movimento. Quase podemos ver cada um dos músculos dos desenhos a vibrar.
     
    Uma excelente aventura com uma conclusão improvável!



  • Dias da Meia-Noite

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    Dias da Meia-Noite
    Neil Gaiman
    1999
    Banda Desenhada

    Este foi um dos livros de BD que comprei na última Comic Con. Ultimamente sempre que vejo o nome de Neil Gaiman tenho vontade de trazer o livro para casa, mas depois deste livro acho que a minha histeria interna passou.

    Uma luxuosa edição de capa dura que reúne uma antologia de argumentos para a DC, realizados por Neil Gaiman nos primórdios da sua carreira, comentados pelo autor. Temos cinco histórias, que fazem uma mistura dos vários universos Gaimanescos e da DC, recriando um ambiente tanto onírico como muito misterioso. Infelizmente, é um livro que pode ser de difícil acesso para aqueles que não conhecem profundamente as outras obras do autor e as obras da DC referenciadas, como é o meu caso.

    As duas primeiras histórias são sobre a "Criatura do Pântano" (Swam Thing), numa perspectiva um pouco diferente que poderá mesmo relacioná-la com Poison Ivy, a famosa vilã de Batman. Depois, temos uma narrativa muito interessante chamada "Abraço", em que Constantine encontra um estranho caso. Esta história é bastante bela pela sua conclusão, triste e melancólica, para a qual contribui o grafismo utilizado. Depois, temos um conto bastante longo que foi feito em conjunto com outro autor (o do "Sandman" original, com a máscara de gás), que acaba por ser um pouco rebuscado para quem não conhece esta personagem. Apesar disso, tem uma arte muito interessante, bastante fluída e difusa, com utilização de materiais pouco usuais. Finalmente, temos um pequenino blooper de uma revista POPS.

    Isto é, este livro acaba por ser mais interessante para aqueles que já conhecem a obra do autor em maior profundidade. Para mim, que apenas me inicio nestas andanças, acabou por ser uma leitura estranha e um pouco desapontante.

  • The Books of Magic

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    The Books of Magic
    Neil Gaiman
    1990
    Banda Desenhada

    Comprei este livro na Spring It Con 2017, pois tinha lido um comentário no blog Ler BD em que falavam de recente edição portuguesa deste volume. Comprei a versão original, que era a que estava disponível. Além disso, tinha bastante curiosidade em experimentar este autor, do qual já tinha ouvido falar muito!

    Foi-me dito que este livro era uma inspiração muito profunda para o universo e personagem de Harry Potter, mas penso que, para além do design do personagem principal, não existe muito em comum.

    Timothy Hunter é um rapaz que anda de skate. Um dia é abordado por quatro misteriosas figuras de gabardine, que lhe revelam a opção de entrar no mundo da magia e se tornar um dos mais poderosos feiticeiros de que há memória. Para o ensinar, levam-no a vários lugares mágicos. Primeiro, mostram-lhe o passado, o início da magia. A arte é difusa, misteriosa, como se de um sonho se tratasse, sendo que nos são mostradas uma série de coisas que podem ter passado desapercebidas ao resto da humanidade mas que foram de suma importância para o mundo da magia. Depois, mostram-nos duas vertentes do presente. Numa arte pop e contemporânea, vemos os feiticeiros que vivem neste mundo, as criaturas e os magos, percebendo um pouco do que cada um tem para dizer e qual a sua posição nesta realidade. Por outro lado, com um tema clássico e quase infantil, viajamos até ao mundo das fadas, onde a magia tem todo um outro significado. Finalmente, vamos até ao futuro. E o que será que o futuro nos reserva?

    Este livro é uma fascinante perspectiva da magia no universo DC, sendo que em muitos painéis nos são mostradas personagens desta equipa, que continuam sempre tendo influência tanto no mundo real como no mundo mágico. O autor faz também referência a outras das suas obras, de forma bastante discreta mas ainda assim fulcral para o desenvolvimento da história.

    Para mim, o principal defeito deste álbum é que ficam muitas coisas por explicar que gostaríamos de ver explicadas. Ficarei morta de curiosidade em saber para que serve aquela chave, por exemplo.

    De resto, uma história épica e filosófica cimentada por uma arte brilhante.

  • Batman Begins

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    Batman Begins
    Cristopher Nolan
    2005
    Filme
    6 em 10

    Antes do famoso "Cavaleiro das Trevas" que tanto popularizou o mais popular dos inimigos do Batman, a trilogia de Nolan tem este filme: "Batman Begins". Aqui, vemos o jovem Bruce Wayne e o processo de criação da figura de Batman.

    Após o seu trauma de infância, Wayne decide que deseja ser um vingador. Mais que um vingador, um protector da justiça. Existe aqui uma dualidade de sentimentos: o desejo de retaliação pela morte dos pais contra o desejo de continuar a sua obra através da protecção das pessoas. Com inimigos como Scarecrow envolvidos, este é um filme que explora o personagem através da superação dos seus medos e, assim, a criação de um símbolo através deles.

    Mas, se essa é a principal qualidade do filme, existem outros elementos que são mutio pouco adequados a semelhante figura. Por exemplo, a forma como Bruce Wayne é um patético quando está fora da máscara. A história de amor mal enjorcada que foi martelada ali, protagonizada por uma actriz com muito pouco mérito. E as próprias cenas de acção, pecam por um exagero flagrante e poderiam ter sido reduzidas ao mínimo (especialmente aquela perseguição de carros absurda).

    Todo o filme parece ser uma introdução. Uma introdução com duas horas, mas deixa-nos sempre o pensamento de "o que virá a seguir, quando começa realmente a história?". Parece-me funcionar bem como primeiro elemento de uma trilogia, mas como filme individual fica um pouco aquém das expectativas.

  • Watchmen

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    Watchmen
    Alan Moore & Dave Gibbons
    Graphic Novel

    Comprei este livro no passado Anicomics. O Qui sempre mo havia recomendado e achei que seria um óptimo volume para acrescentar à nossa crescente colecção. No entanto, talvez este livro tenha chegado às minhas mãos de leitora na altura errada, porque senti que não o apreciei devidamente.

    Este é um livro que fala dos super-heróis depois de deixarem de ser super-heróis. Num universo semi-distópico em que Nixon continua a ser presidente e a perseguição aos comunistas é cada vez mais acérrima, os super-heróis foram dispensados das suas funções de protectores da justiça, porque no fundo faziam mais mal que bem. Afinal, não passavam de seres humanos. Quase todos eles, pelo menos. Agora, desde o brutal assassinato de um veterano da equipa, Roscharsch - um dos heróis do passado que nunca revelou a sua identidade - procura descobrir o assassino e envolver os outors antigos amigos na sua busca.

    No entanto, há algo mais forte que eles que está sempre um passo à frente. E assim começa uma riquíssima análise pessoal de cada um dos intervenientes desta história, que sofrem uma caracterização e desenvolvimento raramente vistos neste formato de banda desenhada. Cada um deles tem os seus momentos de felicidade, os seus pequenos momentos de vida diária. Mas por trás de cada uma destas figuras, podemos analisar os problemas que vieram do facto de terem todos sido super-heróis, da incapacidade que têm de se afastar das suas personagens passadas e, sobretudo, dos problemas que têm na interacção com o mundo que os rodeia. Afinal, este mundo deseja que eles por um lado sejam pessoas normais e inseridas na sociedade, mas por outro lado ainda precisa de vigilantes que os protejam e ajudem.

    As revelações são surpreendentes e a cada volta que a história dá mais percebemos a ironia da construção de certas personagens, da loucura em oposição à moralidade e da perfeição física em oposição a uma crueldade crescente.

    As cenas estão desenhadas num estilo que não me agrada muito, num ponto de vista puramente pessoal, mas possuem uma dinâmica incrível, na medida em que não existem cenas de acção profundamente elásticas mas existem momentos de profundidade emocional que não poderiam ter o efeito desejado se não fosse a qualidade da arte.

    Existem cenas, também, que transmitem uma extrema beleza, nomeadamente as contemplações e divagações filosóficas em Marte e até mesmo a cena fatídica do final que, não sendo gráficamente brutalizante, é muito forte em termos de desenvolvimento e desfecho.

    Um livro que gostaria de ler numa outra ocasião, mais calma. Recomendo.
  • Suicide Squad

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    Suicide Squad
    David Ayer
    2016
    Filme
    6 em 10

    Num universo cada vez mais obsoleto de filmes de super-heróis, que saem seguidamente numa tentativa cada vez mais frustrada de conquistar um grupo de fãs cansados, os trailers de Suicide Squad apareceram como uma lufada de ar fresco. Por uma vez, um filme em que os heróis são os vilões! Parecia ter tudo para correr bem.

    No entanto, este filme acaba por seguir o mesmo sistema formulaico de sempre, tornando-se apenas mais um falhanço neste universo que, progressivamente, vem perdendo a sua originalidade e frescura.

    Uma mulher poderosa decide reunir um grupo de vilões e obrigá-los a trabalhar para elas, sob o risco de verem as suas cabeças explodidas se não o fizerem. Acabam por se reunir todos e lutar contra uma força maléfica demasiadamente poderosa que, evidentemente, vencem não sem alguns sacrifícios.

    Apesar de todo o grupo ter as suas introduções, os personagens não são desenvolvidos propriamente e acabam por perder a maior parte do seu potencial. Apesar de a escolha dos actores ser boa e de haver alguns gags "mauzinhos" para nos fazer sorrir, sente-se que há uma falta de estrutura por trás do filme, o que o torna bastante previsível. Para mais, o desenvolvimento dos personagens vai contra a sua própria natureza. O final de "não te metas com os meus migos!" é forçado e desnecessário, para além de descaracterizar os personagens enquanto vilões.

    Talvez a parte que tenha gostado mais tenha sido o binómio de paixão Harley Quin-Joker, que por uma vez é retratado como algo mais orgânico e sem uma componente abusadora. Também gostei muito das personagens. Harley foi imediatamente catalogada pelos fãs como fonte de sensualidade desnecessária, mas se virmos realmente o filme veremos que isso faz parte da sua própria caracterização enquanto pessoas que ficou louca pela sua relação com uma pessoa desregulada. Já o Joker, apesar de aparecer muito pouco, também me pareceu uma personagem com algum potencial, que poderá vir a ser desenvolvido em outros filmes.

    Enfim, tudo isto para dizer que este modelo de filme de heróis tem de ser totalmente reformulado para que possa voltar a ter algum tipo de valor. Talvez se mudarem realizadores, argumentistas, produtores, sei lá... Talvez se os fizessem completamente diferentes.
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