15.1.12

Destruir depois de ler

Destruir depois de ler
Joel Cohen e Ethan Cohen
Filme
2008
8 em 10

Filme de ano novo.

Bem, eu já tinha visto isto, mas não me lembrava o quão giro era! Visto uma segunda vez sob efeitos verdes, todo o filme me pareceu uma experiência ainda melhor. Bem, mas antes de começar esta review vou fazer o caro leitor prometer que cada vez que ler "Osbourne Cox" o vai dizer com a voz do Brad Pitt.

A história de base é sobre um agente da CIA, Osbourne Cox, que é despedido por ser um bêbado de merda. Para libertar a sua raiva Osbourne Cox decide escrever umas memórias. Só que, bem, Osbourne Cox não é exactamente uma pessoa relevante no universo da CIA, por isso as suas memórias são, digamos, uma bela merda. Ora, essas memórias de merda são encontradas por Chad e pela Linda Litzke, dois empregados de ginásio. Eles, coitadinhos, acham que estas memórias são documentos secretos da CIA e tentam fazer chantagem com Osbourne Cox para obterem dinheiro. Enquanto isso o George Clooney tem uma almofada triangular e corre regularmente.

Toda a história se une a pouco e pouco, com um detalhe e uma precisão incríveis. Existem várias pequenas histórias que se reúnem todas na confusão que se tornou a vida de Osbourne Cox (ainda estão a ler isto com a voz do Brad Pitt?) Está muito bem pensada e tudo encaixa perfeitamente, sem qualquer hesitação. Achei também que foi muito boa ideia colocar uns "comentadores" à história louca, os responsáveis da CIA. Eles dão um toque de realidade a esta história impossível (mas que até podia acontecer, reunidas as condições ideias)

Mas o mais delicioso deste filme são as personagens. Cada qual com o seu excelente actor, têm todas uma personalidade incrível e um desenvolvimento fantástico. E cada uma diz um palavrão diferente. Osbourne Cox, aka John Malkovitch, é um frustrado, um incapacitado psicológico, um homem furioso com a vida, cuja fúria se transforma numa raiva alucinada que ninguém percebe bem o que é mas que aceitamos (ou ele pode fazer-nos mal). Harry Pfarrer, aka George Clooney, é o personagem perfeito para o George Clooney, um fodilhão sem remorsos, um conquistador, cuja segurança se transforma em terror e paranóia. Linda Litzke é perfeita, a mais fina crítica à mulher de meia idade que está desesperada. E Chad é um encanto. Não tem conteúdo nenhum, mas o Brad Pitt fá-lo tão bem que o personagem se torna em mais um motivo para ver o filme.

A imagem e música, no entanto, não são dignos de nota. Mas fazer este filme como se estivéssemos a assistir aos acontecimentos por acaso funciona muito bem.

Sem dúvida um recomendado.



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