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  • Destruir depois de ler

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    Destruir depois de ler
    Joel Cohen e Ethan Cohen
    Filme
    2008
    8 em 10

    Filme de ano novo.

    Bem, eu já tinha visto isto, mas não me lembrava o quão giro era! Visto uma segunda vez sob efeitos verdes, todo o filme me pareceu uma experiência ainda melhor. Bem, mas antes de começar esta review vou fazer o caro leitor prometer que cada vez que ler "Osbourne Cox" o vai dizer com a voz do Brad Pitt.

    A história de base é sobre um agente da CIA, Osbourne Cox, que é despedido por ser um bêbado de merda. Para libertar a sua raiva Osbourne Cox decide escrever umas memórias. Só que, bem, Osbourne Cox não é exactamente uma pessoa relevante no universo da CIA, por isso as suas memórias são, digamos, uma bela merda. Ora, essas memórias de merda são encontradas por Chad e pela Linda Litzke, dois empregados de ginásio. Eles, coitadinhos, acham que estas memórias são documentos secretos da CIA e tentam fazer chantagem com Osbourne Cox para obterem dinheiro. Enquanto isso o George Clooney tem uma almofada triangular e corre regularmente.

    Toda a história se une a pouco e pouco, com um detalhe e uma precisão incríveis. Existem várias pequenas histórias que se reúnem todas na confusão que se tornou a vida de Osbourne Cox (ainda estão a ler isto com a voz do Brad Pitt?) Está muito bem pensada e tudo encaixa perfeitamente, sem qualquer hesitação. Achei também que foi muito boa ideia colocar uns "comentadores" à história louca, os responsáveis da CIA. Eles dão um toque de realidade a esta história impossível (mas que até podia acontecer, reunidas as condições ideias)

    Mas o mais delicioso deste filme são as personagens. Cada qual com o seu excelente actor, têm todas uma personalidade incrível e um desenvolvimento fantástico. E cada uma diz um palavrão diferente. Osbourne Cox, aka John Malkovitch, é um frustrado, um incapacitado psicológico, um homem furioso com a vida, cuja fúria se transforma numa raiva alucinada que ninguém percebe bem o que é mas que aceitamos (ou ele pode fazer-nos mal). Harry Pfarrer, aka George Clooney, é o personagem perfeito para o George Clooney, um fodilhão sem remorsos, um conquistador, cuja segurança se transforma em terror e paranóia. Linda Litzke é perfeita, a mais fina crítica à mulher de meia idade que está desesperada. E Chad é um encanto. Não tem conteúdo nenhum, mas o Brad Pitt fá-lo tão bem que o personagem se torna em mais um motivo para ver o filme.

    A imagem e música, no entanto, não são dignos de nota. Mas fazer este filme como se estivéssemos a assistir aos acontecimentos por acaso funciona muito bem.

    Sem dúvida um recomendado.



  • Fight Club

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    Fight Club
    David Fincher
    1999
    Filme 
    8 em 10

    Após um mês de ausência estamos de volta no ar! Com muitas coisas giras para recomendar! Vamos começar pelo Fight Club!

    Ora bem! Eu sempre tive curiosidade acerca deste filme. Sem qualquer perspectiva sobre ele, aventurei-me e acho que o resultado é bastante bom. Agora compreendo porque é que a internet se identifica tanto com este filme. E vejo um paralelismo nos acontecimentos dos dois universos. Mas isso é outra história, e há-que sempre lembrar a regra número 1, por isso vamos abster-nos de comentar.

    Um gajo que não consegue dormir encontra um vendedor de sabão e, por acaso, descobrem que andar à porrada é giro. Formam então o Clube de Combate, um sítio onde se pode andar à porrada com desconhecidos para libertar a raiva. O destino do Clube de Combate, que cresce a proporções épicas, é a parte engraçada (e assustadora por razão que referi acima) do filme. Temos personagens interessantes e cheios de um humor negro e delicado. São perfeitamente interpretados pelos seus actores, que demonstram grande habilidade, em especial Edward Norton.

    No entanto o filme apresenta algumas incongruências no argumento. Estas tornam a realidade, que deveria ser clara e evidente, confusa. Confusa do tipo "como é que ele estava ali e no outro sítio ao mesmo tempo?" Enquanto essas coisas não forem esclarecidas o filme nunca pode ser excelente e fica-se apenas pelo muito bom.

    Um filmaço feito para homens másculos, mas que uma rapariguinha como eu até gostou.
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