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  • Little Witch Academia

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    Little Witch Academia
    Yoshinari You -  Trigger
    Anime - Filme
    2013
    7 em 10

    Todos os anos o governo Japonês dá alguns milhões de ienes para a indústria do anime. Nomeadamente para ajudar animadores em treino a fazerem a sua arte. Little Witch Academia é um dos resultados deste ano, que serão quatro ao todo.

    E é um filmezinho cheio de charme, sem dúvida.

    A história é muito simples e poderia ter sido mais desenvolvida. É o tipo de história que merece mais episódios. Mas é uma história amorosa, com personagens de que gostamos imediatamente, apesar de não sofrerem um desenvolvimento muito pertinente. Não é um anime que nos ensine grandes coisas sobre a vida, mas podia tê-lo feito, quiçá com um pouco mais de tempo.

    O grande enfoque do filme, que só tem meia hora (diga-se de passagem), é a animação. Os designs dos personagens são muito simples, mas mexem-se com uma leveza quase humorística. Os grandes momentos estão no espectáculo inicial que depois se reproduz na luta com o dragão. É, literalmente, uma explosão de cores e de alegria. Adicione-se a música instrumental e temos um efeito espectacular. A música é muito simples e quase lugar-comum, mas funciona muito bem.

    É muito curto, é um prazer de ver, recomendo.
  • Little Witch Academia: The Enchanted Parade

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    Little Witch Academia: The Enchanted Parade
    Yoshinari You -  Trigger
    Anime - Filme
    2015
    6 em 10
     
    Depois de ver o muito fofinho Little Witch Academia, foi com grande excitação que recebi a notícia da sua sequela, que terminei de ver ontem. Infelizmente, nem sempre um maior valor de produção e um release no cinema fazem melhorias num conceito que, sendo muito original e sem dúvida bom, acaba por não ser aproveitado na sua totalidade.

    Acompanhamos uma nova aventura das nossas bruxinhas, que conhecíamos do pequeno filme original. Devido ao facto de terem feito muitas asneiras ao longo do ano, têm agora de organizar uma parada mágica para poderem passar de ano. Mas muitos problemas acontecem, culminando no acordar de um maléfico gigante que irá fazer um grande show. A história está altamente simplificada e não existem elementos constantes que nos permitam fazer uma organização mental das características deste universo. Assim, apesar de podermos aceitar todas as coisas estranhas, elas são um pouco difíceis de assimilar. Talvez fizesse mais sentido, no respeitante ao desenvolvimento do mundo fantástico, que estes filmes fossem tornados numa série.

    As personagens têm alguns momentos de oposição, mas não sofrem um verdadeiro desenvolvimento, já que mesmo após o conflito continuam exactamente iguais. Este, o conflito, é difícil de levar a sério por causa das expressões infantilizadas das personagens, que não transparecem emoções que vão para além da piada fácil. Isto acaba por ser muito anticlimático e um aborrecimento.

    Mesmo a animação poderia ser um pouco mais equilibrada e manter uma integridade. Apesar de existirem cenas de animação brilhantes, com uma fluidez surpreendente e uma velocidade na acção completamente alucinante, outros momentos estão bastante descuidados e, no final, todo o filme transparece uma imagem de falta de atenção ao detalhe.

    Musicalmente, não há muito a apontar, já que as músicas do parênquima aparentam ser reciclagens de temas usados na instância anterior e a ED é facilmente esquecível.

    Foi com muita pena que cheguei à conclusão de que este filme é bastante inferior ao anterior. Ainda assim, espero que tenha o maior sucesso, para que se possa - eventualmente - fazer a série que este tema merece.

  • Little Witch Academia

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    Little Witch Academia
    Yoshinari You - Trigger
    Anime - 25 Episódios
    2017
    7 em 10

    Little Witch Academia foi um filme experimental que teve grande sucesso. Assim, o estúdio que o produziu teve a sensata decisão de fazer uma série! Uma série que me encantou e me fez muito feliz! :)

    Akko é uma menina que tem uma grande fascinação por Chariot, uma famosa bruxa que fazia espectáculos para crianças. Por forma a conseguir conhecê-la, consegue ser admitida na escola Luna Nova, uma escola para bruxinhas. Mas Akko não vem de uma família de bruxas e por isso não tem grandes poderes. Como é que vai conseguir ser uma bruxa de verdade e cumprir o seu sonho de conhecer Chariot?

    Temos uma história que, ao início, aparenta ser muito episódica. Mas à medida que tudo se vai desenvolvendo e vamos descobrindo mais coisas sobre este maravilhoso mundo de magia, começamos a perceber que há realmente uma narrativa linear, discreta mas muito sólida, que irá culminar num final que - sendo um pouco previsível - é também muito romantizado.

    As personagens são simpáticas, com um desenvolvimento simples mas muito consistente, sem nunca perderem os seus traços de personalidade originais. Estes podem parecer um pouco estereotipados, mas dentro do contexto acabam por trazer uma excelente dimensão e textura a cada uma destas bruxitas. Gostei tanto das personagens, em termos de design e de personalidade, que não consigo resistir em acrescentar a Professor Ursula aos meus planos de cosplay! Verifiquem no Cosplay Portfolio! =D

    A animação é exemplar, muito criativa e plena de cores e texturas simples. O grafismo da série é todo extremamente colorido e divertido, trazendo uma aura de infantilidade que apenas funciona como agradável.

    Em termos musicais, temos OPs e EDs fantasiosas, que fazem sonhar, e uma banda sonora instrumental que se liga bem às cenas respectivas.

    Gostei muito!
  • Anisama 2019

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    Anisama 2019
    Evento
    Há algum tempo que não fazia cosplay e queria muito estrear o meu novo fato, que terminei a todas as pressas para este evento acompanhada por uma grande constipação, com muita febre e muita tosse. Felizmente fiquei melhor e consegui completar o fato, Ursula Callistis, a professora de Little Witch Academia. :)

    Como fiquei sem bateria por causa do GPS (que não, não me levou até ao fim do caminho até à Escola António Arroio, onde foi o evento) não pude tirar fotografias a ninguém, mas mesmo assim gostaria de falar um pouco sobre a experiência do evento.

    Foi fácil estacionar e, à chegada, conseguiram encontrar o meu nome com alguma dificuldade. Deram-nos umas fitas para por no pulso, cortando-me a circulação, e seguimos para os balneários para eu poder trocar de roupa. Ora, lá chegados indicaram-me que o meu Helper não podia entrar no balneário das raparigas, pelo que deveríamos ir para o dos rapazes. Por um lado, ainda bom! Estava completamente vazio! Isto são uns balneários como deve ser, arranjados, bonitos e limpos, com sítio onde guardar as coisas. Tornei-me numa bruxita e fomos explorar o evento.

    Falei com algumas pessoas que me elogiaram, incluindo uma menina que não sabia a série mas que gostou imenso e me veio perguntar do que era. Recomendo vivamente Little Witch Academia, porque é muito divertido e é sobre bruxitas! =D O espaço era em tudo semelhante ao do ano passado, com imensas bancas de artistas (que são bons artistas), o Pastel Café com comida e a Heimdall Store a vender merch oficial. Eu adoro bancas de artistas, portanto comecei por dar uma voltinha para ver se haveria alguma coisa que pudesse comprar como lembrança para as minhas colegas do trabalho.

    Entretanto deu-me uma fome louca e decidi comer um crepe. Tinham óptimo aspecto e ingredientes interessantes, pelo que pedi um com nutella, chantilly, morangos e pocky. Infelizmente, a massa estava um pouco crua, mas uma situação de todo perdoável pois as condições para o catering nestes eventos nunca são as melhores. Apercebi-me por esta altura que o meu fato tinha um problema: um botão de pressão descolou-se da napa e precisava de o re-colar. Corri para o SOS Cosplay, que não tinha ninguém para me atender, e roubei uma cola qualquer da caixa que lá estava (devolvi logo a seguir) porque a cola quente não estava ligada. Era uma cola epoxy com um cheiro destrutivo que não colou absolutamente nada. No processo de colagem acabei por estragar o outro lado do detalhe que estava a tentar arranjar. Então, tirei um alfinete do cabelo (porque é que eu tinha um alfinete no cabelo?) e prendi tudo de forma muito precária. Andor!

    Hora do concurso de cosplay. Desta vez escolhi uma música dos Queen, o "It's a kind of magic" porque tem a ver com bruxas e com o Natal. Quis fazer um skit positivo e distribuir uma mensagem boa, pelo que entreguei algumas frases motivadoras ao público. :) O meu vídeo tinha princesas a ir aos hospitais visitar crianças, o que é das coisas mais natalícias que um cosplayer pode fazer! Acho que correu muito bem, apesar de eu ver zero com os óculos deste cosplay (têm uma graduação de 1,50, o que com as minhas lentes de contacto normais torna a vista muito turva). Acabei por ganhar um prémio de cosplay individual, que era uma almofada em forma de gato! Obrigada! Adoro a almofada e já me fartei de dormir nela!

    Para a entrega do prémio havia um evento especial mais tarde, mas eu tinha um jantar de Natal e precisava de me ir embora entretanto. Por isso, um membro da organização teve a delicadeza de me entregar o prémio aparte. O engraçado foi que ele me levou por portas e travessas, por caminhos onde apenas a organização estava autorizada a entrar, tudo para chegarmos a um local de acesso público. Foi muito giro ver a escola por dentro!

    Depois apressei-me a comprar algumas coisinhas para as minhas colegas (autocolantes) e a jogar em algumas rifas, que adoro. Também comprei um bloco de notas, que me faz muito jeito! Adoro bancas de artistas e fico sempre feliz quando existem eventos com muitas delas!

    Enfim, foi um evento muito engraçado, relaxante e divertido, que espero que se repita para o ano. Até lá!
  • Death Billiards

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    Death Billiards
    Tachikawa Yuzuru - Madhouse Studios
    Anime - Filme
    2013
    7 em 10

    Na sequência do projecto Anime Mirai, em que o governo Japonês apoia os novos realizadores a fazerem coisas giras (tal como o já citado Little Witch Academia) aparece-nos este pequeno filme, numa onda mais filosófica e contemplativa.

    Um homem e um senhor velhote vão parar, sabe-se lá como, a um misterioso bar decorado com umas alforrecas num aquário. É-lhes dito que não podem sair dali até jogarem um jogo de bilhar. E que devem jogar como se tivessem a vida em jogo. E jogam. O anime foca-se sobretudo na visão do jogo do homem mais novo, o que torna o foco um pouco unilateral. Os personagens revisitam o seu passado (e aí percebemos também um pouco sobre o velhote) e o jogo desenvolve-se para além da mesa. Termina com algumas afirmações que, desesperadas, atentam sobre a vida em geral. Assim, temos um jogo psicológico muito interessante, se bem que foram as cenas de flashback que fizeram o filme para mim. Achei que as frases finais foram um pouco forçadas e que a conversa entre os dois bartenders quebrou um pouco a força das ideias que este anime tencionava transmitir. É certo que a situação referida (que não posso dizer, para não estragar) é mesmo um mistério, mas foi irritante não saber pelo menos o que disse o velhote.

    A animação tem bastante CG, que não fica muito mal por causa da perspectiva em que é apresentado. A luta está bem animada, mas os fundos - bastante complexos, diga-se de passagem - acabaram por ficar com uma tridimensionalidade um pouco desagradável para o meu olho esquerdo (direito tudo bem). Banda sonora é quase nenhuma, apenas efeitos que acrescentam ao visual.

    Mas é um filme muito interessante, pois é inesperado. Vale a pena.
  • ComicCon Portugal 2021

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    ComicCon Portugal 2021
    Evento

    Estamos na penúltima quarta feira do ano do transacto 2021 e eu tenho estado agravada: já passaram quase duas semanas desde a Comicona, já fui a vários jantares de Natal, e ainda não falei da Comicona. Bem dito, bem feito, é sobre isso que vou falar hoje, numa edição ESPECIAL - ie. fora da cronologia - especialmente criada para pessoas especiais como todos vós.

    Penso que para contar uma história devemos começar no início. O início da Comicona começou, para mim, há três meses. Decidi nessa altura que ia levar um cosplay de jeito cheio de planificações e que, para variar, ia fazer boa figura no concurso. Após diversos acidentes de percurso, desde mandar arranjar as botas até a gata me ter comido a peruca, iniciei o meu processo de inscrição. Digamos que foi atribulado. E isso, realmente, parecia-me muito estranho. Após o envio de várias questões e problemas técnicos, consegui apenas que me dissessem que "tem de pagar o bilhete porque os valores do prémio são muito superiores ao do bilhete".

    (Mas quem disse que ia ganhar algum prémio? Como assim?)

    Após filme muito breve de comprar uns bilhetes digitais na candonga, de ter de pagar 20 paus por um testecovido porque nenhuma farmácia atendia o telefone, e de uma sessão de relaxamento, reuni todos os meus objectos - com muito cuidado para não esquecer nada - e deitei-me. Infelizmente existe uma diferença muito simples entre pessoas como eu e pessoas responsáveis. Quando as pessoas responsáveis têm de estar em lugar incerto no Parque das Nações às oito e meia da manhã em ponto e sem atrasos, elas... Vão dormir com o Vitinho. Quando pessoas como eu têm de fazer à mesma coisa deitam-se de madrugada.

    Miraculosamente conseguimos chegar em segurança. Estávamos coisa de dez minutos atrasados e eu já estava a ver que tinha de voltar para casa porque não nos iam deixar entrar. Por um lado agradava-me até a ideia, de voltar para casa e voltar para a minha caminha quentinha e fofinha. Mas, lá chegados, a esperança fez adeus com a sua mãozinha, lá no alto. Lá estavam eles. Companheiros de concurso.

    Numa corrida emocionada, apenas prejudicada pelo cosplay pouco manejável que trazia nas mãos, juntei-me aos meus amigos, colegas, companheiros, palhaços, neste grande circo. Este circo de amigos. E nesse momento, recordo.... Eu trazia um chapéu na cabeça. Isto vai ser importante mais tarde, mantenham-se atentos.

    Porque nesse momento, começou o verdadeiro circo. O circo de feras.

    Já missbakemono tinha feito uns quatrocentos e vinte telefonemas, após quarenta minutos de espera sob um sol outonal despertando pelo rio, rodeados de estruturas de betão armado e tendas ladeando a "entrada dos artistas", surge a pessoa responsável por nós, concorrentes do concurso. Faz uma chamada. Há pessoas que não estão na chamada. O meu helper não está na chamada. Lá vai o nosso responsável encontrar outra chamada. Volta. Faz outra chamada. Há pessoas que faltam. E agora?

    Agora vamos todos juntos, conversando com alegria, mal sabendo que nos espera uma longa caminhada à volta do recinto Comicona até chegarmos à área do cosplay. A área do cosplay é uma tenda que contém uma alcatifa. E nada mais. Passamos por um gradeamentozinho que nos leva aos belos camarotes, que se tratam de duas salas que contém alcatifa e uma cadeira. Existe um espelho, que decidimos por no corredor para facilitar toda a gente. Trocamos de roupa, alguém me cede uma pistola de cola quente para colar a minha vassoura que se rachou no caminho para este sítio. Estamos mesmo contentes, todos juntos, a falar dos fatos uns dos outros e a relatar as coisas estranhas que verificámos até agora.

    Por exemplo, existem umas bolachinhas no corredor. Recordem que nesta altura são nove da manhã e que eu tinha tomado o pequeno almoço às seis. Também foi essa a última vez que fui à casa de banho e, mais uma vez, isto é importante. Ora, as bolachinhas estão no corredor e têm um papel em cima a dizer que são para as estrelas: Pretzl e Ju Tsukino, as convidadas internacionais (embora a Ju provavelmente tenha vindo de Massamá, ou onde ela está a viver agora) No bolachinha for us.... Almas corajosas, as que se atreveram a roubar línguas de veado às estrelas!

    Subitamente alguém nos pede o testecovido! AAAAI! Mostramos o testecovido: está tudo bem, estamos tão negativos como as minhas notas de anatomia. Mas e o bilhete? Seria importante que nos pedissem o bilhete.... Talvez porque eu o comprei? Se o comprei gostava de o usar. Mesmo que tenha sido na candonga. Mas não, nunca nos pediram o bilhete. Nem direito a pulseira. Absolutamente ilegais.

    Em passo estugado passamos para a tenda onde estará o nosso palco. Voltamos pelo caminho de onde viemos e passado muito tempo encontramos a tenda. Parece a tenda electrónica do Alive, só que sem a parte da música eletrónica e os broados todos. Existem cadeirinhas para nós e umas bolachinhas, que também são para nós. E bolo! Vamos ao Ensaio Geral. Cheguei a dizer que na inscrição ninguém nos perguntou detalhes do skit, quando entrávamos, de que lado, quem punha os nossos adereços no palco, etcoetera, etcoetera? Pois. Então estamos a ensinar como se metem as coisas no palco, uma menina desespera porque ninguém lhe arranja uma mesa, outra menina recebe ajuda de vários de nós para montar um monstruoso adereço arquitectónico. Ninguém sabe nada e alguém precisa de fazer xixi. Não se pode fazer xixi! Só o nosso responsável é que pode sair da tenda, todos os outros estão fechados na tenda! Mas a malta precisa de fazer xixi, deixe-nos ir fazer xixi para não nos mijarmos no palco! E lá foram.

    Mas eu não fui, porque achei que estava com pouca mobilidade-para-ir-à-casa-de-banho. Isso revelou-se um erro fatal, como veremos adiante.

    Felizmente havia uma abertura microscópica na tenda, por onde rastejámos para podermos fumar. Ora, a questão é que eu fumo muitos cigarros. Então eu acabou por falar com as outras pessoas que também fumam cigarros, que no caso são os técnicos. E eu estava na converseta e disse algo como "desculpe, isto é sem querer ofender, senhor técnico de som, mas não acha que o som está muita mau?" Ao que ele se desfez em desculpas, porque nunca tinha estado num evento mais desorganizado, que só lhes tinham dado os skits nessa altura (?) e que por isso não estavam a conseguir pô-los bem e ninguém sabia o que nós íamos fazer e wtf.

    Com isto em mente, a ideia que eu tinha de fazer boa figura (que já tinha sido arruinada ao olhar para os meus fellow concorrentes, malta talentosa da porra o que) desvaneceu-se totalmente. Vamos só fazer o que deus quiser e wooooo

    E assim fui para o pre-judging, onde expliquei a obra de engenharia de pontes que é a saia deste fato e também expliquei que a minha varinha-em-forma-de-pénis acendia mas ficou sem pilha após ter estado um mês parada fora do alcance da gata. Logo logo o concurso ia começar, assim que o apresentador e uns jovens acabassem de inventar e ensaiar um teatrinho que misturou o novo filme do Homem Aranha com a DC Comics. E depois de o apresentador lá teatrar, começou a apresentar e isso, devo dizer-vos, correu lindamente. Não ele a apresentar, mas o concurso. Boa energia, apesar de serem onze e trinta da manhã, entreajuda e apoio de todos para todos e skits realmente muito giros.

    Eu, por mim, peguei na ideia de a minha personagem (Ursula Callistis, a professora de Little Witch Academia) ser uma trapalhona de primeira e pu-la apanhar livros gigantes, que eram os meus livros de anatomia comparada e patológica. As pessoas riram muito e eu gostei muito que elas se rissem comigo! Beijo Gratiluz!

    E terminamos, e estamos todos contentes, alguns muito nervosos mas contentes na generalidade, e são os prémios ohmeudeus são eles! Excepto que de cinco categorias passamos a duas, ninguém sabe bem porquê, então só um individual e um grupo podem ganhar. E evidentemente que ganham as pessoas talentosas, pronto, assim nem sequer se pode brincar (que é uma dica a brincar!) Mas até as anunciarem, passámos um tortuoso momento de apresentação de jurados, de conversa randómica, e - da minha parte - correr às voltas em volta de props no chão para não me desfazer no xixi que tinha estado a guardar há cerca de seis horas.

    Finalmente saímos. Esqueci-me dos meus livros. Mas eu não me importo de ficar sem eles, talvez excepto o Livro de Doses do Plumb, porque dá sempre jeito saber que dose de ketamina dar a um macaco juvenil. O que me interessa é apenas e só chegar a uma casa de banho. A zona dos cosplayers não tem casa de banho. Não deixam entrar a minha amiga que veio ver o concurso pelo lado que diz "Saída", só pode entrar pelo lado que diz "Entrada", apesar de não estar lá ninguém dentro. Deixo os meus props nos lindos camarins, destrancados. Volto para poder voar até uma sanita, mas sou interrompida: está na hora de tirar fotos aos cosplayers. Então eu decido esperar: não quero perder a oportunidade de tirar fotos com o Nuno Gomes só porque preciso de urinar. Espero. Estou realmente impaciente, mas espero. Tudo parece demorar horas. Olho com raiva para os que estão à minha frente, rangendo os dentes, os meus olhos de lentes vermelhas desorbitados. Os meus desejos são de morte absoluta a tudo o que me rodeia.

    Mas chega a minha vez e tiro as fotos, que tenho a certeza de terem ficado lindamente, e agradeço muito ao fotógrafo e peço desculpa e corro, corro com asas nas minhas bootcovers de bruxa, até ao water closet que me pareceu mais próximo. E lá está ela, branca, brilhante, como anjo de cerâmica Roca vindo do paraíso de todos os aflitos.... A sanita. A sanita está cheia de papel cheio de mijo e sangue até à borda. Verifico a próxima. Também. A próxima. Todas! Todas assim!

    "É que não há água na casa de banho", explica-me uma menina que havia tentado lavar as mãos.

    Com grande sacrifício suporto o nojo. O alívio é imediato, mas rápido, pois o cheiro que se sente parece entranhar-se no meu cosplay.

    De volta, como o meu pretenso almoço (uma napolitana de chocolate do Minipreço), tiro fotos com malta, uns miúdos vieram tirar uma selfi mas ficámos todos de máscara, falamos dos diversos problemas a serem tratados com urgência neste evento que é a Comicona. Vou tirar o fato, arrumo todas as minhas coisinhas num canto. Desta vez a porta dos camarinotes está fechada à chave.

     Cirandamos pelo espaço do evento, vemos a zona dos artistas (que são bons artistas), compro uma prenda de Natal para a minha mãe. Visitamos a exposição dos zombies, que é pequena mas engraçada. Procuramos a zona da banda desenhada, que descobrimos depois ser inexistente. Do interior do Pavilhão Arena Atlântica ouvimos uma histeria colectiva, que achamos ser motivada por um actor criança qualquer. Observamos as lojas. Um longcat de peluche custa 70 paus. Parto-me a rir. Observamos as actividades e tiramos foto no Matrix, com uma Trinity do Carnaval. Encontramos a zona dos jogos, com esperança de inalar um pouco de aroma humano. Tem três jogos, a zona dos jogos, num espaço pouco maior que a minha sala.

    E assim terminamos o evento, cansados mas satisfeitos apesar de tudo. Vamos buscar o carro, mas o parque está diferente.... Quando chegámos, éramos só nós, nós e o carro Citris. Quando voltámos, eram carros, carros em todo o lado. Após uma hora de pânico em busca do Citris descobrimos que estamos no andar errado. Após outra hora de pânico, decido pedir ajuda às informações.

    E foi assim que pela primeira vez andei no carrinho pequenino do parque de estacionamento.

    Depois fomos beber uma jola e acho que estamos todos felizes até agora.


    Nota: para fotos verifiquem @ladyxzeus no instagramo, tenho fotos de gente bonita mas dá trabalho por aqui, sorrynotsorry

    Nota2: beijos de gratiluz

    Nota3: Lembram-se do chapéu que eu tinha na cabeça no início da história? Pois que à noite não o tinha, mas só dei por isso em casa. Isto é: ALGUÉM ME DEU A BOCA AO CHAPÉU DURANTE A COMIC CON PORTUGAL DEVOLVAM-ME A PORRA DO CHAPÉU CARALHO EU CURTIA DO CHAPÉU.

    Se virem o chapéu #procuramosochapéu


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