• Akagami no Shirayuki-hime 2nd Season

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    Akagami no Shirayuki-hime 2nd Season
    Ando Masahiro - Bones
    Anime - 12 Episódios
    2016
    6 em 10
     
    Depois de ver a Primeira Season tinha ficado bastante curiosa para saber a continuação, por isso não perdi a instância seguinte. Infelizmente, desapontou-me um pouco.

    Esta season pega exactamente no local onde tínhamos ficado anteriormente e apresenta um conjunto de novas aventuras que permitem um novo desenvolvimento da relação entre os personagens. Sendo que esta perspectiva é interessante e motivadora, a forma como as acções levam às consequências não foi muito bem pensada e acaba por retirar ao anime toda a aquela aura de "magia dos contos de fadas" que a primeira season tinha.

    Para começar, há um grande ênfase nos aspectos políticos deste universo, coisa que passou um pouco ignorada anteriormente e que me apanhou de surpresa. Assim, a história perde-se e acaba por se tornar um pouco aborrecida, pois perdemo-nos nos meandros do drama político que se processa, perdendo um pouco aquele aspecto da vida diária que caracterizava a primeira season. Para além disso, aparecem novas cenas de acção cheias de perigos e risco de vida, o que também descaracteriza a natureza da história, ficando todo o contexto bastante diferente.

    Para além disso, os personagens perdem um pouco o seu desenvolvimento, tornando-se demasiado dependentes dos sentimentos uns dos outros para continuarem as suas vidas. Assim, a personagem forte de que eu gostava - Shirayuki - passou a ser mais uma menina chorona e totalmente viciada no seu príncipe encantado. Os designs das roupas também pioraram, perdendo um reminiscente histórico e misturando épocas completamente distintas.

    Musicalmente, pareceu-me estar tudo mais ou menos na mesma, assim como na animação, que não está muito diferente.

    Agora já não quero fazer cosplay deste anime :<

  • Seitokai Yakuindomo

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    Seitokai Yakuindomo
    Kanazawa Hiromishi - GoHands
    Anime - 13 Episódios + 13 Episódios
    2010
    5 em 10

    Mais um anime que roubei na lista dos nomeados do meu clube e que adensa o mistério sobre os gostos de alguns nomeantes... Porque razão alguém quereria recomendar este anime?

    Trata-se de uma comédia e paródia sexual sobre nenhum tema em particular, uma sucessão de acontecimentos da vida diária de um conjunto de personagens que se caracterizam exclusivamente por serem um bando de tarados. 

    Talvez já tenha dito isto, mas parece-me que há uma certa tendência a modificar os animes ecchi desta década. Em vez de o conteúdo erótico ser demonstrado pela hiper-sexualização das personagens femininas, parece-me que este é feito através de gags cómicos que envolvem jogos de palavras e objectos censurados (a maioria objectos fálicos mal identificados). Ora, isto é capaz de funcionar uma vez. Duas vezes. Funcionou em Gintama, que me parece ser o fundador desta tendência. Mas depois, começa a ser demais. E o que é demais enjoa. É o caso deste anime.

    A história poderia ser valorizada pelo percurso escolar dos personagens, mas para isso necessitariamos de ter um conjunto de bons personagens. Ora, estes são caracterizados exclusivamente pelas suas manias sexuais ou pela sua pudicícia apresentada de forma "irónica". Felizmente e graças a deus, isto acaba por não ser de todo realista: isto é mau para o anime, que perde conteúdo, mas é bom para nós, porque significa que não há muitas pessoas assim no mundo real.

    A arte começa apresentável mas fica progressivamente pior, havendo uma grande diferença de qualidade entre as seasons. Se ao início ainda havia uma certa dedicação em desenhar algumas partes das personagens, à medida que nos aproximamos do fim todas elas são reduzidas ao mais simplificado chibi, que se apresenta comicamente através de balões de texto e onomatopeias desenhadas.

    Musicalmente, temos algum conteúdo que poderia ter sido melhor aproveitado, houvesse a narrativa dado mais dedicação a esses momentos em vez de se espalhar por piadas sobre posições anatómicas relativistas. Assim, a banda sonora acaba por ficar para trás.

    Um anime infeliz, que espero que seja o último do género que eu veja em muito tempo.

  • Sete Contos Góticos

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    Sete Contos Góticos (Volume II)
    Karen Blixen
    1934
    Contos

    Também comprei este volume na feira do livro da Oficina do Cego. Já disse que também tentei vender lá alguns livros! Foi lá que finalmente desovei a colecção incompleta de Loveless que já não queria e que me vinha ocupando espaço xD

    Comprei este livro ao engano, porque só mais tarde reparei que se tratava do segundo volume: em vez de sete contos góticos só tive direito a três. No entanto, talvez tenha sido pelo melhor, porque não apreciei mesmo nada a forma de escrita e capacidade descritiva da autora.

    Os três contos tratam de temas misteriosos em terras cheias de frio e neve, recriando assim uma ambiente puramente "gótico" europeu, sem no entanto ceder à pressão de povoar as histórias de monstros horrendos ou temíveis espectros. Mas a forma como as histórias são relatadas acaba por ser aborrecida e intimidante: dentro de cada história os personagens contam outras histórias, cujos personagens contam outras histórias. Uma espécie de "Mil e Uma Noites" modernizado.

    Ora, isto torna a leitura um pouco confusa. Para além disso, o tipo de linguagem utilizado é antiquado para a época em que o livro foi escrito, talvez em imitação do clima vitoriano em que as histórias se passam.

    Não me senti nada agradada por esta autora. Voluntariamente, não voltarei a repetir.

  • Kyou Kara Ore Wa!!

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    Kyou Kara Ore Wa!!
    Mori Takeshi - Studio Pierrot
    Anime OVA - 10 Episódios
    1992
    5 em 10

    Pelo seu aniversário, o meu clube decidiu fazer uma actividade para nos divertir: uma Roleta de Anime! Consistia no seguinte: cada membro sugeria uma série ou filme para vermos e depois cada um recebia uma sugestão. A mim calhou-me este e eu fiquei ligeiramente... wat. Mas lá acabei por ver tudo dentro da data prevista, com algum esforço.

    Trata-se de um OVA, com episódios bastante longos (entre uma hora e 37 minutos), que saiu entre 1992 e 1997. Por acaso é sobre um assunto que aprecio bastante e me fascina: os delinquentes juvenis. No entanto, a série acaba por pecar por exagero e tornar-se demasiado longa. Isto porque as piadas são constantemente repetidas e cada atitude dos personagens culmina *sempre* em variados enxertos de porrada.

    Os personagens teriam interesse ao início, quando se inicia a sua caracterização, mas cada um deles acaba por regredir para o interior de um estereótipo que, podendo ser divertido, acaba por se tornar cansativo pelo excesso. As expressões são descuidadas e as atitudes cómicas constantes tiram a credibilidade ao tema e ao anime.

    A arte, para a época, pareceu-me bastante boa no primeiro episódio. No entanto, a partir daí parece tornar-se cada vez mais descuidada, o que acaba por ser curioso considerando que se passaram cinco anos entre o primeiro e o último episódios. De resto, podemos apreciar alguma animação interessante (no contexto dos anos 90) nos momentos de luta, se bem que por vezes ela é muito pouco detalhada.

    A música é típica de um anime deste contexto, sendo que a ED pode ser considerada das coisas mais irritantes que uma banda sonora nos pode oferecer.

    Este anime poderia ter ficado para a história como uma excelente comédia, houvesse sido muito mais curto. Acredito que um filme teria sido o suficiente.
  • A Morte de Carlos Gardel

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    A Morte de Carlos Gardel
    António Lobo Antunes
    1994
    Romance

    Comprei este livro numa pequena feira que houve na Oficina do Cego, enquanto estive lá a tirar um breve curso de escrita criativa (poderão consultar resultados no meu blog de escrita, O Bentivi Urbano) Escolhi-o porque nunca tinhna lido nada do autor e queria corrigir essa falha. As minhas expectativas eram um pouco estranhas, pois tinha ouvido dizer que a leitura seria muito complexa.

    Assim, fiquei agradavelmente surpreendida com este volume. A escrita é complexa, é verdade, mas não de uma forma intrincada que não nos permita compreender o que se passa. Na verdade, está tudo escrito de forma tão naturalista que podemos ler como falamos, o que é sempre algo de valor. Para mais, o livro tem uma excelente estrutura e está tecnicamente muito bem trabalhado. Todos os elementos acabam por se unir, num relato da vida de algumas pessoas que podiam ser pessoas que conhecemos, ou mesmo nós.

    Pegando no mote da morte de um rapaz após abuso de droga (vítima de hepatite, o que era comum nesta época. Hoje em dia o livro já não se mantém tão actual), explora os diversos sentimentos de todas as personagens que se relacionaram com ele. Isto é, podemos ver como as atitudes dos outros, quem quer que sejam, podem influenciar a vida dos que os rodeiam, de maior ou menor forma. É esta relação que o autor explora, retratando uma sociedade, uma época, um conjunto de lugares que - sendo deprimentes para uns - podem ser lugares felizes para outros.

    Também gostei imenso do facto de grande parte do livro se passar no meu bairro! Pela primeira vez não tive de "imaginar" os locais, porque os conheço perfeitamente, hahaha

    Fique a nota de que esta edição tem uma falha: algures a meio do livro as páginas estão todas ao contrário, de cabeça para baixo. Depois voltam ao normal.

    Foi uma boa primeira experiência e agora estou ansiosa por repetir o autor!

  • Kekkai Sensen

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    Kekkai Sensen
    Matsumoto Rie - Bones
    Anime - 12 Episódios
    2015
    5 em 10

    Série que foi sugerida no meu clube, sabe-se lá porque razão. Encontrei uma miríade de razões para desgostar completamente dela.

    Primeiramente, o tema é parvónio. Por uma misteriosa razão que ninguém consegue descortinar, os mundos paralelos e perpendiculares uniram-se e agora Nova York é habitáculo de bicharada diversa, monstruosa ou não. Um rapaz que, como sempre, ambiciona uma vida normal, vê-se envolvido num grupo de controlo destes seres e vive inusitadas aventuras. De natureza episódica, este anime mostra as mais variadas situações (muito, muito engraçadas, sim...) que podem acontecer quando, oh!, se partilha a cidade com monstrolengos.

    Os personagens aparentam existir em função das frases que dizem, que deveriam ser muito cómicas, e das situações que vivem. As suas relações estabelecem-se exclusivamente no gag e não há qualquer tipo de desenvolvimento válido, apesar de haver um esforço nessa direcção nos episódios finais, em que há uma espécie de "arco" narrativo que conta uma história perfeitamente vulgar e tantas vezes já vista.

    A arte é bastante incapaz, sendo que seria aceitável há 10 anos. Mas não agora. As paisagens são desinspiradas e repetitivas, o design das criaturas é infeliz, a animação perde-se pelo meio de expressões insuficientes e tudo parece um pouco inacabado.

    O único ponto positivo, para mim, terá sido a banda sonora que, fazendo uso de temas clássicos, acaba por se tornar muito interessante. Fique a nota para o terrível casting das vozes, que pareciam pertencer a personagens completamente distintos dos que o que estávamos a ver.

    Enfim, mais uma série para esquecer.

  • O Gato e o Rato

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    O Gato e o Rato
    Günter Grass
    1997
    Romance
    Não é meu costume ler livros do mesmo autor tão pegados, mas aconteceu. Recebi este livro por mero acaso na troca de prendas do nosso Jantar de Natal habitual, sendo que a pessoa que o escolheu (o Chico) me disse que queria muito que me calhasse a mim... Eu já o tinha lido há alguns anos, mas disse logo que o leria de novo!

    Foi engraçado porque me lembrava perfeitamente dos primeiros capítulos, embora já não estivesse tão certa da minha memória a partir do segundo terço do livro.
     
    Este é um livro sobre a adolescência no durante e pós-guerra, sendo o personagem focal um rapaz que - na sua estranheza - remete o narrador para um fascínio especial. É um rapaz feio e aparentemente sem qualidades mas que, perante os outros rapazes do grupo, exerce uma influência notável devido à sua capacidade de mergulhar junto de um navio afundado e trazer coisas ao de cima.
     
    O livro acaba, então, através deste personagem, por caracterizar um pouco o que era a vida na Alemanha - para um grupo de jovens - nesta época. Pelas ambições, desejos e vontades deste rapaz, apesar dos seus estranhos hábitos, conseguimos perceber um pouco sobre todas as pessoas que coabitavam com ele e com o autor.
     
    É um ambiente marcado pela guerra, mas não de uma forma altamente negativa ou trágica: a guerra é um elemento que está presente, mas que não influencia grande coisa na vida destas pessoas. O maior acontecimento que pode haver é haver um navio afundado que permite novas descobertas. E é curioso ver isto, já que os livros que tratam do tema normalmente referem sempre grandes fomes e mortes diversas.
     
    Para mais, é uma excelente peça de literatura.
     
    Como já o tenho, vou colocá-lo a circular. :)

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