• Blue Drop

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    Blue Drop
    Ohkura Masahiko - Gonzo
    Anime - 13 Episódios
    2007
    5 em 10

    Este anime propõe-nos um misto de fatia de vida com ficção científica, em que acompanhamos o desenvolvimento da relação entre duas raparigas numa escola com internato feminino.

    Mari é a única sobrevivente de um desastre em que toda a sua cidade foi dizimada. Quando a sua avó a envia para uma escola feminina, não se sente muito motivada. Lá, faz amigos e descobre uma relação especial com uma rapariga, que se vem a revelar uma entidade alienígena enviada para saber mais sobre a espécie humana, Qual a relação disto com os acontecimentos que levaram à destruição da cidade de Mari?

    Infelizmente, o anime falha nas duas preposições sugeridas. Em termos de fatia de vida (ou slice of life) não há muitos elementos coerentes com o género. A vida na escola não está bem detalhada ou ilustrada, sendo que a acção principal se dá na tentativa de criação de uma peça de teatro para o festival da escola. As personagens secundárias não estão estabelecidas de forma a que o interesse seja captado para esta vertente da história. Do outro lado, temos um pouco de ficção científica, em que existem relações entre personagens um pouco mais fortes. No entanto, também não há grandes explicações sobre quem é esta gente e o que querem de nós.

    A animação tem traços simples, que por vezes são suficientemente expressivos, misturados com maquinaria em CG que calha realmente muito mal. Este misto de técnicas não funciona bem e acaba por aparentar estar a mais, sendo que não se percebe realmente a necessidade de mostrar a tecnologia alien, pois pouco se fala dela.

    Existe um ponto positivo, que é a música. Peças contemplativas ajudam-nos a entrar num universo calmo e de poucas expectativas.

    O final é bastante interessante, mas dá a sensação de que este anime tem algum tipo de seguimento (talvez no manga?) e que serve como prequela a alguma coisa.

    Uma série que não capta a atenção.
  • Kaguya Hime no Monogatari

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    Kaguya Hime no Monogatari
    Takahata Isao - Studio Ghibli
    Anime - Filme
    2013
    7 em 10

    Este filme da Ghibli baseia-se numa história do folclore Japonês, a história do apanhador de bambu. Conta essa lenda de que um apanhador de bambu, velhote, encontrou uma criança dentro de um pau de bambu. Essa criança cresce para se tornar numa princesa, mas depois - no dia 15 de Agosto - tem de partir para de onde veio: a lua.

    É bom saber desde logo a história, porque este filme apenas a conta insistindo com algum detalhe na vida diária da Princesa Kaguya. Não existem grandes variações e as personagens continuam bastante simples, de uma maneira verdadeira para com a lenda original. Apenas Kaguya, a princesa, encontra dentro dela uma certa dúvida: ela ama a natureza e deseja viver livre, ao contrário dos seus pais adoptivos que se convencem que ela merece ser uma princesa de riquezas incomparáveis.

    A história pode dividir-se em duas partes: a infância e a vida adulta. Durante a infância, vemos as maravilhas da natureza e o filme é bastante leve e alegre. O peso vem na segunda parte, em que a princesa vive encerrada num palácio. De todas as formas, ficamos a conhecer bastante a vida na época Heian, tanto no meio urbano como rural. Causou-me impressão, no entanto, a linguagem utilizada que - apesar dos meus parcos conhecimentos de Japonês - não aparentava ser nada apropriada à época retratada no filme.

    O ponto forte da película é a arte e animação. É muito, muito simples, com traços directos e aguarelas, o que pode tornar-se um pouco cansativo. No entanto, existem algumas cenas, nomeadamente quando a mente da princesa foge para o campo, em que a animação se torna bastante experimental e numa visualização bastante curiosa e expressiva.

    Noutra nota, aponto para a música. O mesmo tema é repetido em variações diversas, utilizando um instrumento de que gosto muito, o koto. É raro ouvi-lo no contexto de anime, pelo que a sua interpretação se torna dinâmica e refrescante.

    Não é um filme que recomendaria à primeira, mas acho que não se perde nada em vê-lo.
  • The Book of Life

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    The Book of Life
    Jorge R. Gutierres
    Animação
    2014
    8 em 10

    Tinha curiosidade em ver este filme porque andava a ver muita gente por aí com desejos de fazer cosplay destes designs. No final, revelou-se uma aventura e pêras e um excelente filme de animação.

    Pegando nas lendas mexicanas do Dia de los Muertos, que é o nosso Dia de Todos os Santos, seguimos uma aventura sobre a descoberta de si próprio de um trio de personagens fantástico. Duas entidades relacionadas com o mundo dos mortos fazem uma aposta: qual dos rapazes, Manolo ou Joaquin, será escolhido por Maria para se casarem. Eles crescem e tornam-se pessoas muito diferentes. Manolo é treinado para ser toureiro, mas o seu sonho é tocar guitarra. Joaquin é o novo herói da cidade. E as figuras místicas interferem com as suas vidas, de forma a que viajamos também ao mundo dos mortos, daqueles que são lembrados e daqueles que são esquecidos.

    Isto é um tema que me fascina, isto da morte. E os universos estão feitos de tal forma que não parece nada mau estar lá. Pelos vistos, segundo as lendas mexicanas, morrer é apenas ir para uma festa! A animação cheia de luz e cor ajuda a recriar este ambiente. Falando na animação, fica também uma nota para o design dos personagens. Baseando-se na estrutura de bonecos de madeira, todos eles primam pela facilidade de movimentos e detalhe na sua criação.

    É um filme muito musical, que pega em músicas que todos conhecemos da nossa cultura pop-rock. Se o tema final, o dueto, não tem graça nenhuma e acaba por parecer pouco em comparação com o resto do filme, existe um manifesto anti-tourada de extrema beleza. Todas as vozes estão muito apropriadas, com o sotaque espanhol misturado no inglês.

    É um filme cheio de graça, uma caricatura simpática da ideia que um americano pode ter da cultura latina e mexicana. Os detalhes das piadas são apoiados por uma série de personagens secundários muito fortes e, no geral, é uma bonita história de amor e de crescimento pessoal.

    Recomendo vivamente!


  • The Irresponsible Captain Tylor

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    The Irresponsible Captain Tylor
    Mashimo Koichi - Tatsunoko Productions
    Anime - 26 Episódios + 10 OVA
    1993
    6 em 10

    Pela primeira vez em eras um an ime de comédia de que realmente gostei. É o primeiro anime do ano 2015 e estive a vê-lo no Asimov, o meu portátil, pois o Zizi, o meu desktop, está para arranjo durante tempo indeterminado.

    Tylor é um tipo que quer ter uma vida simples e sossegada. Por mero acaso, torna-se capitão de uma nave espacial. A partir daí todas as coisas que podem correr mal seguem a lei de Morgan. Porque Tylor não foi talhado para a vida de capitão de naves espaciais e faz tudo ao contrário. Apesar disso, acaba por ter muita sorte e as coisas resolvem-se sempre pelo melhor.

    Na história, acompanhamos as aventuras e desventuras de Tylor e as consequências da sua irresponsabilidade. Conseguimos com isso um efeito muito engraçado, com momentos cómicos com fartura que funcionam pelo facto de não serem ridículos ou exagerados. As consequências das acções dos personagens são engraçadas porque fazem sentido dentro do contexto. Depois, há uma história paralela sobre um reino inter-espacial que procura saber mais sobre Tylor e o persegue, mais coisa menos coisa, que forma a linha essencial da história e adiciona mais personagens interessantes.

    Estes, os personagens, podem inserir-se dentro de estereótipos, sem os ultrapassar e sem procurar muito mais para além deles. Sofrem algum desenvolvimento a mais nos OVAs, mas no geral são personagens bastante simples, o que é bom para o efeito cómico pretendido para as suas acções. A parte boa é que o anime, através deles, não se expõe ao ridículo e leva-se, com conta, peso e medida, a sério, não se permitindo cair dentro dos tropes cómicos presentes nos animes do género inseridos na sua época.

    Em termos de animação, não existem muitas cenas de acção espectaculares que a demonstrem.No entanto, temos uma arte bastante boa para a época, que toma em atenção o detalhe nos movimentos. Para mais, as expressões dos personagens são cuidadas e nunca pecam por exagero, problema frequente nas comédias do passado vintage.

    Musicalmente, temos uma OP muito interessante, com uma animação de nível, mas de resto há pouco a apontar. Por vezses são utilizadas peças eruditas bastante conhecidas, que acrescentam bastante nos efeitos pretendidos.

    É uma série representativa que nunca deixará de cativar. Assim, recomendo-a aos apreciadores de space operas com um conteúdo menos pesado.
  • The Firm

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    The Firm
    John Grisham
    1991
    Policial

    Este foi tanto o último livro de 2014 como o primeiro de 2015. Portanto não é nem um nem outro e está no limbo. Recebi-o num rabeque de aniversário do BookCrossing em que se podia escolher qualquer um dos livros disponíveis da pessoa em questão. Escolhi este por puro acaso.

    É um policial sobre o universo dos advogados americanos, que é um pouco diferente do nosso. Mitch McDeere é um jovem advogado acabado de sair da faculdde a quem é oferecido um emprego genial, onde lhe pagam muito e lhe dão carro e casa e promessas de uma vida estável. No entanto, passado pouco tempo é contactado pelo FBI, onde lhe dizem que a firma onde se encontra é uma fachada para negócios da máfia. Dividido entre manter-se na firma e ajudar o FBI, McDeere recolhe imensos documentos por vias estranhas, intensamente descritas.

    O livro pareceu-me demasiado longo e descritivo para o tema em questão. Na verdade, há muitos aspectos que não são relevantes e totalmente inconsequentes, como por exemplo o caso nas ilhas Caimão. Toda a narrativa parece estar estruturada a pensar desde logo na criação de um filme ^(que efectivamente existe e é com o Tom Cruise, mas que eu não vi), isto é, todas as acções - mesmo as irrelevantes - são detalhadas de forma a podermos saber coisas como a direcção em que cada personagem olha.

    A progressão é muito lenta e apenas a parte final me suscitou um verdadeiro interesse sobre o que se ia passar a seguir. Fiquei com muita pena do cão, que não tinha culpa nenhuma, E também do Lamar Quin, que até era uma pessoa simpática.

    Parece-me que teria valido mais a pena ver o filme, o que no meu caso é uma coisa muito rara de se dizer.
  • Why Don't You Play in Hell?

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    Why Don't You Play in Hell?
    Shion Sono
    Filme
    2013
    5 em 10

    Filme nocturno. Depois deste só vimos uns episódios soltos de anime, portanto é o último. Feliz Ano Novo! :)

    Filme Japonês de maior sucesso no seu ano e na sua terra. Percebe-se porquê, mas a minha opinião geral é um non. Ie.

    Temos várias histórias, que se cruzam entretanto. Um grupo de jovens procura fazer o filme mais genial de sempre. Uma senhora yakuza mata uma série de gente. Uma miúda faz um anúncio para uma pasta de dentes. No final, todos se reunem para fazer um filme que será uma obra de arte: o lançamento no grande ecrã da miúda da pasta de dentes, que agora é crescida e muito agressiva, os jovens terão o seu filme de génio e o grupo de yakuzas poderá invadir o grupo rival e matá-los a todos em frente às câmeras.

    Até à parte final do filme, posso garantir que existem momentos absolutamente hilariantes. Sobretudo protagonizados pelo chefe yakuza rival, que em termos de trabalho de actor fez um excelente papel (especialmente nas expressões, que me fizeram rir histericamente) e pelo chefe da pandilha dos filmes, que é completamente obcecado pela ideia do filme de autor a ponto nada conseguir fazer.

    Agora, toda a sequência final, a da invasão e subsequente filme, pareceu-me de um exagero demasiado. Soltaram a franga e ela foi por aí toda louca, mas este momento de psicose não me pareceu tão engraçado como o resto do filme. Para mais, o conjunto de efeitos utilizados não é nada realista dentro do contexto, o que teria contribuído para uma sequência de, pelo menos, melhor qualidadde. 

    O filme poderá servir como uma estranha homenagem ao mundo do cinema e à paixão pelos filmes, mas autodestrói-se em termos cómicos quando se propõe a mudar a personalidade de todos os personagens para se obter uma cena altamente chocante no final.
  • Star Wars - Episode VI: The Return of the Jedi

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    :
    Star Wars - Episode VI: The Return of the Jedi
    Richard Marquand
    Filme
    1983
    7 em 10

    Este filme já foi visto no dia 1 à tarde, depois de acordar. Venho então, com este último comentário à Saga da Guerra das Estrelas, dar a minha opinião final e geral. E ela é: adorei.

    Neste filme há diversas conclusões, muitas delas inesperadas para mim que sabia muito poiuco sobre os filmes. PAra começar, há interacção entre novos personagens que me ficarão para sempre na memória. Jabba the Hutt e as suas house-parties fantásticas, com músicas engraçadíssimas. E, sobretudo, os Ewoks. Adorei os Ewoks, são a coisa mais fofa do mundo (logo a seguir ao Chewbacca).

    As personagens mais uma vez revelam-se fascinantes, com toda a dedicação da Princesa Leia e a descoberta do seu irmão a provar mais uma vez que ela merece pertencer aos meus planos de cosplay. Mas é sobretudo a revelação de Darth Vader, que ainda tem algo bom dentro dele, que torna o filme emocionante. Talvez a luta mental entre Skywalker e o Imperador tenha algumas falhas de lógica no diálogo, pois seria de esperar que a dúvida entre o lado negro da força e o lado jedi da força fosse mais evidente. Este tinha potencial para ser um diálogo grandioso, mas apesar de tudo gostei bastante.

    Sem dúvida que este filmet eve uma maior produção por trás, demonstrado pela duranção das cenas de acção que me pareceram por vezes demasiado longas.

    Ainda assim, o filme acaba numa nota muito positiva e agora quero saber bastante o que nos espera nos filmes futuros, desta vez sob a chancela da Disney.

    No geral a trilogia merece, para mim, sete valores na escala de dez que costumo usar. Atribuí apenas a este filme porque foi o meu preferiod. E foi o meu prefeirod essencialmente porque tem Ewoks e eu quero um Ewok para mim.
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