• Mouretsu Pirates

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    Mouretsu Pirates
    Satou Tatsuo - Satelight
    Anime - 26 Episódios
    2012
    6 em 10

    Por ordens elitistas vindas de lado, encontrei-me a ver este anime, que não tinha qualquer intenção de ver. Porque... Piratas de mini-saia. Mas disseram-me que era giro e tive esperança. Mas foi infundada, como veremos de seguida.

    O anime segue a vida de uma jovem que se torna capitã (capitana, conforme as minhas legendas espanholas)  de um navio pirata. Aliás, de uma nave espacial pirata. Intercala as suas aventuras piratosas com as suas aventuras com o clube de navegação da escola, procedendo a fundi-los. Assim, é um anime cheio de meninas (de mini-saia). Em minha opinião, se calhar meninas a mais. Sendo que um dos pontos mais aclamados é o das tecnicidades técnicas de conduzir uma nave espacial, eu achei isto muito chato. Porque não percebo nada, não quero perceber, não quero aprender a conduzir um barco pirata do espaço e, em resumo, não me interessa. Certamente que no que respeita a isto a culpa é minha. Mas não só: se eles tivessem explorado estas tecnicidades de uma maneira mais interessante eu não me teria aborrecido e, quiçá, até teria gostado.

    Isto leva-me a outro ponto largamente aclamado, que é o do conceito dos piratas nesta história. Também não gostei. Neste universo os piratas são uma fonte de entretenimento. "Somos piratas, viemos matar-vos" "OOOOH VIVAAA!!! *toda a gente aplaude*". Isto retira ao conceito primordial de "pirata" toda e qualquer realidade palpável. Lembrou-me muito o conceito de Tiger and Bunny, será que houve aqui imitação? Será que agora tudo o que se passar no futuro vai ser assim? O anime é suposto ser bastante "lighthearted" (como se diz isto em PT-PT? "Coração-leve"?), mas existem maneiras de tornar um pirata lighthearted que não levem o conceito ao ridículo. Veja-se os Piratas das Caraíbas. Ou One Piece, que eu nunca vi mas que conheço mais ou menos de tanta imagem e tanto macro que vejo nos grupos sociais que frequento (até os da vida real).

    Dos personagens, o mais interessante pareceu-me ser a mãe da personagem principal e o único que recebe algum tipo de desenvolvimento é esta última. Este desenvolvimento só se desenrola nos últimos episódios, em que finalmente lhe dão uma certa autonomia e os seus actos passam a ter consequências directas no bem-estar das pessoas que a rodeiam. Ainda assim foi muito insuficiente. Se tivessem passado menos tempo a treinar e mais tempo a fazer coisas úteis isto ter-se-ia reflectido na personagem e ela teria acabado por ter mais conteúdo. Continuo a apreciar bastante mais a mãe dela pois, apesar de não possuir desenvolviemento, possui um laivo de personalidade característico.

    Em termos artísticos, temos designs que correspondem ao "lighthearted" da série, numa mistura de tonalidades que funciona muito bem para trazer alegria e humor ao conceito. E, efectivamente, piratas de mini-saia. A animação tem os seus momentos altos, mas desapontou-me um certo excesso de CG mal disfarçado nos designs das naves espaciais e navios piratas em geral.

    A música fez-me lembrar muitas vezes Fairy Tail e tantas ou mais vezes combinava muito pouco com a situação. Mais uma vez, adição à lightheartdice do anime. A ED foi-me indiferente mas nota para a OP que me deixou absolutamente dividida. Gosto do início, depois detesto, depois gosto mais ou menos, depois odeio, depois gosto bastante. Tudo isto dentro da mesma música. Acho que pode ser considerado um feito.


  • The Master - O Mentor

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    The Master - O Mentor
    Paul Thomas Anderson
    Filme
    2012
    7 em 10

    Yay, fui ao cinema!

    Este é um filme sobre um homem que bebe álcool etílico e que por força do acaso se vê envolvido num culto num grupo de pesquisa da revelação interna da vida, acabando por se tornar no braço direito do querido líder do dito. Diz que foi inspirado pela cientologia, essa *religião* em que se comem placentas, mas eu pessoalmente vi muito poucas conexões. O culto grupo de debate filosófico está caracterizado de uma forma que aparenta ter uma certa lógica, ao contrário daquele que o terá inspirado, e a "hipnose reversa" que aplicam aos seus membros também parece funcionar. Da mesma maneira, parece que este culto grupo de auto-ajuda, tem boas intenções que vão para além do sucesso pessoal do seu querido líder.

    O que efectivamente brilha neste filme é a performance dos actores. Joaquin Phoenix, o amigo do querido líder, está completamente estropiado, reflexo de traumas de guerra e tudo o resto. Além da caracterização física impecável, existe um crescimento de personagem firme e evidente, evidenciado pelo momento em que o personagem começa a duvidar da realidade que lhe é transmitida pelo querido líder. Este, por sua vez, é caracterizado como quase louco pela sua "fé", mas sem fundamento para a poder discutir e a ver aprovada.

    Momentos sexuais que não apreciei por aí além, pois não me pareceram ser necessários para ajudar na caracterização de nenhum dos elementos do filme.

    Música interessante e muito bem aplicada nos momentos mais intensos. Aparentemente foi composta pelo guitarrista dos Radiohead, segundo consta? Mas não tem nada que ver com Radiohead, está muito apropriada à época em que o filme se passa (1950, States)

    Ao início tive dificuldade em perceber sobre o que tratava o filme. Podia ter terminado mais cedo. Mas valeu a pena.

    Em outra nota:

    Houve um intervalo no filme. Inesperado, foi.
  • Hoje não há espectáculo

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    Hoje não há espectáculo
    Variedades
    E de repente, domingo que passou, estou eu a ir para Almada sem saber muito bem porquê. Só lá chegada é que soube realmente. Os meus amigos vieram ter comigo à rua porque, citando "está uma gaja nua a gritar no palco" e quase que não vimos o resto. Mas, tendo visto, fica aqui um breve comentário.

    Começo por citar o que vem na página do evento no Facebook, que define mais ou menos este pequeno espectáculo de variedades a que assistimos:

    O programa da troika conduz a economia ao desastre e o país à ruína, a política cultural que agora ainda se agrava ameaça a catástrofe num sector já em profunda crise: com a asfixia financeira, com a inteira demissão do Estado em relação aos objectivos de desenvolvimento e democratização de que a Constituição o incumbe. O tempo de pôr fim a este rumo de desastre é o tempo de hoje. Tempo de protesto e de recusa. Tempo de mobilização de toda a inteligência, de toda a criatividade, de toda a liberdade, de toda a cólera contra uma política que chama “austeridade” à imposição de um brutal retrocesso histórico em todas as áreas da vida social. Defender a Cultura é uma das mais inadiáveis formas de fazer ouvir todas as vozes acima do medíocre ruído dos “mercados”. Manifestamo-nos EM DEFESA DA CULTURA. E agiremos em conformidade.
    Assim nos foi apresentado um pequeno espectáculo que intercalava músicas de Carlos Paredes tocadas em cravo e récitas de poesia. Pois que não gostei. Admito que a minha sensibilidade para a política que envolve a cultura seja bastante baixa, mas eu vejo o que vejo e o que vi não gostei.

    As músicas em cravo foram uma dor. Se em alguns momentos ficavam especiais e muito bonitas, em outros a dissonância era de tal modo extrema que estragava a música original. Além de que a intérprete tratava muito mal o seu instrumento, dando-lhe porradas que me magoavam por afinidade. Um cravo é um cravo, por mais força que usemos para lhe bater ele nunca vai soar mais alto.

    Os poemas... Eu não sou grande apreciadora de récitas porque normalmente não percebo nada dos poemas que estão a ser ditos. Foi o caso. Fez-me impressão um dos senhores estar sempre de mão no bolso, fez-me impressão pararem de recitar para mudar de página (custava ter imprimido tudo na mesma página?), fez-me impressão um dos senhores, o selector dos poemas, ter escolhido um poema da sua autoria.

    Este sentimento parece ter sido partilhado por pelo menos três senhoras velhotas que estavam claramente revoltadas. Mas acho que era por causa da gaja nua.
  • Queen of Fashion

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    Queen of Fashion: What Marie Antoinette wore to the Revolution
    Caroline Weber
    2007
    Tese/Ensaio

    Comprei este livro em Versalhes, a propósito de um cosplay que quero fazer. Achei que para fazer o fato como deve ser haveria de estudar um pouco sobre a personagem em causa e, tema deste livro, sobre o que a personagem em causa vestia. 

    Fascinante.

    Aprendi com este livro muitas coisas que me vão ser úteis e muitas coisas inúteis. Como o facto de ter sido moda usar legumes na cabeça. Mas valeu a pena, o livro é muito bom. Está muito bem escrito e extremamente (extremamente) bem documentado. Tem muitas imagens e até tem figuras a cores. No entanto as imagens muitas vezes não vêm referenciadas no texto, apesar de se perceber bem qual a relação delas com o que está escrito. Não corresponde às normas de tese que tenho seguido e nas quais estou imersa.

    Pessoalmente, a história da Maria Antonieta é capaz de ser o meu momento histórico preferido. Talvez por influência da Rosa de Versailles. Aliás, ler este livro foi como rever a história da Rosa, o que trás mais pontos positivos (e também alguns negativos, no que respeita à caracterização da rainha) ao anime e manga que eu tanto gosto. Antonieta é capaz de ser a maior coitadinha da história. Nós sabemos todos que ela vai morrer guilhotinada, mas até ao último momento mantive a esperança secreta de que ela se safasse. Não.

    Enfim, um livro muito interessante e muito útil para o meu projecto. A quem tiver interesse neste detalhe da história da Europa, recomendo bastante.
  • Kenkou Zenrakei Suieibu Umishou

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    Kenkou Zenrakei Suieibu Umishou
    Soutome Koichirou - Artland
    Anime - 13 Episódios
    2007
    4 em 10

    Questão: porquê? Porque estava na minha nova Plan to Watch e a minha nova Plan to Watch são as recomendações de certo sítio cheio de secretismos e, pelos vistos, com um péssimo gosto.

    Este é um anime sobre um clube de natação. O que é que isto significa? Gajas nuas e em fato de banho. Todos os episódios, a toda a hora. Ao menos não precisa de episódio da praia para as vermos em bikini, o que já trás uma certa originalidade, não é. Assim de história temos muito pouco ou nada. Não, nada. Definitivamente nada. É suposto ser uma comédia, todo o ecchi é, mas ri-me uma vez (com o fato de banho do gajo do peni.) Corrijo, duas vezes (com o peni).

    Os personagens dividem-se em duas categorias: o gajo principal e os atrasados mentais. E o gajo principal, que é o manaji (manager) do clube define-se numa canção:


    Supostamente ele foi para o clube da natação para aprender. Mas depois esquece-se que é suposto aprender um dia, por causa do excesso de bundas e seios que o rodeiam, todos molhados e escorregadios.

    A arte é muito colorida e brilhante. Mas porque é que os personagens não têm nariz? Depois há erros completamente surreais, todos para tapar os mamilos das meninas. Ai meu deus isto passa na televisão, elas estão nuas mas não as podemos mostrar nuas! Realmente estes japunas têm uma concepção da realidade e da censura um bocado alternativa demais para fazer qualquer tipo de sentido. 

    O sonoro é de fazer sangrar os tímpanos. Gente a GRITAR constantemente e aqueles efeitos sonoros de cartoons dos anos 50, tipo a pessoa cai e faz POIOIOING, urrr calem-se calem-se que chatos.

    Um anime verdadeiramente pavoroso. Façam ecchi, façam. Façam tudo o que quiserem. Mas façam-no com gosto!

    Nota: a qualquer momento esperava que fossem todas comidas por piranhas. Infelizmente posso spoilar-vos e dizer que tal não acontece.
  • Ascensão de Arcana

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    Trilogia Nocturnus - Ascensão de Arcana
    Rafael Loureiro
    2007
    Fantasia
     
    Gostei tanto do primeiro volume que fui logo ler o segundo! Mas deste não gostei tanto?

    Bem, em Ascensão de Arcana, Janus - o vampiro medieval - cria um novo país: Arcana. Só que está com problemas, pois é vítima de um ataque terrorista (com bombas!). Estes vampiros modernos têm agora que apagar as provas da sua existência, metendo-se numa série de aventuras de resgate de cadáveres vampíricos. Mais uma vez, as aventuras pecam pela simplicidade da resolução, mas são interessantes e as descrições são vívidas.

    Temos um conjunto de novas personagens, das quais só memorizei Terum, o vampiro doido. Porquê? Porque o gajo se alucina com um pinguim chamado Fresquinho e eu achei isso genial e hilariante. De todas as coisas com que um vampiro pode alucinar... Um pinguim? Brilhante! Achei as suas definições pouco claras e são tantos que é fácil de os confundir uns com os outros. Também a entrada de caçadores de recompensas foi um pouco desnecessária e tornou o seguimento da narrativa pouco límpido.

    Ainda assim, é uma boa continuação. Poderia ter sido mais emocionante se fosse narrada no passado e não no presente, mas desta forma temos um grande nível de suspense. Não sabemos se Daimon, o personagem principal, vai sobreviver ou não. Será que no terceiro tomo ele morre? Terei de o comprar, mas não existe edição de autor para o terceiro volume e o da editorial presença é um bocadinho caro para mim neste momento...

    Enfim, enviei-o de prenda. E nota para o meu Daimon DelMoona que esteve a ler um bocado do livro e não desgostou. Estarei a fomentar hábitos de leitura? Weee!
  • Mahou Shoujo Lyrical Nanoha A's

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    Mahou Shoujo Lyrical Nanoha A's
    Keizou Kusakawa - Seven Arcs
    Anime - 13 Episódios
    2005
    6 em 10

    A segunda season de Nanoha. Ora bem, porque é que eu fui ver a segunda season se nem sequer gostei da primeira? Várias razões. Tinha a série no computador, quando saquei a primeira season vieram as outras duas a seguir juntamente. Mas sobretudo porque queria compreender o porquê do ota-cu gostar tanto desta série. Voltamos à review de ontem: será moe? Acho que o descobri com esta season. Precisarei da terceira para o confirmar, mas logo lá iremos.

    Aquilo que eu compreendi é que Nanoha, a série, leva as meninas mágicas a um nível distinto do habitual. Existem explosões e cenas de porrada agressiva. Assim, é quase um shounen em termos de batalhas, com elementos mahou shoujo por cima. Isto é, a série finge que é para meninas pequeninas. Na realidade é para o pessoal crescido. Daí os designs serem tão fofos, para haver uma identificação com a "criança" pela parte do "adulto". Um anime verdadeiramente infantil teria cores muito mais variadas nas roupas e designs muito menos variados. Que são giras, diga-se de passagem, se as personagens fossem interessantes e eu fosse uma menina, já sabem...

    Esta season temos a apresentação de uma série de novas personagens, cuja existência parece ser apenas para fazer número. A moça paraplégica podia ter menos amigos a viver em casa dela, não? Mas enfim, no final acaba tudo em bem e temos uma moral discreta sobre a amizade entre meninas. Animação suficiente, música um pouco vulgar, sobretudo no que respeita à OP e ED que não são nem carne nem peixe.

    Mas enfim, percebo um pouco melhor o síndrome Nanoha agora.
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