• Hottarake no Shima

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    Hottarake no Shima: Haruka to Mahou no Kagami
    Shinsuke Sato - Production I.G.
    Anime - Filme
    2009
    6 em 10

    Tinha este filme para ver já há algum tempo, mas não o conseguia encontrar para download (nem para streaming) em parte alguma. Mas, finalmente, após muito esforço (e um convite para um tracker privado) pus-lhe as mãos em cima. Portanto, fui vê-lo com o Qui.

    Este filme é curioso porque normalmente este tipo de animação, digital em 3D, não é utilizado em anime. Com este filme, a Production I.G. faz uma experiência arriscada, mas com resultados bastante satisfatórios.

    Uma rapariga vai para o mundo das raposas que apanham as coisas que ficaram esquecidas. Tenta encontrar um espelho que a sua falecida mãe lhe havia dado. No processo, faz amigos e inimigos e vence as forças do mal. É aqui que reside o principal defeito deste anime: a história, o desenvolvimento de personagem. É tudo muito fraco e centra-se sobretudo numa série de lugares comuns que não têm interpretações excelentes. Talvez para as crianças pequeninas isto seja suficiente, mas sabemos que até as crianças pequeninas podem ser muito exigentes (o que é o meu caso).

    No entanto, a animação é muito interessante. Apesar de não ser excelente, o autor faz um excelente trabalho em mostrar o mundo fantástico, com uma mistura de recursos tradicionais e digitais que tornam o filme num bom regalo para os olhos. Infelizmente, os modelos 3D estão pouco fluídos e não têm peso real, pelo que se perde bastante do potencial desta animação. Talvez agora, que estamos quase uma década mais à frente, tenhamos os recursos para utilizar estas técnicas de forma melhor integrada.

    Foi um filme engraçado e leve, mas que serve melhor para os pequenos. Em termos de sentido crítico, uma experiência que não deixa de ser interessante.

  • Iberanime Lx 2018

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    Iberanime Lx 2018
    Evento
    Agora que já se escreveu o post comemorativo e ainda temos lágrimas nos olhos de tanto sorrir, é altura de pararmos um pouco, contemplarmos a vida e, finalmente... Falar SOBRE o evento. Temos de nos manter claros na nossa rota: objectivos, directos e relativamente esquisitos.

    Para este evento, mais o ECG, havia-me preparado convenientemente, terminando o meu fato com dias de antecedência, averiguando cenários e ensaios, todos misturados com cenários e ensaios de uma peça que ando fazendo, fazendo provas e experimentando o reino da auto-promoção, ponteando tudo por uns aleatórios dias de férias. No entanto, confesso que na sexta-feira já estava tão nervosa que só adormeci às cinco da manhã, sendo que acordei poucas horas mais tarde para trabalhar. Sábado, a energia latente pulsava em tais níveis que, no dia seguinte, conseguimos o milagre de acordar a horas!

    Objectivo: estar no Pavilhão Atlântico (Altice Arena é o que os fecunde!) às OITO HORAS da MANHÃ! Woohooooooooooo

    Só que lá chegando, com uns bons cinco minutos de folga, estava eu a bordo do meu poderoso bólide quando chego à conclusão de que houve umas obras, umas obras estranhas e que agora a passage para o outro lado, bom, a passagem... Não está lá.

    Vai-de estacionar num sítio qualquer que fique mais ou menos em linha recta! Vamos por aí com cenários, que são móveis, e uma mala com rodinhas que perdeu o manípulo das rodinhas, aí vamos nós cheios de pica! Será que conseguimos entrar a horas? Da última vez que me atrasei, já tinham acabado os ensaios e ainda levei dicas de "os atrasados", aiai!

    Ai!

    Chegámos a tempo.

    Lá encontro eu a Tatis e seu helper, mas outras pessoas variadas que ainda não conheço muito bem, toda a gente num burburinho, vamos entrar. Atribuem-nos umas pulseiras amarelas fluorescentes, a dizer STAFF, horrorosas, para depois nos dirigirem para os bastidores. Atravessámos o evento, tudo fechado, vazio; um pouco fantasmagórico. Deram-nos duas salinhas e uns quadrados no chão onde podíamos por os cenários. Peço desculpa à organização pelo meu primeiro manifesto, que foi absolutamente involuntário, em que gritei "mas que isto está tudo porco!" quando observei o chão alcatifado cheio de objectos não identificáveis. Arranjámos um cantinho ao pé da Tatis (bónus de sermos as primeiras a chegar!), calcei os meus sapatos do traje (que também são os do cosplay agora, após ligeira alteração) e fomos ensaiar.

    Peço desculpa à organização pelo meu segundo manifesto, que também foi absolutamente involuntário, em que eu me desfiz em gargalhadas psicóticas enquanto gritava "vou cair daquelas escadas!"

    O palco... Desta vez o palco estava um pouco diferente. Para começar, reduziram o auditório. Menos lugares, tudo mais aconchegadinho. Depois, tiveram a brilhante ideia de por o palco ao nível do público. Por um lado, inteligente, pois vê-se tudo melhor e há mais interacção. Por outro lado, era preciso irem buscar as escadas às portas do inferno? Porque não comprá-las na MaxMat? Felizmente, sob a orientação dos voluntários e da sua poderosa chefe, sobrevivemos todos a esta prova emocional e ninguém morreu. Aproveito para deixar aqui o meu agradecimento a estas boas pessoas, que estiveram sempre disponíveis para nós. Obrigada por se preocuparem! =D
     
    O ensaio foi estranho, diga-se de passagem. Supostamente, havia sete minutos para cada um de nós entender o que se passava lá em cima, mas ensaiámos cada um uma vez, não deu para conversar com as luzes (com o tipo que toma conta delas), nem com o som... Deu para dar umas dicas básicas, de coisas que não estavam bem, mas combinar coisas e detalhes, isso não foi possível. Mas não é de espantar, porque não é de todo comum os eventos darem essa opção. O meu? Foi óptimo, mas estava toda a tremer e apenas a tentar encontrar o meu espaço no palco. Um ensaio técnico que não me deu grande alívio...

    Depois, fomos por aí a ver o evento. Por esta altura já estava a ficar compostinho, considerando que no Domingo vai sempre menos gente. A variedade de bancas profissionais, este ano, era enorme! Aproveitaram o espaço de outra forma, sendo que havia diversos palcos um pouco por todo o lado. A maior parte deles era dedicada a jogos já que, como descobri no local, o evento era uma coisa dupla, Iberanime com Eurogamer-jogos-não-sei. Isto, de certa forma, até foi uma vantagem, porque os visitantes tinham mais para ver, mais actividades para fazer e sempre chama um tipo diferente de público. Sim, eu sei, as pessoas diferentes são máás, mas temos de nos habituar a uma nova geração, com interesses diferentes mas que, ainda assim, podem dar-nos umas dicas.

    Havia uma série de bancas espanholas, com preços sinceramente mais competitivos que as portuguesas, mas também com uma quantidade de falsificações absurdas, como eu nunca tinha visto. Eu nem percebo muito de merchandise, mas era flagrante. Infelizmente, as coisas falsas normalmente também são giras, pelo que saí de lá com montes de coisas giras. Também comprei montes de coisas verdadeiras, atenção, vocês não pensem que eu compro Doce e Cabana todos os dias!

    Aliás, posso mostrar desde já o fantástico loot deste evento =D


    • Uma moldura
    • Uma fita vermelha
    • Um caderno em forma de PS1
    • Uma t-shirt a dizer que eu sou um dogtor (que sou) 
    • Uma zine sobre Roller Derby para uma amiga que faz Roller Derby
    • Um headset todo gamer que estava em promoção
    • Dois bocadinhos de worbla que comprei a uma moça da net
    • Em falta: t-shirt do Qui a promover a adopção de porgs
    Aproveitei também que o evento estava um pouco livre para começar a minha demanda de tirar fotos a toda a gente. Mas, neste evento, senti algo que me tem acontecido nestes espaços maiores.... Pareceu-me que as pessoas não queriam que eu lhes tirasse fotos. As fotos que se seguem foram as das pessoas que chamei antes de morrer de vergonha. Não sei, eu via fatos montes de giros, apesar de serem coisas que eu não sabia, olhava para as pessoas e elas olhavam de volta quase com um ar de "quem é esta cota maluca que nem sequer tem uma câmara de jeito". Começo a achar que a ideia de "fotógrafo" de cosplay já está tão instituída que as pessoas já não gostam muito de tirar fotos umas às outras nos eventos? Talvez tirar fotos uns aos outros nos eventos esteja a passar de moda... É um assunto a analisar posteriormente. :)

    Portanto, aqui vão vocês! Obrigada por me deixarem tirar uma foto! =D


     É que eu curto mesmo muito da Hatsune Miku
     


     Uma jurada

    Outro jurado


    Fomos almoçar com a Tatis e helper, muito cedo. Comi um hambúrguer gigante, bebi um café. Queria ir comprar uma bebida para o meu skit, mas a Tatis revelou-me que não podia haver líquidos em palco... Foi encontrado um misterioso talão de estacionamento.

    Depois, foi tempo de vestir. Ah, vestir. As partes maravilhosas de ser uma dama antiga... Poder usar um corpete todos os dias...

    NÃO.
     
    Ser uma dama antiga moderadamente rica não era fixe gente. É que por mais confortável que a tua roupa seja, tens sempre coisas a apertar-te e tens de te manter direita mas com os ombros para baixo para teres a pose. E sentar sempre direita e pegar em três mil saias para subir as escadas e fazer acrobacias quando é preciso fazer xixi. Para além disso, a maior parte das damas antigas moderadamente ricas tinham pulgas e piolhos e na maior parte dos lugares não havia água corrente. Também não havia máscaras faciais nem creme hidratante. O pessoal devia ter todo um péssimo aspecto.
    Enfim, com grande ajuda do Qui, estreitei-me dentro de uma cinta (para fingir que sou um pouco mais magra), apliquei saiote, apliquei saia e senti todas as minhas vértebras a endireitaram-se qual Homo erectus, à medida que o Qui ia puxando os fios do corpete e ele se ia fechando à volta do meu corpo. E ali fiquei, tentando sentar-me, bebendo uma jola (para isso serve um helper) e vendo as outras pessoas a prepararem-se. Umas meninas tinham uma saia pelo chão que parecia rodeada de massinhas. Fiquei com vontade comer massinhas.

    Aproveitei o tempo para me maquilhar, com a minha maquilhagem novinha em folha qe realmente me dá um ar saudável, de pessoa viva. Uma pena que a luz do lugar era péssima. Uma pena que a minha visão com lentes de contacto verdes fica meio esverdeada. Ainda assim, acho que resultou bem para uma primeira tentativa de aplicação! =D

    No meio disto tudo, aparece um casal a falar em espanhol. Enquanto o meu cérebro tentava apanhar os seus neurónios, que fugiram, o casal foi-se embora. Pelo que entendi eram o rapaz que venceu o CWM e helper. Disseram alguma coisa que foi interpretada como "o pre-judging começa 15 minutos mais tarde que o previsto". Ou algo do género, não faço ideia. Voltei a focar-me em vestir. Só faltavam algumas peças que, com ajuda do poderoso Qui, consegui vestir correctamente. A peruca prejudicou-se no transporte (ela tinha a franja mais levantadinha), portanto foi um pouco difícil de lhe dar nova interpretação que condissesse. Mas, finalmente, estava pronta para o pre-judging.

    A menina que ia à minha frente (eu era a terceira) tinha-se atrasado um pouco portanto foi julgada um pouco depois. Ouvi algo sobre terem chamado os paramédicos, uma moça sentiu-se mal, mas fui logo das primeiras. Desta vez, tentei preparar bem a minha defesa. Como se fosse defender uma tese, ou algo assim. Levei imagens de progresso organizadas em folhinhas impressas, uma fotocópia do livro de moldes, os meus mock-ups e tentativas, por forma a explicar um pouco melhor a forma como tinha modelado o fato. Talvez me tenha dedicado demais a falar de modelagem, quando poderia ter falado de algumas técnicas, que são simples mas estavam lá. O rapaz estrangeiro disse "Awesome!" e depois a senhora da Escola de Moda de Lisboa pregou-me uma grande rasteira. É que ela de certeza que sabia que livro era aquele e que aquele livro só tem moldes até ao século XVIII, sendo que o meu fato é do século anterior. Queria imenso ter-lhe perguntado coisas e saber a opinião dela sobre tudo, mas quando descemos fui ultrapassada por uma mega saia e nunca mais a vi. Senhora da Escola de Moda de Lisboa, se a senhora estiver aí, gostei muito da nossa pequenina conversa! =D

    Ah sim, a quem quiser saber, eu parecia-me mais ou menos com isto:



    Quando voltei para os bastidores, bastante satisfeita por ter corrido tudo bem, vejo uma mocinha, das mocinhas que estavam lá a vestir-se com as saias de massinhas, a chorar copiosamente. Lembrada dos paramédicos, perguntei-lhe se estava melhor, se estava bem. Mas não. Nada estava bem. A menina que foi assistida tinha sido levada de ambulância, para lhe retirarem uma lente de contacto que se havia partido no olho.

    DDDDDDDD:

    Isso já me aconteceu. É horrível, dói horrores, não se vê nada. As companheiras estavam agora num difícil processo de decidir o que haveriam de fazer. Eu gritei-lhe "vai lá na mesma, vai lá parte tudo, urrr", mas estava tudo muito nervoso. Como não podíamos sair para o evento (o Iberanime tem esta política de "quem vai aos concursos não pode aparecer para não estragar a surpresa"), fui até uma das entradas com o Qui, tendo em vista a aquisição de uma jola.

    Curiosamente, enquanto esperava por ele, a minha presença deve ter aberto um portal para o mini-nível, porque começou toda a gente a entrar para os bastidores, para grande surpresa dos seguranças.

    Falando neles, ouvi coisas terríveis. A maltratar pessoas e props, a bloquear garrafinhas de água à porta... É evidente que com a minha espada feita em poliuretano vou cometer um ataque terrorista senhor guarda! Pelamordasanta. Que haja segurança, mas também não é preciso exagerar., Quanto aos que estavam no backstage, a maior parte era bastante simpática, valha-nos isso.

    Andámos por ali às voltas (o Pavilhão Atlântico é todo circular e, por vezes, um pouco confuso) para, ao voltar para o backstage, encontrar as meninas, as Frutinhas, a prepararem-se! A menina tinha voltado do hospital! IAM FAZER A CENA! Mas estavam um pouco atrasadas e o júri já não queria esperar mais por elas. E eu gritava "vai mesmo assim, cagou, cagou, vaaaai!" e elas estavam todas um bocadinho em pânico mas chegaram a horas. Isto podem parecer detalhes estúpidos, mas é muito importante, como verão de seguida. :)

    E, finalmente, foi tempo de rever com os voluntários a colocação do cenário e fazer a cena.

    Através de exercícios de respiração que aprendi no yoga, abanei o Qui e fui enfrentar a grande escadaria. E digo-vos... Quando cheguei lá acima, já não era eu. Era a Milady. E a Milady fartou-se de dançar e quanto mais dançava mais sentia a energia do público... Muita pena que só tenha durado um minutinho. Foi mesmo fixe estar em palco desta vez!

    Por enquanto ainda só tenho uma gravação de telemóvel do skit (obrigada Dani, seu MONSTRO!), mas quando tiver uma em melhor qualidade mostro-vos. :) Para quem viu e gostava de saber mais, este skit foi pensado a partir da música, que eu adoro. Queria dançar com um cabide ao som dela e construí um vídeo à volta de uma trama que realmente acontece no anime, que é o roubo de uma carta. Depois, o "diálogo" do skit surgiu naturalmente nos ensaios. :) Talvez a única parte boa de ser uma dama antiga: dá para dançar com estes vestidos e dançar com eles é giríssimo!

    Com muita pena minha, não dava para ver os skits dos outros da nossa posição. O Qui tinha desaparecido e eu fiquei a falar com os que iam saindo e os que ainda estavam nervosos para entrar, sem conseguir evitar uma chalaça ou outra a que ainda não consigo resistir (eu tenho um péssimo hábito da adolescência, para além de um ligeiro instinto animal, de comentar o que está mal em vez do que está bem). Peço desculpa a quem possa ter perturbado com as minhas palavras de lunática. <3 Mas que a energia neste backstage estava positiva... Apesar de tudo, lá isso estava! Estava toda a gente em paz, apesar do nervosismo sempre presente, com um grande espírito desportivo e de entreajuda. Nesse aspecto, foi um concurso como eu não via há muito tempo: um ECG com tantos e tão bem arranjados! Com tantos e todos tão simpáticos! Eu, que estava a ficar um pouco desmotivada da competição, fiquei convencida a voltar a fazer o circuito de todos os concursos nacionais, hahaha! Nova esperança! Fé no mundo renovada! =D =D

    à entrega dos prémios, anunciaram primeiro os grupos. E, considerando que os seus fatos eram encantadores, as Frutinhas foram as merecidas vencedoras! É mesmo assim! Não desistir! Vai lá... E faz! =DDDD

    E depois, nos solos.... Eu dizia "tu querias ficar em primeiro, querias querias batatas com enguias", como um mantra maléfico. E quando ouvi o meu nome... FUCK YEAH consegui. Terceiro lugar. Não podia ter melhor. Eu fiquei tão contente que nem queria sair do palco, só queria ficar ali a dar voltinhas. Fiz uma vénia ao senhor que me queria apertar a mão, depois apertei-lhe a mão. Agarrando na minha moldura como se fosse a taça da Liga Champions, foi toda eu sorrisos ao ouvir as vencedoras, de quem ainda tenho de ver skits, e que tinham fatos bué lokos (o da Zelda, sinceramente, bué à frente, esteve mesmo ao pé de mim e amei totais)

    E que mais fazer a seguir? É claro! Evidentemente, temos de nos ir pavonear pelo evento!

    Queria aproveitar para ver a zona dos artistas, que são bons artistas, pois ainda não tinha tido tempo para ir àquela zona do primeiro andar. Pelo caminho encontrei uma série de pessoas que me congratularam, que congratularam o fato, que congratularam o sukito e eu sentia os pés a derreter, mas era uma coisa boa. :) Obrigada a todos pelas vossas muito queridas palavras! <3 Nesta edição havia artistas fantásticos, com coisas bastante diferentes (embora continue sem compreender a fanart erótica de pessoas a sério) e a bons preços. Revi alguns artistas que não encontrava à algum tempo e gostei imenso de ver como tantos tinham evoluído no seu trabalho, construindo coisas verdadeiramente originais! Parabéns a todos!

    Vai de vestir a roupa normal de volta. Voltar para casa. Encontro imediato com arrumadores de carros carochos que queriam tocar no meu cabide. Voltar para casa. Redes sociais. Tanto amor.

    Tanto amor.

    Em conclusão: foi um evento que, pessoalmente, significou muito para mim em termos emocionais. Ficar colocada num concurso destes, wow, wat, yay ;___; O evento propriamente dito estava bastante completo, com muitas actividades e bem organizado. No entanto, acho que estou a perder um pouco da conexão com os outros nerds. Tentarei ser melhor e ser melhor pessoa no futuro! :) OBRIGADA!

    Porque mesmo uma senhora antiga pode curtir os super-heróis! xD
  • Budda Power Blues

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    Budda Power Blues
    Concerto
    Mais um ano e mais actividades na famosa Casa da Cerca, começando pelos seus concertos ao por do sol, concertos mensais que visam apoiar artistas nacionais. Neste concerto assistimos à banda de blues Budda Power Blues, uma banda do norte composta por três elementos.

    Duas guitarras e uma bateria é o suficiente para se fazer um bom blues. E esta banda tem um bom blues, cheio de swing e com uma voz rouca e poderosa para se fazer ouvir bem, alto e bom som no meio dos ruídos da multidão. Apesar das letras serem um pouco estranhas (talvez por terem sido escritas com uma mente em português), a técnica instrumental e a personalidade em palco fazem esta banda vencer e conquistar um público cada vez mais exigente.

    Isto apesar da fila da frente ser composta de meninas pequeninas. :)

    Infelizmente, o grande defeito desta banda é também a voz. Pela boca morre o peixe, dizem eles. O vocalista, infelizmente, não tem a capacidade de manter o silêncio, pelo que nos brindou com uma série de histórias inúteis em que se auto-referiu como muito talentoso e com muito dinheiro, amigo de pessoas muito ricas e com muito dinheiro e que conhecem pessoas muito famosas. Talvez isto não seja a coisa ideal para se dizer nesta cidade, porque o pessoal detesta esta burguesia críptica em que o auto-contentamento é o pior remédio.

    No entanto, foi uma noite muito bem passada e uma óptima forma de relaxar antes do evento do dia seguinte! Obrigada!
  • Owarimonogatari

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    Owarimonogatari
    Tomoyuki Itamura - Shaft
    Anime - 12 Episódios + 7 Episódios
    2015
    5 em 10

    Apesar de não ser a maior fã, nunca tive nada contra as séries de Monogatari, apesar de nunca as ter seguido com grande atenção. Quando a segunda season de Owari apareceu para ser vista no meu clube, fui ver as duas séries sem esperar nada de especial. E foi um desapontamento terrível.

    Neste Monogatari, apresentam-nos uma nova personagem mas, no fundo, parece que o objectivo se perdeu. O mistério perdeu o interesse, as personagens parecem ter perdido o interesse no mistério. Assim, acaba por se tornar em mais uma série de "meninas giras a fazer coisas giras", só que num ambiente de grande estranheza.

    Também a animação, que sempre me satisfez imenso pela sua brutal originalidade, aparenta ter-se perdido para sempre. Os cenários, agora, parecem apenas mais um lugar comum, que existe em função das actividades dos personagens em vez de se apresentar enquanto símbolo, como a série gostava de fazer anteriormente.

    Musicalmente, não temos nada de especial, embora tenhamos uma grande variedade de OPs e EDs. A maior parte dos efeitos sonoros parecem reciclados de um qualquer cartoon cómico. 

    Este anime tenta dar uma densidade maior às relações entre alguns personagens, mas acaba por se afastar do resto da série pela sua incapacidade em manter o interesse para além das activdades normais do dia a dia dos seus intervenientes. Assim, devo dizer que - para mim - Monogatari passará a ser visto apenas por obrigação académica.

  • Assassination Classroom

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    Assassination Classroom
    Makoto Uezu - Lerche
    Anime - 22 Episódios + 25 Episódios
     2015
    4 em 10

    Este é um anime curioso para mim. Havia visto o OVA, na altura em que saiu, e decidido que não era um anime para mim. Infelizmente, a vida dá várias voltas e acabei por ter este anime na minha PTW, pelo que tive de o ver. Ok, não tive, mas vi. E foi das coisas mais terríveis que tive a oportunidade de apreciar nos últimos tempos.

    Por motivos desconhecidos, um grupo de alunos - seleccionado por motivos desconhecidos - está encarregado de matar o seu professor, um alienígena que tem grandes pénis amarelos por mãos. Temos este setting um pouco estranho, mas vamos dar-lhe o desconto e aceitar que as coisas são assim porque sim.

    Mas... Para podermos aceitar os factos como eles são, convém que exista um mínimo de realismo e desenvolvimento de personagem, coisa que só começa a aparecer lá mais para o fim da segunda season. No entanto, falha de forma tão rotunda que não posso deixar de dar uma média de classificação baixa a nula.

    Isto porque todos os personagens parecem a desconstrução dos estereótipos de um qualquer shounen de desporto escolar, mas em que isto é feito de uma maneira horrível. Cada um dos alunso representa um qualquer aluno, mas o mais flagrante é o professor que - apesar de ter grandes pénis amarelos a fazer de mãos - é utilizado para representar TODOS os tipos de professor que uma criança japonesa encontra no seu percurso escolar.

    Curiosamente, esta escola está limitada à turma que precisa de assassinar o professor e, além disso, outras poucas turmas que têm objectivos semelhantes. Isto leva-nos a questionar a premissa inicial a todo o instante e a falta de respostas apenas tem um efeito de frustração.

    A animação não é extraordinária, por mais que me queiram dizer que linhas cinéticas pontuadas por grandes pénis amarelos é uma boa animação. E a música também não lhe fica atrás.

    Portanto, este foi o pior anime do mês. Espumem-se, crianças.

  • Deadpool 2

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    Deadpool 2
    David Leitch
    2018
    Filme
    7 em 10
    E, logo de seguida, fomos ao cinema ver este. Bem, não foi logo a seguir, passaram uns dias ou isso xD
     
    Este filme encontra-se, mais ou menos, na mesma linha cómica que o outro. Desta feita temos um misto de processo de vingança com a tentativa de pacificar um jovem mutante que quer fazer tudo para destruir a pessoa que lhe fez mal. Para isso, desta vez, conta com a juda de mais alguns super-heróis, cada um com poderes mais inusitados que o outro.
     
    Esta introdução de novas personagens funciona muito bem, pois dá-nos uma perspectiva fresca do que se pode fazer com este tipo de filme. Deadpool começa a reunir a sua equipa e, com isto, existe um potencial para novas sequelas e novas maneiras de contar esta hiostória, como uma espécie de "anti-Avengers".
     
    Desta vez a utilização do digital também é menos evidente, o que é uma melhoria. Ainda assim, temos algumas cenas que seriam em tudo melhoradas se houvesse a utilização de objectos físicos.
     
    No meio disto tudo, um filme hilariante, mas negro o suficiente para se fazer passar pelo DC Universe.

  • Deadpool

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    Deadpool
    Tim Miller
    2016
    Filme
    7 em 10

    Como alguns saberão, eu não sou exactamente a maior seguidora, nem a mais fiel, de filmes de super-heróis, sejam DC ou Marvel. Portanto, não tinha visto este que foi o filme mais badalado do dia dos namorados de 2016. Agora que a sequela está no cinema, foi necessário vê-lo. E ainda bem!

    Confesso que não li, ainda, nenhuma BD deste "herói". Mas, pelo que sei, a livre adaptação do filme - não estando isenta de falhas - funciona muito bem para este contexto cinematográfico de um universo de heróis. Só que Deadpool não é exactamente um herói.

    Neste filme ficamos a saber o seu passado e como ganhou o seu poder, a imortalidade. No meio estes flashbacks, opera-se uma tentativa de vingança contra o cientista louco que lhe atribuiu estas características. Tudo isto com muito sangue, violência e membros partidos à mistura!

    Para além disso, o filme é uma sucessão de piadas, mais ou menos badalhocas, mais ou menos violentas, que caracterizam muito bem o personagem como alguém pleno de um sentido de humor tão perturbado como eficiente.

    Infelizmente, a utilização de animação digital é constante e existem muitas cenas que nem sequer têm mão humana, o que se torna um pouco desapontante.

    De todos os modos, acho que fiquei fã!

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