Comical Psychosomatic Medicine
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Comical Psychosomatic Medicine
Ogura Hirofumi - Shin-Ei Animation
Anime - 20 Episódios
2015
6 em 10
Em algo mais que uma hora, vê-se este anime. Episódios de cinco minutos, cada um tentando explicar, por uma vertente cómica, doenças do foro psicológico e mental.
É um anime bastante divertido, com muitos gags que realmente funcionam, que serve como meio educativo para sabermos mais sobre este tipo de doença. Aparentemente, foca-se em problemas comuns da sociedade japonesa, que serão doenças de componente sexual e outras disfunções do género. De certa forma, isto é um pouco assustador, pois ganhamos a noção de que - se calhar - a sociedade japonesa não é tão paradisíaca como gostaríamos de acreditar.
Como conheço alguma coisa de psicologia e doenças comportamentais (é essa a minha especialização, embora seja em animais), posso dizer que o anime trata os assuntos com um certo rigor científico, o que é um alívio. Imaginemos que estariam a passar informações erradas, qual um Dr. Oz!
A animação é muito simples e poderia ter feito uso de alguma experimentação, o que joga sempre bem com o tema (veja-se outro anime do género, Trapeze). Os personagens apresentados são simplesmente representativos na sua generalidade e não se pode considerar que tenham algum tipo de conteúdo, o que também faria falta.
Musicalmente não temos quase nada, mas as vozes estão bastante bem moduladas.
Um anime divertido que nos dá mais a conhecer sobre este tipo de problema social.
By : ladyxzeus
Busou Renkin
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Busou Renkin
Kato Takao - Xebec
Anime - 26 Episódios
2006
5 em 10
Depois de um shounen longo, um shounen um pouco mais curto.
É um anime que fala da luta contra as forças do mal fazendo recurso a um poder alquímico que gera armas poderosas com as quais se pode lutar. É uma narrativa básica, simples, sem nada de novo. Aliás, os conceitos parecem ser uma amálgama de vários animes do género, desde o shounen de batalha a uma certa influência cyberpunk, o que torna o desenvolvimento previsível e bastante aborrecido. Os personagens são vulgares e não trazem nada de único, com excepção para um antagonista estranhamente cómico, que - permitam-me a palavra inglesa - seria caracterizado como "flamboyant"
Os personagens também têm designs pouco inspirados e bastante genéricos, que não contribuem em nada para a originalidade da história (inexistente) e que apenas ligam estas pessoas a estereótipos que - em 2006 - já deveriam estar ultrapassados (mas que, por alguma razão, são repetidos ad nauseum dentro do género)
A animação tem muitas falhas, quer nos movimentos quer no próprio design. Muitas vezes as proporções estão desiquilibradas e outras tantas ocorrem erros simples (por exemplo, num momento o homem está molhado, no momento a seguir está seco) A paleta de cores é muito escura, evocando um ambiente nocturno que não tem qualquer beleza nem atractivo.
Musicalmente, temos OP animada e ED misteriorsa e interessante, mas no parênquima é mais um entre tantos.
Lembro-me que no Herman Encilopédia havia um sketch do P.I.T.O - Partido Igual a Todos os Outros. Este é um A.I.T.O - Anime Igual a Todos os Outros.
By : ladyxzeus
Adolescence of Utena
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Adolescence of Utena
Ikuhara Kunihiko - J.C. Staff
Anime - Filme
1999
8 em 10
Para ornamentar um pouco mais o nosso fim de semana, sugeri o visionamento deste filme, que queria mostrar ao Qui já há bastante tempo. É uma outra versão, uma outra maneira de contar, a história de Revolutionary Girl Utena, da qual faço uma análise completa neste post. Nesse texto falo bastante de todos os símbolos presentes e seus significados, em minha interpretação, pelo que vos remeto para ele para o caso de quererem uma interpretação mais completa das metáforas presentes no filme. O filme é como se fosse um resumo ligeiramente alterado dos pontos principais da série, pelo que as interpretações continuam válidas para ele.
Este é um filme que fala da adolescência e da libertação de conceitos castradores, como príncipes encantados e a traição da sexualidade, através da admissão do "amor", isto é, de uma relação social sem restrições artificiais. Utena entra dentro de um mundo que, por si só, é um artifício de um conto infantil, ao qual ela se encontra presa por força das circunstâncias, da sua infantilidade. Quando é confrontada com a necessidade de lutar por uma "Rose Bride", símbolo de desejo e de atracção, começa a sua libertação. É um filme puramente surreal, em que todos os espaços e elementos são mutáveis e estão em movimento. Nada faz sentido, mas isto dá azo à criação de situações de extrema beleza.
Neste filme, ao contrário da série, Utena e Anthy são personagens frágeis que se encontram perdidas neste universo de fantasia romanesca, buscando a evolução sentimental e sexual através dos espaços em que vagueiam. É a mudança cénica e a utilização de elementos que, aparentemente, não têm lógica que tornam o filme numa experiência gratificantemente bizarra, em que procuramos sempre o significado da metáfora que está por trás das acções de cada personagem.
O filme muda de dinâmica com muita rapidez, numa fluidez que se torna impressionante. A parte final, com os carros simbólicos, acaba por ser causar estupefacção. Nesta parte insiste-se na relação amorosa entre as personagens, que não estava patente na série e que pode falhar em significância, se quisermos levar a história para além do evidente.
Em termos musicais, temos uma grande variedade de música pop que, dentro da sua integridade, pode ser considerada anticlimática num contexto de estranheza e perturbação.
Assim, temos um filme de qualidade superior cheio de minunciosidades ocultas. Uma obra para analisar e pensar.
By : ladyxzeus
Kurt Cobain: Montage of Heck
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Kurt Cobain - Montage of Heck
Brett Morgen
2015
Documentário
7 em 10
Sábado passado, 4 de Julho, foi o dia de aniversário da minha alma mater, Gackt Camui. Tinha grandes planos para celebrar a data, que tiveram de ser cancelados, para minha grande tristeza, por falta de quórum. Assim, em vez disso, vimos o mais recente documentário sobre o representante musical de toda uma geração, Kurt Cobain, vocalista dos Nirvana e seu impulsionador maior.
Note-se que eu não conheço nada sobre os Nirvana. Não era o tipo de banda que aparecesse na revista Bravo. E eu não ouvia rádio. Bolas, na altura eu não sabia nada sobre música. Assim, fui apresentada a este documentário, o primeiro "oficial", autorizado pela família do artista, sem ter qualquer noção sobre o que se passou realmente nestes inícios de 90s. Depois deste visionamento, fiquei com vontade de saber mais sobre a música deles e estou neste momento a tirar para o computador a discografia completa (que, apesar de tudo, não é muita)
Este documentário explica a vida de Kurt Cobain desde a sua infância, tentando analisar o que é que correu mal e o levou à decisão irrevogável final. É-nos apresentada uma criança frágil, desde cedo incompreendida pelos pais, que o evitaram e impediram a sua progressão enquanto adolescente normal, que teve de recorrer à libertação das drogas para se sentir incluído num grupo. Rapidamente, é excluído e volta a encontrar maneira de se manter à tona através da criação musical e artística. Foi a partir daí, desse sentimento de exclusão e depressão constante, que nasceram os Nirvana e o hino que marcou uma geração que imediatamente se identificou com os problemas de Kurt.
Mas os problemas eram mais do que um fanatismo adolescente. Tudo isto é explicado pelos desenhos, que estão animados ao longo do filme de forma muito original, que demonstram cada vez mais agressividade e ansiedade. Existiram figuras ao longo da vida de Kurt que o tentaram ajudar, mas o dinheiro não era o suficiente para o tão necessário psicanalista. Era suficiente para uma outra forma de tratamento: heroína. Isso perturba uma pessoa de tal forma que ela pensa que está bem. Foi o que aconteceu e o que é mostrado, em vídeos caseiros cada vez mais perturbadores. Aparenta ser uma broa horrível.
O filme mostra Kurt Cobain como uma pessoa frágil e doente, que merecia ter sido ajudade e que, no auge do seu sucesso, podia ter sido ajudada. Mas o amor dos fãs, reflectido também no seu ódio, não conseguiu fazer nada por ele. Pelos vistos não é suficiente e isto é uma concepção assustadora.
O filme tem muitos momentos de animação, para além dos desenhos, que mostram o artista em várias fases. Pessoalmente, não apreciei muito estes momentos. Com uma estética que recorda os meandros da banda desenhada independente, senti que uma produção diferente, mais crua, insistindo mais em sombras e cinéticas, poderia ter dado um efeito mais poderoso a estas situações.
Finalmente, é um documentário puramente musical. Não insiste nos grandes sucessos, fazendo paralelismos a outras versões que, dentro do contexto, funcionam muito bem. Para quem é fã dos Nirvana, é uma delícia para os ouvidos. Para quem nada sabe, é motivo para despertar curiosidade. Se há quem odeie... Bem, talvez não devam ver este filme.
É um documentário intimista, sobre uma pessoa enquanto ser humano, não como figura de proa de uma banda famosa. É o tipo de filme que causa tristeza perante a inevitabilidade dos acontecimentos. E vontade de estar lá.
By : ladyxzeus
O Moinho à Beira do Rio
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O Moinho à Beira do Rio
George Elliot
1860
Romance
Variemos um pouco o estilo literário e viajemos até à época vitoriana. Que, como caracterizei no outro dia, era habitada por umas pessoas muito grunhas.
Este romance acompanha a vida de dois irmãos, nas suas aventuras e desventuras, na bonança e na pobreza, em amores e desamores, fazendo um retrato mais ou menos fiel da sociedade da época. Infelizmente, na sociedade da época, era toda a gente chata como só. Não se podia fazer nada.
A primeira parte é um aborrecimento muito grande, pois fala de uma infância assim como assim feliz, mas cheia de regras. A partir do momento em que os nossos personagens vão crescendo, a coisa começa a ter um pouco mais de interesse. Mas o estilo, altamente floreado e cheio de elocuções morais que não interessam nada para o contexto da história, torna tudo numa aventura bastante maçadora.
Os personagens têm atitudes estranhas e erráticas, movidos pelas suas "emoções" que, pelos vistos, são também estranhas e erráticas. A autora (George Elliot é uma mulher) aproveita o facto de os personagens tomarem estas acções para as criticar ou para falar de grandes momentos moralistas religiosos que não trazem nada de novo.
O livro é feito de muitos diálogos, que me pareceram bastante improváveis (embora não duvide que nesta época grunha as pessoas falassem realmente assim). Talvez a parte mais divertida sejam todos os diálogos com Bob, o bufarinheiro, que de entre todos parece ser a pessoa mais normal.
Enfim, valeu a pena ler para conhecer um pouco mais da literatura da época e ficar a saber mais um clássico, mas não posso dizer que tenha gostado...
By : ladyxzeus
Hunter x Hunter
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Hunter x Hunter
Koujina Hiroshi - Madhouse Studios
Anime - 148 Episódios
2011
6 em 10
Afinal era esta a série muito longa que eu estava a ver. Já tinha visto a versão anterior, mais antiga, e sabia que esta era um remake sem os famigerados "fillers" (dos quais nem dei conta no original) e com uma prolongação da história. Ocorreu que o visse agora, a propósito do meu clube. É uma série famosa, amada por muitas pessoas, mas que terá a minha não recomendação, infelizmente. Como sempre, nadamos contra a corrente neste espaço e temos de ser maus para as coisas que as pessoas amam. Mas tudo tem uma razão. Passarei a explicar.
Tudo começa na Whale Island, uma pacífica ilha onde Gon vive com a sua mãe. Ging, o pai de Gon, é um "Hunter" famoso. "Hunters" são aqueles detentores de uma licença que lhes permite acesso às mais variadas coisas, permitindo-lhes fazer novas descobertas, resolver assuntos pendentes de variada periculosidade e, no fundo, viver constantes aventuras. Assim, Gon decide também ser um Hunter, para conseguir descobrir o paradeiro do seu desaparecido pai, que está sempre afastado por razões que a própria razão desconhece.
Tudo começa, então, com o Hunter Exam. Os candidatos terão de passar por uma série de testes que atestarão a sua capacidade para serem detentores da desejada licença. O começo é divertido, cativante, colorido, cheio de energia. Seguimos Gon e os seus novos amigos, Killua, Leorio e Kurapika, nos seus testes intensos e perigosos, desejando sempre que consigam encontrar a melhor solução. Estas são inteligentes, originais e muito estimulantes. A partir da segunda parte, processa-se uma certa mudança, que vem a afectar toda a tonalidade da série, progressivamente. Neste arco, vamos conhecer um pouco mais sobre Killua e a sua família. São momentos mais negros, mas continuamos a aprender um pouco sobre os valores que caracterizam toda a série shounen, amor, amizade e tudo o mais. No fundo, a série não deixava de ser típica, mas tinha uma originalidade refrescante nos personagens, variando entre o bom humor e o sarcasmo, e nos inimigos que vão aparecendo. Há um deles que, para mim, foi especialmente interessante: Hisoka. Apesar de, talvez, a minha opinião esteja desviada pelo facto de ele aparecer (de quando em quando) em total nudez (o que é muito agradável visualmente), senti que este vilão era mais do que o esperado. Caracterizado com uma aura de maldade, o facto de para ele ser tudo uma espécie de jogo, uma procura pelo oponente mais forte com um simples objectivo de diversão pura, é uma variação agradável ao típico antagonista.
Ora, eu sentia uma certa magia em HxH. Era algo único, apesar de estar dentro dos padrões da normalidade. Infelizmente, é difícil manter as coisas únicas. E HxH desiludiu nesse aspecto. A magia perde-se rapidamente a partir do momento em que entramos no terceiro arco. Aqui, o personagem principal é Kurapika, uma pessoa desde logo interessante na concepção. Ele procura vingar a morte do seu clã, perpretada pelo grupo das "Aranhas" e, por isso, tem de destruir os assassinos da melhor forma que conseguir. É introduzido um novo conceito, o "nen". Este "nen" acaba por tornar toda a continuação da história numa oposição constante de super poderes originais (certamente inspirados pelos "stands" de Jojo), dando uma razão para a existência de variadas formas de lutar. Este conceito torna tudo bastante aborrecido e desagradável, sobretudo porque grande parte da série é passado a treiná-lo. Enfim, voltemos a Kurapika. Este personagem, que até me era bastante querido, sofre uma profunda descaracterização de forma a torná-lo numa espécie de máquina de matar, um ser magoado, introvertido e com uma aura de maldade que não lhe era nada própria. O anime torna-se "negro" e pelos vistos é isso o que o pessoal gosta. Coisas "negras" e com muitas mortes, sangue e tudo o mais. E a magia? Pelos vistos a magia está na destruição.
Passamos para a Greed Island, um jogo que Ging dá a oportunidade de jogar. Arco extremamente desinteressante, parece estar ali apenas para estabelecer os poderes do "nen", permitir aos personagens que os aperfeiçoem e, no fundo, é uma preparação física e mental para o arco seguinte, o muito afamado Chimera Ant Arc. Para ser sincera, eu compreendo as razões que levam à maioria das pessoas gostar deste arco. Adorá-lo, até. Tem acção, tem muita acção. É negro, muito negro, com momentos horripilantes e arrepiantemente sanguinolentos. É violento. O pessoal gosta. Eu senti que, mais uma vez, houve uma completa descaracterização narrativa e dos personagens. Até Gon, que era uma criatura infantil e bem disposta, se torna num animal psicótico capaz de qualquer coisa para operar uma vingança e vencer as forças do mal. Pois é, pela primeira vez temos aqui uma força maligna invencível, mesmo aquilo que faltava a um shounen típico. Igual a todos os outros. De tal forma invencível que o autor recorre a um instrumento de extremo mau gosto para resolver a situação, acabando por não a resolver de qualquer forma. Isto é, de certa maneira poderíamos fazer um paralelismo ao passado da vida real: somos atingidos por este tipo de arma e encontramos uma espécie de paz interior. Mesmo assim, pareceu-me completamente desnecessário e teria preferido que a paz interior tivesse sido encontrada por uma outra forma de destruição: afinal de contas, o poder do velhote era de tal forma interessante que poderia ter sido aproveitado dessa forma. Para mais, o estilo narrativo (com narrador) é anticlimático, aborrecido, peca pela falta de ritmo. Nesta parte, a banda sonora torna-se de tal forma repetitiva que acaba por ser nauseante. E a integração de momentos de comédia nas situações mais abstrusas leva-as ao ridículo.
Para finalizar, recuperamos um pouco daquilo que foi a primeira parte. Um alívio, relativamente ao que passámos nos arcos anteriores. Mas, mesmo assim, senti que houve um esquecimento de personagens que eram tão importantes, nomeadamente Leorio e Kurapika.
Em termos artísticos, a série tem os seus altos e baixos, como qualquer série longa. Existem cenas de acção extremamente bem montadas e animadas, mas alguns momentos (especialmente no final) demonstram um evidente desaproveitamento de orçamento, fazendo uso de uma experimentação insossa e pouco iluminada.
Musicalmente, acontece a mesma coisa. Em alguns momentos a banda sonora é arrepiante e muito excitante mas, com o processar da narrativa e o estilo adicionado, acaba por se tornar repetitiva e cefaleica.
Enfim, uma série que poderia ter sido muito mais do que aquilo que é, tivesse escolhido um rumo diferente para si própria. Tenho muita pena que assim seja, mas não a poderei recomendar.
By : ladyxzeus
Sidonia no Kishi: Daikyuu Wakusei Seneki
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Sidonia no Kishi: Daikyuu Wakusei Seneki
Seshita Hiroyuki - Starchild Records
Anime - 12 Episódios
2015
5 em 10
Terminando a Season de Primavera de 2015. Pelos vistos não há melhor da season, já que estava vendo apenas três. Aliás, o melhor da season só vai terminar dentro de uns meses. Enfim, este foi, mais uma vez, uum anime incapaz. Para saberem mais sobre a primeira season, vejam aqui. Apesar de a minha opinião anterior não ser muito positiva, decidi ver a segunda parte por ter lido algures que iam falar sobre Blame!, um manga que amo de paixão. Infelizmente, de Blame! nada se falou. A segunda season de Sidonia no Kishi continua com os mesmos problemas.
Quiçá ainda mais exacerbados.
Nesta parte da história eles buscam encontrar os alienígenas maléficos e destruí-los, com ajuda de uma nova amiguinha que se tornou meio entidade maléfica mas que é boazinha na mesma. Isto é, em termos narrativos não temos nada de especial. Sobreviveria o anime com força do desenvolvimento dos seus personagens. Mas estes, que pena, continuam a ser patéticas crianças com problemas de crianças. Em minha opinião, eles teriam mais coisas com que se preocupar do que as suas competições infantis e beijinhos secretos e a amiguinha que é tão inadaptada (por ser, afinal de contas, um monstro horroroso. Apesar de simpático). Mas nada isto acontece, o que acaba por se reflectir nas suas prestações respeitantes a combates galácticos.
Estes procuram ser algo de espectacular, mas a animação digital em nada contribui para isto. Simplesmente não funciona. Existem cenas horríveis e, sendo que esta season se dedica mais aos personagens, as expressões faciais têm uma plasticidade ineficaz que nada transmite sobre emoções ou estados de espírito. Se na primeira season poderíamos perdoar isto por ser uma "experiência", na segunda season já deveriam ter colmatado as falhas. Parece-me inadmissível que, para além de não corrigirem nada, ainda façam coisas piores.
Musicalmente, tudo nos leva a acreditar no épico. Mas de épico esta série não tem nada.
Talvez tenha sido um erro ver esta season. No fundo, senti-a quase como uma perda de tempo. Embora ver anime nunca seja perda de tempo. Um paradoxo.
By : ladyxzeus
