Denpa Onna to Seishun Otoko
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Denpa Onna to Seishum Otoko
Shinbou Akiyuki - Shaft
Anime - 12 Episódios + 1 Special
2012
6 em 10
Há algum tempo que não via nada para o meu clube. Assim, foi com alguma elevação nas expectativas que achei por bem começar este curto anime.
Tudo começa quando um rapaz vai viver com a tia. Ele tem uma prima que desapareceu durante seis meses e, quando voltou, veio convencida de que tinha sido abduzida pelos aliens e que se tinha tornado num deles. E, ao início (primeiros quatro episódios) este é o tema essencial. E é realmente interessante, pois queremos realmente conhecer mais acerca desta pessoa. No entanto, a partir do momento em que a relação dos dois primos se estabelece num bom tom, a narrativa muda de perspectiva, passando a fazer uma tentativa de análise das coisas boas da adolescência e do crescimento pessoal do personagem principal. Isto, infelizmente, não era aquilo que queríamos saber. Depois, na revelação do que realmente poderá ter acontecido à rapariga, tudo toma uma forma muito fantasiosa, com uma falta de realismo que não joga bem com o teor da série até esse momento.
Os personagens são interessantes ao início, mas a partir do momento em que começam a evoluir acabam por cair, com muita rapidez, em conceitos cliché. Se ao início eram personagens extremamente curiosos, a forma como foram desenvolvidos tornou-os em apenas mais um lugar comum. O personagem principal é apenas mais um líder de harem. As raparigas são apenas as raparigas do harem. E é só isso. Infelizmente.
Em termos de arte, temos opções estilísticas muito modernas, com um uso (quiçá excessivo) de pintura a aerógrafo nos personagens. É que eu não acho muito sentido em joelhos coradinhos. No respeitante a cenários, temos algumas cenas bastante boas, sobretudo aquelas de visualização do céu, mas nada de espectacularmente atraente.
Na música, temos uma dicotomia flagrante. Achei a OP horrorosa, um pavor, uma dor. Mas a ED, adorei-a em todos os seus bocadinhos. Parenquimatosamente, temos temas que parecem ser o início para alguma coisa com mais interesse, mas que nunca continuam para além de si próprios.
Uma série agradável e com o seu interesse, mas que se desenvolveu de forma muito pouco original.
By : ladyxzeus
Re: Cutie Honey
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Re: Cutie Honey
Anno Hideaki - Gainax
Anime OVA - 3 Episódios
2004
7 em 10
Uma espécie de remake de série dos 70s que ainda não vi (mas vou ver).
Como sabem, não sou exactamente a maior apreciadora de maminhas balançando e gente nua a fazer coisas de gente nua, seja em animes seja em filmes com pessoas. No entanto, Re: Cutie Honey foi uma surpresa genial.
Cutie Honey é uma heroína que luta contra as forças do mal. No entanto, as forças do mal estão sempre a tirar-lhe a roupa, que se desfaz frequentemente, para além de também boiarem para cima e para baixo frequentemente. Mas, no caso deste pequeno OVA (cerca de duas horas e meia), o resultado está para lá do hilariante. Com uma história muito simples, vemos personagens com que nos identificamos imediatamnete a viver aventuras altamente desnudadas, numa sequência de acção, terror e muitas cores que só para mesmo no final.
Estes personagens são bastante unidimensionais, caracterizados apenas pelos seus traços principais, mas isso não é mau no contexto narrativo. Rapidamente se tornam queridos para nós, Honey com a sua simplicidade, Na-chan com a sua agressividade... E pela amizade que se forma entre todos, que evolui de forma consistente ao longo dos três episódios. O conceito por detrás de Honey também capta bastante o interesse, já que ela é um cyborg que vai obtendo características humanas à medida que o tempo decorre, coisas como a fome e a capacidade de amar.
A animação, por si só, é bastante fraca. Mas é largamente compensada por uma opção estilística muito moderna, com um excelente uso da paleta de cores e das perspectivas, tornando cada cena numa delícia explosiva. As expressões dos personagens dentro de cada contexto são impagáveis, coisa que é acrescentada por um conjunto de vozes bem escolhido, especialmente nos personagens secundários.
Finalmente, nada disto poderia existir sem uma banda sonora implacável, um pop açucarado sem precedentes, com temas de ironia constante que dão vontade de ouvir uma e outra vez.
Um anime que me fez rir como há muito não acontecia neste universo.
By : ladyxzeus
Roujin Z
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Roujin Z
Kitakubo Hiroyuki - TV Asahi
Anime - Filme
1991
7 em 10
Será que aqui a je vai voltar ao hábito de ver um filme de anime por dia? Talvez sim. Talvez não.
Depois de Wrinkles, foi com alguma surpresa que me calhou este filme também sobre a temática dos idosos. Desta vez com uma interpretação um pouco mais futurista. Num assunto que ainda se mantém actual, ao longo deste filme vemos as consequências que uma tecnologia ultra-prática pode ter na vida das pessoas mais velhas que estão acamadas e dependentes de outrém.
Um velhote é levado da sua casa para ser a cobaia de uma nova máquina que permitirá a juventude ter mais independência: com ela, deixarão de ter de tomar conta dos seus avós ou pais, pois a máquina é uma unidade fantástica de cuidados intensivos que toma conta de todos os aspectos, das necessidades físicas ao exercício e alimentação. Mas será que a pessoa que está lá instalada é feliz? Começa o debate quando a enfermeira do senhor decide salvá-lo. Com isso, a máquina acaba por ganhar uma personalidade e o caos na cidade acontece.
O tema é muito interessante e o resultado é bastante engraçado. De uma forma leve e cheia de entretenimento, é-nos permitido pensar sobre que destino real dar aos nossos velhinhos, se colocá-los dependentes de maquinaria é realmente uma coisa boa. A conclusão, terão de ser vocês a ver. ;)
A animação tem os seus momentos, sendo que toda a tecnologia tem designs práticos e lógicos, que tornam tudo numa experiência acreditável. Não é exactamente um poço de excelente produção cinematográfica, mas está bastante aceitável e os detalhes são divertidos.
A banda sonora serve como complemento, sendo que a ED tem um ritmo pleno de felicidade, trazendo ao filme uma nota final positiva.
É uma experiência interessante e, portanto, recomendo.
By : ladyxzeus
The Mars Daybreak
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The Mars Daybreak
Kyoda Tomoki - Bones
Anime - 26 Episódios
2004
6 em 10
Comecei a ver esta série enquanto o meu computador desktop, de nome Zizi, estava para arranjo. No portátil, de nome Asimov, foi um instante, mas no Zizi foi uma demora profunda para o sacar. Então esteve este tempo todo em pausa no episódio 9.
Este anime baseia-se na assumpção de que Marte é um planeta habitável cheio de água. Na verdade, toda a acção se poderia passar num futuro longínquo do planeta Terra, que já tem água desde origem, pois é sobre piratas em submarinos. Assim, o setting não é especialmente feliz. Um jovem soldado junta-se a uma trupe de piratas e vive aventuras com eles. De uma forma mais ou menos episódica, atacam coisas, descobrem tesouros e fogem das autoridades, com mais ou menos ajuda de uma rapariga que aparece logo no início e da qual se sabe pouco (excepto que se apaixona pelo personagem principal por razões pouco convincentes)
Os personagens são bastantes e variados, mas não possuem traços que os distingam de outras pessoas no mesmo género. O personagem principal é um vivaço que faz coisas erradas, a capitã é um monstrinho, há raparigas e raparigos com fartura, um gato que fala... E um golfinho que por alguma razão vive dentro de um sistema mecanizado. Se isto lhe permite andar em terra firme como as pessoas, não se compreende porque há-de ele usá-lo dentro de água. Afinal, os golfinhos nadam bastante bem , por mais que eu implique com eles.
Felizmente, a animação não está nada má. Apesar de termos alguns momentos com CGI arcaico, os cenários aquáticos estão bastante realistas dentro do contexto e o design de personagens não falha, embora usem sempre as mesmas roupas. Existe um nível aceitável de fluidez nos moviementos, com cenas de acção bastante espectaculares, sobretudo aquelas que não têm robots.
A banda sonora é positiva e alegre, remetendo-nos para um universo bastante leve e agradável, por vezes até cómico.
Um anime simpático, mas que não recomendaria.
By : ladyxzeus
Wrinkles
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Wrinkles
Ignacio Ferreras
Animação
2011
8 em 10
Depois de um filme amoroso, passamos para uma película fortíssima. Infelizmente houve um erro técnico e assistimos à dobragem americana. Não sei dizer se é boa ou má, porque é muito raro ver dobragens em inglês, mas sem termo comparativo até me pareceu bem. A língua original é o castalhano, sendo Espanha o país de origem.
Emilio é um velhote e os filhos já não estão para o aturar. Assim, toma a decisão de se internar num lar. Lá, forma amizade com Miguel e outros velhotes, que ainda estão bons da cabeça. Mas o ambiente é todo ele o de um manicómio, pois não há nada para fazer e todos estão loucos, esperando a morte. No entanto, Emilio tem um problema grave de saúde. Acontece a muita gente. E à medida que vai piorando, o desespero assola-o, a ele e aos amigos. Qualquer que seja o destino, sabemos que a morte está próxima. Então, o que fazer?
Perante esta narrativa, altamente realista e bastante assustadora, seguimos a personagem de Emilio à medida que as suas memórias vão ficando perdidas e a sua vida se vai tornando cada vez mais confusa. Estes momentos, memórias boas ou más, memórias que se tornam assustadoras e que impossibilitam a vida normal, nestes momentos todo o ambiente se torna ainda mais realista e pungente, comovendo pois talvez seja esta a realidade das pessoas que sofrem este tipo de doença.
Se ao início achei que o design das personagens seria pouco expressivo, rapidamente me habituei a estas imagens e mergulhei no seu universo. Os cenários são detalhados ao extremo, numa opção suave mas realista que funciona extremamente bem dentro do contexto. Toda a animação é muito simples, mas isso joga em seu favor, tornando o filme numa experiência emocional contundente.
Os efeitos sonoros são discretos, mas acrescentam ao desespero e à confusão, permitindo-nos apreciar cenas muito belas.
Um filme que recomendo muito e que gostaria de rever na sua língua original.
By : ladyxzeus
Ernest et Célestine
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Ernest et Célestine
Stéphane Aubier, Vincent Patar e Benjamin Renner
Animação
2012
7 em 10
O pessoal pode ter ficado a beber na festa do cosplay, mas eu continuei a party em local longínquo, muito mais caseiro e muito menos bezano, como eu gosto e aprecio. Procedemos a movie party, continuando na nossa eterna maratona de filmes de animação. Como eu os adoro, não me faz diferença nenhuma. Viva o Qui por os escolher tão bem :)
Neste filme existem apenas ratos e ursos. Célestine é uma ratinha que tem como trabalho encontrar dentes de ursos, para entregar no dentista. E Ernest é um urso pobretanas cheio de fome, que não consegue uns trocos a tocar mil instrumentos na rua. Depois de se encontrarem, começa, devagar devagarinho, a criar-se uma bonita amizade.
Esta relação entre os personagens evolui de uma maneira muito delicada e bela. Cada um deles está caracterizado individualmente com uma personalidade muito forte, o que joga muito bem com as acções que consolidam a amizade entre eles. As vozes estão encantadoras, trazendo mais vivacidade a diálogos que poderiam pecar por ser demasiado simples, não fosse este um filme para crianças.
Em termos de animação temos sequências tradicionais, com cores de aquarela, e momentos extremamente artísticos. É dada extrema atenção ao detalhe e ao design dos diversos personagens que aparece, dando características próprias a cada um. A fluidez é perfeita e o aumento de detalhe à medida que o filme progride em tudo está relacionado com a narrativa. A animação é complementada com uma banda sonora excepcional, com peças tocadas por Ernest, o nosso músico.
Um filme muito bonito e agradável. Gostei muito porque simpatizo bastante com ratos e adorei vê-los animados desta forma. :>
Esta relação entre os personagens evolui de uma maneira muito delicada e bela. Cada um deles está caracterizado individualmente com uma personalidade muito forte, o que joga muito bem com as acções que consolidam a amizade entre eles. As vozes estão encantadoras, trazendo mais vivacidade a diálogos que poderiam pecar por ser demasiado simples, não fosse este um filme para crianças.
Em termos de animação temos sequências tradicionais, com cores de aquarela, e momentos extremamente artísticos. É dada extrema atenção ao detalhe e ao design dos diversos personagens que aparece, dando características próprias a cada um. A fluidez é perfeita e o aumento de detalhe à medida que o filme progride em tudo está relacionado com a narrativa. A animação é complementada com uma banda sonora excepcional, com peças tocadas por Ernest, o nosso músico.
Um filme muito bonito e agradável. Gostei muito porque simpatizo bastante com ratos e adorei vê-los animados desta forma. :>
By : ladyxzeus
Winter Masquerade Ball II
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Winter Masquerade Ball II
Evento
No seu segundo ano, talvez já se possa considerar tradição de que em Janeiro há festa de arromba organizada pela Associação Portuguesa de Cosplay. Como no ano passado não pude ir, por motivos de estudos, estava extremamente curiosa em relação ao que a noite nos reservava.
Começam os preparativos. Considerava levar o meu cosplay de Utena e apanhar a primeira piela do ano em companhia de pessoas mascaradas. Mas depois colocou-se uma questão retumbante dentro da minha vida pessoal. Ocorrem diálogos e chego à conclusão de que um baile é também um sítio onde as pessoas praticam a milenar arte do engate. Não que alguém me queira engatar, pois sou uma velha horrível, cansada e acabada. Mas tem de se chegar a um acordo consensual entre duas partes tão importantes. Ficou combinado que estaria em Almada pelas dez da noite, mais coisa menos coisa.
Por isso, não seria prático levar cosplay. Assim, decidi por uma farpela condizente com o código de vestuário "semi-formal", com uma estranha temática canídea. Dirigi-me ao local fazendo uso da minha aplicação de GPS no telefone, que continua sendo um pouco inútil pois eu não sei distinguir a direita da esquerda. Após um quilómetro de caminho entre o metro e a rua do bar em causa (pois, enganei-me logo na primeira volta), encontro um local cheio, apinhado, de pessoal dumaw. Metaleiros, sim. A fumá-las à porta do sítio onde era suposto eu ir, a Fábrica 22.
Cheguei um pouco cedo de mais, mas assim que bateram as sete horas obriguei a portaria a vender-me um bilhete, apesar de ainda não terem troco. Vieram dar-mo depois. E assim estreei o bar com uma bela mini.
O bar, diga-se de passagem, estava claramente planeado com um objectivo em mente: colocar o pessoal todo bezano. Shots a um euro é demasiado barato. A mini tassbem. Mas podiam ter oferecido um coquetel pelo preço do bilhete, em vez do copo de sangria. Diziam que estava boa, mas não provei porque hoje em dia os binhos caem um pouco mal quando tenho o estômago vazio.
Em termos espaciais, é um local agradável, com muitas salinhas que poderiam ter sido melhor aproveitadas. Segundo as fotografias, a coisa estava à pinha. Um terraço exterior com palmeiras luminosas e um baloiço: era o sítio onde se estava melhor. Um palco. Durante o tempo em que lá estive, muitas pessoas jogaram um jogo de dançar, em que tinham de repetir movimentos de uns bonecos no ecrã. Parecia muito giro.
Conversando por aqui e por ali, actualizando coisas sobre coisas, comentando isto e aquilo, passou-se muito bem o tempo. Quatro mines e uma garrafa de água depois, chegou-se à conclusão de que a casa de banho existente no espaço era em número insuficiente para a quantidade de xixi que uma cerveja produz.
E lá fui embora, sem tirar uma única foto, mas com muita pena de não ter ficado para ver a parte mais agressiva da festa. Que seria o momento em que a música que eu requestei, "azinimagas" da sagrada Valesca Popozuda, começaria a tocar e toda a genta partilharia bactérias naquilo que seria considerado o mosh do seculorum.
Fica para a próxima. Até lá!
By : ladyxzeus

