• Servant X Service

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    Servant X Service
    Yamamoto Yasutaka - Aniplex
    Anime - 13 Episódios
    2013
    5 em 10

    Hoje vou falar um pouco de expectativas. A expectativa é aquilo que esperamos que vá acontecer se produzirmos um certo comportamento ou se o ambiente expuser um certo elemento. No caso do anime de cada season, é aquilo que esperamos de uma sinopse ou de um PV. Se eu visse PVs. Enfim, a expectativa é muito importante, porque traz com ela um nível de excitabilidade. Vai acontecer algo bom. Quando isso não acontece, a reacção é de frustração. Gritamos! Ganimos! Fazemos excesso de grooming! Bem, isto foi o que eu aprendi hoje à tarde. Mas mais ou menos aplica-se àquilo que eu sinto sobre este anime: não correspondeu às expectativas. Agora, será que a expectativa em relação a um anime é importante para a sua avaliação objectiva? Creio que a sua importância se deve ao facto de que se o anime não corresponde ao que esperamos dele, de uma forma negativa, não conseguimos suportá-lo e vamos acabar por lhe dar uma nota baixinha. No meu caso, queria que ela fosse ainda mais baixinha, mas não seria justo.

    Eu estava convencida que este seria um anime para pessoas crescidas, sobre actividades de pessoas crescidas, isto é, pessoas que trabalham numa repartição de finanças - ou algo do género - e fazem a sua vida de adultas. No entanto, este anime trata os adultos como se fossem crianças. Lembra aquelas séries para crianças atrasadas mentais que dão no Nickelodeon e no Disney Channel: adultos que fingem que são crianças que fingem que são adultos.

    Esta infantilidade traduz-se numa repetição infinita de gags que, por si só, não têm muita graça (relekmbrando sempre que a graça é subjectiva). Há um limite para as vezes que há um dilema com o nome comprido. Há um limite para o coelho cor de rosa. Há um limite para os mal-entendidos de desamores. tudo isto é muito repetitivo, muito aborrecido. Não tem conteúdo. E gostaria que pensássemos todos juntos... Ultimamente não vos parece que todas as comédias têm um "ota-cu" escondido que faz coisas geeks tããão engraças? Parece que de repente este estereótipo do fã de anime ganhou uma dimensão cómica. Mas é uma dimensão cómica estúpida, porque o presonagem é adimensional.

    Enfim, safa-se a arte. É muito colorida e alegre. Safa-se a OP e ED, cheias de bolhinhas. Safa-se, sobretudo, a animação da OP e ED, essas sim são curtas de animação engraçadas.

    De resto, um anime para esquecer muito rápido.
  • Rozen Maiden (2013)

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    Rozen Maiden (2013)
    Omata Shinichi - Studio Deen
    Anime - 13 Episódios
    2013
    6 em 10

    Olá, boa noite e feliz outono! Antes de começar, gostaria de informar que tenho passado o fim de semana num maravilhoso congresso de bem estar e comportamento animal (onde tive um poster exposto). Além disso, ontem foi o meu aniversário! Este ano não vai haver dar-embora, devido à pouca adesão do ano passado. No entanto, podem contar com sérias novidades para este espaço (algumas engraçadas, outras mesmo sérias e não tão boas, dependendo da perspectiva) que informarei assim que estiver tudo organizado.

    Agora, vamos passar para Rozen Maiden!

    Rozen Maiden foi um dos meus animes preferidos quando me estava a iniciar no universo do anime legendado e downloadado. Dei-lhe um nove em dez, o que seria impossível e estranho para os parâmetros de hoje em dia. Assim, foi com grande excitação que recebi a notícia de um novo anime desta série. Segundo os conhecedores do manga, que não li (mas que estive quase para comprar uma vez), poderia ser um remake - o que eu achava muito boa ideia - ou poderia ser uma animação da versão alternativa do manga. Seguiram a última opção. O resultado final é bastante interessante.

    Nesta história observamos a vida de um Jun paralelo: aquele que ao receber a boneca decidiu não lhe dar corda. Devido à acção nefasta da sétima boneca, Kirakishou, ele vê-se envolvido na guerrilha do Alice Game do outro universo, aquele do Jun que deu corda à boneca. Isto mantém toda a estética do Rozen Maiden original, mas tem um pouco mais de maturidade, uma perspectiva um pouco mais adulta.

    A estética mantém-se a nível de design, desenhos e sonoros. O som é mais uma vez patrocinado por Ali Project, a banda perfeita para um anime sobre bonecas de porcelana, se bem que por vezes tem momentos muito anticlimáticos. Estes também aparecem sempre que existe comédia, com desenhos simplificados. 

    A animação não tem nada que a distinga, se bem que as perspectivas manietadas por CG dão um aspecto muito pobre ao cenário. No entanto, é interessante ver como a indústria evoluiu, sendo que há muito pouca diferença de anos entre um anime e o outro. As cores são intensas e gostei muito das texturas que por vezes eram aplicadas nas roupas das bonecas, em momentos de luz mais melancólica.

    As personagens mantém as suas características, cada boneca com a sua personalidade muito própria mas sem grande desenvolvimento. Ainda assim, Jun (adulto) recebe desenvolvimento pela sua interacção com as bonecas, com uma evolução discreta mas firme com a qual me identifiquei bastante. Os temas abordados por esta personagem também são muito actuais (amigos, emprego, a vida futura).

    De resto, a história pede uma segunda season, que com certeza teremos (se o senhor for grande e o Studio Deen o permitir). Gosto muito destas bonecas e até gostaria de fazer cosplay de Suiseseki (vide o meu Cosplay Portfolio). Assim, deixo-vos aqui uma coisa muito engraçada: a marca de roupa lolita Innocent World deu vida aos vestidos de Rozen Maiden! E podem comprá-los aqui por um preço exorbitante! =D
  • Free!

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    Free!
    Utsumi Hiroko - Kyoto Animation
    Anime - 12 Episódios
    2013
    7 em 10

    E agora sejamos objectivos para observarmos aquele que foi claramente o vencedor em termos de anime da season.

    Tudo começou com um PV (que eu não vi), que levou um Tumblr e outras redes sociais feministas ao desespero. TANTO GAJO BOM ISTO TEM DE SE TORNAR REALIDADE. E, não graças às feministas tonhós, isto estava na calha para ser realidade. Uma variação do estilo moe a que a KyoAni nos habituou, exploração de um género diferente que, aliado ao fatia-de-vida despreocupado, funcionou muito bem.

    Free é, antes de mais, um anime de desporto. Sobre natação. Quem me conhece sabe como eu gosto de anime de desporto. Motiva-me, faz-me sentir bem. Free contém todos os elementos típicos e outros que o distinguem dentro do género. A história é muito simples (somos uma equipa e vamos vencer), mas a sua nuance são os personagens. Apesar de cada um se inserir num estereótipo que encontramos tanto no anime de desporto como no anime fatia-de-vida, o desenvolvimento das suas relações traz uma variante: somos uma equipa e vamos unir-nos como equipa, fortalecendo as nossas amizades e estabelecendo laços. O resultado é engraçado, comovente, uma série de emoções que não consigo definir. Mas a verdade é que nos ligamos aos personagens como se eles fossem pessoas vivas e torcemos realmente por eles, apesar de sabermos que há outras equipas melhores e que ganhar não é o mais importante.

    A arte é exemplar. A animação tem uma fluidez apenas comparável à da água propriamente dita, com uso de perspectivas interessantíssimas para nos interessar por um desporto que prima pela sua simplicidade. É mais pela animação que lhe dou uma nota acima da minha média, porque é realmente um exemplo para qualquer anime.

    Em termos musicais, achei a OP despropositada, demasiado trágica para o teor da série. A ironia de ED ficou bem. E nas músicas do parênquima, adicionavam sentimento às cenas, calmante nos momentos trágicos, electrizante nas corridas.

    Um anime original que explora as fronteiras entre os géneros, com excelente animação. Não posso deixar de o recomendar.

    Nota: isto não tem nada de BoysLove. Fanservice é fanservice quando eles têm de estar despidos para poder nadar? Aproveito para deixar aqui a nota do meu post que explora um pouco os significados do género BL, para se informarem.
  • Gin no Saji

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    Gin no Saji
    Arakawa Hiromu - Aniplex
    Anime - 11 Episódios
    2013
    7 em 10

    Mais um anime da season. Este foi sem dúvida o meu preferido, apesar de ainda faltarem alguns para terminar todos os que estou a seguir. Porquê? Porque é um anime sobre a MINHA ÁREA! Siiim!

    Hachiken decide ir para uma escola profissional de agricultura e tecnologia alimentar de maneira a fugir de um ambiente doméstico opressivo. Lá, aprende muitas coisas sobre produção animal. E devo dizer, como conhecedora do assunto (e acreditem, conheço mesmo muito bem) que o que ele aprende está bastante correcto. Causou-me uma certa confusão ver que toda a produção que eles mostraram era intensiva, quando existem alternativas igualmente boas e que oferecem um maior bem-estar aos animais, mas assim tiro a conclusão de que a produção animal no Japão é assim. O que até faz sentido, dado que eles não têm muito espaço. Até os dilemas pelos quais o Hachiken passou, nomeadamente o do porco, são dilemas reais com os quais nos deparamos na nossa área de estudos. Eu deparei-me com exactamente o mesmo problema e, bang, deixei de comer porco. O objectivo é deixar de comer carne de todo.

    A animação é muito simples, mas funciona para o efeito, que é apenas um fatia-de-vida passado no campo com animais de produção. Os animais, apesar da simplicidade do seu design, estão correctos anatomicamente, coisa que é muito importante para mim (devido ao meu problema com anatomia, resolvido ao vigésimo quinto exame) A comida que aparece tem um ar divinal e dá vontade de a comer a toda a hora (excepto os bacones e esses coisos).

    A música é divertida e agradável, com nota especial para a ED que é simplesmente deliciosa.

    E vem aí segunda season, viva! Espero que este anime nunca acabe, para sempre, porque o adorei!
  • Kamisama no Inai Nichiyoubi

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    Kamisama no Inai Nichiyoubi
    Kumazawa Yuuji - Madhouse Studios
    Anime - 12 Episódios
    2013
    6 em 10

    E à medida que termina a season, começam a aparecer os respectivos animes neste espaço. Este foi especial, de certa forma.

    "O Domingo em que Não Há Deus". Um dia, deus abandonou o planeta terra e as pessoas deixaram de morrer. Assim, existem coveiros para enterrar as pessoas que morrem mas que se continuam a mexer. Esta série segue as viagens de Ai, filha de uma coveira e de um humano. Considero este tema muito interessante, e nos primeiros episódios foi muito bem conseguido. Depois perdeu-se.

    Os primeiros episódios, o primeiro arco e parte do segundo também, tinham uma aura de por-do-sol, um ambiente melancólico em que os sorrisos de Ai eram quase comoventes. Mas depois passámos para um tema completamente diferente, até na arte. Passámos para Ai em escolas a conviver com pessoas da idade dela, com pessoas vivas, todas cheias de humor que não correspondiam àquilo que esperava - tendo em conta os primeiros episódios.

    A história e as personagens, com tanto potencial, acabam por se perder numa narrativa inconsistente, mais dedicada a apresentar novos personagens do que a explicar o que se passa neste universo e como é que as pessoas vivem com isso no geral. São-nos apresentados pequenas comunidades todas muito diferentes umas das outras, em que o tema de "não se pode morrer" passa a ser praticamente ignorado. As pessoas que ao início são muito interessantes, revelam-se como estereótipos sem grande conteúdo. Safa-se Ai, que age realmente como uma criança de doze anos - o que é raro no anime, crianças a comportarem-se como crianças.

    A arte é muito bonita no que respeita aos fundos e à paleta de cores. Desapontou-me que tivesse passado a ser muito mais alegre e colorida, com excepção do momento do "nascimento" dos coveiros, em que foi criado um ambiente realmente surreal, estranho e gelado.

    A OP não tem nada a ver com nada, mas a ED aplica-se bastante bem ao sentimento que a série parece querer transmitir.

    Fico com muita pena que o painel final seja um "Fin" e não um "Continue", porque ficaram ainda muitas coisas por explicar e que me deixaram muito curiosa. Era uma história com grande potencial para ser desenvolvida em algo com um pouco mais de maturidade.
  • Fairy Tail

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    Fairy Tail
    Ishihira Shinji - TV Tokyo
    Anime - 175 Episódios + 5 OVAs + 2 Specials + Filme 
    2009
    6 em 10

    Finalmente, depois de muito tempo de luta, terminei Fairy Tail. A minha experiência foi desagradável. Sugeriram-me um cosplay desta série (Cana Alberona, como podem ver no meu Cosplay Portfolio), por isso pus-me a vê-la e passei a acompanhar. Nesta altura eu ainda não acompanhava as seasons, então tinha uma certa dificuldade. Depois cheguei ao episódio cento e vinte e qualquer coisa e parei. Fiquei cerca de ano e meio sem ver nada e há pouco decidi que ia terminar nem que a vaca desse café com leite. E aqui estou eu, para falar deste anime.

    Sinceramente, acho que a série peca por ser demasiado longa. Porque simplesmente não tem conteúdo válido que justifique tanto tempo de antena. Quando parei, só desejava "que apareçam os dragões para acabar com isto, que apareçam os dragões!" Mas nada... Eu que costumo aturar e até gostar de fillers, achei que nesta série foram demasiados. Essencialmente, uma série para fazer dinheiro, enquanto der leite vamos continuar a ordenhar. Isto é desapontante, sobretudo porque ao início eu estava a gostar bastante.

    Depois de tantos episódios, sobretudo com tanto tempo de intervalo, é difícil de avaliar todos os outros aspectos que constituem o anime. No entanto, pareceu-me que a animação foi consistente ao longo de todo este tempo. Ainda assim, o seu nível de qualidade, no geral, não é especialmente bom. Temos lutas, lutas sem fim, ou não fosse este um simples e vulgar anime de batalhas. E, como sabem, eu só as aprecio quando contribuem em algo para a história. A história, essa, divide-se em vários arcos em que vão descobrir um mistério novo e lutar pelos seus nakamas e pela paz no mundo e tudo o mais. Não tenho um arco preferido, mas tenho um arco menos preferido que foi quando deram "desenvolvimento" à "minha" personagem, a Cana. Alterou completamente a minha visão da personagem e depois disso estou sinceramente a pensar reformar o fato. Porque deixou de ser a bêbada divertida para passar a ser algo meio amorfo, com uma série de emoções que não validam a minha interpretação. Se tivesse de escolher um arco para mostrar a alguém, talvez mostrasse o do Jellal, porque foi o mais emocionante para mim.

    De resto, todos os personagens são memoráveis, únicos na sua génese. Cada um deles tem um elemento de comédia que é usado ad nauseum, acabando por se perder no conceito inicial. Por exemplo, gostei muito da Juvia assim 3que apareceu, mas a partir do momento em que sempre que ela aparece é para se babar para o Gray-sama... Achei escusado. Outro elemento que foi exagerado... Os exceeds. Quando era só o Happy era muito divertido, porque o gato é amoroso. Depois chegou a Charla (Charle? Carla? Cada sub tem uma coisa diferente) e ainda se aceitava. Depois um universo inteiro cheio deles? A explicação dada fazia sentido, mas o facto de a cada arco seguinte se adicionarem mais gatos foi desnecessário.

    Musicalmente, é uma série bastante completa. O tema principal, o da gaita de foles, é memorável e gostei bawsstante dele, mas já cheguei àquela fase da vida em que para mim a OP de anime tem de ser mais do que um roquezinho mal enjorcado sobre lutar pelo bem e proteger nakamas.

    Enfim, uma série que poderia ter sido muito melhor se tivesse tido uma conclusão, se tivesse seguido o seu fio condutor com lógica, se não tivesse cedido ao exagero, quer em termos numerais quer em termos qualitativos. Uma série que se perdeu por querer fazer dinheiro. Dinheiro não é tudo na vida e talvez tivesse tido mais sucesso e não tivesse sido cancelada (ou interrompida) se se tivesse limitado a contar uma história.
  • o nosso reino

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    o nosso reino
    Valter Hugo Mãe
    2011
    Romance

    Este foi um dos livros que sobrou da Convenção do BookCrossing e um que eu queria mesmo ler. Porque depois da experiência deste autor com a Revista Granta 1, fiquei muito curiosa com ele.

    É um livro curioso e muito interessante. Muito bem escrito, num estilo original e denso. Facto é que Valter Hugo Mãe recusa-se a utilizar maiúsculas. Isto é, de certa forma, uma valorização da palavra, um pouco marxista digo eu, mas que torna a leitura numa experiência diferente. Porque parece que o texto nunca tem pausas (nós não vemos os pontos finais, vemos é as maiúsculas) e isso traz um sentimento quase desesperante que associamos ao personagem.

    E que personagem é este? Um miúdo de 8 anos que quer ser santo. Então, ele vê em tudo algum desígnio divino. E à medida que desgraças vão acontecendo na sua pequena aldeia ao pé do mar, ele entra numa série de explicações surreais e estranhas, quase assustadoras. Gostei sobretudo do êxtase final, o sonho em que todos morrem.

    Um livrinho excelente, um prazer de ler.
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