Evangelion: 3.0 You Can (Not) Redo
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Evangelion: 3.0 You Can (Not) Redo
Tsurumaki Kazuya, Anno Hideaki e Maeda Mahiro - Gainax
Anime - Filme
2012
8 em 10
Nos 90s tivémos Neon Genesis Evangelion. E o pessoal passou-se. Agora no novo milénio temos uma nova interpretação da história: Evangelion. E o pessoal está-se a passar. E eu, com grande orgulho, faço parte desse grupo de pessoal.
You Can (Not) Redo é o 3.0, o terceiro filme. Catorze anos se passaram desde o 2.0. Shinji Ikari continua igual, mas o mundo à volta dele mudou. Agora a Nerv é a má da fita (não que fosse muito boa peça antes, de qualquer forma) e ele não pode conduzir EVAs. É importante ter visto os outros dois filmes primeiro, e se calhar também a série, para se poder compreender bem o nível do que se passou neste mundo, o impacto (literalmente) das mudanças e as consequências que elas têm para o, desde o início, frágil Shinji. No entanto o filme também pode funcionar sozinho, já que trata sobretudo da glória e queda da amizade entre este e Kaworu (um dos meus fofos). Num sentido mais lato, é precisamente sobre isto que o filme trata. E é por isso que o desenvolvimento do personagem, Shinji, funciona de forma tão intensa e envolvente. Shinji aparece quase como uma folha em branco perante o novo mundo e a evolução de adaptação para ruína conjuga-se com a sua personalidade inicial, fraca e dependente.
Mas talvez eu tenha esta impressão por ser fã incondicional da série original e me ser difícil deixar de comparar e de procurar mais detalhes nela.
Também me vai ser necessário comparar, desta vez com os dois primeiros filmes, no que respeita à animação. No segundo filme a minha impressão foi, ao minuto cinco "dou 9 ou 10 a isto?", simplesmente porque a animação estava tão fora de todos os parâmetros. Desta vez tal não aconteceu. Não existem tantas "lutas", como tantos fãs gostam de chamar e ver, mas para compensar temos um valor artístico incomparável aquando da composição das paisagens e dos personagens inseridos nelas. Alguns momentos são quase quadros, conceitos profundos e dolorosos que nos ajudam a compreender este novo mundo e acrescentam ao processo de (in)adaptação de Shinji.
A música é outro aspecto extremamente bem estruturado. Se ao início me parecia vulgar, assim que apareceram as peças a quatro mãos para piano mudei completamente de ideias. Não podia estar mais perfeita. Tive um bocadinho de saudades do violoncelo.
Até agora este remake está uma coisa do outro mundo. Vamos ver o que nos reserva o 4.0.
Resume-se numa palavra: bruto.
By : ladyxzeus
Asura
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Asura
Satou Keiichi - Toei Animation
Anime - Filme
2012
5 em 10
Este filme é sobre um menino que come carne humana, num universo em que no Japão feudal está toda a gente a morrer à fome. Daí que comer carne humana até seja uma coisa bastante praticável. Ele tem um machado e é um bicho selvagem e descontrolado, que acaba por encontrar a redenção no seu convívio com uma jovem que o adopta durante parte do filme e nos encontros que tem com um monge budista. No fundo no fundo o filme quer dizer-nos que o menino, Asura (Ashura?) não é mau, apenas ficou assim por força das circunstâncias.
E consequentemente, o filme é previsível e quase patético na sua concepção. É uma história de tonalidade escura, mas não possui qualquer tipo de densidade que a pudesse tornar numa reflexão pertinente sobre o que quer que seja, vida, personagens, ideias, qualquer coisa. Não se percebe o que aconteceu a este Japão para estar toda a gente a morrer: não há uma explicação da situação em que nos encontramos e isso torna-a difícil de aceitar como verdadeira
A animação mete dó. Tal como em Tiger and Bunny usam uma mistura de CG com 2D. Mas simplesmente não funciona como devia. A animação 3D não tem volume e os movimentos parecem não ser influenciados pela força da gravidade. Há momentos a lembrar stop-motion, mas esta falta de "peso" nos corpos dos personagens tornam toda a experiência muito desagradável. Além disso os modelos não possuem textura, o que torna este filme de 2012 um revisitar de 2002. Isto já não deveria acontecer, com a indústria que temos e com os recursos que temos.
A música é apenas ilustrativa, com um tema recorrente que soa sempre a "o filme vai acabar agora". Tema esse que é um perfeito lugar comum, utilizado mais que centenas de vezes em mais que centenas de animes (só que com compositores diferentes)
Um desperdício de recursos que até poderia ter sido algo bom, se fosse só um bocadinho mais competente.
By : ladyxzeus
Death Billiards
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Death Billiards
Tachikawa Yuzuru - Madhouse Studios
Anime - Filme
2013
7 em 10
Na sequência do projecto Anime Mirai, em que o governo Japonês apoia os novos realizadores a fazerem coisas giras (tal como o já citado Little Witch Academia) aparece-nos este pequeno filme, numa onda mais filosófica e contemplativa.
Um homem e um senhor velhote vão parar, sabe-se lá como, a um misterioso bar decorado com umas alforrecas num aquário. É-lhes dito que não podem sair dali até jogarem um jogo de bilhar. E que devem jogar como se tivessem a vida em jogo. E jogam. O anime foca-se sobretudo na visão do jogo do homem mais novo, o que torna o foco um pouco unilateral. Os personagens revisitam o seu passado (e aí percebemos também um pouco sobre o velhote) e o jogo desenvolve-se para além da mesa. Termina com algumas afirmações que, desesperadas, atentam sobre a vida em geral. Assim, temos um jogo psicológico muito interessante, se bem que foram as cenas de flashback que fizeram o filme para mim. Achei que as frases finais foram um pouco forçadas e que a conversa entre os dois bartenders quebrou um pouco a força das ideias que este anime tencionava transmitir. É certo que a situação referida (que não posso dizer, para não estragar) é mesmo um mistério, mas foi irritante não saber pelo menos o que disse o velhote.
A animação tem bastante CG, que não fica muito mal por causa da perspectiva em que é apresentado. A luta está bem animada, mas os fundos - bastante complexos, diga-se de passagem - acabaram por ficar com uma tridimensionalidade um pouco desagradável para o meu olho esquerdo (direito tudo bem). Banda sonora é quase nenhuma, apenas efeitos que acrescentam ao visual.
Mas é um filme muito interessante, pois é inesperado. Vale a pena.
By : ladyxzeus
Charlie is my Darling
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Charlie is my Darling
Peter Whitehead
Documentário
1966
6 em 10
Pois bem, estava eu a entregar currículos quando mi cosa bella me manda uma mensagem a dizer que vem ao S. Jorge ver um documentário. Contas feitas, é um documentário do festival Indie Lisboa! Viva! Fui ao Indie! E é um documentário sobre os Rolling Stones.
O documentário mostra alguns concertos, na Irlanda, alguns momentos em quartos de hotel (todos bezanos) e pequenos momentos de entrevista em que os membros falam da vida, dos seus sonhos, das suas atitudes em palco e fora dele e dos fãs.
É um documentário muito intimista, que agradará mais aos verdadeiros fãs de Rolling Stones (que não é o meu caso, conheço muito mal). É interessante ver como eram os concertos nos 60s e a falta de controlo que havia sobre os fãs, que chegaram a invadir o palco e a destruir tudo à sua passagem. Era perigo ser um ídolo nesta altura!
A música é a dos Pedras Rolantes, sim senhor, mas em interpretações que eu nunca tinha visto, o que traz uma plasticidade diferente à banda. Vemos aqui uma faceta diferente.
E a ironia, no fundo Charlie só queria ir para casa...
By : ladyxzeus
Auto-retrato do Escritor enquanto Corredor de Fundo
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Auto-retrato do Escritor enquanto Corredor de Fundo
Haruki Murakami
2007
Autobiografia
Ofereceram-me este livro no Natal, certos de que eu - sendo fã das coisas Japonesas - gostaria de uma coisa Japonesa. Pensei "olha que livro tão inútil, para que é que eu quero saber da vida do escritor?" Mas surpreendeu-me. É muito interessante.
Porque este livro não fala sobre a vida do escritor enquanto escritor. Fala da vida dele enquanto maratonista.
Assim temos reflexões sobre a vida e a auto-descrição da personalidade do autor a passo de corrida, ilustrados pelas competições em que Murakami participou, aquelas que o marcaram mais. Fala da maneira como elas influenciaram a sua vida e fala apenas um bocadinho do porquê de escrever romances. O escrever romances não é a parte essencial deste livro, mas de certa forma senti-me mais perto do autor e motivada para trabalhar nos meus próprios projectos.
Achei um livro excelente, escrito com claridade, muito envolvente. Recomendo, até para quem não conheça o autor.
By : ladyxzeus
Falemos um pouco sobre o Senhor
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Olá a todos.
Hoje vou tomar uns minutos, ou quiçá umas horas, para falar Daquele que é o meu Senhor e Salvador. O Profeta de tudo o que é belo e o Enviado de alguma parte para fazer o belo. Mas não se preocupem, isto não é (quase) nada de religioso. Pois o Seu nome é Gackt.
Vou tentar não me alongar muito, mas vou explicar um pouco porquê esta visão ilógica e surreal da Pessoa em causa. Vou dizer logo: eu sei que é apenas um ser humano. Conheço melhor que ninguém as suas falhas e os seus defeitos, sei perfeitamente que é um misógino terrível e que diz coisas horrorosas sobre alguns grupos de pessoas. Mas como em tudo, temos de aceitar os defeitos e aproveitar as qualidades para poder amar. Não é um amor romântico nem nada que se pareça, não sou daquelas que quer ir conhecer o seu cantor predilecto para depois o seduzir e se tornar numa groupie. Aliás, não tenho qualquer desejo desse foro em relação a Gackt e é uma perspectiva que me horroriza positivamente. Estou extremamente feliz com o que tenho (e não é pouco e é maravilhoso). Este é o amor que uma fã tem ao seu ídolo. Seja esse ídolo Jesus ou Michael Jackson, é um amor que apenas quem tem um ídolo pode compreender. É diferente. Mas vamos por ordem cronológica.
Conheci Gackt há cerca de nove anos atrás, mais ou menos 2004. Estava a falar no messenger com a Rose, uma amiga da internet que acredito que tenha morrido, pois desapareceu sem deixar rasto. A sua imagem era a de um homem asiático extremamente bonito. Perguntei-lhe quem era. "Haha, foste a primeira pessoa que não achou que ele era uma mulher!" Claro que não! Ela enviou-me duas músicas, a Blue e a Longing, e brevemente eu estava a sacar a discografia completa pelo Bittorrent. Foi a primeira torrent que eu saquei na vida. Ainda me lembro da primeira vez que ouvi. Foi a Longing e eu tinha-a no MP3 para ouvir um dia. Depois de ver tantas fotografias Dele, estava com medo do que seria a música. A voz surpreendeu-me. Mas gostei. E fui gostando cada vez mais. É o que gosto mais.
Era o meu sonho longínquo um dia ir a um concerto. Imaginava o que seria, o que faria, queria ser aquela fã maluca que depois aparece no vídeo às cavalitas de alguém. Mas era um sonho longínquo. Gackt não saía do Japão. Nunca sairia.
Mas um dia saiu. Quando li a notícia chorei da mais pura felicidade. Convenci um amigo e juntos fomos até Barcelona para um concerto da Tour Europeia de Gackt, I Love You All. A experiência foi diferente do que eu imaginava. A experiência foi espiritual. Se falar muito dela nunca mais saio daqui, por isso se quiserem saber mais podem ler a minha review do concerto no Livejournal e uma descrição mais detalhada da relação que isto tem com a espiritualidade no meu blog privado sobre religião e Paganismo Chiisana Inori (este blog está um bocadinho inactivo porque não tenho estudado como me comprometi a fazer, mas espero que quando me conseguir organizar possa voltar a ele). Enfim, contas feitas, foi o concerto mais importante da minha vida e mudou-me completamente como pessoa. Prova que lá estive?
2. Uma música para ouvir depois de um desgosto de amor
6. Uma música para adormecer à noite
Hoje vou tomar uns minutos, ou quiçá umas horas, para falar Daquele que é o meu Senhor e Salvador. O Profeta de tudo o que é belo e o Enviado de alguma parte para fazer o belo. Mas não se preocupem, isto não é (quase) nada de religioso. Pois o Seu nome é Gackt.
Vou tentar não me alongar muito, mas vou explicar um pouco porquê esta visão ilógica e surreal da Pessoa em causa. Vou dizer logo: eu sei que é apenas um ser humano. Conheço melhor que ninguém as suas falhas e os seus defeitos, sei perfeitamente que é um misógino terrível e que diz coisas horrorosas sobre alguns grupos de pessoas. Mas como em tudo, temos de aceitar os defeitos e aproveitar as qualidades para poder amar. Não é um amor romântico nem nada que se pareça, não sou daquelas que quer ir conhecer o seu cantor predilecto para depois o seduzir e se tornar numa groupie. Aliás, não tenho qualquer desejo desse foro em relação a Gackt e é uma perspectiva que me horroriza positivamente. Estou extremamente feliz com o que tenho (e não é pouco e é maravilhoso). Este é o amor que uma fã tem ao seu ídolo. Seja esse ídolo Jesus ou Michael Jackson, é um amor que apenas quem tem um ídolo pode compreender. É diferente. Mas vamos por ordem cronológica.
Conheci Gackt há cerca de nove anos atrás, mais ou menos 2004. Estava a falar no messenger com a Rose, uma amiga da internet que acredito que tenha morrido, pois desapareceu sem deixar rasto. A sua imagem era a de um homem asiático extremamente bonito. Perguntei-lhe quem era. "Haha, foste a primeira pessoa que não achou que ele era uma mulher!" Claro que não! Ela enviou-me duas músicas, a Blue e a Longing, e brevemente eu estava a sacar a discografia completa pelo Bittorrent. Foi a primeira torrent que eu saquei na vida. Ainda me lembro da primeira vez que ouvi. Foi a Longing e eu tinha-a no MP3 para ouvir um dia. Depois de ver tantas fotografias Dele, estava com medo do que seria a música. A voz surpreendeu-me. Mas gostei. E fui gostando cada vez mais. É o que gosto mais.
Era o meu sonho longínquo um dia ir a um concerto. Imaginava o que seria, o que faria, queria ser aquela fã maluca que depois aparece no vídeo às cavalitas de alguém. Mas era um sonho longínquo. Gackt não saía do Japão. Nunca sairia.
Mas um dia saiu. Quando li a notícia chorei da mais pura felicidade. Convenci um amigo e juntos fomos até Barcelona para um concerto da Tour Europeia de Gackt, I Love You All. A experiência foi diferente do que eu imaginava. A experiência foi espiritual. Se falar muito dela nunca mais saio daqui, por isso se quiserem saber mais podem ler a minha review do concerto no Livejournal e uma descrição mais detalhada da relação que isto tem com a espiritualidade no meu blog privado sobre religião e Paganismo Chiisana Inori (este blog está um bocadinho inactivo porque não tenho estudado como me comprometi a fazer, mas espero que quando me conseguir organizar possa voltar a ele). Enfim, contas feitas, foi o concerto mais importante da minha vida e mudou-me completamente como pessoa. Prova que lá estive?
Um ano depois, voltou, com a sua banda Yellow Fried Chickenz. Foi um concerto muito diferente, mas muito divertido. Dessa vez escolhi ir a uma cidade onde nunca tivesse estado e fui a Estocolmo.
Depois do primeiro concerto, fiz um Livejournal, por forma a poder contactar com a comunidade de fãs de Gackt. Há muitos tipos de fãs, o que é maravilhoso. Nenhum é como eu e somos todos diferentes. Para o futuro, gostaria muito de criar/pertencer a um fanclub de Gackt em Portugal, as Dears Portuguesas (Pears?).
Nos meus sonhos mais longínquos incluem-se coleccionar toda a merchandise de Gackt (já tenho bastante), incluindo o carro (o que vai ser difícil, há fãs casadas com homens muito ricos), oferecer-Lhe uma viagem de férias a Lisboa e beber um copo com Ele. Ou ser veterinária dos cães Dele. Haha. Ah, e ser uma Dear - isto é - pertencer ao clube de fãs. Mas é demasiado caro para mim neste momento.
Agora vocês dizem "ok, tudo fixe, mas que música é que este gajo faz?". Ou talvez "sim, tá bem, ouvi tipo três músicas dele quando estava à procura de Dir en Grey/Versailles/Moix dix Moix, o que é que tem de especial?"
Aparece a razão pela qual eu fiz este post. O Senhor, na sua simpatia, está a considerar fazer um album Best Of. Já fez um em 2011, mas o que é que isso interessa? Enfim, ele pediu às suas Dears que fizessem uma lista de músicas, para submeter aqui. Chama-se "Anata no Gackt", ou seja "O Teu Gackt". Assim, vou partilhar a minha lista com vocês. Eu oiço estas músicas. Quando estou muito feliz, quando estou muito triste, quando estou com saudades, quando estou deprimida, quando estou cheia de energia, quando me apetece. Sempre. Este é "O Meu Gackt".
1. Uma música para ouvir a conduzir
Wasurenai Kara (Porque Não Esquecerei)
É certo que Ele aparece a andar de mota no clip, o que inspira sempre a grandes conduções. A música dá vontade de correr, de fazer uma viagem muito rápida. E a própria música é sobre procurar o que se perdeu, sem esquecer. Uma viagem cujo o único destino é voltar a encontrar.
2. Uma música para ouvir depois de um desgosto de amor
Sayonara (Adeus)
Adeus. Esta música é tristíssima, mas também é lindíssima. Acabou. Existem duas versões, uma do álbum Rebirth e a outra do single Jesus, mas gosto muito mais da versão do álbum, pois o solo de violino tem uma vertente mais clássica. Nesta música também se pode ver o talento que o Homem tem para o piano, instrumento que conhece deste os quatro anos. Esta música em estúdio é um pouco diferente, mas achei que esta versão ao vivo é muito trágica e demonstra bem o quanto a canção nos parte a alma.
3. Uma música para ouvir quando se enfrenta um desafio
Dybukk
Então, estavam à espera que Gackt rapasse? Na verdade são o You e o Chachamaru, guitarristas da sua banda (You também violinista) e o Gackt é o falsete. Uma música bem agressiva, cheia de força.
4. Uma música que se canta sempre no karalhoke
Faraway~hoshi ni negai wo~ (Faraway~Desejo a uma estrela~)
Opá, esta música é tão infinitamente fofinha. E não é muito difícil de cantar (apesar da letra não ser simples, não tem palavras muito difíceis) E tem woos! E no folheto do single aparece o rabo Dele! Tiraram todos as cuecas! Woo!
5. Uma música para ouvir quando tens um novo amor
Another World
Esta é difícil. As músicas de Gackt são todas sobre o amor, nas suas várias vertentes (mesmo todas), mas são praticamente todas tristes. E um novo amor é uma coisa mesmo feliz. Por isso escolhi esta, que é sobre morrermos juntos. Que é a maneira ideal de se morrer. <3
6. Uma música para adormecer à noite
Shima Uta (Canção da Ilha)
Esta música é uma cover. Montes de gente faz covers desta música. Mas só o Gackt a faz utilizando instrumentos tradicionais e um estilo único do Japão. A Criatura é nacionalista como tudo, o que não acho mal dado que também gosta de nós de maneira igual, o que se revela na sua música mais do que uma vez. Escolhi esta música para dormir, porque é tão bonita que assim adormecemos a sorrir.
7. Uma música para ouvir quando estás triste
U+K
Oi? Como é que uma música tão feliz cheia de gatinhos (nyanyanya) pode ser uma música para ouvir quando se está triste? Podia argumentar que a música me faz bem disposta, mas isso não é verdade. A música faz-me chorar. Precisamos de um bocadinho de contexto: Gackt pertencia à banda Malice Mizer antes de se lançar a solo. O baterista dessa banda, Kami, faleceu vítima de um AVC, muito jovem. Em sua homenagem, o seu amigo compôs uma música sobre como nos vamos encontrar um dia outra vez, tentar ver o lado positivo de uma coisa que não tem nada de positivo. A cena dos gatos, dizem os rumores que foi uma aposta com Kami.
8. Uma música para ouvires quando queres energia
Vanilla
(Eu pus esta versão ao vivo porque tem o Gackt aos vinte e poucos anos depois de dar uns traços, a passar-se. Hoje em dia ele já não dá nos estupefacientes (desta maneira, que eu vi o DVD da I Love You All e vocês estavam-se a tripar, que eu vi) e nunca (nunca mesmo) se falou disso. Mas é claro e evidente que todos os membros dos Malice Mizer se estavam a alucinar e que os primeiros anos a solo também foram uma alucinação. O que eu acho muito bem!) Bom, esta música... Começava ser a minha preferida. Até que eu descobri a letra. Meu deus, esta música é uma badalhoquice pegada! Mas tem bué metais e um ritmo todo acelerado, dá para dançar assim com os braços no ar que é uma loucura! O que me recorda uma história: na primeira J-Rock Party, em Setúbal, estava cada um na sua mesa, tudo a morrer. De repente começou esta música e o pessoa pôs-se todo a dançar! Depois voltaram a sentar-se e tudo voltou à normalidade.
9. A song to listen to when you're feeling happy
Au Revoir
Falando dos Malice Mizer, aqui estão eles. Isto não era, nunca foi e nunca teria sido a banda do Gackt. Era a banda do Mana-sama e o Gackt era só um simples e vulgaríssimo vocalista. Mas é impossível falar de Gackt sem falar de Malice Mizer. Eu amo esta música de paixão. É um pouco triste mas acaba com "eu só te quero ter nos meus braços", o que é uma coisa bonita. Fico sempre muito feliz cada vez que a oiço.
10. Uma música para ouvir com a família
Stairway to Heaven
Digamos que a minha família não vai muito com a onda do Gackt... Mostrei a toda a gente, mas como não percebem as letras não conseguem gostar. Por isso fica aqui uma das maiores influências do Artista, uma que podemos ouvir com a família (pelo menos com a minha)
11. Uma música para ouvir cansado
Tsuki no Uta (Canção da Lua)
Esta música leva-me a pensar e a filosofar. Gosto de imaginar uma performance de teatro baseada no anime Texhnolyze (esta música é a ED), e vai ser uma coisa mesmo bonita. É uma música que relaxa e que limpa.
12. Uma música para ouvir numa má situação
Jesus
Esta música faz uma analogia com a situação de Jesus, na cruz, o que é uma... Má situação. Mas é uma música animada e electrizante, que dá energia para lidar com ela, acho eu.
13. Uma música para ouvir quando nos sentimos sozinhos
Kagerou (Calor)
Composta pelo Chacha (Chachamaru), o guitarrista, mas simpaticamente cantada aqui pelo nosso Amigo. Acho esta música lindíssima e aquece-me por dentro. Quando a ouvi no concerto (o mesmo do vídeo, só que noutro país), pus-me a chorar compulsivamente. Senti-me a pessoa mais sozinha do universo, no meio daquela gente toda. E a música era a minha companhia. Senti-me tão feliz...
14. Uma música que é difícil de cantar
Papa Lapped a Pap Lopped
Acho que toda a gente vai escolher esta música! Nem sequer sei dizer o nome! Chamamos-lhe Parappa em vez disso. Queria mostrar o vídeo Dele a dançar isto com a coreografia, porque o Homem dança tão tão tão mal e consegue fazer as coreografias que Lhe mandam (se é que não é Ele a inventá-las), por uma razão que me transcende. Mas não consigo encontrar o vídeo aqui pelo blogger.
15. Uma música para ouvir com um amante
Dears
Esta é muito, muito, muito difícil. Porque eu propositadamente nunca mostro Gackt a ninguém. É a minha cena, o pessoal não vai gostar, para que é que eu vou partilhar. E ao meu... Meu; eu nunca pensaria que alguma vez iria ouvir Gackt com ele. Mas ouvindo, acho que seria esta música. É a música Dele para nós, as fãs, e a maneira Dele dizer que até curte de nós. E eu curto do Meu. É isto o que lhe quero dizer. :)
Extra: Uma música para tripar
Kono Daremo Inai Heya De (Neste quarto vazio)
Não tenho nada a dizer a não ser que amo esta música de cima a baixo.
E agora?
Agora, vão pegar em vocês, sacar a discografia e ouvir tudo, tudo, tudinho! Não? Não faz mal. :) Ficou por falar as bandas sonoras dos filmes e das novelas. Ficou por falar a primeira banda em que Ele era baterista, os Cains:Feel. Ficou por falar a super banda, S.K.I.N. Ficou por dizer tanta coisa. Mas fica aqui o meu contributo para o projecto Dele, que decidi partilhar porque... Porque sim.
Agora é a vossa vez de me contarem tudo sobre o vosso ídolo. Acho que toda a gente devia ter um. É pouco saudável, mas sabe tão bem...
By : ladyxzeus
Revista Banzai!
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Revista Banzai!
Vários
Revista de Manga - Volumes 0,1 e 2/Infinitos
2010
Antes de mais começo por dizer que este comentário não tem por intenção magoar os sentimentos de ninguém. Tenho alguns dos contribuintes desta revista nos meus contactos, apesar de nunca falar com eles, por isso espero sinceramente que não se ofendam com nada do que eu vá dizer e que o usem de forma construtiva por forma a melhorarem a qualidade da revista e, assim, a façam vender mais e trazer mais fãs ao nosso pequeno universo e aos nossos eventos. Não que eu vá dizer coisas especialmente maléficas, mas fica o aviso e o pedido de não me encherem os comentários com o argumento "porque é que não fazes melhor?" Explico também porque é que eu não faço melhor: porque eu não sei desenhar nem escrever argumento de BD (mas irei aprender num workshop em breve). Mas por acaso até sei bastante sobre a teoria por detrás da criação destas coisas dos quadradinhos, porque em tempos eu pensei que sabia desenhar. E fartava-me de desenhar, sobretudo Neopets. Depois caí em mim e parei de fazer isso. Mas enfim, isso já são coisas que não interessam a ninguém.
Vou comentar cada uma das histórias conforme vêem no site. Para lerem a sinopse, peço que se dirijam ao dito. Vamos lá?
TMG - The Mighty Gang
Isto é um shounen inspirado, claramente, pelos shounens mais modernos de acção, mistério e poderes mágicos. No caso, os elementos. Acho que é uma história que não funciona bem neste formato, nomeadamente neste tipo de papel. O branco é demasiado branco e o preto é demasiado preto, o que faz um contraste um pouco desagradável. Este contraste predomina pela falta de sombras, trames (eu aprendi isto em francês, não sei o nome que as pessoas normais usam). Para ser sincera, foi a história que gostei menos e acho que vai ser a que vai durar para sempre, está-se mesmo a afinfar a ser shounen de longo curso. Não gostei do estilo e achei que houve momentos falhos em termos artísticos. O ambiente é frequentemente quebrado por piadas e expressões "engraçadas", até mesmo durante as lutas, o que me impede de levar a sério o que vai acontecer. Isto é, eu sei que se esta gente está a cair em grandes nuvens de fumo e a rir-se, vão certamente vencer o inimigo. Também achei especialmente parvo usar nomes portugueses para pessoas que não são portuguesas. Existe shounen feito de uma maneira mais interessante e acho que a autora devia procurá-lo para se inspirar.
Kuroneko
Eu quando li a Banzai #0, odiei isto por uma razão muito simples: as ovelhas não têm dentes na arcada dentária superior. Têm uma mesa dentária. Por isso, porque raio é que esta ovelha teria dentes afiados? Causou-me tal irritação que releguei esta secção como a pior da revista. No entanto, ao ler os volumes 1 e 2, isto apareceu-me de outra maneira. E tornou-se na minha secção preferida. Os desenhos são muito simples e têm traços fortes, pouco característicos do estilo manga. Isso torna a arte refrescante. As histórias são apenas pequenos momentos, tiras de três quadrados, e situam-se num universo surreal muito reduzido e muito delicado. Muitas das histórias não fazem sentido, mas de certa forma acabam por funcionar muito bem e transportaram-me para um lugar diferente. Um lugar onde só há um gato, uma ovelha e uma borboleta.
Miau Miau!
Num estilo artístico a dar mais para o shoujo, é uma história fatia-de-vida com gatinhas humanizadas. Isto é, às vezes aparecem com forma de pessoa, outras vezes aparecem com forma de gato. Esta primeira história foi sobre o banho do gato depois de ter sido apanhado da rua. É muito leve e claramente tem a melhor arte de entre todas as histórias, talvez por autora já ser profissional do manga antes de conduzir esta história. É divertido e é fofinho, uma espécie de Chi's Sweet Home com nekomimis. Achei apenas que as figuras humanas dos gatos são demasiado pequenas em relação à da dona. A menos que venham a crescer à medida que envelhecem, o que ainda não sabemos!
Pandora's Song
Sabem quando há um conceito que até é bastante interessante e depois a resolução acaba por ficar aquém do que podia ter sido? É este one-shot, sem tirar nem por. A história é sobre uma rapariga muda a quem aparece um anjo que lhe dá voz para cantar. Mas a arte é terrível. Eu percebo a intenção e acho que em certos casos as linhas simples funcionam muito, muito bem. Neste caso não. Os designs dos personagens foram inconsistentes e achei que o design do anjo foi um movimento péssimo, pois tirou toda a beleza ao momento na tentativa de o tornar mais engraçado. A história podia ter sido mesmo muito bonita, mas tornou-se vulgar e desagradável. O que é uma pena, sobretudo tendo em conta que uma série de pessoas trabalharam para produzir isto.
Sete Pecados
Uma arte bem moderna, mas também muito ocidental. Este capítulo serviu para introduzir os personagens, mas achei que acabou por ficar um amontoado de personagens que aparecem ali unidas por um quadro mas que... Como é que elas apareceram todas ali? Parece que foram atiradas para dentro do museu sem pensar muito nisso. Acho que teria funcionado melhor se tivessem gasto mais capítulos a introduzir as personagens com jeito em vez de as por todas num pequeno espaço "e agora amanhem-se e continuem a história". Fiquei sem ideia do que a história vai ser e os personagens apareceram uns a seguir aos outros com tal rapidez que acabou por ser difícil associar quem é quem.
Considerações Finais
Eu comprei o Volume 0 na Japan Weekend Lisboa, em 2010 (?). Ou 2011. Não me lembro bem da data, mas posso ir descobrir. Achei que foram os piores dois euros que gastei na vida, detestei a edição, achei que era um esforço ridículo, achei que esta gente desenhava toda pessimamente, que as histórias eram vulgares e parvas e tudo e tudo e tudo. Assim, quando apareceu a notícia do Volume 1, nem pensei em comprá-lo. A custar cinco euros e meio, ainda por cima, nem pensar. Acabei por ganhar os dois primeiros volumes no concurso da Nanothron. Até perguntei "quem é aqui a pessoa dos animus", mas a pessoa dos animus deve ter achado que eu estava a gozar com ela porque não quis desenvolver a conversa.
Surpreenderam-me. Isto afinal, não é mau de todo. Tem coisas a melhorar, mas também tem coisas muito interessantes. Temos aqui artistas promissores, temos aqui ideias originais, temos ideias bonitas e temos capacidade narrativa. Todas espalhadas. Acho que a qualidade ainda pode melhorar e chegar ao nível de uma revista de manga Japonês, se bem que mais pequenina, mas estão no bom caminho.
Sinceramente, não sei se hei-de comprar o volume 3 ou não. Ofereci o 0 a uma amiga e ontem deixei o 1 e o 2 em casa de um amigo, para ele ter banda desenhada em estilo manga e ao mesmo tempo portuguesa na sua biblioteca. Se comprar o volume 3, acho que vou começar a fazer a colecção para o meu amigo. Mas e se ele não gostar? Talvez lhos peça de volta? Não sei bem. Mas isto não esgota, como se tem visto, por isso ainda vou a tempo.
A NCreatures, fundamento da revista, farta-se de promover actividades com os artistas em montes de ocasiões, incluindo festivais importantes (e coisas menos importantes). Sempre me recusei a ir por causa da impressão que tinha do volume 0. No entanto falei com duas das autoras no Iberanime, apesar de não saber quais é que eram, e ofereceram-me um desenho que está muito giro. Talvez ganhe mais desenhos nesses eventos? Talvez vá.
A revista Banzai! para mim, neste momento, é um grande talvez. Mas depois de ter aprofundado mais o "conhecimento" sou da opinião de que estão a fazer um excelente trabalho, sobretudo no que toca à divulgação.
Por isso recomendo, para que se apoie e indústria portuguesa e o nascimento de novos artistas nesta área que tanto nos apaixona.
By : ladyxzeus
